31 março, 2007

Receita: Bacalhau ao Creme

Tenho um amigo que além de ser gente fina é especialista em preparar deliciosos pratos. É um chef de mão cheia.
Quando ele vai para a cozinha é certeza de uma janta muito boa. Compartilho com todos vocês essa receita aqui:


Bacalhau ao Creme

Ingredientes:
1 kg de bacalhau seco
500 g de batata
300 g de cebola
1 copo de leite
200 g de creme de leite
1 colher (sopa) de manteiga
1 dente de alho


Modo de Preparo:
Deixar o bacalhau de molho pelo menos 24 horas, trocando a água várias vezes para tirar o sal. Desfiar. Cortar as batatas e as cebolas em rodelas. Misturar o leite ao creme de leite e à manteiga. Numa travessa refratária untada, colocar em camadas as batatas, polvilhadas com um pouco de sal e pimenta, as cebolas e o bacalhau. Derramar por cima a mistura de leite e creme de leite, levando ao forno por 40 minutos.
Visitem o blog do Chef Edo e confiram outras receitas especiais.

30 março, 2007

Exemplo

Três funcionários de trânsito da Alemanha foram demitidos por justa causa. Motivo: ocultaram uma infração de Beckenbauer, ex-jogador e ídolo dos alemães. Eles perceberam a infração quando as câmeras flagraram Beckenbauer passando em velocidade acima do limite permitido. Decidiram proteger o ídolo e se deram mal.

29 março, 2007

Especial Turismo: Montevidéu é surpreendente

Uma das capitais mais charmosas da América do Sul esbanja charme e atrai turistas, que invadem a cidade em busca de boa gastronomia, cultura e lazer

Os prédios antigos e os corredores verdes formados pelas mais de 150 mil árvores plantadas na cidade emolduram uma das mais charmosas capitais da América do Sul. Com 1,3 milhão de habitantes, Montevidéu une o charme histórico do casario secular com a contemporaneidade dos prédios de apartamentos que despontam na orla do Rio da Prata.
O Centro - cortado de ponta a ponta pela suntuosa Avenida 18 de Julio - é o ponto de saída para quem quer conhecer a cidade. A melhor companhia do turista é um confortável par de tênis. É fácil e seguro circular por ruas e avenidas da capital uruguaia a pé, mesmo à noite. Para quem não está disposto a longas caminhadas uma boa opção são os táxis - baratos se comparados aos preços cobrados pelos seus similares brasileiros. Na hora de gastar, uma dica é usar o peso uruguaio (R$ 1 equivale a 10 pesos) ou o dólar. A moeda norte-americana é aceita em todos os locais. Na zona central, é possível encontrar de tudo, desde as pequenas e charmosas feiras de antigüidades às grandes lojas de redes uruguaias, butiques de grifes (como a italiana Gucci) e os tradicionais comércios de roupas de couro.
No aspecto hospedagem, há opções para todos os bolsos. Do requintado Hotel Sheraton (Calle Victor Solino, 349), no bairro de Punta Carretas, ao lado do shopping com o mesmo nome, aos tradicionais (e econômicos), como o Ciudad Vieja Hostel (Ituzaingó, 1.436), localizado no coração da badalada Ciudad Vieja (www.ciudadviejahostel.com), freqüentado por jovens turistas de todas as nacionalidades.

27 março, 2007

Justiça demora 2 anos para decidir sobre furtos de R$ 1

Mais um exemplo da justiça brasileira.
Ganham tanto, constroem obras desnecessárias para acalmarem o ego e são lentos, bem lentos.
Por furtos de só R$ 1, brasileiros ainda vão para a cadeia e a Justiça perde tempo e dinheiro. Por R$ 1, processos tramitam por mais de dois anos e custam, em média, quase duas mil vezes mais. Por R$ 1, pessoas ficam presas por até dois meses e custam 30 vezes mais só por um dia na cadeia.Levantamento em cinco capitais -São Paulo, Recife, Porto Alegre, Belém e Distrito Federal - identificou ao menos seis casos de pessoas processadas pelo furto de objetos no valor de R$ 1. Quatro delas foram presas e passaram ao menos um dia na cadeia.Dos seis casos, o processo mais rápido até a sentença em primeira instância levou 2 anos e 1 mês. O mais lento tramitou por 4 anos e 7 meses."Jamais esperava encontrar casos de furto de R$ 1. Pior: com denúncia do Ministério Público e condenação pela Justiça", diz a promotora Fabiana Costa Oliveira Barreto, autora da pesquisa. O estudo subsidiou sua dissertação de mestrado em direito na UnB (Universidade de Brasília).Se estendermos para furtos (sem uso de violência ou ameaça) para até R$ 8, a pesquisa identificou 26 pessoas processadas -19 foram presas- entre 2000 e 2004. A Folha também achou casos mais recentes.A promotora analisou amostra de 2.600 casos, entre processos e inquéritos. Descobriu que a prisão provisória é adotada na maioria dos episódios de furto -incluindo todos os valores- e boa parte dos presos fica mais de 100 dias na cadeia sem julgamento, contrariando legislação penal.Também na maioria dos casos os acusados ficam mais dias em prisão provisória (antes do julgamento) do que o período determinado na sentença final.São os dados sobre os valores irrisórios dos furtos, porém, que mais impressionam. Das cinco capitais pesquisadas, São Paulo, Recife e Distrito Federal apresentaram pelo menos um caso de furto no valor de R$ 1 que acabou em processo.Na capital paulista, Márcio Franco foi acusado de furtar uma latinha de cerveja em 2000 (R$ 1). Ficou 57 dias preso. O processo durou dois anos e, no final, a condenação foi extinta -pelo princípio da insignificância, a pena pode não ser aplicada em casos de furtos de valor irrisório.Franco tinha 25 anos na época. Era viciado em crack. O tempo de prisão não serviu para sua reabilitação. Quando ele saiu, roubou a bolsa de uma mulher. Hoje, ele cumpre pena no interior paulista."O problema só piora. Após passar por uma prisão, é muito difícil se ressocializar", diz a promotora, que defende mudança na legislação para evitar a prisão nesses casos e abreviar a tramitação do processo.Nem o papel"Só de papel e tinta, já vai esse valor", diz a defensora pública em São Paulo Marina Hamud de Andrade.Não há dados precisos sobre o custo de um processo para os cofres públicos -os gastos são na polícia, Promotoria, Justiça e prisões. Estimativa feito no Diagnóstico do Poder Judiciário, da Secretaria Nacional de Reforma do Judiciário, aponta um custo médio de R$ 1.848,00 por caso na Justiça comum.Um preso custa, em média, R$ 1.000,00 por mês, segundo o Ministério da Justiça -R$ 33 ao dia. Só o deslocamento de um preso para uma audiência em São Paulo custa R$ 2.500, diz a Secretaria Estadual de Gestão Pública."O valor furtado não cobre nem o do cartucho para imprimir a sentença", afirma o juiz Marcelo Semer. Em 2006, ele absolveu um jovem que tinha furtado um rolinho de pintura no valor de R$ 1,67. "Em muitas câmaras [da Justiça], se não está escrito na lei, não existe. Só que o direito é maior que a lei."

TSE faz sede faraônica

Além de terem os maiores salários do país fazem isso para inflar o ego. São os anti-brasileiros.
A nova sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve entrar para a galeria das mais caras obras do Judiciário. Só o projeto, assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, custou R$ 7 milhões. Na semana passada, foram apresentadas as propostas das empreiteiras interessadas em erguer o prédio. O edital previa o custo da obra em R$ 330 milhões. Um consórcio, formado pelas construtoras OAS e Via Engenharia, apresentou a menor proposta: R$ 328,5 milhões. O prédio terá nove andares, um anexo e, no total, 116 mil metros quadrados de área construída.O preço do metro quadrado, de R$ 2.831, é superior ao que foi pago pelas sedes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST) – consideradas duas das construções mais caras do Judiciário. O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio de Mello, alega que o plenário do tribunal é muito pequeno e, em ocasiões importantes, como a diplomação dos presidentes da República, o número de convidados é reduzido.Marco Aurélio também explica que, quando assumiu a presidência do TSE, no ano passado, a realização da obra já estava prevista. “É necessária a nova sede. Constantemente, temos problemas para a acomodação das pessoas naquele plenário.”

Fonte: http://www.dm.com.br/impresso.php?id=178394&edicao=7080&cck=3

26 março, 2007

Segundo ano de Administração

A matéria a seguir é parte prática da aula da última sexta-feira (23/3).
Pochmann vê economia 'mais pujante' com novo PIB


Calcular o Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas por um país, não é tarefa rápida. Recalcular o valor de mais de 10 anos, acrescentando setores da economia que antes ficavam de fora - não por erro de cálculo, mas por uma metodologia diferente -, também demorou.
E analisar esses novos dados, interpretar se são bons ou ruins para a economia do Brasil, vai levar, igualmente, um bom tempo. O economista Marcio Pochmann, da Unicamp, ainda está tentando compreender o que se pode deduzir desses números.
Segundo ele, não dá para dizer, por exemplo, que o crescimento do setor de serviços e a redução do peso da indústria tenha sido ruim para o país:
- É evidente que os serviços de produção e distribuição estão vinculados à produção. Se esses setores aumentam, é sinal de uma economia mais forte - afirma.
O grande foco que muda o debate sobre as questões econômicas do país, para o professor da Unicamp, é que agora não é mais tão justa a análise de que o Brasil cresce pouco.
- A emergência do debate que estava colocado muda. "É uma economia que cresce pouco." Já não é verdade, não está crescendo tão pouco assim.
Leia os principais trechos da entrevista:

Qual a análise inicial que o senhor já pôde fazer do novo PIB?
Marcio Pochmann - O movimento que o IBGE fez, no meu modo de ver, no que diz respeito à compreensão técnica do PIB, é positivo. Incorpora certos setores que até então vinham sendo tratados de maneira não tão ampla como a nova metodologia permite. Eu acho que é um avanço nesse sentido. Por exemplo, em 2005, pelos dados, o Brasil incorporou o PIB equivalente ao de Portugal, aumentou praticamente em torno de US$ 100 bilhões na nova série em relação à antiga. Então é claro que esta nova modalidade, ao identificar isso, significou a ampliação na estrutura produtiva do País. Se você olhar para 2005, perde importância a financeirização da economia e, ao mesmo tempo, mostra uma economia com menor investimento do que aquela medida anteriormente. É um pouco estranho, digamos, perceber que a economia de 2005, em relação a 2002, teria uma tendência de menor presença das empresas financeiras na composição do PIB.

Estranho por quê?
Estranho porque, na verdade, o Brasil tem convivido com as taxas de juros mais expressivas do mundo... você tem, hoje, na decisão das empresas, a chamada preferência pela liquidez, e os dados do IBGE mostrariam o sentido inverso. Então, é estranho isso.

Mas a nova metodologia, em termos técnicos, é válida?
Ela é positiva porque incorpora setores que anteriormente não tinham peso destacado. Basicamente, o setor de serviços, telecomunicações, a parte mais moderna da economia. Que, por outro lado, é de difícil medição. Uma coisa é a formação da metodologia, os dados que expressam. Outra coisa é a interpretação disso.

E como se pode interpretar?
Mostra uma economia mais pujante.

O aumento da participação do setor de serviços é bom para o país?
Me parece que é inexorável, a nova fase da economia é uma fase pós-industrial, uma ênfase do setor terciário. Mas o setor terciário é muito heterogêneo, ele tem desde o vigor da nova economia, da indústria de tecnologia de informação, até a reprodução do velho - da ilegalidade, da prostituição, essas coisas todas. Então, você só está incorporando o que é o positivo, o moderno. Não está incorporando, e nem é o caso de incorporar, o velho. E a minha dúvida é se, de fato, a estrutura produtiva tem avançado nesse movimento. Quando nós vamos olhar, basicamente, o sentido dessa mudança, dá uma indicação de que a economia brasileira em 2005 seria muito mais produtiva do que em 2002. Teria diminuído a coisa financeira e, ao mesmo tempo, o Brasil teria tido uma mudança na sua distribuição funcional da renda. A metodologia antiga mostrava uma participação enorme da renda do trabalho, e agora está mostrando que é mais alta. Em 2000, o rendimento do trabalho já estava em 37,9% da renda nacional. Pela metodologia nova vai para 40,5%. Em 2003, a participação do trabalho na renda nacional na velha era 35,6%. Na nova, 39,5%. Então é uma coisa para interpretar melhor.

E em relação à carga tributária, que em percentual, diminuiu?
Por força desse novo PIB a carga tributária cai. O sentido é diferente da expectativa do debate. A expectativa é a de que as pessoas estão pagando mais imposto e que o tributo cresce mais do que a variação do PIB. Agora é o contrário, as pessoas estão pagando relativamente menos. Em 2002, a série antiga mostrava a carga tributária de 34,9%. Pela série nova, está em 32,3%. Não estou duvidando dos números, só estou tentando interpretar o que os números indicam. E há evidências muito distintas daquelas que foram constituídas pela opinião pública.

E sobre o que vai decorrer da interpretação desses números? O senhor acha que deve ocorrer alguma mudança na política econômica do governo por conta dessa divulgação?
A emergência do debate que estava colocado muda. "É uma economia que cresce pouco." Já não é verdade, não está crescendo tão pouco assim.
Mas ainda é pouco, se compararmos com outros países latino-americanos...Mas já não é o menor do mundo. Além disso, não é uma economia que está engessada porque o Estado está crescendo, a carga tributária está aumentando, não é isso. Não é verdade que haja o aumento da financeirização que está contaminando a economia produtiva.
Mas houve crescimento do setor de serviços...A literatura que trata da questão do setor terciário diferencia o serviço em quatro níveis: os serviços de produção, de distribuição, pessoais e sociais. Evidente que os serviços de produção e distribuição estão vinculados à produção. Se esses setores aumentam, é sinal de uma economia mais forte.

24 março, 2007

Texto escrito por um brasileiro que vive na Suécia.

Texto escrito por um brasileiro que vive na Suécia.


"Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalharcom eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante esimples. É regra. Então, nos processos globais, nós (brasileiros,americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por resultadosimediatos, uma ansiedade generalizada. Porém, nosso senso de urgência nãosurte qualquer efeito neste prazo.Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalhamnum esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no final, acabasempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e danecessidade: bem pouco se perde aqui.
E vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare comCuritiba, que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB,Nokia, Nobel Biocare... Nada mal, não?
5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para osfoguetes da NASA.


Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estarerrados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles. Vou contar para vocês uma breve sópara dar noção.A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo eele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, noterceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei:"Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, oestacionamento vazio e você deixa o carro lá no final." Ele me respondeu simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar – quemchegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto daporta. Você não acha?"Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow FoodInternational Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua base naItália ( o site, é muito interessante. Veja-o! ). O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar,saboreando osalimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos,sem pressa e com qualidade.A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida em que o americano endeusificou.A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de basepara um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revistaBusiness Week numa edição européia. A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pelaglobalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidadede vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas( 35 horas por semana ) são mais produtivos que seus colegas americanosou ingleses.E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos,apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já). Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menorprodutividade.Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e"produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress".Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, dolazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto emcontraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, dasimplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais"leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor.Gostaria de que você pensasse um pouco sobre isso...Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa éinimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura?Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de"qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade denossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"? No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagemcego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde:"Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos." "Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passode tango.E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim.Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e seesquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.Tempo todo mundo tem, por igual! Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada umfaz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, comodisse: John Lennon: "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro"...Parabéns por ter lido até o final! Muitos não lerão esta mensagem até o final, porque não podem "perder" o seutempo neste mundo globalizado.Pense e reflita, até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família.Deficar com a pessoa amada, ir pescar no fim de semana ou outrascoisas...Poderá ser tarde demais!Saber aprender para sobreviver...

Repasse aos seus AMIGOS, se tiver tempo !!!"

PS: Recebi do amigo e colega Ébert.

22 março, 2007

Presente Especial

Augusto
Um abraço do amigo Alexandre "Pato".

Valeu Massinha :D


21 março, 2007

"YouTube não tem graça", diz vítima das uvas

‘YouTube não tem graça’, diz vítima das uvas
O choque de jornalista Lasier Martins virou hit no site de vídeos do Google. Em entrevista ao G1, ele afirmou que o episódio foi “lamentável”.Para o jornalista Lasier Martins, protagonista e vítima de um vídeo que virou mania na internet, o choque tomado durante a cobertura ao vivo da feira da uva não teve graça nenhuma. Ele tomou um choque de 220 volts, ficou desacordado por alguns segundos, quebrou uma costela, foi parar no hospital e, depois, no site de vídeos YouTube. "Aquela foi uma das situações mais lamentáveis e dolorosas pelas quais passei até hoje", disse o jornalista que trabalha há 20 anos no "Jornal do Almoço", da RBS TV. “Tanto o choque quanto a divulgação no YouTube.” O episódio foi transmitido ao vivo há sete anos, quando ele cobria a Feira da Uva em Caxias do Sul, um dos eventos mais tradicionais da região. Os cachos de uvas viníferas estavam em uma vitrine de metal, mas, por causa do reflexo prejudicial à filmagem, os organizadores do evento concordaram em retirar o vidro minutos antes da transmissão. No entanto, o jornalista não foi avisado que aquela vitrine estava "eletrificada". Martins -- molhado por causa da chuva e segurando um microfone -- quis destacar o cacho maior e mais bonito, que, como os outros, estava amarrado por um arame à grade de metal da vitrine. "Tomei um baita choque e me estatelei no chão, para pânico geral de quem me circundava e milhares de telespectadores que acompanhavam a transmissão", conta. O vídeo passou anos no esquecimento, até que a internet o ressuscitou. Mas a reaparição não agradou ao protagonista. "Lamento muito esse tipo de divulgação na internet, que abusa do sofrimento de um profissional. Nunca assisti ao vídeo e nem quero reviver aquilo, porque foi um choque muito violento", afirmou o jornalista ao G1.
Ao contrário do que aconteceu com a modelo e apresentadora Daniella Cicarelli, que entrou na Justiça para tirar seu vídeo picante do ar, Lasier achou que essa briga não valia a pena, pois acabaria aumentando a repercussão ruim: "se o vídeo sair, alguém vai lá e coloca de novo", explicou, mostrando conhecer a lógica da internet. É muito difícil controlar informações na internet: elas podem ser replicadas em diversas páginas e, dessa forma, estarão sempre disponíveis on-line. Essa falta de controle foi comentada por Vinton Cerf, o pai da internet. "O conteúdo divulgado on-line pode nunca desaparecer, mesmo que seus responsáveis se arrependam daquilo que colocaram na internet", afirmou Cerf, vice-presidente do Google. "Quando algo está no computador, pode sempre ser reproduzido e distribuído", continuou o especialista. Lasier até poderia processar quem divulgou as imagens, mas confessa não fazer idéia de quem são os "irresponsáveis" que colocaram o vídeo no ar. O jeito é esperar a onda passar, até que o vídeo seja esquecido nos porões da internet. Ao contrário do que aconteceu com a modelo e apresentadora Daniella Cicarelli, que entrou na Justiça para tirar seu vídeo picante do ar, Lasier achou que essa briga não valia a pena, pois acabaria aumentando a repercussão ruim: "se o vídeo sair, alguém vai lá e coloca de novo", explicou, mostrando conhecer a lógica da internet. É muito difícil controlar informações na internet: elas podem ser replicadas em diversas páginas e, dessa forma, estarão sempre disponíveis on-line. Essa falta de controle foi comentada por Vinton Cerf, o pai da internet. "O conteúdo divulgado on-line pode nunca desaparecer, mesmo que seus responsáveis se arrependam daquilo que colocaram na internet", afirmou Cerf, vice-presidente do Google. "Quando algo está no computador, pode sempre ser reproduzido e distribuído", continuou o especialista. Lasier até poderia processar quem divulgou as imagens, mas confessa não fazer idéia de quem são os "irresponsáveis" que colocaram o vídeo no ar. O jeito é esperar a onda passar, até que o vídeo seja esquecido nos porões da internet.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL12790-6174,00.html


PS: CLIQUEM NO LINK A SEGUIR E VEJAM SE O YOUTUBE TEM GRACA OU NAO !
http://www.youtube.com/watch?v=U9CXtycJz_g

19 março, 2007

Maria Cheia de Graça Mello


Para quem ainda não sabe: A moça em questão levou o notebook para ser formatado em uma empresa de informática e dois funcionários acharam fotos íntimas da advogada e repassaram aos amigos mais próximos. Minutos depois o mundo inteiro teve o prazer de conhecer essa Maria.


Dica:




Após verem as fotos:


Espero que tenham gostado !

Especial: O Crescimento Argentino - Parte II

Entre o entusiasmo e a desconfiança

Não seria na Argentina, onde os debates nos cafés e a psicanálise são tradições, que haveria unanimidade, ainda mais sobre economia e a oito meses das eleições para a Casa Rosada. Embora haja convicção generalizada de que o país está muito melhor do que nos anos de crise, o grau de entusiasmo e confiança varia. Para usar uma metáfora comum nos divãs, a situação econômica hoje é um como um copo com líquido pela metade: alguns ressaltam a parte cheia, outros preferem olhar para o espaço vazio. Sentado num botequim ao lado da estação Constitución, o ex-garçom, ex-vendedor e ambulante Juan Miranda, 85 anos, está feliz da vida porque recebe agora 400 pesos (R$ 270) de aposentadoria, depois de mais de 10 anos vivendo com no máximo 100 pesos (R$ 67). Ao seu lado, um amigo mais jovem não diz o nome, mas garante que sua barriga "pica" por causa da fome. - Não mudou nada. Talvez para os mais ricos, que estão mais ricos. Nosso dinheiro continua não alcançando as despesas - reclama a dona de casa Maria José Acosta, 27 anos, refugiada numa sombra da praça Miserere, no oeste de Buenos Aires. Maria José e o marido, o mecânico Diego Ferraris, 34 anos, moram em Junín, na província de Buenos Aires, mas sempre vão à capital em busca de melhores preços. No final de fevereiro, empreenderam a viagem para comprar material escolar para a filha Lourdes, cinco anos, que este ano vai pela primeira vez à escola. Além da menina, o casal tem outros três filhos, com idades entre 10 anos e sete meses. Com uma renda de 1,2 mil pesos (R$ 800), dizem que, para eles, há novidade apenas no clima: nunca passaram tanto calor quanto neste verão. Desempregado há dois anos, desde que a fábrica de bolachas onde trabalhou por 18 anos fechou, Jorge Ibañez, 50 anos, tem uma avaliação mais otimista - talvez pela auto-estima que não lhe permite fraquejar na frente de um estrangeiro: - Vive-se melhor, mesmo sem emprego. Eu, por exemplo, não poderia sobreviver com o seguro por tanto tempo como estou se a Argentina ainda estivesse em crise - justifica, sob o olhar de desaprovação da namorada, também desempregada depois de 26 anos na mesma empresa, para quem há melhora apenas nas estatísticas oficiais. Professora da Universidade Nacional de La Plata, a socióloga Inés Cortazzo, tem um olhar crítico para a exuberância dos números sobre o desemprego (8,7%). Da janela de sala de estar, num casarão antigo que contribui para o charme do bairro San Telmo, Inés assiste todas as noites a uma cena de outros tempos: - Os cartoneros (catadores de papel) espalham sacos pelas calçadas para fazer a separação. As ruas ficam cheias de lixo, com pessoas rotas. Parece a Idade Média - afirma. Os cartoneros chegam nos finais de tarde na estação Constitución, vasculham o lixo da cidade e retornam aos subúrbios à meia-noite. Em bairros turísticos como San Telmo, deixam um rastro de irritação entre comerciantes. Inés lamenta: - Durante os anos de crise, havia solidariedade. Todos estavam no mesmo barco. Agora, os pobres voltaram a ser um incômodo. E o governo não tem respostas rápidas para incluir quem continua à margem. Respostas urgentes é o que buscam Gisela Lopez, 24 anos, que estuda medicina na Universidade de Buenos Aires e pretende ajudar o pai, motorista de ônibus, nas despesas da casa, e Yamila Isa, 20 anos, ambas na fila para uma vaga de vendedora em uma loja de cosméticos da Avenida Santa Fé. - Exigem experiência, e como é que vamos ganhar experiência se não nos deixam tentar - questiona Yamila, há seis meses na fila do desemprego.


A cicatriz da crise

Na paisagem européia de Buenos Aires, a favela que margeia a cidade não existia há 20 anos. Agora, cada vez maior, não permite esperança de que desaparecerá. Os meninos pedindo esmola na Florida e os alertas dos garçons na Recoleta para manter a atenção com a carteira são sinais de que a Argentina curou feridas, mas as cicatrizes permanecem. A violência urbana e o paco (subproduto do crack) preocupam quem já se refez da crise ou aqueles que nem foram afetados pela tormenta recessiva. Nos condomínios de luxo onde vivem os argentinos muito ricos e/ou famosos, há assaltos e arrombamentos. As cerca de 840 agências de vigilância não conseguem garantir a tranqüilidade dos paraísos com piscinas e quadras de esporte cercados por muros verdes. A dona de casa Mariel Sosa, 32 anos, escapou ilesa do alçapão social graças ao emprego do marido, engenheiro naval, que manteve a renda de até 7 mil pesos (R$ 4,7 mil) mensais quando todos estavam desempregados. Preocupado com a violência, o casal transferiu a moradia de Quilmes, há 20 quilômetros de Buenos Aires, para um apartamento no centro. - A economia melhorou e, assim mesmo, há muita pobreza. Talvez só a classe média e os mais ricos tenham se beneficiado. Há oportunidade de emprego ao mesmo tempo em que muita gente está na rua, sem qualificação - afirma Mariel. - O país saiu da crise. Agora, falta democratizar esse crescimento - reforça o arquiteto Mário Arbotti. Em outubro, a Argentina vai escolher o presidente. Néstor Kirchner conta com uma imagem positiva entre 57% da população. Há poucas dúvidas de que ele, ou a mulher, a senadora Christina, não mantenham o atual endereço: a Casa Rosada. Além dos indicadores econômicos e a despeito da metade ainda vazia do copo, Kirchner tem o apoio dos que viveram outra grave crise ainda não cicatrizada. Exilada por 10 anos em Porto Alegre na década de 70, a socióloga Inés Cortazzo diz que releva os exageros demagógicos das declarações presidenciais por causa do empenho em revogar a anistia aprovada no final da ditadura e os indultos concedidos por Carlos Menem, nos anos 90. - Ele está fazendo um bom trabalho nessa área - afirma. Para o economista e pesquisador da Central dos Trabalhadores Argentinos Martin Hourest, a saída da crise não mudou a falta de um horizonte de vida, a mesma de 2001. Então, por que seus compatriotas estão prestes a manter um Kirchner no comando da nação? - Kirchner governa pela direita e maneja o imaginário pela esquerda. É uma combinação de muito êxito eleitoral na Argentina - diz Hourest.


Malabarismo para controlar a inflação

Para domar a inflação que insistia em permanecer em dois dígitos, o governo argentino empreendeu uma política que misturou compensações e admoestações aos empresários para manter os preços dos produtos incluídos na cesta básica. Os acordos, que se iniciaram em março de 2006, estão cada vez mais complexos, e começam a surgir atritos, como o que culminou com o afastamento de diretores do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (o IBGE argentino) e lançou suspeitas sobre o comportamento da inflação oficial. Os argentinos que vão aos supermercados reclamam que os valores divulgados em tabelas nos jornais não correspondem aos pagos na caixa registradora. A consultoria privada Tomadato, que acompanha mais de 1,1 mil produtos na Grande Buenos Aires, constatou, em fevereiro, elevação de 65% no preço da alface, de 17,3% no quilo do tomate e de 13,7% na maçã, entre outros. Só a alface acumula alta de 285% desde o começo do ano. Segundo o economista sênior da Fundacion de Investigacioniones EconomicasLatinoamericanas (Fiel) Abel Viglione, os fabricantes e comerciantes encontraram uma forma de driblar o congelamento dos preços e ao mesmo tempo manter a política de boa vizinhança com a Casa Rosada. - Há o tomate pequeno e feio com o preço negociado. Ao lado, há o tomate mais atraente, de valor mais alto - exemplifica. A estratégia se repete nos produtos industrializados. As empresas incluíram nos acordos produtos que correspondem no máximo a 4% das vendas. Os demais seguem com os preços liberados e em elevação. O governo também vem tecendo uma teia de taxações e subsídios cada vez mais difícil de administrar. Para não subir o preço do pão, foi criada uma tarifa para a exportação de farinha de trigo. Para compensar os produtores de trigo e de farinha, há sobretaxa aos produtores de soja. Fôlego terminaria antes do final do próximo ano Enquanto Buenos Aires fervilha com o consumo em alta, canteiros de obras por todo lado e turistas que buscam a antiga "Paris da América do Sul", o governo trava uma batalha para evitar uma inflação rebelde que faria da Argentina mais uma vez o país do tango com final infeliz. Ao optar por uma trilha de juros baixos, intervenção no câmbio e certa tolerância inflacionária, o governo gera polêmica sobre a sustentabilidade do crescimento recente. Para Abel Viglione, Kirchner escolheu um caminho perigoso ao testar regras de mercado. Se o governo não desatar o nó de subsídios e controle de preços e não estimular investimentos em energia, o fôlego acabará no segundo semestre de 2008, afirma. - O povo atribui a Kirchner a melhora da economia. Ocorre que estão vendo apenas um carro a cem quilômetros por hora, sem perceber que há um muro ali na frente. Acredito que o atual desempenho dure até meados de 2008, por causa da restrição energética - analisa. Quando se observa sob uma perspectiva de longo prazo, é certo que as economias do continente, e a da Argentina em particular, estão numa rota mais equilibrada, explicada em grande parte pelo contexto de crescimento econômico mundial, avalia o economista Dante Sica, diretor da consultoria abeceb.com: - Mas isso não significa que não haja problemas a serem resolvidos, que são as distorções geradas pelos acordos de preço, a intervenção estatal, o estresse energético e a fragilidade da legislação trabalhista, que desencoraja contratações. Apesar dos obstáculos vislumbrados no horizonte de 2007, não há preocupação de que esse conjunto de problemas transforme o país numa bomba-relógio. As contas argentinas, explica Sica, estão muito mais sólidas. - O governo terá um superávit equivalente a 3,3% do PIB, e a soma dos pagamentos previstos para este ano, internos e externos, equivale a 2,5%. Com esse perfil, mantidos mesmo em ano eleitoral, que em geral se gasta mais, é pouco provável que haja um choque na economia - avalia. Por causa das eleições, também são poucas as chances de grandes mudanças na política econômica. - Quem esperou seis anos, não vai desatar o nó de preços em seis meses - conclui Sica.
Extraído do jornal Zero Hora.

18 março, 2007

Especial: O Crescimento Argentino

Por considerar de extrema importância a série de matérias que o jornal Zero Hora apresenta hoje (18), amanhã (19) e terça-feira (20) uso o espaço do blog para difundir essas informações.
Adelante, Argentina

Seis anos depois da crise que pulverizou o sistema de câmbio fixo, levou à moratória da dívida externa e transformou Buenos Aires na cidade dos desesperados, a Argentina exibe taxas de crescimento médio de 9% ao ano entre 2003 e 2006. O consumo está em alta, e a auto-estima dos argentinos, também. Em 2001 e 2002, Zero Hora testemunhou a agonia do país convulsionado pela perda da condição de Europa sul-americana. Neste começo de 2007, Buenos Aires fervilha com canteiros de obras por todo lado e um número recorde de visitantes. Até terça, ZH mostrará como o país reverteu os piores indicadores de sua história, as dúvidas que pesam sobre a sustentação do caminho escolhido e as conseqüências de sua heterodoxa receita nos negócios com os gaúchos.


Fim do pesadelo

Para a ativista feminista Lucrécia Ollér, 60 anos, uma das recordações mais emblemáticas do ânimo dos argentinos durante a crise econômica que prostrou o país na virada do século é a de um jantar que ofereceu para um grupo de amigos em 2002, em pleno verão do corralito. Todos estavam alquebrados, menos um químico que exibia um sorriso largo ao anunciar que ganhara uma gratificação do laboratório farmacêutico onde trabalhava: embolsara US$ 5 mil por ter ultrapassado a meta de venda do tranqüilizante bromazepam. Hoje, Lucrécia sorri quando lembra do episódio - "desgraça de uns, sorte de outros" -, mas foram tempos duros, em que 24,5% da população ficou sem trabalho e mais de 50% despencou para a base da pirâmide social. Em seu apartamento, num prédio do começo do século passado no elegante bairro Recoleta, ela guarda pedaços da crise que surpreendeu os argentinos ao transformá-los nos novos-pobres do continente. Uma mesa de canto é decorada com um par de fôrmas de madeira usadas na fabricação de sapatos, um suporte de manequim de loja entalhado virou base de abajur. - Essas coisas eram jogadas às dezenas nas ruas. As indústrias fechavam as portas. Máquinas e equipamentos já não tinham valor. Um outro amigo vendeu todo o aparato para fabricar jóias artesanais pelo peso do ferro - conta. Em dezembro de 2001, o então presidente Fernando de la Rúa tentou frear a fuga de dólares que já somava US$ 20 bilhões impondo um limite aos saques bancários que ficou conhecido como corralito - semelhante ao que os brasileiros experimentaram com o confisco do governo Collor uma década antes. Tomados pelo desespero, os argentinos saíram às ruas. Uma mulher tentou atear fogos às vestes em pleno asfalto, um homem passou o verão de 2002 acorrentado em frente a uma agência bancária vestindo apenas calção de banho - um protesto por não poder sacar o dinheiro economizado para as férias. Muitos não resistiram e tiraram a própria vida, relata Lucrécia, acompanhando com os olhos a fumaça do cigarro. Todos os argentinos que viveram a ressaca da paridade peso-dólar, entre 1998 e 2002, guardam uma história dramática para contar. E é por isso que agora têm na ponta da língua os indicadores que lhes afianciam terem deixado a crise no retrovisor: - A economia está estabilizada, o desemprego caiu ao nível mais baixo - afirma o produtor cultural Emiliano Fuentes Firmani. Com um salário de 5 mil pesos mensais (R$ 3,4 mil), Firmani, 28 anos, pertence à classe média, a mesma que, duramente golpeada pela crise, foi bater panela diante da Casa Rosada, sede do governo, exigindo de volta o padrão de vida da Europa sul-americana. Nascido em São Paulo, morador de Buenos Aires desde bebê, ano passado, quando a economia cresceu 8,5%, Firmani tomou coragem para comprar a casa em que mora com a mulher. - Só comprei quando tive certeza de que as dificuldades passaram. Há dois anos, ninguém sabia o que iria acontecer, era muito arriscado - explica, enquanto passa os olhos nos jornais expostos na banca da Estação Retiro, de onde partem os trens para os bairros das classes média e alta, como Recoleta, Palermo Soho e Palermo Hollywood. Do outro extremo da capital, na Estação Constitución, partem os trens para as províncias mais pobres, ao Sul. A praça em frente à estação é povoada por gente simples. A maioria das pessoas que ocupa os bancos traz almoço de casa e está na cidade à procura de emprego ou de consulta médica. Mesmo ali, há convicção de que a vida só tende a melhorar, e o presidente Néstor Kirchner goza de popularidade. - Ninguém me contou. Eu vi os aviões que decolavam de Ezeiza (o aeroporto de Buenos Aires) com pacotes de dinheiro. Agora, ele (Kirchner) pagou a dívida externa e até aumentou a aposentadoria - diz Helena de Astrada, 76 anos. Seu marido, Ramón Astrada, 70 anos, empregado de uma empresa de vigilância por 18 anos e agora aposentado, acrescenta: - Ficamos 14 anos recebendo aposentadoria de 150 pesos (R$ 100). Há quatro anos estamos ganhando aumentos, e o benefício passou para 700 pesos (R$ 470). Ainda tenho de trabalhar para dar conta das despesas, mas melhorou bastante.


Lição refeita

De aluna disciplinada do Fundo Monetário Internacional (FMI), no final dos anos 90, a Argentina agora desafia as teorias conservadoras com uma receita alternativa de crescimento econômico. Depois de suspender o pagamento da dívida, o país adotou uma política que combina dólar valorizado, estímulo ao consumo interno, controle de preços, aumento da receita e investimentos públicos - tudo com tempero heterodoxo. Na semana passada, o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos confirmou expansão de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006. O governo de Néstor Kirchner criou 4 milhões de empregos e, desde 2004, vem concedendo significativos aumentos de salários. No ano passado, a massa salarial, incluindo os trabalhadores formais, os informais e os servidores públicos, cresceu 10% em termos reais (acima da inflação). Nos últimos quatro meses de 2006, o desemprego foi de 8,7% - primeira vez em 13 anos que o país registrou taxa de um dígito. Houve aumento também para os aposentados e pensionistas, além de mais crédito para a população. Em quatro anos, o piso avançou 247% e está no valor real mais elevado desde 1984. - Esse aumento do emprego e da renda foi retroalimentando a atividade econômica, por meio do consumo interno, que realmente é o motor do crescimento - afirma o economista Abel Viglione, para quem os bons resultados exibidos até aqui têm os dias contados. O outro pilar da retomada foi a organização das finanças públicas. Em 2003, a dívida total do Estado era equivalente a 138,8% do PIB, índice que caiu para 72,6% no ano passado. Kirchner conseguiu negociar a maior parte das dívidas: cerca de US$ 30 bilhões apenas estão em litígio nos tribunais internacionais. As pendências com o FMI foram zeradas e o governo está em negociação com o Clube de Paris. Pela primeira vez em 45 anos, o país registra superávit das contas. A melhora da situação fiscal foi obtida por meio do aumento de impostos, e a carga fiscal alcançou o equivalente a 26% do PIB. Foram criadas retenciones, isto é, tarifas sobre as exportações que, na média dos produtos são de 20%. E os argentinos também pagam um imposto sobre transações financeiras - como a CPMF brasileira - de 1,2% sobre o valor de cada cheque.


O talento do drible

Especialista na arte de driblar a realidade, Norberto Jansenson acredita que Néstor Kirchner também tem esse talento. Jansenson é mágico, vive de fazer espetáculos em casas noturnas e convenções. Desde 2002, quando, numa rua de Buenos Aires, aceitou o desafio proposto por ZH e transformou peso em dólar (foto), a vida de uma maneira geral melhorou, avalia o artista de 36 anos. Há mais trabalho, mas por seu próprio esforço, faz questão de dizer. As pessoas com sacolas de compras na Florida, diz, representam o que ele entende bem: ilusão. A realidade, acrescenta, está muito além da rua central.

Desconfiança com a crise agora move o crescimento do país

Ignacio Milkes e a mulher, Fátima, estão desde outubro do ano passado com um vazamento no banheiro da casa onde moram, em Buenos Aires, e não conseguem um encanador para fazer o conserto. O máximo que receberam do profissional que costumava fazer esse tipo de serviço foi uma visita, um orçamento muito acima do preço que eles imaginavam e um "volto logo". Até hoje, ele não apareceu. Na empresa onde Ignacio é gerente comercial, a FX Informática, no Boulevard San Martín, também há uma disputa por profissionais. Os programadores de computadores estão muito valorizados, e dá trabalho mantê-los, conta Ignacio. - Há uma corrida das empresas, grandes e pequenas, para atualização de seus processos - comemora. - Desde 1903, o país não registrava cinco anos consecutivos de crescimento da economia, como a Argentina fechará 2007 - diz o consultor Orlando Ferreres, da consultoria Orlando Ferreres e Asociados. Os sinais de que a economia gira em alta rotação estão no vaivém na Florida, na Santa Fé, na 9 de julho, na Del Libertador. Buenos Aires voltou a dormir tarde e a acordar mais cedo. Há canteiros de obras em vários bairros. - Não havia construção na Argentina. Aliás, o país nem tem técnica. As obras, por utilizarem tecnologia antiga, exigem muita mão-de-obra, o que colabora com o emprego - diz o economista Abel Viglione, da Fundacion Investigaciones Economicas Latinoamericanas (Fiel). Dos investimentos feitos hoje no país, 40% são em máquinas e equipamentos, informa Viglione. Os outros 60% estão na construção civil, em parte porque os argentinos se mostram ressabiados e preferem ativos reais a aplicar seu dinheiro no sistema financeiro. E, desgraça de uns, sorte de outros, como diria a ativista Lucrécia Ollér, é por conta disso que o arquiteto Mário Arbotti, 65 anos, voltou a ter trabalho: - Quem não confiava no país e, por isso, não deixou seus dólares no banco, se deu bem. A verdade é que, para mim, tocou atender essas pessoas que seguem desconfiadas dos bancos e preferem gastar o dinheiro reformando ou construindo casas. De 1951 até 2005, em um terço desse período o Produto Interno Bruto (PIB) do país desenhou uma trajetória semelhante ao vôo de uma galinha: intercalando curtos períodos de expansão e contração. Desta vez, os níveis de atividade anteriores à crise foram recuperados até 2005. A partir de então, o crescimento é efetivo - com performance asiática. Segundo os indicadores oficiais elaborados pelos institutos de pesquisas, a Argentina experimenta expansão contínua desde meados de 2002, a uma taxa média de 9% ao ano, muito acima dos históricos 2,6% anuais.


Mais vagas

O crescimento determinou uma virada no perfil das vagas no mercado de trabalho local, e as empresas voltaram a contratar. A partir de 2003, o emprego formal, en blanco, como se diz no país, foi maioria entre os novos postos de trabalhos - o fim de um ciclo iniciado em 1980, quando era o setor informal, en negro, que movimentava o mercado de trabalho. No ano passado, o emprego com registro cresceu 9%, enquanto o trabalho sem carteira, como dizem os brasileiros, variou apenas 1,1%. Do total de empregados, cerca de 1,5 milhão de argentinos integram programas sociais do governo e recebem uma remuneração por algum serviço prestado.

De volta às compras

Aos domingos, todos os shoppings de Buenos Aires ficam lotados. Mesmo que seja só porque, neste começo de 2007, chove muito, escasseando as opções de lazer, como avalia Rumenita Trancoso, vendedora de uma loja de sapatos e bolsas no shopping Palermo. E ela lembra também que, antes, durante a crise econômica, não havia sequer ânimo para passar os olhos nas vitrinas. Na Florida, a principal rua do centro, os turistas agora têm companhia dos argentinos, da Capital e das províncias, para percorrer as lojas. Gerardo Riso, 37 anos, e a mulher Sara, de 32 anos, aproveitam os finais de semana para fazer compras com os filhos Kiara, três anos, e Thiago, de sete meses. Gerardo trabalha no departamento administrativo de uma empresa e lembra da angústia de ter ficado quatro meses sem trabalho, em 2002, porque a corretora de seguros em que trabalhava o havia despedido junto com outros 99 colegas. No ano passado, as aquisições importantes da família foram um computador e um ar-condicionado, reforçando as estatísticas que vinculam fortemente a expansão de 8,5% da economia ao consumo interno. No Patio Bullrich, o centro de compras que reúne filiais das marcas mais exclusivas do planeta e onde se fala inglês e francês com naturalidade, os argentinos voltaram às compras. Gerente de uma loja multimarcas, Mariano Vesga diz que, nos últimos dois anos, as vendas cresceram entre 25% e 30% - com seus compatriotas respondendo por 60% da receita. - Essa loja é para um público de alto poder aquisitivo. Só foi aberta quando houve certeza de que a crise tinha chegado ao fim, porque o pessoal daqui mesmo é quem mais compra - testemunha. Instalado nos fundos do mercado público de San Telmo, Oswaldo Garcia, dono da La Hispano Americana, especializada em massas frescas, não consegue dar conta de atender aos fregueses que fazem fila para comprar a macarronada de domingo - um hábito tão arraigado na Argentina como o de provindenciar carvão e costela para o churrasco de domingo no Rio Grande do Sul. - Nosso movimento aumentou 30% em dois últimos anos. Estamos indo em frente, mas o caminho é longo, como no Brasil - compara Oswaldo. Não há nenhum indício de que o consumo esfriará este ano, pelo contrário. Com base em projeções feitas pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Indec), a Revista Mercado, especializada em economia, estima que o PIB nacional deverá crescer pelo menos 7,3% (3,3% já estariam assegurados pelo efeito estatístico). Nessa conta, o consumo privado responderá por 49% do avanço e os investimentos, liderados pela construção civil, por 20%.


Cinco presidentes em 12 dias

Foi como o mais trágico dos tangos que em janeiro de 2002 a Argentina pôs fim a 11 anos de paridade entre dólar e peso. O sistema de conversibilidade criado pelo ex-ministro da Economia Domingo Cavallo, durante o governo de Carlos Menem (1989 a 1999), foi eficaz para domar a hiperinflação, que superava os três dígitos ao mês, mas se revelou uma armadilha. Com o dólar valorizado, o país perdeu competitividade. A economia baseada na exportação foi garroteada. Quem pôde, escolheu a saída pelo aeroporto de Ezeiza. As empresas locais fecharam as portas, elevando o desemprego a 24,5% ao mês. No auge dos quatro anos de recessão, o país entrou em convulsão. Greves, saques e mortes faziam parte do dia-a-dia. Em dezembro de 2001, o governo limitou os saques bancários, medida que ficou conhecida como corralito. A revolta aumentou. Depois de 36 horas de violência nas ruas e a dois anos de completar o mandato para o qual havia sido eleito, o presidente Fernando de la Rúa renunciou. A cadeira da Presidência queimava: entre 20 de dezembro de 2001 e 1º de janeiro de 2002, o país teve cinco presidentes da República e uma moeda - o argentino - de vida brevíssima. Ao assumir, em 2 de janeiro, para terminar o mandado de De la Rúa, o deputado peronista Eduardo Duhalde manteve a moratória da dívida e o fim da paridade cambial. Mas os problemas estavam longe de terminar. Onze planos, todos tentativas de estimular o crescimento, falharam. Mais de 90% da dívida pública e de 80% dos débitos privados estavam dolarizados. O dólar disparou e passou a valer 3,90 pesos. Nas eleições de 2003, os argentinos escolheream para ocupar a Casa Rosada o advogado peronista Néstor Kirchner, governador da província de Santa Cruz, na Patagônia, desde 1991. Nas primeiras semanas de governo, com um discurso de fortalecimento da empresa nacional e de estímulo ao consumo, Kirchner contava com 75,2% de aprovação entre os argentinos. Foi o ano em que a Argentina começou o caminho de volta do fundo do poço.


Indústria em alta

Liderada pelas montadoras de automóveis e pela construção civil, a indústria argentina exibe um desempenho azeitado por 16 meses de sucessivos recordes. Além das novas marcas históricas, a indústria local acumula, no total, 57 meses consecutivos de alta - o maior ciclo contínuo de aquecimento desde o período 1990-1995.

Segundo a Fundação de Investigaciones Economicas Latinoamericanas (Fiel), se comparado o mês de novembro passado a fevereiro de 2002, quando a taxa negativa ficou em 10,7%, a atividade industrial cresceu 45,5%, o que perfaz uma média de 8,2% ao ano. As estimativas são de que a produção de bens duráveis avançou 6% em 2006 e segue em alta.

O desempenho em 2006, em %:

Veículos automotores 29,8
Minerais não-metálicos 15,8
Tabaco 4,5
Alimentos e bebidas 7,2
Têxteis 6,4
Refino de petróleo 6,1

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17 março, 2007

Vamos bater a Globo até 2009, diz vice-presidente da Record

Vamos bater a Globo até 2009, diz vice-presidente da Record

CARMEN POMPEU
da Folha Online
Ultrapassar a TV Globo em audiência é mais que uma meta para a diretoria da Rede Record. É uma obsessão. Pela previsão de Walter Zagari, vice-presidente comercial da emissora paulista, até 2009 a TV do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, estará com ibope maior do que o canal da família Marinho.Nesta sexta-feira, a Record anunciou oficialmente que obteve os direitos de transmissão da Olimpíada de Londres-2012 para o Brasil."O projeto da Record é um projeto sério. É um projeto de longo prazo. Um projeto sem retorno, sem volta. Nós temos certeza do que nós falamos", afirma o diretor geral de teledramaturgia Hiram Silveira. "Nós temos a absoluta e plena consciência de que nós estamos na briga pela liderança."A emissora paulista está em segundo lugar. Como informou com exclusividade a Folha Online , pela primeira vez desde que o Ibope mede a audiência em tempo real na TV aberta, em fevereiro, a Record ocupou a vice-liderança absoluta na média de um mês inteiro, com sete pontos. O número colocou o canal da Igreja Universal à frente do SBT (seis pontos), antiga vice-líder."O nosso crescimento em audiência é uma coisa impressionante até para nós mesmos que estamos aqui construindo esse trabalho", avalia Silveira.Segundo ele, a Record tomou uma decisão estratégica de disputar o primeiro lugar. Para isso, estabeleceu táticas e vitaminou os pilares que fazem a televisão aberta no país. Ou seja, criou um forte núcleo de novelas; injetou ânimo no jornalismo; e fortaleceu a linha de show e de oferta de filmes."Nós cremos. Nós acreditamos. Nós temos a certeza da nossa capacidade de fazer isso (assumir a liderança)", repete, constantemente, Silveira.Distância expressivaEm alguns momentos, como no matutino "Hoje em Dia", apresentado por Ana Hickmann, a rede do bispo Macedo já bate a Globo. Mas a distância que separa as duas emissoras ainda é grande. A Rede Globo continua na liderança absoluta. A TV da família Marinho marcou 20 pontos na média de fevereiro. Em quarto e quinto lugar ficaram, respectivamente, a Bandeirantes (1,9 ponto) e RedeTV! (1,6 ponto).Mas um detalhe deve fazer a diferença: dinheiro não parece ser problema para o dono da Record.InvestimentosEm busca da liderança, Walter Zagari confirma a disposição da diretoria em não poupar esforços nem capital. Segundo ele, "a casa acredita realmente no negócio".
"Das várias coisas que o Edir (Macedo) me falou, uma que me marcou muito foi: 'Zagari, faça o que tiver de ser feito. A gente vai investir nessa televisão porque nós queremos ter a televisão mais importante deste país, e vamos ter'", lembra.A Record investe pesado em infra-estrutura. Ela está construindo um pólo cinematográfico no Rio de Janeiro. Seis estúdios já estão prontos. Ainda faltam dois. Neles, será possível gravar até quatro novelas ao mesmo tempo. O investimento em pessoal não fica atrás. São 1.250 profissionais contratados e outros 2 mil terceirizados. A metade veio da Globo."Eu já não tô confortável em ser vice-líder de audiência. Porque acho que o segundo lugar é o primeiro dos derrotados", brinca Zagari. "Isso (a liderança) está impregnado na cabeça de todos nós."Segundo ele, o investimento na teledramaturgia é muito importante. "O mercado vai ficar estarrecido com o que está sendo preparado em vários segmentos da nossa grade de programação", promete.Artistas como Zezé Motta e Bemvindo Sequeira --que estão na novela "Luz do Sol", com estréia marcada para a próxima quarta-feira-- comemoram. Na opinião de Zezé, é "muito bom para a profissão" essa coisa da disputa pela audiência. "Abre mais oportunidade de trabalho", comenta.Bemvindo Sequeira também aplaude: "Desde quando eu vim para a Record, eu estou abençoado, graças a Deus!"

16 março, 2007

Inverno no hemisfério Norte foi o mais quente em 128 anos

da Folha Online
O último inverno no hemisfério Norte foi o mais quente desde que as temperaturas ambientais começaram a ser registradas, em 1880, informou a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica). O organismo do governo dos Estados Unidos indicou que no período de dezembro de 2006 a fevereiro de 2007, a temperatura foi 0,72ºC superior à média do século 20. Segundo previsões de outros institutos já divulgadas, 2007 será o ano mais quente da história.O relatório indicou que um dos fatores que contribuiu para as temperaturas recordes do inverno no hemisfério Norte foi o fenômeno El Niño, que a cada fim de ano se concentra nas águas do oceano Pacífico.Segundo o estudo, o aumento diminuiu em fevereiro, quando as temperaturas oceânicas na região do Pacífico equatorial caíram em mais de 0,5ºC.
A NOAA também afirmou que durante o último século, as temperaturas na superfície do planeta aumentaram uma média de 0,06ºC por década. Este aumento foi três vezes superior a partir de 1976 (0,18ºC) por década --os maiores aumentos foram registrados nas latitudes altas do hemisfério Norte.O hemisfério Sul, por sua vez, teve o quarto verão mais quente já registrado, com temperaturas combinadas de 0,49ºC acima da média.O novo relatório se soma à série de estudos --entre eles o do
IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) --, que mostram que o planeta está sofrendo um aquecimento como resultado da poluição causada pelos gases que provocam o efeito estufa. Esses gases são produzidos pelas atividades industriais, o uso de combustíveis fósseis e outros processos decorrentes da atividade humana.De acordo com o IPCC, ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), a temperatura média do planeta subirá de 1,8ºC a 4ºC até 2100, provocando um aumento do nível dos oceanos de 18 cm a 59 cm, inundações e ondas de calor mais freqüentes, além de ciclones mais violentos durante mais de um milênio. MedidasO tema emissão de gases e carbono na atmosfera, o principal causador do aquecimento global, se tornou o mais discutido ao redor do mundo nos últimos meses e tem gerado uma série de reações. Na última terça-feira, por exemplo, o governo do Reino Unido publicou uma nova lei para o ambiente, que prevê a redução de 60% nas emissões de dióxido de carbono (CO2) no país até 2050. Apesar disso, o ministro do Meio Ambiente, David Miliband, descartou o pedido da oposição conservadora para impor cotas anuais de redução da poluição.No mesmo tom, a ONU fez um apelo para que os países ricos lutem contra a desertificação. Antes disso, o governo do Rio assinou no início do mês o primeiro acordo de um Estado brasileiro com o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.A China também anunciou estar elaborando seu primeiro plano nacional para atenuar a mudança climática, mas possíveis medidas concretas para atingir o objetivo ainda não foram divulgadas.Os Estados Unidos, porém, principal país emissor de gases causadores do efeito estufa, não se manifestaram oficialmente sobre o tema. Além disso, continuam a resistir a assinar o Protocolo de Kyoto (aprovado em 1990 e válido até 2012), mais abrangente documento que sela o compromisso de redução das emissões de gases pelos países signatários.

13 março, 2007

Terça-Feira, 13 de Março de 2007.

"Ao deitar para dormir esqueça as bondades feitas, as ajudas prestadas durante o dia e não espere reconhecimento.

Ao deitar para dormir esqueça as bondades feitas, as ajudas prestadas durante o dia e não espere reconhecimento.

Ao deitar para dormir esqueça as bondades feitas, as ajudas prestadas durante o dia e não espere reconhecimento."

12 março, 2007

Big Boys na Libertadores


O ALERTA DA ONU E A MODA




Aquecimento global vai mudar a vida do mundo. Mas os jeans vão continuar na moda. A Diesel italiana, sede perto de Veneza e filiais ou lojas em 80 países, fatura mais de US$ 1,2 bi/ano vendendo bem uns 15 milhões de peças, jeans principalmente. No Brasil tem duas lojas, e vende, sem muita dificuldade, centenas de sua calça mais cara, de R$ 1,5 mil, todos os meses.A fabrica repete, em muitos pontos, o trajeto da Benetton, também com sede norte da Itália, tanto na história da empresa e da marca, como no marketing e na propaganda desenvolvidos. A ordem é chocar, e se a Benetton começou com aquelas conhecidas fotos do milanês Oliviero Toscani, a Diesel segue a trilha, com o novaiorquino Terry Richardson. Está no ar, agora, a campanha da Diesel, seguindo a cartilha de Richardson. premiado fotórgafo internacional: humor e tragédia, beleza e provocação. Tema: os riscos do aquecimento global, ressaltados em recente relatório da ONU, segundo o qual, do jeito que vai, até o final do século, o mundo certamente não será o mesmo. . Com elevação das temperaturas, em até 7º C, derretimento das geleiras, diminuição das chuvas, em até 20%, o clima das cidades vai mudar, o nível do mar vai subir. Mas as pessoas vão continuar usando jeans, mostra a campanha, como se vê por estas fotos: Paris e Veneza, por exemplo, vão virar cidades tropicais; no Rio, o mar vai subir até os joelhos do Cristo Redentor. Se a campanha parece cínica, no site da Diesel destaca-se o alerta e convoca-se cada pessoa a agir/reagir, sempre com base nos dados da ONU. O site http://www.diesel.com/ mostra tudo e em cinco línguas, mas não em português (no site, estão também todas as fotos da campanha, além das aqui exibidas).




Texto e fotos retiradas do site Joelmir Beting

10 março, 2007

Brasil vai erguer muro na fronteira com o Paraguai

Brasil vai erguer muro na fronteira com o Paraguai

A Receita Federal vai erguer um muro sob a Ponte da Amizade para dificultar o contrabando de mercadorias na fronteira do Brasil com o Paraguai. Esta é a segunda etapa da reforma da alfândega brasileira na ponte internacional e vai custar R$ 5,5 milhões. A informação é do Jornal Hoje.
Na primeira etapa da reformulação da aduana, a Receita Federal criou um sistema para controlar tudo o que entra no País vindo do Paraguai. Mas o investimento em prédios, equipamentos e pessoal não foi suficiente para evitar que os contrabandistas encontrassem um jeito de driblar a fiscalização.
Em vários locais, eles romperam a grade de proteção que fica nas laterais da ponte. Na beira do rio Paraná, livre de qualquer controle, carregadores usam trilhas abertas no meio da vegetação para trazer as mercadorias.
Para enfrentar o problema, a Receita Federal vai erguer um muro com mais de 1 km de extensão e uma tela metálica que vai isolar toda a área até a margem do rio. O muro vai ser semelhante aos que são usados para cercar presídios, com arames cortantes para impedir a passagem de qualquer pessoa.

Terra

08 março, 2007

Efeito etanol vai afetar interior, bolsa e mercado de trabalho

Efeito etanol vai afetar interior, bolsa e mercado de trabalho

Usinas prometem turbinar regiões como Triângulo Mineiro e o mercado financeiro. Avanço valoriza profissionais de engenharia, biólogos e administradores.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, desembarca nesta quinta-feira (8) em São Paulo com a proposta de usar a tecnologia brasileira para expandir o mercado de etanol. Este pode ser o primeiro passo para a produção brasileira do combustível deslanchar - e os brasileiros ganham com isso em pelo menos três frentes: o boom da economia do interior do país - principalmente no interior do Mato Grosso do Sul e no Triângulo Mineiro -; na bolsa de valores, onde o investidor comum poderá aplicar seu dinheiro em ações de empresas do setor; e no desenvolvimento de carreiras como engenharia química e biologia, usadas como mão-de-obra na produção do combustível.

O G1 ouviu especialistas de cada uma dessas áreas para mostrar os efeitos do avanço do etanol. Acompanhe.

Cidades emergentes
A chegada de uma usina de álcool em uma cidade ou região pode transformar a vida da população local. De acordo com a Unica, entidade que reúne os produtores de álcool e açúcar, 89 novas usinas serão construídas até 2012 – um investimento perto de cerca de US$ 15 bilhões. Espalhadas principalmente em regiões do interior do Mato Grosso do Sul e no Triângulo Mineiro, essas usinas tendem a virar o centro da economia das cidades que as receberão – que, em geral, são pequenas e sobrevivem da pecuária ou da agricultura de grãos. “A criação de gado é pouco produtiva, a cana traz muito mais riqueza”, afirma Jorge Horii, professor do Departamento de Alimentos, Nutrição e Agroindústria da Esalq (USP). A transformação acontece porque uma usina atrai uma série de outras pequenas indústrias, como a de equipamentos e peças, que são usadas na produção do álcool. A partir daí, a reação é em cadeia: tem mais emprego, as vagas atraem gente de fora, o comércio cresce, a cidade se expande. “A montagem de uma usina acaba movimentando não só o município, mas toda a região”, diz Horii.
Em Naviraí, sudoeste do Mato Grosso do Sul, onde já funciona uma usina, a prefeitura de prepara para a chegada de novas indústrias de máquinas e equipamentos, e para um aumento significativo do número de moradores. Isso porque nos próximos dois anos o município de 50 mil habitantes terá sua capacidade de produção de álcool multiplicada por seis - graças à chegada de três novas usinas na região. “Já estamos negociando a vinda de um fabricante paranaense de equipamentos e, com o Estado, a construção de estradas, escolas e hospitais para acomodar toda essa gente”, diz o prefeito, Zelmo de Brida (PL).
Processo parecido já aconteceu com algumas cidades do Triângulo Mineiro, como Campo Florido. Com pouco mais de 5 mil habitantes, foi só depois da chegada de uma usina de álcool, há cinco anos, que a cidade ganhou agência bancária, casa lotérica e hotel. De lá para cá, houve um crescimento de quase 30% na população. No médio prazo, uma transformação parecida pode acontecer perto dali, nas cidades de Frutal e Itapagibe. Em 2006, começou a funcionar nos arredores das cidades uma usina, e outras duas devem ser inauguradas até 2008. São R$ 200 milhões em investimentos por usina. “Da farmácia à sorveteria, tudo fica mais movimentado nas cidades”, diz Maurílio Biagi Filho, empresário do Grupo Moema, controlador das usinas.

Profissionais do álcool
Outro efeito da economia do álcool é o surgimento de cursos e disciplinas em universidades que formam profissionais especializados para trabalhar em usinas, na indústria que se forma ao seu redor e no campo. Segundo Carlos Henrique Ataíde, diretor da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, algumas disciplinas que focam o processo de produção de açúcar e álcool foram incluídas no currículo do curso e começaram a ser oferecidas em 2006. “A cana está chegando aqui e nós temos que nos preparar. Por uma questão de agilidade na alteração na grade curricular, por enquanto, essas disciplinas são oferecidas como optativas”, explica. Os especialistas ouvidos pelo G1 apontaram as profissões que têm mais chances de crescer com o avanço do etanol. O maior impacto será nas carreiras dos engenheiros de produção, mecânicos e químicos. Boa parte das empresas que empregam neste setor são fabricantes de máquinas e equipamentos necessários para o processo de produção do combustível. A Dedini, maior fabricante de equipamentos e tecnologia para usinas de açúcar e destilarias, prevê aumento na contratação de engenheiros mecânicos, elétricos e químicos caso haja aquecimento no mercado. Segundo o vice-presidente executivo, Sergio Leme, será dada preferência para quem tiver especialização na área de fabricação de equipamentos para a indústria sucroalcooleira. Anualmente, a empresa já vem aumentado seu quadro de funcionários em 15%. "Isso pode crescer para 20%, 25% [caso haja investimento no setor]", avalia Leme. A Dedine possui quatro mil funcionários entre diretos e indiretos. Desses, cerca de 400 são de nível superior.

Do canavial para o pregão
Mesmo quem não mora em uma dessas regiões e nem pretende seguir nenhuma das carreiras relacionadas à produção de álcool, ainda tem como lucrar com o etanol: investir em ações. Os papéis de usinas ainda são novidade na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mas, com a atenção voltada para o álcool, são considerados um dos mais promissoras por analistas. "As perspectivas não são boas, são magníficas. O Brasil está muito adiantado nesta questão do álcool, dominamos a tecnologia e com certeza essa valorização vai se refletir no mercado acionário", diz o operador da corretora Geração Futuro, Décio Pecequilo. Quem já aplicou seu dinheiro não se arrependeu. Só as ações da Cosan, a primeira usina brasileira a entrar na Bovespa, em novembro de 2005, subiram 149%, segundo a corretora SLW. Em maio do ano passado, a valorização chegou ao pico de 275%. Para comparar: no mesmo mês, a Bovespa subiu bem menos: 38,7%. Apesar de novatas, as ações de usinas se mostraram, até agora, resistentes aos altos e baixos do mercado financeiro. Lançadas em fevereiro - o mês de maior turbulência da Bovespa em quatro anos - os papéis da usina São Martinho, uma das maiores produtoras de álcool do país, saíram ilesas. Desde o dia 12 de fevereiro, subiram 34,95%. Neste período, o resultado da bolsa paulista foi negativo em 1,8%. Em breve, quem estiver interessado em entrar na montanha russa do mercado financeiro terá mais uma opção. A Infinity BioEnergy, que vai investir R$ 1,7 bilhão no mercado brasileiro de álcool, que já tem papéis na bolsa de Londres, pretende lançar ações na Bovespa no segundo semestre deste ano, segundo seu presidente, Sérgio Thompson-Flores. A Infinity administra usinas em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo e deve aumentar sua produção de etanol em 200% até 2010. As perspectivas para o futuro são boas, mas vale lembrar: é preciso ter sangue-frio e coração forte, pois as ações devem se valorizar no longo prazo. No dia-a-dia, elas costumam ter altas e baixas, o que pode ser emoção demais para os investidores menos arrojados.


Fonte: G1

06 março, 2007

Projeto Modernização do Estádio Beira-Rio

Ja que a modinha é copiar o rival aproveito o espaço para divulgar em primeiríssima mão algumas fotos do projeto que deverá estar pronto até o final do ano 2008.

Mais adiante trago outros detalhes secretos de dentro do Clube aqui para o Blog.










04 março, 2007

Mais Explicacoes para o Efeito China

Fechado para balanço
Quase uma semana depois de provocar uma onda de perdas nas principais bolsas do planeta, a quarta maior economia do mundo promete mais nervosismo no mercado financeiro na semana que começa. Reunidas no Congresso Nacional do Povo, o parlamento chinês, as autoridades do país vão repensar os principais fundamentos de sua economia. O dragão asiático estuda como frear o crescimento - em 2006, avançou 10,7% - e evitar danos de um superaquecimento. E são as medidas que poderão resultar deste encontro que deixam os pregões mundiais em alerta. Entre os temas polêmicos, como políticas macroeconômica e fiscal, propriedade privada e corrupção, se espera algo que atinja diretamente as exportações chinesas. A expectativa dos analistas é de que os 3 mil delegados do governo interrompam a atual política de câmbio artificial. No momento, o yuan é mantido desvalorizado em relação ao dólar para impulsionar as vendas externas do país. O objetivo é elevar o poder de compra dos chineses para estimular o consumo doméstico e diminuir a dependência das exportações, especialmente aos Estados Unidos, onde indicadores apontam redução no ritmo de crescimento da economia. - O desafio da China é se tornar menos dependente das exportações e estimular a economia doméstica. Os pilares da economia global são a produção chinesa e o consumo americano, pilares que estão ameaçados. Por isso, tamanho abalo - diagnostica Marcelo Audi, estrategista de ações do Santander Banespa. Especula-se ainda que o parlamento chinês decida pela criação de um imposto sobre exportações, que está crescendo perto de 15% ao ano. Para Roberto Padovani, economista-chefe do Banco WestLB, o mundo estará de olho na China também porque o mercado acionário deve sofrer uma regulação mais forte. Padovani lembra ainda que o crédito deve ser controlado. Mas o especialista acha que mudanças no câmbio não se darão a curto prazo. - Uma correção do câmbio deve ocorrer, mas não agora - analisa. Para Simão Davi Silber, professor de Economia Internacional da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP), a variável câmbio estará na mesa de conversações do parlamento chinês. - Não quer dizer que acatem, mas as autoridades devem fazer sugestões para mexer no câmbio, apreciando a moeda local. Devem ainda discutir a taxa de juros e o desemprego na área rural - diz Silber. Pelo ritmo de exportações da China nos últimos anos, o país corre risco de um colapso ambiental, alerta. - Não é sustentável. É só lembrar dos filmes que mostram chineses andando de bicicleta com máscaras por causa da poluição. Além disso, o país tem carência de água e sofre riscos de pressão inflacionária - avalia o professor da USP. Mesmo experiente no mercado de capitais, Audi não se sente desconfortável com uma possível medida para diminuir o capital especulativo: - É moralizante e importante, já que os preços precisam ser corrigidos. Paradoxalmente, o mercado está reagindo negativamente a isso.

Fatos que justificam as apreensões
O mercado está preocupado com dois dos principais motores da economia: Estados Unidos e China. Neste último, o temor é pelo superaquecimento da economia, no primeiro, o receio chama-se recessão. Na China > A expectativa de que o governo chinês tome medidas para frear o crescimento deixou os mercados apreensivos. > O superaquecimento da economia chinesa é visto como insustentável pelos analistas. Entre os problemas estaria numa possível pressão inflacionária, investimentos em capacidade produtiva sem demanda de consumo, além de riscos ambientais. Nos Estados Unidos > Os pedidos de bens duráveis às fábricas caíram 7,8% em janeiro. > Declarações do ex-presidente do Fed Alan Greenspan ainda na segunda-feira, de que o ciclo de expansão dos EUA se aproxima do fim, também agravaram o cenário, embora tenham sido amenizadas dois dias depois.

O dragão
PIB
US$ 2,51 trilhões, a quarta maior economia do mundo
Expansão
O PIB chinês cresce próximo de 10% ao ano desde 2003
Reservas monetárias
US$ 1 trilhão
Saldo comercial
US$ 180 bilhões, o maior do mundo
População
1,3 bilhão de habitantes

As medidas em estudo na China
Flexibilização do câmbio
> Hoje, o câmbio é controlado, e o yuan está sendo mantido desvalorizado para impulsionar as exportações do país. O objetivo com a flexibilização cambial seria estimular as importações e o consumo doméstico, a fim de tornar o país menos dependente da economia norte-americana.
Controle de capitais
> O governo pode regular, por meio de sobretaxas ou prazos, a entrada e saída de capital estrangeiro no país.
Taxação sobre ganhos financeiros
> Foi o rumor que iniciou a queda na bolsa de Xangai. Especula-se que o governo chinês pode sobretaxar em 20% os ganhos de estrangeiros na bolsa de valores do país, a exemplo do que ocorre em outros países da região.
Imposto sobre exportações
> Para frear um pouco a indústria, que está crescendo perto de 15% ao ano.
Liberação no preço da energia
> Controlado pelo governo, pode ser liberado para flutuar conforme a demanda, o que deve aumentar o preço.
Taxação de empresas poluentes
> Espera-se alta no valor cobrado pelo uso da água por companhias poluidoras.
Restrição do crédito
> O Diário do Povo, jornal porta-voz do governo, já adiantou que o governo deve restringir o crédito para forçar um desaquecimento da economia.
Fontes: João Luiz Mascolo (Ibmec), Yann Duzert (FGV/RJ), Marcelo Portugal (UFRGS), Edgard Pereira (Iedi), Simão Davi Silber (FAE/USP)


Por que a Bovespa foi a bolsa que mais caiu depois de Xangai
Um terço do dinheiro aplicado na Bovespa é estrangeiro. Com a crise, parte dos investidores ficou com medo e transferiu o capital para outros mercados. Além disso, empresas com negócios na China, grande importador de commodities agrícolas e minerais, tiveram as ações afetadas devido ao temor de desaquecimento do dragão asiático.


O impacto da crise por aqui
O que acontece na China interessa ao mundo e afeta todos os países. Com um grande mercado consumidor, uma economia que cresce a taxas anuais próximas de 10% e importações próximas a US$ 650 bilhões por ano, tem sido a alavanca da economia mundial. Por isso, o engasgo que veio da bolsa de valores de lá na semana passada acendeu a luz amarela de investidores e também do setor produtivo.
De volta, a instabilidade
A instabilidade ainda não passou. A queda em Xangai, que derrubou as bolsas mundiais, coincidiu com um bom momento vivido pelo mercado de capitais. Aliadas a preços em níveis recordes, as incertezas no cenário internacional devem causar correções ao longo do ano. O Ibovespa, índice que reflete a variação das ações mais negociadas Bolsa de São Paulo (Bovespa), por exemplo, bateu sucessivos recordes em fevereiro, e acumula alta superior a 11% nos últimos 12 meses. - Por conta da forte demanda por ações, os preços estão valorizados em todo o mundo, inclusive no Brasil. Como estes papéis refletem o valor das companhias, é natural que em algum momento haja um ajuste e voltem a patamares mais próximos da realidade - explica Yann Duzert, professor de negociação e gestão de conflitos da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV/RJ). Segundo analistas, 2007 deve ser de instabilidade em todo o mundo, mas longe de uma crise global. - Não é uma bolha. Trata-se de uma correção técnica, porque os preços precisavam de um certo ajuste - reforça Marcelo Audi, estrategista de ações do Santander Banespa.
Ritmo menor na queda dos juros
O primeiro sinal de como o país vai reagir daqui para frente aos sopros do dragão asiático será dado na quarta-feira na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que determina a Selic, a taxa básica de juro. É esperada uma desaceleração nas reduções, seguindo trajetória iniciada no mês passado, quando a queda foi de 0,25 ponto percentual. Como juros maiores inibem consumo e investimentos, em tese, se adia um pouco mais o crescimento maior da economia. Desde janeiro de 2006, a Selic vinha caindo entre 0,75 ponto e 0,5 ponto percentual. Com a nova onda de instabilidade e a ameaça de saída de investidores dos países emergentes e de aumento na inflação, a cautela predominará. - Neste momento seria imprudente cortar mais de 0,25 ponto - afirma João Luiz Mascolo, professor do Ibmec São Paulo.
Freio nas exportações
Medidas de contenção ao crescimento podem afetar as exportações brasileiras tanto em preços quanto em volume, projeta o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, Edgard Pereira, pois crescimento menor significa menos demanda. A China é o terceiro país que mais compra do Brasil. Em 2006, as vendas para lá subiram 23%, chegando a US$ 8,4 bilhões. A demanda chinesa menor também pode afetar os preços de commodities, como minério de ferro e soja, que estão inflacionadas por conta da forte procura.
Importados mais caros
De calçados e autopeças a penduricalhos, a importação de produtos chineses é significativa. Mas seu principal atrativo, os preços baixos, pode desaparecer, caso sua moeda se valorize. - Setores como o calçadista e o têxtil serão beneficiados, pois os valores cobrados pelos chineses, por serem baixos, dificultam a concorrência - salienta Yann Duzert, da FGV/RJ. Além disso, as mudanças podem amenizar o déficit comercial do Brasil com a China, que chega a US$ 389 milhões este ano. - A China representa uma oportunidade enorme a produtos brasileiros, e não só para matérias-primas - diz Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China.
Dólar mais alto
Em situações de turbulência costuma haver desvalorização generalizada nas bolsas de valores. Neste contexto, o câmbio no Brasil pode ser afetado, diz o economista Marcelo Portugal, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Se as exportações brasileiras para a China caírem, entrarão menos dólares no país, e a oferta menor pressionará o preço para cima. - Resta saber se a instabilidade vai perdurar ou se é apenas pontual. Eu acredito que o efeito não será muito significativo sobre o Brasil, porque a China, por mais que freie o crescimento, ainda será um motor robusto da economia mundial - destaca Portugal.
Retirado do Jornal Zero Hora, 04/3/2007.

01 março, 2007

Estréia no Gigante. Golaço fora o show !


Quer comprar Vodka ?


O governo da Suécia decidiu colocar à venda a participação acionária que detém em cinco empresas do país. Entre elas, a dona da famosa marca de vodca Absolut e suas bebidas irmãs (foto). Os grupos Diageo PLC e Pernod Ricard estão entre os potenciais compradores. Em 2006, a empresa produziu um volume recorde de 92 milhões de litros de vodca.

Entenda por que a China tem derrubado a Bovespa

Entenda por que a China tem derrubado a Bovespa

EPAMINONDAS NETO

da Folha Online


A China aumentou substancialmente sua importância na economia mundial nos últimos anos por apresentar o maior índice de crescimento entre as potenciais econômicas.
Com a recente desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, o mercado continuou a olhar com o otimismo para a economia mundial porque a China ainda mostrava vigor e constantemente anunciava medidas para esfriar sua economia.
Essa expectativa de que a China pudesse "compensar" o desaquecimento dos EUA ajudou a manter elevados nos últimos meses os preços de commodities exportadas pelo Brasil e outros países emergentes contribuindo para as sucessivas quebras de recorde pela Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).
Essa percepção começou a mudar nesta semana. Apesar de ainda acreditarem no potencial econômico da China, medidas que possivelmente serão anunciadas pelo país asiático contribuíram para elevar a aversão ao risco no mercados mundiais, ainda que essas medidas tenha sido apenas o "estopim" para jornadas de realização de lucros (venda de ações muito valorizadas), combinadas com o tradicional "efeito manada" ( investidores em massa buscam sair do mercado antes que as perdas se acentuem, o que deprime os preços dos ativos de forma acelerada).
"As Bolsas mundiais subiram muito nos últimos meses. Parecia que a Bovespa não ia parar de subir, mas nós do mercado sabíamos que não é assim. Uma hora teria que haver um ajuste. É natural", afirma Mário Paiva, analista da corretora Liquidez. Ele ressuscita uma velha expressão para caracterizar o comportamento anterior do mercados, a "exuberância irracional", utilizada pelo então presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, para caracterizar as "bolhas" do mercado acionário americano.
Excesso de liquidez
A preocupação com o crescimento econômico da China e dos EUA explica somente em parte a derrocada das Bolsas mundiais. Parte da forte volatilidade vista nos últimos dias também é provocada por mercados financeiros muito "alavancados".
Analistas chamam a atenção para as operações de "carry-trade", ou carregamento, em bom português. Gestores de fundos de investimentos que tomaram financiamento em moeda japonesa, aproveitando as baixas taxas de juros, aumentam o capital aplicado em ativos financeiros espalhados pelo mundo.
O excesso de dinheiro no mercado, causado com o "pânico" de obter um retorno menor que o desejado resultou nas oscilações bruscas dos pregões da Ásia, Europa e América, ao menor sinal de que algo não vai tão bem nas principais economias do planeta, EUA e China.
As características da o mercado financeiro chinês também contribuem para deixar o restante das Bolsas com os nervos "à flor da pele". Analistas reclamam a que Bolsa ainda guarda características de "caixa preta" e que o governo é a única fonte de informações macroeconômicas do país.
O fato do governo chinês ter somente sinalizado ajustar a regulamentação do mercado de capitais local já despertou suspeitas sobre a praça financeira local e alimenta as especulações sobre correções ainda maiores da Bolsa de Xangai.
A história serve de desculpa para o "desespero" dos investidores. Ontem, o banco americano Merril Lynch divulgou um relatório bastante pessimista sobre as quedas dos mercados mundiais. Lembra que, no passado recente, os papéis dos mercados emergentes já caíram por mais tempo, e que demandaram um período ainda maior para se recuperar.