27 fevereiro, 2007

Nova Crise Asiática 10 anos depois ?

Eis a questão !
A economia chinesa entrará em processo de deseceleração forçada ?
E a economia americana ?
Tudo que sobe, desce !
Mas quando ?
E o Brasil como fica ?
Como frear o crescimento do dragão

Apesar de o mercado global ter se levantado do tombo que levou na terça-feira e ter encerrado as operações mais calmo ontem, o debate sobre os possíveis efeitos de um desaquecimento na China ainda estão em alta temperatura. Será realizado na próxima semana, em Pequim, o Congresso Nacional do Povo, que deve discutir medidas para reduzir o alto ritmo de crescimento do dragão asiático. Entre os motivos que desencadearam o movimento de perdas no mercado acionário no mundo na terça-feira estava o rumor de que o governo chinês adotaria uma taxa de 20% sobre ganhos em bolsa, com o objetivo de amenizar a valorização das ações, que atingiu 170% nos últimos 14 meses. Apesar de a medida ter sido descartada por autoridades chinesas, o governo reiterou estar preocupado com o excesso de dinheiro em circulação na economia. Este deve ser o principal ponto das medidas de controle macroeconômico que serão discutidas no Congresso Nacional do Povo, segundo o Diário do Povo, porta-voz do Partido Comunista. O receio das autoridades é de que o crescimento próximo de dois dígitos dos últimos anos seja insustentável e gere crise de proporções inéditas. Desde julho de 2006, o Banco do Povo da China, o banco central do país, já elevou quatro vezes o volume de dinheiro que as instituições financeiras devem deixar imobilizados na autoridade monetária - e, portanto, não podem usar para concessão de empréstimos. Em sete meses, a taxa passou de 8% para 10%. O grande volume de depósitos bancários se transformou em um dos motores da forte valorização das bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen, que subiram cerca de 130% em 2006, depois de cinco anos de queda. A China tem um índice de poupança de aproximadamente 50% do Produto Interno Bruto (PIB). A maior parte desses recursos é canalizada para os bancos, diante do pequeno número de opções para investimentos. Em dezembro do ano passado, os depósitos somavam US$ 4,46 trilhões, o equivalente a 166% do PIB do país. Com a valorização das ações e a baixa remuneração dos depósitos - inferior a 3% ao ano -, os chineses começaram a retirar dinheiro dos bancos para aplicar no mercado de capitais. Só no ano passado foram abertas 3 milhões de contas por pessoas físicas em corretoras que atuam nas bolsas de Xangai e Shenzhen. Em 2006, o PIB chinês teve expansão de 10,7%, o maior índice em 11 anos.


Bolsas têm dia de melhora

Um dia depois da sacudida global, o mercado financeiro fechou a quarta-feira mais tranqüilo. Algumas bolsas de valores iniciaram uma recuperação, mas relativamente tímida perto das perdas do dia anterior. Na China, a Bolsa de Xangai subiu 3,94%, após ter caído 8,84% na véspera, a maior queda percentual em um dia desde fevereiro de 1997, resultado que iniciou a onda de incertezas na economia global. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou valorização de 1,73%. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,43%. A Nasdaq ganhou 0,34%, mas, na Europa e em parte da Ásia, as sessões foram novamente de perdas. Analistas do mercado de capitais em Hong Kong avaliam que a forte queda da bolsa de Xangai não se deve à preocupação dos investidores com as medidas econômicas que deverão ser introduzidas pelo governo chinês. O motivo, comentam, é o fato de que houve expressiva valorização das ações em curto espaço de tempo e havia necessidade de uma correção. Gerentes de fundos acham que o "pânico" das medidas do governo chinês não são a razão real. Seria o fato de que as ações dos pregões chineses estariam supervalorizadas, o que teria levado os investidores a realizar lucros, usando os rumores como "desculpa". Volatilidade ainda é esperada por um tempo A análise dos analistas prevê que as ações de Hong Kong devem ser saneadas por uma correção, já que o mercado teve uma forte alta sem consolidação. Outros minimizam a queda dizendo que o fenômeno é algo que pode acontecer num mercado que, em questão de 24 horas, volta a subir. Mas acrescentam que se o padrão mudar o mercado não terá a força necessária para reagir e então "cairá rapidamente". - Não se deve esperar por normalização rápida dos mercados e volta aos patamares anteriores. A conjuntura de maior volatilidade deve persistir por algum tempo - afirmou Maurício Molan, economista-sênior do Santander Banespa.


Mais de um gatilho para detonar a crise

Na primeira grande crise dos mercados depois da sua posse no Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) há um ano, o presidente Ben Bernanke revelou que os acontecimentos indicam a existência de mais de um "gatilho" para o movimento de venda de ações. Mas descartou a hipótese de a turbulência ter sido causada por problema de liquidez, como sugeriram alguns analistas. E assinalou que os Estados Unidos terão um crescimento "moderado" neste ano. Alguns analistas entenderam a frase como uma referência a Alan Greenspan, antecessor de Bernanke, que declarou acreditar na possibilidade de uma recessão nos EUA até o fim do ano. Para eles, os detonadores da crise foram a grande queda da bolsa de Xangai, que teria arrastado as demais bolsas, e os comentários de Greenspan.


Turbulência chinesa pode atingir o Brasil

A turbulência provocada no mercado internacional pela queda de quase nove pontos na bolsa de Xangai na terça-feira já está se dissipando na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega: - Foi uma turbulência 1,5 ponto na escala Richter - brincou, fazendo comparação com a escala que mede terremotos. Mesmo assim, Mantega ressaltou que é preciso estar alerta, apesar da solidez da economia brasileira para enfrentar qualquer problema externo. Na opinião do ministro, caso a turbulência persista, o máximo de reflexo que a economia brasileira poderia ter seria a desvalorização no preço das commodities ou a diminuição no superávit comercial, que é muito elevado, avalia. A economia brasileira, segundo Mantega, funciona bem com um superávit comercial acima de US$ 30 bilhões - no ano passado, o saldo ficou em US$ 46 bilhões. O ministro destacou as estimativas de um superávit comercial de US$ 50 bilhões: - Se tiver problema, podemos diminuir para US$ 40 bilhões e, mesmo assim, teremos sobra de moeda forte na economia. O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, considerou como "movimentos normais de mercado" as agitações das bolsas de valores em todo o mundo. Meirelles também reiterou a necessidade de "sempre ficar atento" a esses movimentos. Mas lembrou que, como os mercados ainda estão em fase de acomodação, é preciso verificar até que ponto isso é uma tendência que vai se prolongar um pouco mais ou não.


Bovespa reage com alta de 1,73%
Recuperação em Xangai favorece negócios em Wall Street


Influenciada pela reação na China, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) registrou ontem ganho de 1,73% e volume de R$ 4,631 bilhões. Na terça-feira, o pregão paulista havia desandado 6,63%. O Risco Brasil cedeu 3,01%, recuando para 193 pontos. Depois de despencar 8,84% por causa da possibilidade de o governo chinês taxar o capital externo, a Bolsa de Xangai registrou valorização de 3,94%. As principais bolsas asiáticas, porém, acumularam acentuadas baixas. As ações caíram 3,72% em Cingapura, 2,9% em Tóquio, 2,6% em Seul e 2,5% em Hong Kong. Na Europa, os destaques foram as quedas de 1,56% em Londres e de 1,53% em Frankfurt. A Bolsa de Nova York (Nyse) interrompeu uma seqüência de cinco pregões negativos: o índice Dow Jones avançou 0,43%. Mercado das ações do setor tecnológico, a Nasdaq teve alta de 0,34%. Também as bolsas argentina e mexicana obtiveram ganhos. Conforme o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Brasil, Max Alier, o país está forte para enfrentar as turbulências externas. Ele aponta, por exemplo, o nível das reservas internacionais, que deve superar US$ 100 bilhões nas próximas semanas. As aplicações de renda fixa, com ganho nominal médio de 1,05%, perderam somente para o ouro no ranking de fevereiro, quando o metal subiu 1,33%. As ações cederam 1,67%, e o dólar comercial teve baixa de 0,09% no período.


Caderno de Economia do Jornal Zero Hora, 01/3/2007.

No parque de diversões, quem paga mais pode passar na frente

O ingresso fura-fila
por Rodrigo Martins
No parque de diversões, quem paga mais pode passar na frente

É dia de trabalho, mas o parque de diversões está repleto de gente. Debaixo do sol abrasador, centenas de visitantes lamentam a espera de até duas horas para entrar nos brinquedos mais disputados, como a desafiadora montanha-russa, de mil metros de extensão. Canaletas com água pulverizada ajudam a minimizar o calor. Alguns perdem a paciência, gesticulam e esbravejam. Outros tentam burlar a fila com os conhecidos que chegaram antes. “Ei, amigão, vai passar na frente de todo mundo?”, protesta um garoto de, no máximo, 10 anos, com surpreendente rigor. “Eu só fui comprar uma água”, rebate o adolescente, trajado com o uniforme escolar. A justificativa parece não convencer, mas basta para o espertinho seguir adiante e pular outra cancela, não sem algum constrangimento.

Mas, no Hopi Hari, o maior parque temático da América Latina, localizado em Vinhedo, interior de São Paulo, os abastados não precisam passar por esse embaraço. Basta pagar mais 16 reais, além do passaporte de 42 reais na entrada, para assegurar o direito de furar a fila quatro vezes, com hora marcada e em brinquedos à escolha do comprador. Como as celebridades e os clientes Vip das casas noturnas badaladas, os beneficiários entram pela porta dos fundos, distante dos olhares e comentários maldosos de quem aguarda a vez de maneira resignada.

“Isso é um péssimo exemplo para as crianças. Na prática, elas aprendem a aceitar a diferença como algo natural. Quem paga mais pode tudo”, ataca Roberto Alves, coordenador do ensino fundamental de uma das unidades do Sesi em Valinhos, a menos de 10 quilômetros do Hopi Hari, em excursão com alunos. Outro descontente é o empresário Braz Antônio Izelli, de 59 anos. Residente em Salvador, ele aproveitou a visita a São Paulo para conhecer o parque com a família. “Meu filho está na fila de um brinquedo há mais de uma hora. Não sabia que existia um ingresso fura-fila, mas não compraria de qualquer maneira. Não é justo.”

Antes de satanizar a iniciativa do parque, cabe ressaltar que a experiência não é um caso isolado. Empresas de variados setores buscam oferecer tratamento diferenciado àqueles que podem pagar mais. Satisfazem, assim, um velho hábito brasileiro. Basta lembrar o caso dos bancos, com atendimento exclusivo para clientes de renda elevada. Também os dos cartórios, que cobram taxas de emergência para entregar documentos com mais rapidez, com o agravante de que eles prestam serviços de utilidade pública, uma concessão do Estado.

Na avaliação de Renato Janine Ribeiro, professor de filosofia da Universidade de São Paulo, isso é o reflexo de uma sociedade que sabe que é desigual, mas faz o possível para escamotear as injustiças. “Quando a classe média era reduzida, o tratamento diferenciado era socialmente aceito. Chegava a ser charmoso permitir que personalidades e pessoas chiques pudessem passar na frente de todos em uma fila. Na medida em que a classe média cresceu e aumentou o desejo de inclusão dos pobres, ficou mais difícil justificar a desigualdade. Então, a sociedade criou formas de disfarçar a distinção. O rico não precisa pegar fila, vai direto no guichê exclusivo.”

É claro que o privilégio oferecido pelo Hopi Hari tem defensores. O estudante Matheus Ribeiro de Oliveira, de 12 anos, por exemplo, não apenas considera boa a iniciativa, como também correu para garantir os bilhetes do chamado Hopi Pass. “Durante toda a manhã, eu fiquei muito tempo na fila. Perdi mais de uma hora só para entrar na montanha-russa. Mas valeu a pena, ela é animal... Agora, quero ir na Torre Eiffel (um elevador que despenca de uma altura de 69 metros) e na Ekatomb (um brinquedo giratório em forma de tumba). Como tem muita gente na frente, vou usar esse ingresso”, explica o garoto, com alguns tíquetes na mão. Aos críticos de plantão, ele manda um recado: “Se paguei, tenho o direito de passar na frente”.

A advogada Luciana Ambrosano, de 26 anos, também comprou bilhetes para evitar a fila, mas jura que não teve escolha. “Cheguei no parque às 2 da tarde e ele fecha às 5 e meia. Depois de duas horas de espera para entrar em um único brinquedo, tive de pagar para passar na frente. Caso contrário, não iria aproveitar nada.” Um amigo de Luciana fez o mesmo, mas preferiu não dar entrevista. “Não me leve a mal, mas estou matando a tarde de trabalho, meu chefe não sabe que estou aqui”, justifica-se.

Entre as pessoas que não pagaram pelo Hopi Pass, é difícil encontrar partidários do sistema. Mas, a bem da verdade, pouca gente se descabela por isso. O estudante Eduardo Lorando, de 13 anos, avalia que o privilégio não traz grandes prejuízos. “Poucas pessoas compram esse ingresso, o que atrapalha mesmo é o pessoal que guarda lugar na fila para os amigos.”

Outros visitantes, como o assistente contábil Maurício Beozzo, de 29 anos, nem sequer repararam na existência desse bilhete, mas reclamaram da desorganização das filas. “Muitos passam na frente sem nem pedir licença. A molecada das escolas a gente até perdoa, mas tem muita gente grande que faz a mesma coisa.” O advogado Daniel Alfonso Brogini, de 28 anos, resume o descontentamento em uma frase: “Você passa mais de seis horas no parque e menos de cinco minutos nos brinquedos”.

Placas espalhadas pelo parque alertam o visitante de que “é proibido guardar lugar e furar fila”. De acordo com a assessoria de imprensa do Hopi Hari, a exigência não contradiz o slogan do Hopi Pass: “Diversão sem filas”. O objetivo, alega a empresa, é oferecer um produto que ajuda o cliente a organizar o passeio, para que ele possa aproveitar melhor o tempo. Desde que pague, é claro. Além disso, haveria também um limite para o uso do superbilhete. Apenas 5% do movimento de cada brinquedo, para não prejudicar os demais freqüentadores. O conceito seria o mesmo utilizado em alguns parques internacionais, a exemplo do Six Flags, de Los Angeles (EUA).
Alheio a essas querelas, um grupo de crianças encontrou uma forma alternativa de diversão. Deixou as atrações do Hopi Hari de lado para tomar banho no chafariz. Com roupa, diga-se. Gabriel Fioravante, de 8 anos, era um dos mais empolgados com a brincadeira. Aluno do Colégio Guarani, de Mogi das Cruzes (SP), o garoto viajou por três horas até o parque. Durante uns 30 minutos, permaneceu debaixo da cascata d’água. “Tá muito calor, vim me refrescar um pouco”, conta, envergonhado, e com as mãos já enrugadas. Para esse divertimento, ele não enfrentou filas.

Extraído da Revista Carta Capital, número 443

24 fevereiro, 2007

Exclusivo ! Mais de 1.000 cds para download

A Internet realmente é uma beleza !

Particularmente o que me gusta são os vídeos, DVDs, e mp3 que baixo e posso usufruir.Tenho muita coisa boa e relíquias !

Aproveito para compartilhar com todos vocês mais de 1.000 cds de 160 bandas de rock.

Cliquem aqui para baixar o arquivo com os links e bom proveito !

22 fevereiro, 2007

Teste sugere que carro exportado é mais seguro que o vendido no Brasil







Modelo destinado ao mercado externo vem com itens de série não disponíveis para o mercado nacional




Um teste de colisão realizado pela associação de defesa do consumidor Pro Teste aponta que carros produzidos no Brasil para exportação têm mais segurança do que os feitos para o mercado interno. A diferença, segundo o teste, pode custar a vida do motorista. O airbag e o cinto retrátil e com pré-tensionadores saem de série das montadoras quando o destino do veículo é a Europa. O teste foi realizado em um laboratório na Alemanha.


O carro usado como exemplo pela Pro Teste foi o Fox, produzido pela Volkswagen na fábrica paranaense de São José dos Pinhais, mas a entidade assegura que o modelo foi escolhido por estar entre os mais vendidos da categoria e que a ausência dos itens de segurança é verificada em todas as marcas. O Fox também foi considerado pelos testes um dos modelos brasileiros mais seguros.

O airbag, apesar de não ser um item de série, é opcional ao consumidor brasileiro. O cinto retrátil com pré-tensionadores, no entanto, não está disponível no mercado nacional. Apesar de os itens não serem obrigatórios por lei em alguns países da Europa, a cobrança do mercado acabou exigindo tais medidas.


“É inadmissível que o consumidor brasileiro use o mesmo carro que um europeu sem esses itens de segurança. Vamos conversar com a Anfavea (associação das montadoras) e com setores do governo e lutar para que os itens saiam de fábrica”, disse Maria Inês Dolci, coordenadora da Pro Teste.


Entre os danos aos motoristas, o teste aponta ferimentos nas regiões da cabeça e tórax, que são evitados com o airbag e o cinto retrátil com pré-tensionadores. O teste considera um veículo em colisão frontal a uma velocidade de 64 km/h.


O airbag também minimiza os impactos para quem está no banco do passageiro. Sem o item o consumidor pode ter ferimentos na cabeça e tórax de gravidade considerada de média a elevada. Com o airbag, o impacto é considerado de risco mínimo.


Segundo o médico Maurício Miname, do resgate do Corpo de Bombeiros, o cinto de segurança utilizado nos carros brasileiros serve, em uma colisão frontal, para evitar que os ocupantes sejam jogados para fora do carro. O cinto retrátil com pré-tensionadores evita o deslocamento do corpo, mas também não trava em caso de impacto, com acontece em alguns casos com os modelos usados no Brasil.

Outro lado

Embora o Fox tenha sido usado apenas como exemplo, a Volkswagen informou que o teste “comparou veículos diferentes, ao utilizar uma versão sem airbag duplo (considerando-a como ‘fabricada para o mercado interno’) com outra equipada com esse dispositivo de segurança (‘modelo europeu’)”.


Para ser “confiável”, segundo a montadora alemã, o teste deveria ter comparado dois veículos com airbag, já que o item é opcional aos brasileiros. “Assim, ficaria claro que o Fox ‘nacional’ oferece as mesmas condições de segurança do Fox ‘europeu’”, informou.
Gazeta do Povo, Caderno de Economia 23/02/2007

Consumo Responsável e Consciente

Estudo divulgado na semana passada pela revista Consumidor Moderno e pela empresa de pesquisas InterScience, mostra que a tendência é de crescimento do consumo responsável. A quarta edição do trabalho aponta que ações de responsabilidade sócio-ambiental são consideradas muito importantes por 51% dos entrevistados em Porto Alegre, São Paulo, Rio e Recife. Na edição passada, o índice foi de 44%.
Na mesma pesquisa, a qualidade do bem ou do serviço foi considerado o critério mais importante, com 61% das respostas. A surpresa foi o preço, que ficou na terceira colocação, com 46% das respostas.
Mattar observa que mais de 80% dos brasileiros praticam ações de consumo consciente de curto prazo e relacionado com economia, como fechar a torneira e apagar a luz ao sair de uma peça. Um segundo grupo, que incluiria 60% dos consumidores, planeja a compra de roupas e alimentos e pede nota fiscal. Pertencem ao bloco dos que refletem sobre o ato de consumir e aceitam que o benefício virá a médio prazo. No menor bloco, formado por entre 20% e 35% da população, estão os que têm um consumo solidário: reciclam o lixo, compram bens cuja produção não agrida o ambiente e utilizam material reciclado. Para os que não acreditam no poder de influenciar e fazer a diferença, Mattar lembra:
- Se uma pessoa deixar o carro em casa uma vez por semana, serão 52 vezes em um ano. Nesse período, deixará de emitir uma quantidade de dióxido de carbono (um dos responsáveis pelo aquecimento global) que uma árvore de grande porte levará 20 anos para absorver.



Teste de consumo consciente

Responda às perguntas e descubra que tipo de consumidor você é:

Evito deixar lâmpadas acesas em ambientes desocupados
(1) Sempre, (2) Às vezes, (3) Raramente ou nunca


Fecho a torneira enquanto escovo os dentes
(1) Sempre, (2) Às vezes, (3) Raramente ou nunca

Desligo os aparelhos eletrônicos quando não estou usando
(1) Sempre, (2) Às vezes, (3) Raramente ou nunca

Planejo compras de alimentos
(1) Sempre, (2) Às vezes, (3) Raramente ou nunca

Costumo pedir nota fiscal
(1) Sempre, (2) Às vezes, (3) Raramente ou nunca

Costumo planejar as compras de roupas
(1) Sempre, (2) Às vezes, (3) Raramente ou nunca

Costumo utilizar o verso de folhas de papel já usada
(1) Sempre, (2) Às vezes, (3) Raramente ou nunca

Costumo ler o rótulo antes de decidir uma compra
(1) Sempre, (2) Às vezes, (3) Raramente ou nunca

A família separa o lixo para reciclagem (lata, papel, vidro, PET, garrafas)
(1) Sempre, (2) Às vezes, (3) Raramente ou nunca

Espero os alimentos esfriarem antes de guardar na geladeira
(1) Sempre, (2) Às vezes, (3) Raramente ou nunca

Comprei produtos feitos com material reciclado nos últimos seis meses
(1) Sim, (2) Não, (3) Não sei

Comprei produtos orgânicos nos últimos seis meses (por exemplo: alimentos sem agrotóxico, carne sem hormônios ou antibióticos)
(1) Sim, (2) Não, (3) Não sei

Procuro passar ao maior número possível de pessoas informações que aprendo sobre empresas e produtos
(1) Sim, (2) Não, (3) Não sei

Conte quantas vezes você escolheu a opção 1
De 11 a 13 - Consumidor consciente:
> Você faz parte do grupo de 6% dos consumidores que já agem considerando que as conseqüências de seus atos de consumo afetam não só a você, mas também toda a coletividade e até as futuras gerações.

De 8 a 10 - Consumidor engajado:
> Como você pensam 37% dos consumidores, mas isso não é o suficiente.
De 3 a 7 - Consumidor iniciante:

> Você age como 54% dos que praticam consumo consciente ainda pensando só em soluções para evitar desperdícios.
De zero a 2 - Consumidor indiferente:

> Na hora de consumir, você não está levando em conta sequer aspectos que evitam desperdícios e trazem benefícios diretos para você e o seu bolso. Somente 3% dos consumidores agem como você, com indiferença.


Matéria extraída do caderno de Economia do Jornal Zero Hora do dia 22/02/2007.

21 fevereiro, 2007

BOMBA: Rádios e TV Guaíba foram vendidas para a Igreja Universal

Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007 17:16
Rádios e TV Guaíba foram vendidas para a Igreja Universal.


O empresário Renato Ribeiro, proprietário da Empresa Jornalística Caldas Jr., vendeu as concessões da Rádio Guaíba AM, da Rádio Guaíba FM e da TV Guaíba para a Igreja Universal. O negócio poderá ser comunicado oficialmente nesta quinta-feira, em anúncio no Correio do Povo..

Coletiva.net procurou falar com Renato Ribeiro, que comunicou através de sua secretária que não se pronunciará sobre este assunto. Tentou contato também com os diretores Carlos e Aluizio Ribeiro, mas ambos estavam em reunião durante toda a tarde.

Durante o dia, reinava um sentimento de perplexidade entre os funcionários das emissoras, tomados de surpresa com a notícia. Especula-se que o negócio foi da ordem de R$ 100 milhões. A Rede Record, de propriedade da Universal, encerrará ainda este semestre o contrato que tem com a TV Pampa para retransmissão de seu sinal no Rio Grande do Sul, que passará para a TV Guaíba.
Notícia do site: Coletiva.Net

15 fevereiro, 2007

José Serra recompra avião

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), readquiriu o avião que havia sido vendido pelo Estado no ano passado. A notícia acirrou a tensão entre os grupos de Serra e do ex-governador Geraldo Alckmin.

Pertencente à Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Ceteep), o avião havia sido vendido junto com a empresa, em junho de 2006, na gestão de Cláudio Lembo (PFL), que sucedeu a Alckmin após o tucano renunciar ao cargo para disputar a Presidência.

Na campanha, Alckmin disse que, se eleito, venderia o Aerolula, que classificava como símbolo do desperdício do dinheiro público. Em novembro, a pedido de Serra, o governo recomprou a aeronave por meio da Companhia de Energia Elétrica de São Paulo (CESP).

O avião modelo HC foi comprado em 1985, pelo então governador Franco Montoro. Serra, como secretário do Planejamento, participou da compra. Em 1998, no Ministério da Saúde, ele foi denunciado à Justiça Eleitoral por usar outro avião da Cesp para ir a um evento do PSDB.


Extraído do Jornal Zero Hora

11 fevereiro, 2007

As duas faces da moeda

No fim de 2002, com o dólar passeando nos R$ 3,80 por causa da ressaca da eleição, em gravação de “O Povo Fala” para o Fantástico, um consumidor reclamava que “quando o dólar sobe tudo sobe, mas, quando a moeda cai, os preços ficam esperando”. Naqueles dias, quando o bacalhau de primeira subiu uma barbaridade e tornou proibitiva sua compra, o efeito substituição (belo economês!) fez nascer a “batatalhoada” que só tinha o cheiro de bacalhau. Foi um Natal com frutas tropicais, com o brasileiro fugindo dos importados.

Nos dias de hoje, com o dólar rompendo o suporte inferior na faixa de R$ 2,10, uma histeria tomou conta do mercado e só se fala nisso, embora o efeito da queda já esteja sendo sentido gradativamente há muito tempo. E para nós, consumidores, o que tem de bom, ou de ruim, nessa vertiginosa queda, totalmente imprevisível pouco tempo atrás?

Para quem tem grana, viajar para o exterior ficou a maior moleza, isso se conseguir decolar de um de nossos aeroportos... E quem tem grana? Quem poupou, não se endividou no crédito fácil e pode agora aproveitar no seu lazer.

Também o consumidor leva vantagem quando encontra os produtos importados nas prateleiras com preços convidativos e que fazem concorrência, às vezes predatória, aos produtos nacionais. Como conseqüência, os baixos índices de inflação deixam os bolsos do povo satisfeitos, mas o caixa das indústrias nacionais na pior. Por exemplo, o frango está barato aqui dentro porque está difícil exportar a esses níveis de preço do dólar...

Uma boa mostra da ausência desse efeito câmbio-baixo pode se ver nos preços dos serviços, que como não têm concorrência dos importados vêm aumentando muito mais que a inflação, pois sofrem influência dos custos crescentes da mão-de-obra. Por isso é que não se pode dar aumento em salários por canetadas demagógicas sem relação com a produtividade, pois se acaba gerando inflação.

Planos de saúde, médicos, dentistas, mensalidades escolares, transportes e, claro, as tarifas bancárias despudoradas (sempre eles, os coloridos e os sem-cor) sofreram aumentos que machucam nosso sacrificado orçamento. Teríamos solução para enfrentar esses aumentos se fôssemos políticos ou congêneres, os quais sacam da “viúva” também sem nenhum pudor, mas o sol brasiliense não nasce para o resto do país.

E a face ruim da queda dos verdinhos? É que é muito perigoso um dólar barato que atrapalhe a exportação de bens manufaturados, aqueles bens que são transformados pelas indústrias que empregam um grande contingente de mão-de-obra, em suma, pelas empresas aqui no país que geram empregos. Ao mesmo tempo, é perigoso um dólar que estimule a importação com preços muito convidativos. Empresas podem fechar e o número de empregos, diminuir.

Mas como é que ainda continuamos com tanto saldo cambial por conta de exportações? Quem é continua exportando? Ora, empresas que têm se beneficiado do aumento de preços das commodities, produtos sem nenhum valor agregado tipo minério de ferro, alumínio, milho, soja, café e outros. Conseqüência: por aqui esses produtos aumentaram muito de preço nos supermercados!

É bom notar que há muita empresa que não vive de exportação, mas que não agüenta a concorrência predatória dos importados, vide calçados, têxteis, brinquedos e outros. De fato, embora a concorrência externa force um aumento de produtividade nas empresas nacionais, o governo não ajuda, com sua infra-estrutura caótica e uma burocracia brutal.

Ainda bem que razões antropológicas salvam uns e outros: no segmento de moda íntima, os chineses não levaram vantagem e seus produtos “micaram”. A modelagem e o design asiáticos não têm nada a ver com o que querem as tupiniquins. As brasileiras, com perdão da boa palavra, são muito mais gostosas! Confira-se no Carnaval que vem aí!



Luis Carlos Ewald é economista e professor da área de Finanças nos MBA's da FGV-Rio, além de orientador de finanças familiares no Fantástico, da TV Globo. Nesta coluna, ele escreve sobre assuntos econômicos que afetam diretamente o seu bolso.

10 fevereiro, 2007

World Press Photo of the Year Award


Conforme a jornalista Michele Mcnally do New York Times escreveu: "Essa fotografia faz você olhar além do óbvio".


O excelente trabalho do fotógrafo americano Spencer Platt venceu o World Press Photo of the Year Award que retrata um grupo de ricos jovens libaneses que passeiam de carro conversível ao sul de Beirute após os ataques do exército israelense.


A foto foi tirada no dia 15 de agosto.
PS: Grato ao amigo Jair Stangler pela foto !

05 fevereiro, 2007

Pato Skill

Atendendo sugestao do amigo Jorge Eduardo insiro aqui um video que foi postado no youtube para ressaltar a habilidade do nosso Alexandre Pato.


Valeu Jorge .... mais alegrias vem por ai ....


http://www.youtube.com/watch?v=wxln-s4fpb8

04 fevereiro, 2007

Site contabiliza as vitimas da Guerra Civil no RJ.

Descobri hoje a tarde um site que retrata em numeros as vitimas da Guerra Civil que assola o Rio de Janeiro. Hoje a tarde quando entrei pela primeira vez o marcador estava em 38. Agora a noite esta em 41. Sem falar dos feridos.
Lembrando que a contagem do site foi iniciada dia 01/02 ( quinta-feira ). Infelizmente a media e superior a 10 obitos por dia devido ao caos la instalado e principalmente a ineficacia da politica de seguranca praticada.

03 fevereiro, 2007

As musicas do Alexandre Pato


A semana terminou com polemica em Pato Branco. Por uma razao especial. Muito especial.

Quarta-feira (31/01) a noite foi divulgada a musica composta pelo otimo musico Otavio Keulbeck e encomendada pela familia do jogador Alexandre Pato.



Ontem, sexta-feira (02/02) enquanto o Alexandre Pato curtia a primeira noite do Planeta Atlantida, a banda Pessoa Publica lancou a sua musica em homenagem ao jovem campeao do mundo.




Que essas musicas embalem muitos gols do Alexandre !