30 abril, 2007

42% de los homicidios que se cometen en el mundo ocurre al sur del río Grande

Hoy morirán en el mundo unas mil personas por armas de fuego y otras 3.000 resultarán heridas. La región del planeta donde se producirán más homicidios -el 42% del total- es América Latina. Los expertos consideran que la razón es la masiva concentración de armas de fuego en manos de la población civil.
"Las armas pequeñas actúan como un virus que cruza las fronteras políticas y económicas, causando daño en áreas pobres y conflictivas", advierte Carola Concaro, investigadora del Instituto de Estudios Comparados de Ciencias Penales y Sociales de Argentina (Inecip). Sus trabajos señalan que, en Argentina, las armas de fuego son la segunda causa de muertes y que en la capital han llegado a superar en 2004 a todos los demás factores de mortandad, desde enfermedades a accidentes domésticos pasando por una elevadísima tasa de muertes en carretera. Cada día muere una persona y dos resultan heridas por bala.
Aunque en gran parte de los países latinoamericanos la tenencia de armas está regulada por la ley -existen importantes excepciones como Bolivia, que no obstante recogerá el problema en la nueva Constitución que está elaborando-, la inmensa mayoría de la población civil recurre al mercado negro para armarse.
"Una pistola robada puede costar unos 40 euros", explica una fuente judicial de la provincia de Buenos Aires que pide no revelar su identidad, y añade que contratar un sicario vale 2.000 euros. En otros países del continente es incluso más barato. Y en ocasiones son miembros de las fuerzas de seguridad los que facilitan las armas a los compradores.

Brasil, el récord
Mientras en el resto del mundo el 60% de las armas está en manos de particulares -que ya es una cifra muy alta-, en países latinoamericanos, como Brasil, la cifra se eleva al 90%, según datos presentados por la Coalición Latinoamericana de Prevención de la Violencia Armada. No es casualidad por tanto que en Brasil murieran 36.000 personas en 2006 por arma de fuego. Un índice de violencia que, por ejemplo, ha forzado al Gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva a movilizar al Ejército en Río de Janeiro.
Según el Inecip, la población civil suele recurrir a la posesión de armas en la creencia de que garantizan su seguridad personal, especialmente en situaciones en las que percibe que aumenta la delincuencia. "En el Cono Sur ha aumentado mucho la sensación de inseguridad", afirma Concaro, quien subraya que en cualquier caso en la mayoría de las muertes por armas de fuego -el 65% en Argentina según el Ministerio de Salud- el agresor y la víctima tienen alguna relación -son familiares, vecinos o conocidos-, y la muerte no está relacionada con la comisión de un delito como robo o asalto. Normalmente, se trata de viejas rencillas o discusiones nimias que van subiendo de tono hasta que uno de los litigantes recurre a las armas, precisamente porque las tiene a mano.
"El problema es que existe una distancia muy grande entre lo que dicen las leyes y la realidad", advierte Diego Fleitas, director de la Asociación de Políticas Públicas (APP), quien pone como ejemplo que, en Argentina, en la misma manzana donde se encontraba la Agencia de Control de Armas, se descubrieron varias armerías ilegales. Fleitas y su equipo se encuentran realizando una investigación que entre otros datos ha arrojado que desde 1992 hasta el año pasado, Latinoamérica ha importado más de 2.700 millones de dólares (1.980 millones de euros) en armas sólo para particulares. "Se trata de revólveres, pistolas, fusiles y escopetas, armas que son las que tienen un impacto directo en la violencia diaria de la región", destaca el responsable de la APP. Una violencia según la cual, apenas segundos después de que el lector termine de leer este reportaje, una bala matará a una persona en Latinoamérica.

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Em SP, ricos têm mais descontos no IPTU

O empresário Maurício Rockfeller Jr., morador do Morumbi, na zona sul de São Paulo, mandou blindar o carro novo na semana passada. Pagou R$ 16 mil pelo serviço, sem contar as peças. Ao preencher o cheque e pedir uma nota fiscal eletrônica, ele ganhou automaticamente um desconto de R$ 210 em seu IPTU.
Enquanto esperava pelo motorista de seu segundo carro, Maurício telefonou para o banco e agendou o pagamento da mensalidade da escola dos três filhos, no valor de R$ 5.000 - ganhou aí um desconto adicional de R$ 30 no IPTU.
Como era tarde para ir ao escritório, o empresário se dirigiu à academia de ginástica, onde fez uma hora de exercícios e pagou o mês de abril (R$ 600). Ao sair, depois de quitar a mensalidade do estacionamento (R$ 150) e dispensar o guarda-costas (R$ 2.300), ligou para a mulher, para saber das novidades do dia. Ela contou que havia ido ao cabeleireiro (R$ 400), ao acupunturista (R$ 300), à massagista (R$ 250) e ao veterinário (R$ 200), já que seu poodle não andava muito bem.
Desconfiado, Maurício ligou para o detetive (R$ 3.800) e conferiu o roteiro. Era tudo verdade. Feitas as contas, o casal gastou um total de R$ 25.000 em serviços naquele dia, e acumulou um crédito de R$ 390 para descontar no IPTU do ano seguinte.
João, o guarda-costas de Maurício, é empregado de uma empresa de segurança, da qual recebe um salário de R$ 1.200. João e a mulher gastam o que ganham com alimentação, moradia e roupas. Não são consumidor de serviços. Não terão descontos no IPTU.
Os personagens citados acima são fictícios. Mas é real a situação em que contribuintes mais ricos têm benefício tributário maior do que os pobres, graças a uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo para reduzir a sonegação e reforçar o seu caixa.
A nova estrutura tributária foi montada pela equipe que José Serra (PSDB), como prefeito, instalou na Secretaria das Finanças. Em 2006, o então secretário, Mauro Ricardo, elaborou um decreto para repassar aos contribuintes, na forma de descontos no IPTU, parte da arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços) incidente sobre notas fiscais eletrônicas.
Como estratégia arrecadatória, o plano é impecável. Com o incentivo, cria-se a cultura da exigência de nota fiscal, o que dificulta a sonegação. Além disso, as notas eletrônicas ficam na base de dados da prefeitura, o que possibilita inúmeros cruzamentos de dados e o estabelecimento de uma espécie de "inteligência fiscal" informatizada.
Para a prefeitura, o aumento na receita de ISS compensa de longe os descontos no IPTU. Mas a cidade dá um passo atrás no quesito progressividade tributária, já que os cidadãos com maior renda - e os que tem mais "folga" no bolso para pagar impostos - são os que mais se beneficiam com a redução na carga de tributos.
O sistema funciona assim: cada vez que um contribuinte consome um serviço, pede uma nota fiscal eletrônica, informa ao emissor seu número de CPF e recebe um recibo provisório. Quando a nota é emitida, por meio da internet, a prefeitura reserva um crédito de 30% do ISS para o consumidor, se ele for pessoa física, ou de 10%, se for pessoa jurídica. Esse crédito pode ser usado, nos cinco anos seguintes, para abater até metade do IPTU de qualquer imóvel da cidade. Se o contribuinte não pagar IPTU, ou se tiver créditos sobrando, pode repassar o benefício a terceiros, o que já ensejou até a criação de uma espécie de "bolsa" para negociar esses descontos.
A alíquota de ISS em São Paulo é, na maioria dos casos, de 5%. Uma nota fiscal no valor de R$ 1.000, por exemplo, gera um imposto de R$ 50 e um crédito de R$ 15 para o consumidor. O crédito só é liberado quando o imposto é efetivamente recolhido - e o consumidor pode monitorar pela internet se seus prestadores de serviço estão em dia com o fisco. Se o consumidor percebe que seu recibo provisório não gerou a emissão de uma nota, pode "dedurar" o emissor pelo site da prefeitura.
Estão obrigados a emitir a nota fiscal eletrônica todos os prestadores de serviço com receita bruta anual de R$ 240 mil ou mais. Para os demais, a adesão ao sistema é voluntária, mas também traz vantagens, como a redução do custo com gráficas, já que não é necessário imprimir as notas tradicionais.
Cerca de 38 mil prestadores de serviços já emitem notas fiscais eletrônicas em São Paulo. Até a manhã desta quarta-feira, a prefeitura contabilizava 44.828.573 notas. Os créditos acumulados por contribuintes para desconto no IPTU já ultrapassam R$ 80 milhões.
A arrecadação de ISS pela prefeitura vem dando saltos. Foram R$ 3,143 bilhões em 2005 e R$ 3,998 bihões em 2006, com previsão de R$ 4,6 bilhões em 2007. Apenas parte desse resultado se deve às notas fiscais eletrônicas - há outras medidas de combate à sonegação, além do próprio aquecimento da economia, que eleva as receitas.
"Tivemos aqui um choque de gestão", disse Ronilson Bezerra Rodrigues, diretor do Departamento de Arrecadação e Cobrança da Secretaria de Finanças, ao comentar as medidas instituídas pelo tucano Mauro Ricardo, que, com eleição de Serra para o governo paulista, assumiu a Secretaria da Fazenda do Estado.
Uma dessas medidas é a criação de um cadastro de empresas que prestam serviços na capital mas têm sede em outras cidades. O objetivo é acabar com as chamadas "empresas de caixa postal", que apenas mantêm um endereço fictício em outros municípios para se beneficiar de alíquotas de ISS mais baixas. No cadastro, por exemplo, as empresas têm de apresentar fotos para comprovar que possuem mesmo uma sede fora de São Paulo. De posse dos dados, fiscais da capital fazem incursões a municípios vizinhos, onde já constataram diversas fraudes.
Sobre a nota fiscal eletrônica, Bezerra Rodrigues reconheceu que os consumidores de maior poder aquisitivo são os maiores beneficiados com o desconto no IPTU, mas ressalvou que eles são os que mais pagam impostos municipais indiretamente, por conta do ISS embutido nos serviços que consomem. Também é fato que muitos contribuintes pobres têm isenção de IPTU.
O sucesso do programa na capital deve em breve gerar um "clone" estadual. O secretário da Fazenda já anunciou um plano para conceder aos consumidores descontos no IPVA com base no ICMS recolhido das notas fiscais de suas compras.

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29 abril, 2007

Google Earth dá região chilena à Argentina


O Chile pediu ao mecanismo de busca na internet Google que modifique parte do traçado de sua fronteira ao sul, que aparece no programa Google Earth como uma localidade argentina, embora seja chilena.
Na imagem ao lado, retirada do Google Earth, é possível ver que a localidade chilena de Villa O'Higgins, no extremo sul do país, aparece como parte do território argentino no mapa -- a Argentina fica à direita da linha amarela, que representa a fronteira entre os dois países.
A Direção de Fronteiras e Limites da chancelaria chilena já enviou os documentos necessários, entre os quais mapas, para que a empresa de internet corrija o erro, disse a fonte. "O Chile já pediu a retificação e só resta esperar que fique pronta", disse uma fonte do Ministério de Relações Exteriores, que confirmou a confusão geográfica neste sábado (28).

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26 abril, 2007

Dia do Goleiro

Manga
Aílton Corrêa Arruda , o Manga, é considerado um dos melhores goleiros da história do futebol brasileiro. No início da carreira, conquistou com o Sport o título pernambucano de juniores sem sofrer nenhum gol. Já na carreira profissional, destacou-se no Internacional em 1975 e 1976, sendo campeão brasileiro nos dois anos com o clube vermelho e branco.


Taffarel
Nascido em 1966, Taffarel jogou pelo Internacional de 1984 a 1990. Pela Seleção Brasileira atuou na Copa do Mundo de 1998, 1994 e 1990, se destacando em 94 ao defender um pênalti na final contra a Itália. No retrospecto, é o goleiro que tem o maior número de jogos da história, com 101 aparições, vestindo a camisa verde e amarela.


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25 abril, 2007

Especial Turismo: Londres



Imagine uma metrópole que consegue mesclar o que há de mais moderno com a tradição secular da monarquia. Imagine um lugar capaz de conquistar de intelectuais exigentes a baladeiros e consumistas vorazes. Se você já esteve na terra da rainha Elizabeth, vai falar na hora: Londres. A associação é fácil assim. Mas a cidade dos ônibus vermelhos dificilmente seria mencionada quando se pensa em roteiros para quem está com o orçamento apertado ou em um lugar legal para visitar na companhia das crianças.
É claro que a capital inglesa não é baratíssima, ainda mais com o câmbio que não favorece em nada os brasileiros. Só que é possível conhecê-la dando uma bela economizada em restaurantes de boa relação custo-benefício e aproveitando as inúmeras atividades gratuitas - de feiras livres como a do charmoso bairro Notting Hill a museus com acervos incríveis.
No quesito atrações para crianças, então, a cidade dá um show. Há a roda-gigante London Eye, com seus 135 metros de altura, as emoções de um passeio num barco veloz pelo Rio Tâmisa e museus capazes de enlouquecer os pequenos.
E é às margens do Tâmisa que essa Londres para todos começa a se revelar. Lá está o Tate Modern, que reúne quadros de artistas como Picasso e Salvador Dalí. Mais à frente, o turista vê uma das construções mais impressionantes da capital, a Torre de Londres, fortaleza que começou a ser erguida no século 11 e guarda inúmeras histórias e jóias da monarquia.
Com essa pequena caminhada, já é possível notar que quando o assunto é cultura, o inglês Samuel Johnson estava corretíssimo ao escrever: ´Quem está cansado de Londres está cansado da vida.´ Trata-se de uma das frases mais repetidas pelos guias turísticos da cidade.
As opções são tantas que é preciso planejar muito bem sua viagem para escolher o melhor do melhor. Depois do Tate, ainda há a imperdível National Gallery, criada pelo governo para democratizar as obras mais preciosas, os sarcófagos do British Museum e o Victoria & Albert Museum, que deixará fascinado quem curte arte e moda.



Brasileiros
Essa variedade de atrações conseguiu levar ao Reino Unido - que inclui Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte - mais de 15 milhões de turistas no ano passado, de acordo com o Visit Britain, órgão de turismo que representa a região. Somente brasileiros foram 92 mil. E quase todos param para conhecer Londres.
Apesar da grande diferença cambial, o Brasil é o país da América do Sul que mais envia visitantes à cidade da rainha. A metrópole é o 8º destino internacional mais procurado pelos brasileiros.

Confira 14 sugestões de roteiros para se aventurar pela terra da rainha


Pacotes*
Beeline (0--11-3171-1544; www.bonvoyagetur.com.br): seis noites, passagem aérea e hospedagem por US$ 1.572.
CI (0--11-3677-3600; www.bonvoyagetur.com.br): cinco noites, passagem aérea, hospedagem com café da manhã, três dias de passes para as principais atrações de Londres, três dias de passagens para o transporte público e traslados por US$ 1.858.
CIT (0--11-3217-8510; www.citbrasil.com.br): quatro noites, passagem aérea, hospedagem com café da manhã, traslados e city tour por US$ 1.669.
CVC (0--11-2146-7011; www.cvc.com.br): quatro noites, passagem aérea e hospedagem com café da manhã por US$ 1.347.
Friends in the World (0--11-3891-1127; www.friendsintheworld.com.brv): quatro noites, passagem aérea e hospedagem com café da manhã por US$ 1.358.
Interpoint (0--11-3087- 9400; http://www.interpoint.com.br): sete noites, passagem aérea, hospedagem com café da manhã e traslados por US$ 3.478.
Marsans (0--11-2163-6868; www.marsans.com.br): quatro noites, passagem aérea e hospedagem com café da manhã por US$ 1.249.
New Age (0--11-3138-4888; www.newage.tur.br): seis noites, passagem aérea, hospedagem com café da manhã e city tour por US$ 1.929.
Queensberry (0--11- 3217-7100; www.queensberry.com.br): quatro noites, passagem aérea, hospedagem com café da manhã, traslados e city tour por US$ 1.594.
RCA (0--11-3017-8700; www.rcatours.com.br): cinco noites, passagem aérea e hospedagem com café da manhã por US$ 1.456.
Soft Travel (0--11-3017- 9999; www.softtravel.com.br): seis noites, passagem aérea, hospedagem com café da manhã e seguro por US$ 1.382.
STB (0--11-3038-1555; www.stb.com.br>): sete noites, passagem aérea, hospedagem com café da manhã, city tour no Big Bus, traslados e seguro por US$ 1.764.
Taks Tour (0--11-6475 -3355; www.takstour.com.br): seis noites, passagem aérea, hospedagem com café da manhã, traslados e um ingresso para o museu de cera Madame Tussauds. O pacote custa US$ 2.335.
* Preços mínimos por pessoa em acomodação dupla.
Passagem aérea
A rota São Paulo-Londres-São Paulo custa a partir de US$ 969 na British Airways (4004-4440) e de US$ 981 na TAM (4002-5700).

Estadão

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Otimismo

De onde vem o óbvio otimismo que envolve a economia brasileira?
Primeiro, vem do exterior. A economia mundial continua em expansão e, em 2007, deve emplacar o quinto ano seguido de crescimento em torno dos 5%. Trata-se de algo que não ocorria desde a primeira metade do século passado.
Esse bom ambiente tem diversos efeitos para o Brasil, a começar pelas exportações. Países em crescimento compram mais e topam pagar mais caro. O Brasil continua batendo seus recordes no comércio externo.
Além disso, as companhias multinacionais, com lucros, têm dinheiro para investir e, mesmo, necessidade de expandir seus negócios mundo afora. E o Brasil, pelo tamanho de sua economia, é um óbvio destino.
Internamente, o Brasil fez ao menos parte da lição. A parte principal: manter a estabilidade da política econômica, preservar a estabilidade macroeconômica, com inflação no chão, contas externas superavitárias (aumento das reservas e redução da dívida) e contas públicas sob controle (com redução progressiva do endividamento do governo).
Estabilidade, em si, traz inúmeros benefícios, como a previsibilidade para quem quer fazer investimentos e, especialmente, mais crédito. Com a inflação bem baixa e, sobretudo, com expectativas de que a inflação permanecerá muito baixa e com taxas de juros declinantes, os bancos e financeiras se animam a oferecer mais crédito, a prazos cada vez menores.
Finalmente, com a economia crescendo por volta dos 4% anuais, só isso já garante aumento dos salários reais – cujo poder de compra também é mantido pela inflação baixinha.
O movimento que se nota nos meios econômicos é claro: paulatinamente o pessoal reduz previsões de inflação e aumenta previsões de crescimento. Tudo lentamente, mas essa é a tendência dominante.
O que atrapalha é o setor público, que arrecada impostos demais e gasta muito em pessoal, previdência e custeio e quase nada em investimentos.
Se o governo continuasse assim, mas abrisse espaço para investimentos privados, já seria um grande salto. De todo modo, do jeito que está, e o mundo ajudando, o Brasil pode chegar perto dos 5% de crescimento anual. E isso mostra, aí com tristeza, como o país poderia simplesmente decolar se fizesse algumas reformas.

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24 abril, 2007

Estado das Coisas + Rock de Galpão


Aproveito o espaço do blog para divulgar um pessoal competente que conheci pessoalmente agora no feriado do dia 21/4. A banda Estado das Coisas saiu de Porto Alegre e apareceu para tocar aqui em Pato Branco. Os caras são nota 10, tocam bem, são bacanas e acessíveis. Estão de parabéns. Um grande futuro pela frente !


Paralelo a banda, eles estão com um projeto chamado Rock de Galpão junto com o Neto Fagundes.


Leiam a seguir a descrição do fabuloso projeto:


"A união do talento de Neto Fagundes com o eclético rock da banda Estado das Coisas, mais a participação especial do gaiteiro Paulinho Cardoso é o resultado pra lá de especial entre a música regional gaúcha e o rock and roll. Já testemunharam o encontro, convidados de peso, intérpretes e instrumentistas gaúchos como Renato Borghetti, Jorginho do Trompete, Rui Biriva, Osvaldir e Carlos Magrão, Luciano Maia,Paulinho Fagundes,Leandro Rodrigues, Elton Saldanha ,Ernesto Fagundes ....
A estrada é o limite para esta turma com suas bagagens cheias de ritmos e harmonias sulinas. Música e poesia se entreveram entre xotes, rock, vanerão, funk e baladas deixando gaudérios e urbanos muito à vontade frente a um repertório composto por autores do quilate de Apparicio Silva Rillo, Lupicínio Rodrigues, Jaime Caetano Braun, Vitor Ramil, Mário Barbará, Nico e Bagre Fagundes, José Fogaça, Elton Saldanha entre outros.
A Estado das Coisas e Neto Fagundes, com suas leituras sonoras, tratam com o devido carinho e respeito esta mistura de estilos - chave deste galpão roqueiro, deste universo que é a nossa música e a nossa poesia. Rock de Galpão é tradição com ousadia, é o acústico e o elétrico mateando juntos, é o rock universal fazendo sala para o sul do Brasil, é o encontro dos extremos, a voz e o silêncio dos diferentes que se aceitam, assim mesmo, como são - e o diálogo, sim senhor, é possível!"


Por favor: acessem os sites http://www.estadodascoisas.com.br/ e http://www.rockdegalpao.com.br descubram os projetos e apreciem as obras. Vale a pena. RECOMENDO !

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23 abril, 2007

Moedas de todo o mundo têm recordes diante do dólar

da Folha de S.Paulo
Não é apenas o real que se valoriza diante do dólar. Moedas em diferentes partes do mundo ganham terreno em relação à divisa da maior economia do mundo. E muitas delas têm se apreciado de forma mais expressiva que o real.As moedas se valorizam ao redor do planeta por conta de uma reorganização da economia internacional, com o aumento da importância da China e a elevação das negociações em euro. Também pesa o elevado déficit comercial dos EUA, país que importa mais do que exporta bens. E tudo isso em um ambiente de alta liquidez internacional --nunca o mundo teve tanto dinheiro disponível. Esses recursos procuram rendimento fora dos EUA e valorizam as moedas dos países em que entram, como o Brasil e demais países emergentes.Por conta desse cenário, os governos de outros emergentes, além do Brasil, têm atuado no mercado de câmbio para baixar a cotação de suas moedas. Países como Peru e Argentina compram regularmente dólares para evitar que suas moedas sigam em rota de apreciação e mantenham competitividade no comércio exterior.Na Colômbia, onde o peso está em seu maior nível desde novembro de 2000, o mercado local espera medidas como a troca de dívida externa por interna e a emissão de papéis para segurar a apreciação cambial.Pelo menos desde 2003 tem chamado a atenção do mercado a progressiva perda de valor do dólar americano. Nas últimas semanas, moedas quebram recordes sucessivos de valorização diante do dólar.A libra esterlina alcançou na semana passada US$ 2, sua mais alta cotação desde 1992. Na Austrália, a moeda nacional bateu em seu mais elevado patamar em relação ao dólar em 17 anos. A rúpia indiana nunca esteve tão valorizada desde 1999. Nos três países, o mercado prevê aumento de juros para segurar a inflação.
Real
No Brasil, o real tem sido negociado em seus mais elevados níveis diante do dólar desde março de 2001. Na sexta-feira, o real encerrou as operações ao câmbio de R$ 2,028 por dólar."O Brasil não é um caso isolado de forte apreciação cambial neste momento. Há uma forte liquidez internacional que tem refletido na valorização de moedas em diferentes lugares do mundo", afirma Alex Agostini, da Austin Rating."E essa apreciação preocupa bastante os emergentes, especialmente pela perda de competitividade de seus produtos no mercado internacional", diz Agostini. Ou seja, as exportações podem perder terreno por ficarem mais caras em dólar.Considerando os últimos 12 meses, o real se valorizou 3,8% diante do dólar. Entre os latinos, um dos que mais têm subido é o peso colombiano, que se apreciou 9,1% no período.No Peru, as sucessivas compras de dólares realizadas pelo governo, que tem chegado a US$ 50 milhões em apenas um dia, ajuda a segurar um pouco a cotação da moeda. Em 12 meses, a alta chega a 4,3%. A expansão das exportações, especialmente de produtos minerais, tem sido um dos pontos de pressão sobre a moeda do Peru.Com o dólar em baixa, analistas têm cogitado a possibilidade de países decidirem trocar as suas reservas internacionais --hoje majoritariamente em dólares- para outras moedas fortes, como o euro ou a libra. A Rússia, por exemplo, já possui elevadas reservas em euro. A China também estuda diversificar suas reservas, que hoje estão em US$ 1,3 trilhão, para obter um maior retorno.

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21 abril, 2007

Kings Of Leon - Because Of The Times (2007)




Terceiro CD do quarteto americano Kings of Leon. Quem for bom de ouvido lembrará que o Fantástico usa muitas músicas da banda como fundo musical de suas reportagens.






01 Knocked Up
02 Charmer
03 On Call
04 McFearless
05 Black Thumbnail
06 My Party
07 True Love Way
08 Ragoo
09 Fans
10 The Runner
11 Trunk
12 Camaro
13 Arizona

Senha para descompactar: roulette

20 abril, 2007

Vendas de notebook batem recorde no Brasil

Antigo símbolo de status, computador portátil chega a custar menos de R$ 2 mil.
Dólar barato e redução de impostos favorecem o mercado.

Uma redução de impostos e o dólar barato levaram o consumidor brasileiro à euforia que já passou há alguns anos por outros países e ajudou a aumentar a produtividade em vários setores da economia.

É a febre da compra do notebook - computador portátil, que antes era até um símbolo de status e de ostentação. Hoje, já pode ser comprado por menos de R$ 2 mil, algo inimaginável há um ano.

Um escritório móvel é tudo o que o engenheiro elétrico Reinaldo Osaki precisa. Ele já tem um computador de mesa, mas tem que visitar clientes a trabalho. Por isso, decidiu comprar um notebook.

“Eu posso apresentar o meu trabalho para os clientes no escritório deles, na loja, onde for”, diz Reinaldo. “Eu acho que caíram bem os preços, agora está bem acessível”.

Só no ano passado, as vendas de notebook no Brasil cresceram 100% - e devem repetir o número este ano, segundo projeção dos fabricantes de produtos eletrônicos.

A queda do preço é o principal motivo para essa explosão de vendas. “O notebook mais barato que você encontrava há dois anos no varejo custava em torno de R$ 3.700,00. Hoje, você consegue encontrar por um preço abaixo de R$ 2 mil”, afirma Ivair Rodrigues, da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.

A queda do dólar barateou o produto, já que quase todos os componentes são importados. Os benefícios fiscais que o governo deu para o setor também ajudaram: a isenção de PIS/Cofins diminuiu em 9,25% o preço final.

A inovação tecnológica também ajudou a reduzir o custo. Uma indústria de Curitiba registrou um aumento surpreendente na produção de notebooks: 908% a mais no ano passado do que em 2005. "A gente ficou bastante entusiasmado com o mercado crescente, que antes era incipiente. Todo o mercado vai se beneficiar desse novo boom que está acontecendo no Brasil", acredita o presidente da empresa, Hélio Rotenberg.

Uma pesquisa recente da Associação de Fabricantes de Produtos Eletrônicos mostra que 30% das pessoas que pretendem comprar um computador nos próximos seis meses vão levar um notebook.

E a disputa promete ser grande. Um supermercado de São Paulo fez uma promoção de computadores – e em cinco dias, 85% dos notebooks foram vendidos. No caso de alguns modelos, não sobrou nenhum para exposição na prateleira.

“De outubro do ano passado pra cá, é o item mais procurado, até pelos recursos – a praticidade, a mobilidade – que o produto oferece”, afirma o gerente de informática da rede, Avelino Nogueira. “Hoje o consumidor exige mobilidade, até por conta do que está acontecendo mesmo com a tecnologia digital”.


G1

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18 abril, 2007

Estabilidade empresarial cresce no país


As condições de sobrevivência das empresas melhoraram no Brasil nos últimos quatro anos. É o que indica o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2006, um estudo sobre a atividade empreendedora feito anualmente em mais de 50 países. A pesquisa, que será lançada hoje em São Paulo, mostra que a parcela da população brasileira com empreendimentos estabelecidos (cuja empresa está aberta há mais de 3,5 anos) passou de 7,6% em 2003 para 12,9% no ano passado – um total de 14,2 milhões de estabelecimentos consolidados, superando pela primeira vez o número de novos empreendimentos. O Brasil é o quinto no ranking mundial de empresas formadas há mais de 42 meses. A inflação estabilizada, os juros em queda e concessão de crédito têm contribuído para o avanço nos números de empreendedores não tão novatos. “O fato de haver mais empresas estabelecidas do que iniciantes mostra um ambiente mais benéfico ao negócio próprio, devido à estabilidade econômica”, avalia o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Paulo Okamotto.


O espírito empreendedor brasileiro é destacado pelo presidente do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), Carlos Artur Krüger Passos. “A pesquisa demonstra que o brasileiro é povo empreendedor, que não fica parado esperando as coisas acontecerem, toma iniciativas próprias para mudar de vida. Mas precisamos trabalhar para que eles entrem mais preparados no ambiente de empreendedorismo e que vislumbrem oportunidades, não só vejam o negócio próprio como um último recurso”, diz ele. Apesar da sobrevida das empresas estar crescendo, o despreparo para abertura do negócio ainda é grande. Pela pesquisa, 51,4% das pessoas que montam novas empresas – formais e informais – no Brasil o faz por questão de oportunidade. O restante – 47,6% – abre negócio por necessidade. “O grande destaque deste estudo é o fato de ele poder traçar um comparativo internacional. O Brasil tem estado entre os 10 mais empreendedores, mas a qualidade dos empreendimentos é muito baixa, porque grande parte é feita por necessidade e não por oportunidade de negócio, são negócios improvisados e por isso costumam fracassar”, afirma o gerente da unidade de atendimento individual do Sebrae Nacional, Ênio Pinto. Segundo ele, os países desenvolvidos tendem a ter menos empreendimentos, mas com mais qualidade, maior visão de mercado e oportunidade. “É algo menos vulnerável. É a abertura de empresas por necessidade que faz com que 52% das novas empresas brasileiras fechem antes de completar dois anos”, avalia. A falta de escolaridade (39% dos empreendedores têm até quatro anos de estudo e 41% tem entre 5 e 11 anos) e o despreparo para iniciar o empreendimento é um dos fatores ligados ao fracasso dos empreendimentos. De acordo com a pesquisa, a grande maioria dos empreendedores acaba optando por negócios já conhecidos e com alta concorrência. O foco geralmente é no baixo investimento, feito por empreendedores de precária condição financeira. O potencial de inovação (que reúne conhecimento do produto, grau de concorrência e idade dos equipamentos) é mínimo em 60,3% dos empreendimentos. Apenas 0,4% dos empresários se consideraram com máximo potencial de inovação, que atende aos três critérios indicados.


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Segundo Ano de Administração

Segue conteúdo visto na última aula (13/4) e que continuaremos a estudar no dia 27/4 após a semana de provas.

Inflação pelo IGP-10 desacelera e registra 0,18% em abril [
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116188.shtml ]

Preços em SP sobem 0,16% na 2ª quadrissemana de abril [
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116187.shtml ]

Entenda a diferença entre os principais índices de inflação [
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u112638.shtml ]

As notícias acima e outras tantas podem ser encontradas nos links abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/

http://g1.globo.com/Noticias/Economia/0,,5599,00.html

http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/

http://br.invertia.com/

16 abril, 2007

Dicionário de Economia: Letra 'A'

Ação: Documento que indica ser seu possuidor o proprietário de uma fração do capital de uma sociedade. Se o capital de uma sociedade deve ser subscrito por várias pessoas, ele é dividido em frações iguais, o que permite a cada uma subscrever segundo suas disponibilidades e sua vontade.
Ação Endossável: Ação que pode ser transferida mediante simples endosso no verso da cautela.Ação Ordinária: Ação que tem características de conceder a seu titular o direito de voto em assembléia da sociedade.
Ação Preferencial: Ação que dá ao seu possuidor prioridade no recebimento de dividendos, ou em caso de dissolução da empresa, no reembolso do capital. Não dão direito a voto nas assembléias da sociedade.
Agente Econômico: Indivíduos, grupos de indivíduos ou organismos que constituem, do ponto de vista dos movimentos econômicos, os centros de decisão e de ações fundamentais.
Ágio: Importância que o comprador paga a mais sobre o valor nominal de um título.
Ajuste Fiscal: É a tentativa do Governo federal de gastar menos do que arrecada.
Alavancagem: Termo que designa o efeito de melhoria provocado pelo endividamento na rentabilidade do patrimônio líquido de uma empresa.
Amortizações: São pagamentos de dívidas contraídas por empresas brasileiras e pelo próprio Governo junto a instituições financeiras no mercado internacional.
Análise Econômica: Aplicação à realidade econômica do método científico de decomposição em elementos mais facilmente compreensíveis que o todo, visando a inseri-los em um esquema explicativo.
Arbitragem Cambial: É a operação de compra de uma quantidade de moeda local e na venda de outra quantidade de moeda estrangeira, de tal forma que, aplicando-se a paridade entre elas, obtenha-se equivalência.
Atividade Econômica: Conjunto de atos pelos quais as pessoas satisfazem às suas necessidades, através da produção e troca de bens e de serviços.
Ativo: Conjunto de bens e créditos que formam o patrimônio de um sujeito econômico.
Ativos não Financeiros: Compreendem os ativos fixos e os ativos circulantes. Os primeiros participam de vários ciclos de produção, enquanto os últimos são consumidos ou transformados num ciclo específico de produção ou de distribuição.
Aval: Ato pelo qual uma terceira pessoa, distinta do sacado, do sacador e dos endossantes, garante o pagamento de um título na data de seu vencimento.

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Filé de Salmão Grelhado, amanteigado de Manjericão, servido com Tempurá de Rosas Vermelhas

Salmão grelhado

Ingredientes:
1 salmão (6/8)
Filé (2 filés)
Sal grosso
Azeite
Tempere os filés apenas com sal grosso e azeite.Coloque-os em uma grelha, de preferência mais alta que as normais, para que fique grelhando sem pressa. Até aqui tudo muito simples, agora vamos ao molho...

Molho amanteigado de Manjericão...
Muito simples... em uma panela, derreta uma barra de manteiga, até que comece a fazer espuma, coloque folhas de manjericão fresco sobre a manteiga, deixe mais ums dois minutos e desligue, separe e deixe amornar enquanto flavoriza a manteiga.
Tempurá de Rosas Vermelhas ...

Ingredientes:
Pétalas de Rosas Vermelhas, de vários tamanhos.
Massa (1 ovo)
300 ml de água gelada
280 g de farinha de trigo
1 colher de café de sal

Modo de Preparo:
Prepare a massa misturando a água gelada ao ovo, misture bem e acrescente o sal. Coloque os líquidos sobre a farinha misturando delicadamente, não é preciso deixar a massa muito lisa. Deixe descansar por 10 minutos. Limpe muito bem as pétalas. Passe cada uma em farinha de trigo e depois na massa do tempura. Frite rapidamente em óleo quente e escorra em papel absorvente. Sirva com um filé de peixe grelhado, regados com molho de manjericão com manteiga.

Montando o prato:
Em um prato de preferencia branco, colocar o filé de salmão grelhado, no meio, regar com o molho de manjericão, riscar as bordas com azeite de oliva e circular com o tempurá das pétalas de rosas vermelhas.
Essa e outras receitas podem ser encontradas no Blog do Chef Edo .

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Injustiça: taxaram o Alemão


E o tal Diego, dito Alemão, para minha enorme tristeza, declarou-se revoltado com o imposto que teve que pagar.Onde já se viu? R$ 275 mil sobre o milhão que faturou. Uma enorme e gigantesca injustiça.
Se eu fosse ele, iria para a briga. Com o dinheirinho que sobrou, os míseros R$ 725 mil, eu contrataria um bom advogado e não deixaria barato. E não tenho dúvida que venceria a causa.
Pensem comigo: imposto é coisa que se cobra, e muito, de trabalhadores. Também se cobra, e muito, da indústria, do comércio e da prestação de serviços.
Acompanhem pois o meu raciocínio: existe imposto sobre a vadiagem? Não me refiro à vadiagem no sentido jurídico, que pode dar cana, mas aquela que é sinônimo de vida ociosa. Não que eu saiba e, pelo que sei, o tal Alemão não fez outra coisa além de vadiar durante os meses que passou na casa.
Imposto sobre a produção existe. Mas esse camarada produziu alguma coisa durante o período de confinamento? Produziu gas carbônico, produziu lixo, produziu a cizânia, produziu inveja e acredito que algum tipo de desejo nas meninas de fraca inspiração e informação. Mas nada disso pode ser taxado.
Diego foi para a casa justamente para não produzir nada. Ele e os demais participantes. Poderiam, a exemplo de outros detentos menos privilegiados, ter aprendido um ofício. Poderiam fazer móveis que seriam doados a quem necessita. Roupas, artesanato, não importa. Como o mundo é repleto de gente estranha, essa gente que acompanhou o dia-a-dia da vadiagem na casa, esses produtos poderiam ir a leilão. Imagine quanto não se arrecadaria por um apoiador de copo feito em cortiça pelas mãos do campeão Alemão. Um colarzinho de miçangas feito por qualquer uma das moças.
Nada disso aconteceu e o que se viu foi apenas um tedioso passar de dias repletos de intrigas pequenas, problemas menores, vitórias infantis, conquistas desprezíveis.
Por isso volto a dizer que Diego deve brigar. Ele não pode estar no mesmo nível de um trabalhador que paga impostos. Alguém terá coragem de dizer que ele produziu audiência e isso trouxe anunciantes e etc. etc. etc.? É provável que venha a constar nos autos.
E a Receita Federal deveria considerar seriamente o assunto. Na minha opinião, deveria reter 99% do valor do prêmio.



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15 abril, 2007

Expansão e mudanças marcam os 10 anos dos blogs

Desde que o termo weblog foi usado pela primeira vez, nos idos de 1997, muita coisa ocorreu aos (equivocadamente) apelidados “diários virtuais”, a começar pelo nome: de weblogs, passaram a ser chamados do que são atualmente, blogs. Mas é na prática, mais do que no nome, que eles mudaram mais, se libertando da forma textual que os caracterizou inicialmente. Um blogueiro de hoje precisa de muito fôlego e tempo para aproveitar tudo que tem à sua disposição. Com a tecnologia atual, é possível publicar fotos, links, vídeos, arquivos de som, textos, e, se isso não for o bastante, ainda dá para misturar tudo junto em um mesmo blog.Se lhe falta computador ou conexão à internet, resta ainda ao blogueiro a opção de publicar via celular. E talvez resida aí o grande motor das mudanças no padrão atual dos blogs.– Acho que a hibridação do modelo dos smartphones/celulares com os modelos da internet é uma tendência forte e essencial. Com mais pessoas acessando informações e com menos limitações de local, aumenta a demanda por informações e novidades – diz a doutoranda em Informação, Tecnologias e Práticas Sociais Raquel Recuero, da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), no Rio Grande do Sul. E essa demanda de que fala Raquel é refletida em números. De acordo com o Technorati, havia em novembro de 2006 cerca de 71 milhões de blogs. A pesquisa indicava ainda um crescimento contínuo: 120 mil blogs criados diariamente. Em posts, como são chamadas individualmente cada uma das produções publicadas (texto, imagem, som ou vídeo), contava-se, à época do levantamento, entre 1,4 milhão e 1,5 milhão por dia. Pelo ritmo registrado até aquele mês, o Technorati apontava a duplicação do tamanho da blogosfera em 230 dias. Haja leitor para toda essa avalanche de conteúdo! E o que fazer com tudo isso?– Com a popularização desse tipo de tecnologia móvel, eu creio que as pessoas tenderão a se tornar mais seletivas na escolha do que publicar. Vão saber que, se não for algo realmente interessante, ninguém vai ler, ou nem ele mesmo lerá no futuro. E tudo acabará se perdendo num mar de dados – diz Edney Souza, que capitaneia o projeto do Interney Blogs, o primeiro portal profissional de blogs do Brasil.
Embora tenham surgido na segunda metade da década de 1990, os blogs começaram a se popularizar em 1999, com o surgimento do Blogger, ou Blogspot, uma das ferramentas pioneiras em hospedagem e publicação de blogs. Ter um blog deixou de ser complicado, até mesmo para os leigos na linguagem técnica da web. Comprado pelo Google em 2003, o Blogger continua a ser o mais popular suporte gratuito de blogs, embora venha perdendo espaço para o relativamente recente Wordpress. Apresentado como um novo software de gerenciamento de conteúdo em 2001, o Wordpress passou a conquistar os blogueiros em 2005, ano em que começou a prestar um serviço gratuito de hospedagem. Mesmo que, ao longo da sua existência, os blogs tenham deixado de ser tão pessoais e se profissionalizado, outras ferramentas vieram ajudar os internautas ávidos por exposição. Os fotologs, como são chamados os álbuns de fotos atualizados com a freqüência de um blog, funcionam como um diário visual da vida de seus autores (ou dos personagens criados por eles). O Fotolog, a maior comunidade de fotoblogs do mundo, atingiu em fevereiro deste ano a marca de 200 milhões de fotos, mesmo limitando em um o número de imagens postadas por dia. O serviço é muito popular na América Latina. Segundo dados da Wikipedia, o maior número de usuários é de chilenos, com 950 mil contas. Argentinos e brasileiros somam mais outro 1 milhão. Mesmo que os internautas do Brasil ainda representem grande parte dos usuários do Fotolog, o público nacional vem diminuindo. Com a explosão do Orkut no país (atualmente o site mais acessado no Brasil, de acordo com o ranking da Alexa), muitos fotoblogueiros migraram. Além disso, o sucesso do Fotoblog chamou a atenção de empresas nacionais. E o resultado? Uma miríade de serviços similares, como o Flogão, o 8P ou o Sefloga. Para quem acha pouco expressar-se com imagens paradas, a opção são os vídeos. Ajudados pela evolução dos telefones celulares e câmeras digitais, os internautas “cineastas” já começam a investir nos vlogs, mais um neologismo criado para dizer que nome, afinal de contas, tem aquilo que fazemos na internet. As postagens de pequenos filmes tem se tornado popular por via indireta. O responsável por isso é o YouTube. Mesmo não funcionando no esquema dos blogs (que têm atualização freqüente e organização cronológica invertida, com as últimas postagens no topo da página), o site tem ajudado na difusão dos vlogs. Quem nunca viu um blog com a telinha do YouTube com o filme do momento? Pois é exatamente esse mecanismo indireto de publicação e difusão dos vídeos que cresceu com o YouTube.Outra forma diversa de blogar são os podcasts, em formato de áudio. O termo, “podcast”, é a flexão de iPod, o tocador de MP3 da Apple, com “broadcast”, palavra em inglês que significa distribuição de sinal de áudio e vídeo para uma grande audiência. Os podcasts vêm se tornando cada vez mais comuns com a popularização dos MP3 players, embora não necessitem dos aparelhinhos para serem ouvidos. Na crista da onda da publicação eletrônica estão duas novas ferramentas simples e práticas, o Twitter e o Tumblr, sites que promoveram uma forma de publicação ainda mais imediata.O primeiro deles, que alcançou recentemente a marca de 100 mil usuários nos Estados Unidos, coloca uma pergunta ao internauta: “What are you doing? (“O que você está fazendo?”). O resultado disso são páginas recheadas de detalhes pessoais instantâneos. Tudo com no máximo 140 caracteres.

– Funciona se você é uma celebridade, mas, depois que descobrem que sua vida é comum, perde a graça. Até o momento, tudo me leva a crer que isso é uma grande bolha, e investidores de risco estão apostando na idéia porque perderam um pouco a percepção do que pode e não pode ser sucesso nessa era digital – opina Edney Souza.Já o Tumblr promove uma publicação menos pessoal talvez, mas igualmente imediata, com postagens pré-definidas em links, vídeos, fotos e trechos de diálogos. O blogueiro “preguiçoso” só decide quais desses itens deseja exibir e pronto: vai tudo para a internet.– A idéia vai muito mais pelo lúdico, pela brincadeira do que, propriamente, pela informação, como os blogs. De qualquer modo, acho que isso está mais próximo dos scraps [recados] no Orkut do que dos blogs. Apelam mais ao capital social de grupo, o que é muito bem recebido no Brasil – diz Raquel Recuero.Para a doutora Sandra Portella Montardo, dos grupos de pesquisa em Comunicação e Cultura e em Informática na Educação da Feevale, no Rio Grande do Sul, os tumblelogs e as páginas do Twitter são simplesmente uma forma nova de publicação, que não é melhor nem pior que as anteriores. Para ela, a razão dessas invenções reside na exigência contemporânea de mais instaneidade, rapidez. – Pelo que tenho acompanhado em pesquisas sobre público jovem, essa fórmula se combina perfeitamente com o a maneira com que as novas gerações se relacionam com o mundo: conexão com o máximo de coisas e pessoas ao mesmo tempo. A popularização dos celulares e a familiaridade com redes sociais na web também colaboram para esse quadro.Ela acrescenta que os novos serviços se adaptam ao avanço tecnológico, com celulares inteligentes e computadores de mão.– Com a facilidade de postagens via celulares e PDAs, é fácil entender que sistemas sejam criados prevendo mensagens curtas. No caso do Twitter, vejo um interesse comercial bastante explícito e pronto a ser explorado – diz.Para Edney, “o mercado tem medo de perder a próxima onda, então prefere investir em qualquer novidade que aparece”. O blogueiro trata com ceticismo o sucesso desses novos sistemas de publicação:– Talvez surjam usos mais interessantes para essas ferramentas, mas até o momento tudo me leva a crer que é uma “grande bolha”, e investidores de risco estão apostando na idéia porque perderam um pouco a percepção do que pode e não pode ser sucesso nessa era digital. MySpace e YouTube, por exemplo, explodiram do dia pra noite. Mesmo despertando críticas, a publicação cada vez mais instantânea e, talvez, descartável, de textos, áudios e vídeos pela internet parece uma tendência irrefreável, dado o avanço da tecnologia móvel. – Com a facilidade de postagens via celulares e PDAs, é fácil entender que sistemas sejam criados prevendo mensagens curtas – diz Sandra, reconhecendo que o caminho entre o surgimento da novidade e a nossa adaptação a ela não será feito sem resistência.– Como já dizia Marshall McLuhan, cada nova tecnologia traz consigo uma nova sensibilidade, uma nova forma de perceber as coisas e, assim, de fazê-las e, justamente por isso, desperta preconceitos.

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14 abril, 2007

Sábado


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13 abril, 2007

Segundo Ano de Administração

Segue objeto de estudo da aula de hoje, Sexta-Feira 13.
Entenda a diferença entre os principais índices de inflação

IGP
Índice Geral de Preços, calculado pela Fundação Getúlio Vargas. É uma média ponderada do índice de preços no atacado (IPA), com peso 6; de preços ao consumidor (IPC) no Rio e SP, com peso 3; e do custo da construção civil (INCC), com peso 1. Usado em contratos de prazo mais longo, como aluguel.

IGP-DI
O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna, da FGV, reflete as variações de preços de todo o mês de referência. Ou seja, do dia 1 ao 30 de cada mês. Ele é formado pelo IPA (Índice de Preços por Atacado), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional do Custo da Construção), com pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente. O indicador apura as variações de preços de matérias-primas agrícolas e industriais no atacado e de bens e serviços finais no consumo.

IGP-M
Índice Geral de Preços do Mercado, também da FGV. Metodologia igual à do IGP-DI, mas pesquisado entre os dias 21 de um mês e 20 do seguinte. O IGP tradicional abrange o mês fechado. O IGP-M é elaborado para contratos do mercado financeiro.

IGP-10
Índice Geral de Preços 10, também da FGV e elaborado com a mesma metodologia do IGP e do IGP-M. A única diferença é o período de coleta de preços: entre o dia 11 de um mês e o dia 10 do mês seguinte.

IPC-RJ
Considera a variação dos preços na cidade do Rio de Janeiro. É calculado mensalmente pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e toma por base os gastos de famílias com renda de um a 33 salários mínimos IPCA.

IPC-Fipe
Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP, pesquisado no município de São Paulo. Reflete o custo de vida de famílias com renda de 1 a 20 salários mínimos. Divulga também taxas quadrissemanais.

ICV-Dieese
Índice do Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, também medido na cidade de São Paulo. Reflete o custo de vida de famílias com renda média de R$ 2.800 (há também índices para a baixa renda e a intermediária).

INPC
Índice Nacional de Preços ao Consumidor, média do custo de vida nas 11 principais regiões metropolitanas do país para famílias com renda de 1 até 8 salários mínimos, medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

IPCA
Índice de Preços ao Consumidor Amplo, também do IBGE, calculado desde 1980, semelhante ao INPC, porém refletindo o custo de vida para famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa é feita nas mesmas 11 regiões metropolitanas. Foi escolhido como alvo das metas de inflação ("inflation targeting") no Brasil.

IPCA-15

O IPCA-15 funciona como uma prévia do IPCA --utilizado como referência para a meta de inflação e que influencia as taxas de juros. A diferença entre os indicadores é a data de coleta de preços.

INCC
Índice Nacional do Custo da Construção, um dos componentes das três versões do IGP, o de menor peso. Reflete o ritmo dos preços de materiais de construção e da mão-de-obra no setor. Utilizado em financiamento direto de construtoras/incorporadoras.

CUB
Custo Unitário Básico, índice que reflete o ritmo dos preços de materiais de construção e da mão-de-obra no setor. Calculado por sindicatos estaduais da indústria da construção, chamados de Sinduscon, e usado em financiamentos de imóveis.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u112638.shtml

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12 abril, 2007

Pegando a onda, perdendo chances

Se confirmados os prognósticos do FMI, a economia mundial completará em 2007 um período de cinco anos seguidos de forte expansão, na média de 5% anuais. É simplesmente espantoso.O período mais recente perto disso foi a quadra 1970/73, de grande euforia, mas que terminou numa sequência de desastres: alta do preço do petróleo, inflação, recessão. A inflação nos EUA passou dos 10% ao ano. O mundo levou todo o restante da década de 70 para se aprumar. Assim, o atual período é mais brilhante. Já vai para cinco anos e não há crise à vista. Há riscos, como o déficit enorme e a inflação um pouco elevada nos EUA, mas parece que isso tudo pode ser resolvido sem políticas recessivas.Além disso, por efeito da globalização, todas as regiões do mundo estão em expansão. O comércio mundial se expande na base de 10% ao ano. Vende-se de tudo. O Brasil se beneficia amplamente desse crescimento, mas perde oportunidades. Está perdendo a chance de aumentar os investimentos públicos e privados e gerar capacidade de crescimento sustentado.O governo Lula está surfando na onda, gostosamente, mas não está criando capacidade nova. Precisaria de reformas, mas isso dá trabalho.

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11 abril, 2007

Na Madrugada de Futebol com Vinho

10 abril, 2007

Você Sabia ...

... que, até 1967, jornalista não pagava imposto de renda e ganhava um salário, o Jeton, das instituições públicas das quais fazia cobertura.
Era considerado normal.

E que pagava meia passagem de avião !?


Por tal razão hoje se explica algumas opiniões que lemos e ouvimos por aí.
Eles tem saudade da Ditadura ! Racinha ....

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Recorde na Bovespa e quedas do dólar e do risco-país devem favorecer negócios nesta terça

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou nesta segunda-feira (9) em alta de 0,45%, com inéditos 46.854 pontos --terceiro recorde de pontuação seguido--, o risco-país brasileiro chegou a recuar para 155 pontos --menor patamar já registrado-- e o dólar comercial fechou em baixa de 0,39%, a R$ 2,025 na venda --menor valor desde março de 2001. Com as boas notícias, o mercado deve abrir em alta nesta terça-feira.A derrocada das taxas de risco dos países emergentes, o que vem ocorrendo de forma gradativa desde o ano passado, acompanha uma revisão muito mais positiva sobre essas economias pelas instituições responsáveis por essas classificações, além de investidores em geral.Essas instituições destacam a maior "resistência" dos emergentes às crises financeiras, após melhorarem o estado das contas públicas e promoverem reformas econômicas.Na semana passada, o banco americano Merryll Lynch emitiu um relatório para seus clientes, elevando a recomendação do país, isto é, recomendando que os investidores aumentem seus recursos em ativos brasileiros. A agência de classificação de risco Standard&Poor's, em outro relatório, notou que a revisão do PIB brasileiro dos últimos anos melhorou a condição fiscal do Brasil, numa indicação de que o país tem perspectivas positivas para melhorar sua classificação de risco ("rating").EUAOs últimos indicadores econômicos dos EUA mostraram que o risco de o país entrar em recessão estão mais distantes, o que traz alívio aos mercados financeiros mundiais e favorecem os negócios em países emergentes.Na última sexta-feira (6), o governo americano informou que a taxa de desemprego no país foi de 4,4% em março --ante 4,5% em fevereiro--, com a geração de 180.000 postos de trabalho. Os resultados superaram por larga margem as expectativas de criação de 130 mil a 150 mil empregos.Para analistas, os dados sobre o mercado de trabalho nos EUA mostraram o crescimento do emprego mantém-se forte no país, apesar dos problemas no setor imobiliário, principalmente no segmento "subprime" (que agrupa clientes com histórico de problemas com crédito). Investidores temem que as dificuldades no setor contaminem o restante da economia e aprofundem a desaceleração, já esperada, para a maior economia do planeta.Em um cenário mais pessimista, os EUA já estariam a caminho de uma recessão, mas a economia ainda sofreria com pressões inflacionárias que impediria um alívio na taxa de juros básica do país. O dado de sexta-feira sobre o mercado de trabalho, no entanto, reforçou o cenário de que os Estados Unidos somente caminham para um crescimento econômico em ritmo mais moderado.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u115926.shtml

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09 abril, 2007

A Seguir Cenas dos Proximos Capitulos - Ira x Ocidente

Primeiro e Segundo Ano de ADM

Apesar da preocupação dos exportadores, como os do setor calçadista gaúcho, que fechou cerca de 4 mil postos de trabalho nos três primeiros meses deste ano, a moeda norte-americana deve se aproximar ainda mais de R$ 2 nos próximos dias. Na quinta-feira passada, o dólar comercial atingiu seu menor valor (R$ 2,0320) desde 5 de março de 2001. As instituições financeiras começaram a refazer suas previsões sobre o câmbio. O banco HSBC, por exemplo, revisou sua estimativa para o dólar no fim deste ano de R$ 2,10 para R$ 1,95. O economista da instituição financeira Alexandre Bassoli explicou que a decisão reflete uma avaliação positiva para os preços das commodities em 2007. Os valores de produtos relevantes das exportações brasileiras, afirma, vêm crescendo vigorosamente. Conforme Bassoli, os preços do aço e da soja, por exemplo, estão 6,9% e 28,6% acima da média de 2006. Alguns especialistas chegam a projetar em até R$ 1,90 o dólar no fim do ano. O próprio governo não vê solução de curto prazo para a valorização do real frente ao dólar. Para o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, como a cotação deve se manter pouco acima de R$ 2, a saída para a indústria é aumentar a produtividade. As atuações do Banco Central no mercado, ressalta o ministro, serão tópicas, pontuais e também não resolverão. Em 2007, a moeda já caiu 4,86%.

Fonte: Zero Hora

08 abril, 2007

O HOMEM DA FLORESTA


Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes, tinha completado 44 anos no dia 15 de dezembro de 1988, uma semana antes de ter sido assassinado. Acreano, nascido no seringal Porto Rico, em Xapurí, se tornou seringueiro ainda criança, acompanhando seu pai.Sua vida de líder sindical inicia com a fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, em 1975, quando é escolhido para ser secretário geral. Em 1976, participa ativamente das lutas dos seringueiros para impedir desmatamentos através dos "empates". Organiza também várias ações em defesa da posse da terra. Em 1977, participa da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, além de ter sido eleito vereador pelo MDB à Câmara Municipal local. Neste mesmo ano, Chico Mendes sofre as primeiras ameaças de morte por parte dos fazendeiros, ao mesmo tempo que começa a enfrentar vários problemas cem seu próprio partido, o MDB, que não era solidário às suas lutas.Em 1979, Chico Mendes transforma a Câmara Municipal num grande foro de debates entre lideranças sindicais, populares e religiosas, sendo por isso acusado de subversão e submetido a duros interrogatórios. Em dezembro, do mesmo ano Chico é torturado secretamente. Sem ter apoio, não tem condições de denunciar o fato.Com o surgimento do Partido dos Trabalhadores, Chico transforma-se num de seus fundadores e dirigentes no Acre, participando de comícios na região juntamente com Lula. Ainda em 1980, Chico Mendes é enquadrado na Lei de Segurança Nacional, a pedido dos fazendeiros da região que procuravam envolvê-lo com o assassinato de um capataz de fazenda que poderia estar envolvido no assassinato de Wilson Pinheiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Brasiléia.No ano seguinte, Chico Mendes assume a direção do Sindicato de Xapuri, do qual foi presidente até o momento de sua morte. Nesse mesmo ano, Chico é acusado de incitar posseiros à violência. Sendo julgado no Tribunal Militar de Manaus, consegue livrar-se da prisãopreventiva.Nas eleições de novembro de 1982, Chico Mendes candidata-se a deputado estadual pelo PT não conseguindo eleger-se. Dois anos mais tarde é levado novamente a julgamento, sendo absolvido por falta de provas.Em outubro de 1985, lidera o 1o Encontro Nacional dos Seringueiros, quando é criado o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), do qual torna-se a principal referência. A partir de então, a luta dos seringueiros, sob a liderança de Chico Mendes, começa a ganhar repercussão nacional e internacional, principalmente com o surgimento da proposta de "União dos Povos da Floresta", que busca unir os interesses de índios e seringueiros em defesa da floresta amazônica propondo ainda a criação de reservas extrativistas que preservam as áreas indígenas, a própria floresta, ao mesmo tempo em que garantem a reforma agrária desejada pelos seringueiros. A partir do 2o Encontro Nacional dos Seringueiros, marcado para março de 1989, Chico deveria assumir a presidência do CNS.Em 1987, Chico Mendes recebe a visita de alguns membros da ONU, em Xapuri, onde puderam ver de perto a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros causadas por projetos financiados por bancos internacionais. Dois meses depois, Chico Mendes levava estas denúncias ao Senado norte-americano e à reunião de um banco financiador, o BID. Trinta dias depois, os financiamentos aos projetos devastadores são suspensos e Chico é acusado por fazendeiros e políticos de prejudicar o "progresso" do Estado do Acre. Meses depois, Chico Mendes começa a receber vários prêmios e reconhecimentos, nacionais e internacionais, como uma das pessoas que mais se destacaram naquele ano em defesa da ecologia, como por exemplo o prêmio "Global 500", oferecido pela própria ONU.Durante o ano de 1988, Chico Mendes, cada vez mais ameaçado e perseguido, principalmente por ações organizadas após a instalação da UDR no Acre, continua sua luta percorrendo várias regiões do Brasil, participando de seminários, palestras e congressos, com o objetivo de denunciar a ação predatória contra a floresta e as ações violentas dos fazendeiros da região contra os trabalhadores de Xapuri. Por outro lado, Chico participa da realização de um grande sonho: a implantação das primeiras reservas extrativistas criadas no Estado do Acre, além de conseguir a desapropriação do Seringal Cachoeira, de Darly Alves da Silva, em Xapuri.A partir daí, agravam-se as ameaças de morte, como o próprio Chico chegou a denunciar várias vezes, ao mesmo tempo em que deixava claro para as autoridades policiais e governamentais que corria risco de vida e que necessitava de garantias, chegando inclusive a apontar os nomes de seus prováveis assassinos.No 3o Congresso Nacional da CUT, Chico Mendes volta a denunciar esta situação, juntamente com a de vários outros trabalhadores rurais de todas a partes do país. A situação é a mesma, a violência criminosa tem a mão da UDR de norte a sul do Brasil. No mesmo Concut, Chico Mendes defende a tese apresentada pelo Sindicato de Xapuri, "Em Defesa dos Povos da Floresta", aprovada por aclamação por cerca de 6 mil delegados presentes. Ao final do Congresso, ele é eleito suplente da direção nacional da CUT.Em 22 de dezembro de 1988, Chico Mendes é assassinado na porta de sua casa. Chico era casado com lIzamar Mendes e deixa dois filhos, Sandino, de 2 anos, e Elenira, 4.

*Publicado na Revista "Chico Mendes" pelo STR de Xapuri, CNS e CUT em janeiro de 1989
http://www.chicomendes.org/chicomendes01.php

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07 abril, 2007

ONG Rio de Paz em ação em Copacabana

05 abril, 2007

Bento XVI elogia Karl Marx e critica "pilhagem" do Terceiro Mundo

O primeiro livro de Joseph Ratzinger como Papa tem um forte tom social, trazendo uma dura crítica aos países ricos e elogios a Karl Marx, cujo pensamento fez nascer o comunismo. Bento XVI diz que ávidas por poder e lucro, as nações abastadas "pilharam e saquearam" sem piedade a África e outras regiões pobres, exportando "o cinismo de um mundo sem Deus", escreve o líder da Santa Sé.
O Papa também condena na obra o tráfico de drogas e o turismo sexual, sinais de um mundo de "gente vazia" cercada por abundância material.
Um capítulo do livro foi publicado na quarta-feira pelo jornal "Corriere della Sera", e o texto integral deve sair no dia 16, quando o Papa completa 80 anos, pela editora Rizzoli, também dona do jornal.
Nas 400 páginas do livro "Jesus de Nazaré", Bento XVI oferece uma aplicação moderna da parábola do bom samaritano, que pára para ajudar a vítima de um assalto. "A atual relevância da parábola é óbvia", escreve o Pontífice. "Se a aplicarmos às dimensões da sociedade globalizada de hoje, vemos como as populações da África foram pilhadas e saqueadas, e isso nos preocupa demais", escreve.
Ele também compara a vida em países desenvolvidos às difíceis condições do cotidiano africano: "Vemos como o nosso estilo de vida, a história que nos envolveu, desnudou e continua a desnudar (essas pessoas)."
O alemão, que já se manifestara antes contra os efeitos do colonialismo, disse que os países ricos também causaram prejuízos espirituais aos pobres, por tentarem desmerecer ou eliminar suas tradições culturais e religiosas.
"Ao invés de lhes dar Deus, o Deus próximo a nós em Cristo, e de saudar em suas tradições tudo o que é precioso e grande, levamos a eles o cinismo de um mundo sem Deus, onde só o poder e o lucro contam".
O Papa disse que seus comentários valem não só para a África. Aparentemente, trata-se de uma autocrítica à Igreja, cujas atividades missionárias muitas vezes ocorriam de mãos dadas com o colonialismo.
"Destruímos os critérios morais até o ponto de que a corrupção e a cobiça por poder vazio de escrúpulos se tornaram óbvios".

04 abril, 2007

Sport Club Internacional - 98 anos


Parabéns Colorado !
Avante !
"Segue Tua Senda de Vitórias Colorado das Glórias, Orgulho do Brasil !"

03 abril, 2007

O Estado do Acre


O Estado do Acre

Derivado do nome Aquiri, ou Uaquiri, que significa “rio dos jacarés” na língua nativa dos valentes índios Apurinã, seus habitantes originais, surgiu o nome Acre. O rio que empresta o nome ao Estado, começou a ser navegado por brasileiros que subiam os rios amazônicos com a intenção de explorar o grande potencial de produção de látex da região a partir da metade do século XIX. Localizada na Amazônia Ocidental, em terras então pertencentes ao Peru e à Bolívia, a região foi progressivamente sendo ocupada por brasileiros. Favorecidos pelos caminhos naturais formados pelos diversos afluentes navegáveis do Rio Amazonas, os brasileiros foram adentrando em embarcações até se estabeleceram em maior número que peruanos e bolivianos. A riqueza gerada pela extração da borracha natural nos seringais implantados ao longo dos rios foi responsável pelo grande afluxo de brasileiros, principalmente de nordestinos, para a região.
O desejo da elite regional amazônica de incorporar essas terras ao Brasil desencadeou os conflitos armados que resultaram na criação passageira de um “Estado Independente do Acre”, sob o comando do espanhol Luis Galvez e o conflito conhecido como “Revolução Acreana”, liderado pelo gaúcho Plácido de Castro. O desfecho desta história se deu através da habilidade diplomática do então Ministro das Relações Exteriores Barão do Rio Branco, com a anexação do Acre ao Brasil em 1903. O ajuste das fronteiras com o Peru foi concluído em 1912, quando o Acre já havia sido decretado como Território Federal (decreto 5.188, de 7 de abril de 1904), integrando o Brasil. O Território do Acre permaneceu nessa condição política até a sua elevação a Estado em 1962.O passado dos tempos áureos da borracha ainda está presente nas paisagens acreanas, com muitos seringais espalhados pela exuberante floresta e seus rios sinuosos. A eles se somam as cidades, que passaram a abrigar a maior parte da população do Estado a partir da década de 1970.
Assim como a chegada dos brancos no século XIX desencadeou diversos conflitos com os habitantes indígenas, a chegada da estrada (BR 364) e de incentivos governamentais para a conversão da floresta em grandes projetos empresariais de produção pecuária (década de 1970), chocou-se com a as aspirações de milhares de famílias de posseiros espalhadas pelos antigos seringais. A luta dos seringueiros para manter a floresta em pé e regularizar a situação fundiária das populações remanescentes do ciclo da borracha, projetou lideranças populares e sindicais como as de Wilson Pinheiro e Chico Mendes, ambos cruelmente assassinados. Fruto da luta deste movimento, de sua articulação com os povos indígenas e as organizações nacionais e internacionais preocupadas com o futuro da floresta amazônica e seus habitantes tradicionais, surgiram em 1989 os Projetos de Assentamento Extrativistas (PAE) criados pelo INCRA. Em 1990, foram criadas as Reservas Extrativistas (RESEX), que são um tipo de assentamento em Unidade de Conservação, sob os cuidados do IBAMA. As RESEX existem atualmente também em outras partes do Brasil, estendendo os seus benefícios a milhares de seringueiros, castanheiros, ribeirinhos, pescadores e outras populações que praticam atividades tradicionais e de baixo impacto ambiental.

Projetos de Assentamento
Ainda na década de 1970, com a pavimentação da BR 364, foram criados muitos projetos de assentamento de reforma agrária, ocupados por colonos, camponeses e trabalhadores rurais sem terra, que buscavam oportunidades de acesso à terra na nova fronteira agropecuária. A região do leste acreano abriga muitos assentamentos criados neste período. O reconhecimento das dificuldades e a degradação ambiental provocada por modelos de assentamento mal adaptados às características naturais da região amazônica, fizeram o INCRA criar alternativas inovadoras, como os Projetos de Desenvolvimento Sustentável - PDS de 2001 e Projetos de Assentamento Florestal – PAF, de 2003, além dos Projetos de Assentamento Extrativistas - PAE, criados anteriormente. Estes assentamentos são orientados por princípios que visam conciliar o seu desenvolvimento produtivo com a conservação da natureza e a regularização fundiária. Em âmbito Estadual há os Pólos Agro-florestais, criados em 2005, com o objetivo de assentar famílias carentes ou originárias da zona rural, concentradas nas periferias das cidades, que vivam abaixo da linha de pobreza e recuperar áreas alteradas através da implantação de Sistemas Agroflorestais - SAFS, mantendo a capacidade produtiva do solo, além de contribuir para a diminuição de desmatamentos.

Unidades de Conservação
O Acre possui diversas áreas destinadas à conservação da natureza. Entre elas se destaca o Parque Nacional da Serra do Divisor – PNSD, criado em 1989 com o objetivo de proteger o ambiente formado por montanhas cobertas de florestas úmidas com alto grau de endemismo e com presença de fósseis. Os 843.000 hectares do PNSD cobrem grande parte da região, considerada de maior biodiversidade da Amazônia.Há ainda outras unidades como a Estação Ecológica do Rio Acre (criada em 1981), que protege outra região natural excepcional das nascentes do Rio Acre e o Parque Estadual do Chandless (criado em 2004). Juntas, as áreas protegidas formam mosaicos compostos por Unidades de Conservação de Proteção Integral e de Uso Sustentável, como as Florestas Nacionais e Estaduais e Reservas Extrativistas intercaladas por Terras Indígenas. Estas áreas protegidas ocupam mais de 45% do Estado, que é coberto por formações florestais altamente diversificadas e de alto potencial econômico.

Terras Indígenas
A população indígena do Acre é bastante diversificada e composta por etnias do tronco lingüístico Aruak, tradicional da região amazônica, e do tronco lingüístico Pano, originário da região andina. Estes últimos migraram para a bacia amazônica após sucessivos confrontos com os invasores espanhóis que invadiam suas terras a partir do Oceano Pacífico. Essas etnias representadas pelos povos Kaxinawá, Yawanawá, Katukina, Jaminawa, Kulina, Ashaninka, Nukini, Poyanawa, Manchineri, Arara, Apurinã, Kaxarari, índios isolados e outros que transitam pela região de fronteira com o Peru, representam aproximadamente 14.451 indivíduos. Estes vivem em cerca de 146 aldeias espalhadas por diversas Terras Indígenas. Estas terras, com uma extensão de 2.234.265 hectares, cobrem 13,61% do território acreano. Os povos indígenas representam a diversidade e a riqueza da cultura amazônica tradicional. Suas práticas culturais incluem um conhecimento complexo e detalhado da diversidade biológica amazônica, como atestam o uso tradicional da “ayahuasca”, da vacina do sapo “kampô”e muitas outras.

Os municípios
Com vinte e dois municípios em todo o Estado, o Acre guarda muitas peculiaridades. É o caso de Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, que possuem as densidades demográficas mais baixas. Chega-se a esses municípios somente de avião ou navegando pelos rios, que ainda são os caminhos tradicionais na Amazônia Brasileira. O município mais populoso na região do Alto Juruá é Cruzeiro do Sul, com a segunda maior população do Estado. A região é acessível por terra pela Rodovia BR 364 somente durante os meses do verão amazônico (junho a agosto). Os municípios como Tarauacá, Feijó e Manuel Urbano - ao longo desta rodovia, contam com a mesma sorte, enquanto aguardam o avanço da pavimentação já em andamento.A situação muda bastante no leste acreano, na região da Capital. Com muitos assentamentos de reforma agrária e fazendas de gado, esta região tem a sua cobertura vegetal original bastante alterada. A ocupação humana é mais densa e há uma rede de ramais e rodovias que dão suporte às atividades econômicas entre os municípios da região. A Capital Rio Branco é o município mais populoso, com seus 314.127 habitantes. Nela se concentra a maior parte da infra-estrutura administrativa do Estado, dos serviços de saúde e de outros setores que polarizam a vida na região e em todo Estado. Ao longo da Rodovia BR 317 que segue para o oeste, há muitas fazendas, além de municípios mais novos como Senador Guiomard e Capixaba. Nesta região, no vale do Acre está Xapurí, a “Princesinha do Acre”, que guarda lembranças do Ciclo da Borracha, da luta contra o domínio boliviano e também de um de seus filhos mais famosos, Chico Mendes. As cidades gêmeas, Epitaciolândia e Brasiléia, se localizam no Alto Acre, que ali define a fronteira internacional com a Bolívia. Do outro lado do rio fica Cobija, uma zona franca boliviana, que atrai compradores de várias regiões com seus produtos a preços baixos. Seguindo para o Oeste se encontra Assis Brasil, município localizado na tríplice fronteira com Bolívia e Peru, por onde passa a rodovia que integrará esta região do Brasil aos vizinhos sul-americanos e ao Oceano Pacífico.

Irã já é um dos quatro maiores importadores de produtos do PR


Sujeitos a embargo econômico, iranianos estocam milho, açúcar e derivados de soja


A República Islâmica do Irã, país do Oriente Médio sob ameaça de guerra com os Estados Unidos e que vem sofrendo sucessivas sanções da Organização das Nações Unidas (ONU), tem se destacado como um dos principais destinos das exportações paranaenses. No ano passado, o Irã ganhou seis posições no ranking dos importadores, e acabou como o sexto principal comprador de produtos do Paraná, colado na China. Nos dois primeiros meses deste ano, o Irã já é o quarto principal mercado do Paraná, e fica atrás somente de tradicionais compradores como a Alemanha, os Estados Unidos e a Argentina.

“O Irã vem subindo do jeito que a China vem caindo”, afirma Gustavo Machado, da consultoria GT Internacional, que analisou a balança comercial do Paraná a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). “É um mercado que tem crescido muito, mas não podemos contar com ele. À beira de um embargo econômico, ele pode passar a não comprar nada”, avalia Machado.

A última sanção da ONU em relação ao Irã foi editada há uma semana, e proíbe que países membros lhe vendam armas e equipamentos de guerra. A penúltima sanção, que já virou lei no Brasil por meio de decreto do presidente Lula, proíbe a transferência de materiais, equipamentos, e tecnologia que possam contribuir para atividades iranianas relacionadas à energia atômica, e estabelece o congelamento de fundos, ativos financeiros e recursos econômicos de indivíduos e entidades.

Para o professor Antônio Caron, da área de Economia e Negócios Internacionais da Unifae, a característica das compras iranianas – basicamente alimentos – pode significar que a população do país já se prepara para uma guerra. “Eles podem estar criando estoque para reduzir a possibilidade de risco”, afirma. O professor ainda levanta a hipótese de que a melhora no nível de renda da população pode ter impulsionado a demanda por alimentos. “Em populações mais pobres, sempre que há uma melhora de renda, as pessoas gastam mais com alimentos”, explica Caron.

Nos primeiros dois meses deste ano, as exportações paranaenses para o Irã cresceram 77%, passando de US$ 35,6 milhões para US$ 63 milhões. O Paraná exportou principalmente milho, óleo e farelo de soja e açúcar, além de papel usado para embalagens, o que também denota aumento do consumo no país.

Mas o professor de Relações Internacionais Gilvan Brogini, das Faculdades Integradas Curitiba, acredita que ainda não há sinais de que a população, as empresas ou o governo iraniano estejam estocando produtos, embora não descarte a hipótese. Para o professor, o que preocupa é a possibilidade de um bloqueio econômico ao Irã, determinado pela ONU, o que proibiria momentaneamente as exportações brasileiras – e paranaenses – ao país. “As determinações da ONU prevalecem até sobre tratados de comércio. É o preço que se acaba pagando pela paz no mundo”, afirma o professor Brogini. Embora até o momento as recomendações da ONU afetem basicamente a indústria nuclear e militar, elas podem ser ampliadas para outros setores.

Roberto Zürcher, do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), lembra que empresas paranaenses já sofreram reflexos da guerra entre Estados Unidos e Iraque. “No Iraque foi assim porque os navios não podiam passar por alguns canais e os exportadores precisaram encontrar outras rotas. A gente espera que desta vez a guerra não aconteça”, diz Zürcher.

http://canais.ondarpc.com.br/gazetadopovo/impressa/economia/conteudo.phtml?id=649845

02 abril, 2007

O dólar é barato

E o dólar, hein?
Não tem como encarecer. O dólar caro do passado refletia a situação de uma economia que tinha pesados compromissos na moeda americana (importações a pagar, juros e dívida a amortizar) e, ao mesmo tempo, uma fraca capacidade de gerar dólares. Ou seja, o dólar era caro porque era escasso. E porque a confiança na economia brasileira, por causa mesmo dessa vulnerabilidade, era menor.
O cenário hoje é exatamente o contrário. O país tem uma enorme capacidade de gerar dólares (exportações anuais de US$ 140 bilhões, investimentos diretos que podem chegar a 20 bilhões ao ano, mais as aplicações em mercado financeiro e, finalmente, os dólares enviados por brasileiros que trabalham lá fora).
Quando o dólar custava mais de três reais, as reservas do Banco Central brasileiro eram de US$ 35 bilhões, as exportações, de US$ 60 bilhões, o superávit comercial mal aparecia, e a dívida externa era de US$ 220 bilhões. Agora estamos no terceiro ano seguido de superávit em torno dos US$ 45 bilhões; as reservas chegam a US$ 110 bilhões e a dívida caiu para US$ 150 bilhões.
Sendo que a dívida pública não chega a US$ 80 bilhões. Ou seja, o governo hoje é credor em dólares. Com tudo isso, cai o risco de aplicar e emprestar ao Brasil. Governo e companhias privadas tomam empréstimos no exterior a juros cada vez menores – e é mais dólar que entra.O dólar não está barato, o dólar é barato.

Breve História do Salário Mínimo

O salário mínimo foi criado no século XIX na Austrália e na Nova Zelândia.
No Brasil o salário mínimo surgiu na década de 30, com a promulgação da Lei de nº185 em janeiro de 1936 e decreto de lei em abril de 1938. No dia 1º de Maio o então presidente Getúlio Vargas, fixou os valores do salário mínimo que começou a vigorar no mesmo ano. Nesta época existiam 14 salários mínimos diferentes, sendo que na capital do país, o Rio de Janeiro, o salário mínimo correspondia a quase três vezes o valor do salário mínino no Nordeste.

Novo salário mínimo de R$ 380 colocará R$ 16,8 bi na economia

da Folha Online

O novo salário mínimo de R$ 380, que começou a valer neste domingo (1º), vai colocar na economia do país R$ 16,8 bilhões, segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O Dieese ainda aponta que o novo salário mínimo poderá comprar 2,05 cestas básicas e que, por conta do aumento do consumo, a arrecadação de impostos aumentará em R$ 4,1 bilhões.No país, 43,7 milhões de pessoas têm seu rendimento ligado ao salário mínimo, entre eles 16 milhões são aposentados do INSS, cerca de 5 milhões são trabalhadores domésticos e 9 milhões são autônomos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na noite de quinta-feira (29) a medida provisória que elevou o salário mínimo de R$ 350 para R$ 380, reajuste de 8,57% --com o desconto da inflação, o aumento fica em 5,41%. Desde 2003, primeiro ano do governo Lula --quando o mínimo era de R$ 200--, o ganho real acumulado foi de 32,10%, sendo que a inflação no período ficou em 43,83% e o aumento nominal, em 90%.