31 maio, 2007

As melhores empresas para trabalhar são brasileiras

Uma pesquisa feita pelo instituto americano Great Place to Work, que será divulgada hoje à noite no México, mostra que 29 das cem melhores empresas para se trabalhar na América Latina são brasileiras. O número coloca o Brasil em primeiro lugar entre os nove países analisados em 2007 no que se refere à quantidade de empresas premiadas. Apesar da boa colocação, apenas duas delas estão posicionadas entre as 25 primeiras. O México, por exemplo, tem seis empresas dentre as 25 melhores e o Peru, cinco.

Segundo o presidente do Great Place to Work, José Tolovi Júnior, a presença pouco expressiva de brasileiras entre as primeiras colocadas pode servir de alerta. 'É um sinal que há empresas em outros países fazendo melhor, podendo lucrar mais e ultrapassá-las', avalia. Ele acredita, porém, que as companhias do País, de todos os portes, investem cada vez mais em gestão de pessoal. Dentre as 29 companhias brasileiras premiadas, há desde multinacionais até empresas de menor porte. 'Essas companhias percebem que o bom ambiente de trabalho resulta em mais produtividade e criatividade.'

Segundo Tolovi, as empresas classificadas na pesquisa têm características em comum. Manter uma comunicação aberta entre os funcionários de todos os níveis de hierarquia e distribuir lucros e bônus são algumas delas.

A empresa especializada em análise de crédito Serasa foi a brasileira melhor colocada - ficou em 10º lugar. A classificação é resultado de um modelo de gestão adotado pela empresa desde 1991 - e que já a colocou, na pesquisa nacional do mesmo instituto, como a melhor empresa para se trabalhar no Brasil. 'Nesse modelo, o funcionário é tão importante quanto os fornecedores, os clientes, os acionistas e a sociedade', diz o presidente da Serasa, Elcio Anibal de Lucca.

Entre os benefícios disponíveis aos 2.330 empregados estão bolsas de estudo na Escola Serasa, que tem cursos supletivo, de graduação e pós-graduação, além de espaço ecumênico e academia na sede da empresa, que fica no bairro Planalto Paulista, em São Paulo. Lá também é realizado o programa Magia do Riso, no qual 40 funcionários ensaiam técnicas de circo todas as terças-feiras, por duas horas - durante o expediente - e fazem apresentações em orfanatos e creches.

De acordo com de Lucca, as mudanças na gestão levaram a empresa a saltar de um faturamento de R$ 19 milhões em 1991 para R$ 561 milhões no ano passado. Os índices de satisfação dos funcionários variaram entre 89% e 93% no período.

'A satisfação dos funcionários está diretamente relacionada aos resultados financeiros da companhia', diz Tolovi. Segundo ele, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que, nos últimos cinco anos, as empresas que foram avaliadas como as melhores para se trabalhar no Brasil tiveram retorno 170% acima dos grupos listados no Ibovespa.

Apesar de não negociar suas ações na Bolsa, a paulista Promon, 18ª colocada no ranking, também credita o crescimento da empresa ao modelo de gestão de pessoal que adotou. 'É difícil medir, mas as evidências qualitativas mostram que todos os efeitos foram positivos', diz o diretor-executivo da Promon, Luiz Rudge.

Nessa companhia de engenharia e tecnologia, 80% dos cerca de 800 funcionários detêm ações da empresa. Além disso, o presidente é escolhido por eles por meio de eleições diretas, a cada três anos. 'O sistema confere legitimidade aos dirigentes e estimula o desenvolvimento profissional dos funcionários.' O lucro do grupo é dividido entre todos os funcionários, mesmo os não-acionistas.

A quarta edição da pesquisa do Great Place to Work avaliou 1.100 empresas latino-americanas. A nota final das empresas foi obtida com base na avaliação dos funcionários - que responde por 75% do cálculo da média final -, de consultores do instituto e da própria empresa, que detalha suas práticas de gestão e benefícios. Este ano, mais de 400 mil empregados responderam aos questionários.

RANKING

As melhores empresas para se trabalhar na América Latina

1.º FedEX (México)

2.º Sociedad de Fabricación de Automotores S.A. (Colômbia)

3.º Kimberly Clark Ecuador S.A. (Equador)

4.º DHL (Uruguai)

5.º Amanco Plastigama S.A. (Equador)

6.º Kimberly Clark (Peru)

7.º IBM del Peru (Peru)

8.º Federal Express Holdings S.A. (Venezuela)

9.º J & V Resguardo (Peru)

10.º Serasa (Brasil)

Marcadores:

28 maio, 2007

Especial para o Primeiro Ano de Administração

Amigos

Dando sequência ao conteúdo estudado na última aula ( semana passada ) segue um link com apresentação que está no site do Banco Central.

"O Banco Central inicia campanha de utilidade pública cujos objetivos são: incentivar a população a reconhecer os elementos de segurança do Real, inibindo a falsificação e o repasse de cédulas suspeitas; disseminar o hábito de portar e utilizar moedas metálicas; incentivar as pessoas a cuidarem melhor do patrimônio que é o nosso dinheiro."

Clique no link a seguir e veja a apresentação: http://www.nossodinheirobcb.com.br/

Marcadores: , , ,

Arroz e feijão chegam mais baratos à mesa do consumidor

O arroz com feijão, uma das mais tradicionais combinações da culinária brasileira, está chegando mais barato à mesa do consumidor. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, mostra que os preços de arroz e feijão caíram 4,75% de janeiro a abril deste ano, a mais intensa queda em cinco anos para um primeiro quadrimestre. A deflação é a quinta mais forte, para este período, desde o Plano Real.
Embora tenha se intensificado de forma expressiva nos primeiros meses deste ano, o comportamento de preços baixos para o arroz e para o feijão não é um fenômeno novo. De acordo com o economista da FGV, André Braz, esses produtos já estão mais baratos há algum tempo, e bem abaixo da inflação do varejo no mesmo período. "De janeiro de 2004 até hoje (abril de 2007), o preço do segmento arroz e feijão caiu 20%. No mesmo período, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 16%", afirmou.

Para Braz, a queda pode estar relacionada ao aumento da oferta dos dois itens no mercado interno. No caso do arroz, ele lembrou as fortes chuvas nos primeiros meses do ano, o que pode ter contribuído para o cultivo do produto, que utiliza terrenos alagados. Além disso, a oferta do arroz importado aumentou no mercado interno. Ele admitiu que a valorização do real este ano facilitou a entrada do arroz argentino no Brasil, criando um cenário de maior oferta e, por conseqüência, de preços menores.

Produtividade em alta
Além da maior oferta, as boas colheitas e as perspectivas otimistas de safra também contribuem para este cenário. O aumento de produtividade nos últimos anos parece ser um dos fatores que elevaram a oferta. É o que mostram dados preliminares da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desde o Plano Real, nota-se uma sensível diferença no patamar de produção desses itens, o que aumentou a oferta de arroz e de feijão para o brasileiro.
Segundo informações da Conab, na safra 1995/1996, a área plantada de arroz era de 3,863 milhões de hectares enquanto a área plantada de feijão somava 5,272 milhões de hectares. Essas áreas diminuíram para 2,996 milhões de hectares e 4,223 milhões de hectares, respectivamente, na safra 2005/2006, representando quedas de 22,44% para o arroz e de 19,89% para o feijão. Para a safra 2006/2007, também são esperadas quedas nas áreas plantadas, de 22,39% para o arroz e de 18,89% para o feijão, em relação à safra de 1995/1996.

A produtividade, porém, aumentou. De acordo com projeções da Conab, a produção total das primeira, segunda e terceira safras do feijão deve atingir 3,471 milhões de toneladas nos resultados de safra 2005/2006 e 3,587 milhões de toneladas na safra 2006/2007. Isso representará aumentos respectivos de 14,25% e de 18%, na comparação com a produção do produto na safra 1995/1996 (3,038 milhões de toneladas), mesmo com a redução na área plantada.

No caso do arroz, o cenário é parecido. O produto deve registrar produções de 11,579 milhões de toneladas no resultado fechado para safra 2005/2006 e 11,203 milhões de toneladas na safra 2006/2007 , o que representa avanços respectivos de 15,36% e de 11,61% em relação à produção total do arroz na safra 1995/1996 (10,037 milhões de toneladas).

Marcadores: , ,

Revolução digital muda a propaganda.Estudo mostra que as agências investem mais em internet

Pesquisa da OgilvyOne dos Estados Unidos mostra que, até 2020, 80% das mídias serão digitais. Trata-se de uma previsão que quebra conceitos tradicionais da propaganda.


Hoje, algumas ações na internet já são tão relevantes quanto as outras mídias para muitas campanhas. A revolução digital e a mudança nos hábitos dos consumidores anuncia uma nova fase no setor de comunicação. Segundo o levantamento, o consumidor obriga as agências a seguirem as suas preferências.


A publicidade na internet movimenta US$ 16,9 bilhões nos Estados Unidos, ou cerca de 5,9% do bolo publicitário, segundo dados do Interactive Advertising Bureau.

http://www.estadao.com.br/tecnologia/internet/noticias/2007/mai/28/77.htm

Marcadores: , ,

27 maio, 2007

Google Earth


O Google Earth, é mais uma das investidas do Google, que vem cada vez mais se especializando em encontrar tudo e qualquer coisa, além de páginas na Internet.

Com o programa você pode encontrar qualquer localidade na Terra, algumas com tanta precisão que é possível ver ruas, cruzamentos, até hospitais e os restaurantes mais famosos em mapas 3D. Claro que esses recursos não estão presentes em todas as cidades, mas mesmo assim vale a pena pela diversão. Você também pode calcular a distância entre dois pontos no planeta e armazenar seus locais prediletos numa espécie de favoritos.

No Brasil é possível ver várias cidades em alta resolução, sendo possível identificar com clareza ruas, avenidas, prédios e até casas.

A nova versão

A última versão do Google Earth conta com 2 grandes novidades: imagens de pontos turísticos/lugares e visualização dos nomes de ruas, avenidas e estradas das principais cidades brasileiras! As imagens são fornecidas pelo portal Panoramio e revelam os destaques das cidades, facilitando a navegação. O interessante desse recurso é que as imagens são enviadas pelos próprios usuários.

A maior inovação fica por conta da introdução dos nomes das estradas, ruas e avenidas nds grandes cidades. Tal opção alavanca as possibilidades do programa, permitindo que os mais perdidos conheçam a sua cidade, ao passo que os turistas e mochileiros de plantão poderão explorar e conhecer a fundo cada metro da cidade visitada. Para ligar a exibição dos nomes, habilite a opção Roads (Estradas) em Layers (Camadas).

A quarta versão do software adicionou muitas características que estavam presentes apenas na versão Profissional. São elas: inclusão de mapas antigos, importação de informações geográficas, impressão em altas resoluções, criação de tours e zoom (in/out) em vídeo (além de poder exportá-los) e melhoramento do sistema 3D. Novos botões estão presentes no menu superior do globo com ferramentas inovadoras: adicionar rotas, polígonos e criar sobreposição de imagens.

Mapas Antigos:

Uma novidade quente do Earth é a adição de mapas do século XVIII, os quais foram fornecidos por David Rumsey. Eles foram remodelados para o globo tridimensional e apresentam os desenhos cartográficos realizados nas diferentes épocas apresentadas.

Você pode conferir o globo mundial de 1790, assim como partes dos continentes de determinadas datas: África (1787), Ásia (1710), América do Norte (1733), América do Sul (1787), Oriente Médio (1861) e Sudeste da Austrália (1844). Também é possível visualizar algumas das cidades mais conhecidas e importantes do mundo no século 18, como: Buenos Aires (1892), Londres (1843), Nova Iorque (1836), Paris (1716), Tokyo (1680) e mais.

Para acessar tais mapas, siga para a aba Layers (Camadas) e selecione a opção Featured Content. Em seguida clique em Rumsey Historical Maps e escolha qual deseja visualizar.

Marcadores: ,

Sunday Morning Call

Marcadores: , ,

24 maio, 2007

Especial: Tesouro Direto é bom negócio para investidor bem informado

Acessível, mas não popular. O Tesouro Direto - programa do governo que possibilita a compra de títulos públicos por pessoas físicas pela internet - exige que o investidor fique de olho na economia e no mercado. O cenário determina a rentabilidade dos papéis, que usam como indexadores a taxa básica de juros (a Selic) e índices de inflação. Há ainda os títulos com retorno prefixado. "Tesouro é para um público seleto", diz o professor Marcos Crivelaro, especialista em finanças. "A aplicação pode começar com R$ 100, mas é fundamental ter experiência para investir.

"E ter boa informação começa por entender bem quais são os títulos oferecidos. Eles são papéis emitidos pelo governo para financiar as dívidas da União. Quem compra um título público "empresta" dinheiro para o governo pagar o que deve. Na hora em que for vendê-lo, o investidor receberá por isso uma remuneração - que varia conforme o papel. No caso dos prefixados (LTN e NTN-F), o investidor já sabe na hora da compra quanto vai ter de rentabilidade se ficar com ele até o vencimento. Os corrigidos pela inflação (NTN-B e NTN-B Principal) garantem uma taxa de juros também prefixada, além da variação dos preços da economia.

O vinculado à Selic (LFT) traz como rendimento a taxa básica de juros no momento da venda.Sair no lucro, portanto, depende de conhecer onde se vai colocar o dinheiro. "Os investidores do Tesouro Direto têm grau de instrução elevado", explica a gerente executiva de investimentos do Banco do Brasil, Isabel Gribel. "São em geral pessoas que acompanham o mundo das finanças, as decisões do governo, e entendem os mecanismos de compra e venda." Quando o governo decide baixar a Selic, por exemplo, quem comprou uma LFT sai ganhando menos. Já se a inflação subir muito, os donos de prefixados podem perder poder aquisitivo.

http://www.estadao.com.br/investimentos/rendafixa/2007/mai/24/42.htm

Marcadores: , ,

23 maio, 2007

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band celebra quatro décadas em plena forma


1966. Cansados das intermináveis turnês que vinham fazendo há três anos consecutivos – que, após cerca de 1.400 shows, culminaram na assustadora passagem pelas Filipinas, de onde saíram sob a mira de armas – e após sérias ameaças recebidas graças ao famoso episódio gerado pela declaração de que os Beatles seriam “maiores que Jesus Cristo”(publicada no jornal Evening Standard, de Londres, em março de 1966), John Lennon, George Harrison, Paul McCartney e Ringo Starr exigiram merecidas férias.


Depois de viagens à Índia, visitas a exposições de arte e tempo de sobra para reciclar suas referências musicais, o quarteto britânico mais famoso do planeta sentiu que chegara a hora de partir em direção a outros rumos musicais, que desviassem o interesse do público de suas vidas pessoais para a sonoridade que produziam e que, por força das circunstâncias, havia se tornado secundária diante do fenômeno da beatlemania. “Estávamos agora em outra fase de nossa carreira e estávamos felizes. Passamos por todas as turnês e isso foi maravilhoso, mas agora estávamos mais na de ser ‘artistas’”, explicou McCartney mais tarde.

Tal processo de descanso mental, físico e emocional, proporcionou a liberdade criativa necessária para que os Beatles dessem origem ao oitavo título de sua discografia, até hoje considerado o álbum mais influente de toda a história da música pop. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band chegou às mãos do público no dia 1.º de junho de 1967 e, passadas quatro décadas, ainda circula entre novas gerações, provocando, instigando e inspirando da mesma maneira.


Gravado num período de 129 dias – de 6 dezembro de 1966 a 1.º de abril de 1967 – nos estúdios da Abbey Road, sob a batuta do produtor George Martin (que na época já havia trabalhado com a banda nos clássicos Rubber Soul, de 1965 e Revolver, de 1966), Sgt. Pepper's, antes de mais nada representou a John, Paul, George e Ringo uma chance de transcenderem o venerado e complicado papel de ser um beatle, através da criação um alter ego da própria formação. “Nós seremos a banda do Sgt. Pepper e, em todo o disco, fingiremos ser outros. Isso liberava a gente – você podia fazer qualquer coisa quando pegasse o microfone ou a guitarra, porque não era você”, explicou McCartney, autor da idéia, que acabou também servindo como desculpa para que o quarteto nunca mais voltasse a fazer turnês.


“Foi uma época em que eles queriam se concentrar no estúdio, e isso provavelmente fomentou a idéia do grupo alter ego: ‘O Sgt. Pepper que faça a turnê”, relembrou George Martin. Acatando as valiosas dicas musicais apresentadas por Martin, que no início de sua carreira como produtor já havia participado de diversas gravações de vanguarda, como trilhas eletrônicas e de musique concrète (vertente francesa da música erudita eletrônica, mais tarde denominada de eletroacústica), as 13 canções de Sgt. Pepper traziam em si as marcas da experimentação e da aplicação de inovações tecnológicas em termos de composição e gravação.


“Olhando o Pepper agora, você pode perceber que ele realmente foi um ícone. Foi o disco daquela época e é provável que realmente tenha transformado as técnicas de gravação, mas não fizemos isso de maneira consciente. Acho que houve um desenvolvimento gradual dos rapazes, à medida que tentavam tornar a vida um pouco mais interessante no disco”, definiu Martin, não à toa apelidado de o “quinto beatle”, quando a importância do álbum ainda estava longe de chegar aos quarentinha.

Publicado na edição impressa de 23/05/2007 do jornal Gazeta do Povo.

Marcadores: , , , , , ,

22 maio, 2007

Direito de Resposta de Leonel Brizola contra a Rede Globo no Jornal Nacional

21 maio, 2007

FIFA Club World Cup Japan 2006

20 maio, 2007

Domingo, 20 de maio. HELP

Marcadores: ,

Frase

"A gente sente mais solidez agora do que na época do milagre econômico [...] O milagre teve muita propaganda, e, depois dele, vivemos o buraco"

ANTONIO ERMÍRIO DE MORAIS
presidente do conselho da Votorantim

Índices apontam melhor momento do país. Segundo estudo controverso e contestado, país tem posição melhor agora do que no milagre econômico dos anos 70

Índices apontam melhor momento do país
Segundo estudo controverso e contestado, país tem posição melhor agora do que no milagre econômico dos anos 70

Muitos empresários e analistas vêem a alta carga tributária e a necessidade de reformas como obstáculos à expansão sustentável

GUILHERME BARROS
COLUNISTA DA FOLHA

CRISTIANE BARBIERI
DA REPORTAGEM LOCAL

O Brasil vive o melhor momento econômico de sua história, superior até à época do milagre econômico dos anos 70. A tese, controvertida e contestada, é defendida pela consultoria Tendências, baseada nos mais recentes indicadores macroeconômicos e de produção e consumo.
Entre os dados analisados estão a evolução dos juros, do risco Brasil e do dólar em queda. Bem como o aumento do crédito, as vendas no varejo e a produção industrial de várias áreas (veja quadro à B6). Segundo a Tendências, todos esses indicadores têm trajetória positiva.
Além disso, para a consultoria, o país hoje colhe os frutos de reformas feitas nos últimos 20 anos, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, as reformas da Previdência de 1995 e 2003, a nova lei de falências e as privatizações, entre outras.
"É claro que não crescemos em termos absolutos o mesmo que na época do milagre econômico", afirma Ana Carla Abrão Costa, economista-chefe da Tendências. "Porém, nos anos 70, o crescimento era desordenado, sem regras claras, às custas do Estado e no meio de uma ditadura."
Evidentemente, muitos economistas e empresários discordam da tese. Apontam a alta carga tributária, a necessidade de reformas e carências estruturais como impedimentos para uma expansão sustentável.
O ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, por exemplo, acredita que o Brasil não atingiu sequer a estabilidade macroeconômica. "Estamos fracassando miseravelmente há 27 anos", afirma Bresser. "Estamos ficando para trás, para trás e para trás, e faço questão de dizer três vezes, para que não haja sombra de dúvidas."
Os empresários, por sua vez, que baseiam decisões de investimentos em previsões como a da Tendências, também não chegaram a consenso. Mas alguns mostram otimismo.
"A gente sente mais solidez agora do que na época do milagre e espero que possamos continuar nessa marcha. O milagre teve muita propaganda, e, depois dele, vivemos o buraco", diz o empresário Antônio Ermírio de Morais, presidente do conselho de administração do grupo Votorantim.
"Não tenho dúvidas de que é o melhor momento pós-milagre econômico. O que o diferencia é que o momento atual é mais sustentável, principalmente porque está sendo feito num ambiente democrático", diz Roberto Setubal, do Itaú.
"Se o pessoal da Tendências estiver errado é porque eles estão sendo conservadores", brinca Luiz Largman, diretor da construtora Cyrela.
Como Costa, Largman acredita que o Brasil vive uma conjunção de fatores positivos nunca vivida antes, como economia aberta, commodities em alta, ganho salarial e inflação estabilizada. "Temos as maiores reservas cambiais do Brasil desde Pedro Alvares Cabral."
No primeiro trimestre, a Cyrela aumentou os lançamentos em 90%, e as vendas, em não menos que 145%, em relação ao mesmo período de 2006.
A Fiat também vive seu melhor momento, com crescimento nas vendas de 27,2% entre janeiro e abril contra o mesmo período de 2006. Superou as concorrentes que cresceram, em média, 22,8% por um motivo simples: apostou no crescimento econômico antes, convocando o terceiro turno.
Com isso, os competidores ficaram sem carros nas lojas e a Fiat avançou. Mesmo assim, o presidente da empresa, Cledorvino Belini, não está tão confiante. "O momento favorável da economia mundial está nos ajudando", diz Belini. "Precisamos aproveitar para avançar nas reformas estruturais que vão assegurar o crescimento sustentado, independentemente de qualquer aterrissagem americana ou chinesa."
Para o ministro Guido Mantega, "o Brasil vive hoje um círculo virtuoso de crescimento".

Fonte: Folha de Sao Paulo, domingo, 20 de maio de 2007. Edicao impressa.

Marcadores: , , , , , ,

Doutorado é degrau para ascensão

Doutorado é degrau para ascensão
DA REPORTAGEM LOCAL

Exemplo do perfil de boa parte dos docentes brasileiros, Viviane Dornas de Senna, 30, divide-se entre várias atividades: trabalha em seu escritório de advocacia durante o dia, faz mestrado às quartas-feiras e, desde este ano, à noite, dá aula de direito penal para turmas da Universidade Metodista.
O corre-corre não é restrito aos dias úteis. Nos fins de semana, estuda, prepara aulas, corrige provas e busca atualização.
"Sempre quis dar aula", conta ela, que, apesar de ter se tornado professora no começo do ano, já acumula experiência docente em cursos livres e eventos.
Senna afirma pretender concluir a pós-graduação e ingressar em um doutorado. "Poderei dar aulas no mestrado e subir na carreira. É mais interessante financeiramente", avalia.

Fonte: Folha de Sao Paulo, domingo, 20 de maio de 2007. Edicao impressa.

36% têm menos de cinco anos de experiência

36% têm menos de cinco anos de experiência
Mais de 40% dos docentes possuem só graduação ou especialização, diz Inep

DA REPORTAGEM LOCAL

Para boa parte dos docentes de terceiro grau, estar à frente da lousa é novidade: 36% dos professores das 2.381 instituições de ensino superior no Brasil têm, no máximo, cinco anos de experiência em sala.
O segundo grupo mais representativo, com 18%, é o de professores que acumulam de 11 a 20 anos de trabalho na instituição. O menor percentual fica com os docentes com 21 anos ou mais de atuação.
Para o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, esses números não surpreendem. "É preciso incorporar a população jovem como novos docentes. O Brasil está formando 12 mil doutores e 40 mil novos mestres por ano."
Os dados, elaborados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), ligado ao MEC, fazem parte do Cadastro Nacional de Docentes.
Os professores com menos tempo de docência estão, em sua maioria, em instituições privadas. É nas particulares que lecionam também, em geral, os com menos titulação -o que representa um bom mercado para os interessados em ingressar nessa carreira.
Isso porque, além de estreantes em sala, 40% dos docentes possuem só graduação ou especialização; 24% do total são doutores e outros 35% contam apenas com mestrado.

Titulação
"Na realidade do mercado, mesmo na esfera privada, é muito difícil ter só graduação. Já nas federais, o difícil é a admissão; elas abrem vagas para doutores", explica o fisioterapeuta Gerson Cipriano Jr.
Aos 29 anos, Cipriano divide-se entre os ensinos público e privado. Na Unifesp, ele leciona em um curso de pós-graduação. Na Universidade Ibirapuera, há um ano, coordena a graduação em fisioterapia, onde dá aula.
Apesar do salário, é o incentivo à pesquisa que divide os que se dedicam à universidade pública ou à privada. "A remuneração de uma instituição privada é cerca de 2,5 vezes maior que a de uma pública", considera Cipriano.

Fonte: Folha de Sao Paulo, domingo, 20 de maio de 2007. Edicao impressa.

Profissional troca banco por carteira

Profissional troca banco por carteira
DA REPORTAGEM LOCAL

Logo depois que se formou em administração, em 2001, Taiguara Langrase, 28, diz ter sido posto em xeque. Ele já trabalhava na promissora área de investimentos em um banco nacional e sonhava com a carreira executiva.
Foi por isso, conta ele, que o inusitado convite para voltar à faculdade foi uma "escolha cruel". Tornou-se professor.
Sem aulas de licenciatura, Langrase aprendeu a função em um programa de "professor-trainee".
Desde então, ele dedica-se às aulas de administração da Fecap (Fundação Escola de Comércio Alvares Penteado). "Financeiramente, no início, não valia a pena", lembra. "Mas não me arrependo. O mercado financeiro ficou para trás." O ensino e o ambiente acadêmico, garante, compensam a escolha.

Fonte: Folha de Sao Paulo, domingo, 20 de maio de 2007. Edicao impressa.

Governo planeja a criação de 20 mil vagas em 5 anos

Governo planeja a criação de 20 mil vagas em 5 anos
Novo título, o de professor-associado, dá fôlego aos que já são docentes

ANDRESSA ROVANI
DA REPORTAGEM LOCAL

Os próximos anos prometem mais oportunidades a professores que estão de olho em fazer carreira em universidades federais. O MEC (Ministério da Educação) pretende oferecer, até 2012, de 10 mil a 20 mil vagas para professores nessas instituições públicas.
"É uma área em que há novas oportunidades de trabalho. [A universidade] atende só 11% dos jovens, mas determinamos que atinja 30%", anuncia o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, em referência ao programa para expansão e interiorização de instituições de ensino no país.
Para Paulo Rizzo, presidente do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a notícia é animadora, mas preocupante. "Para isso, o MEC quer aumentar a relação aluno/professor em sala de dez para 18. Ou seja, aumentar a carga de trabalho."
O incentivo à carreira docente, na esfera federal, não vem apenas da criação de vagas nas universidades públicas.
Há um ano, foi criada uma nova classe, a de professor- associado, uma etapa entre o professor-adjunto e o titular.
Até então, a trajetória acadêmica estava restrita a apenas quatro classes: auxiliar, assistente, adjunto e titular. Para chegar ao topo, levava-se mais de 20 anos.
A primeira, para docentes sem mestrado; a segunda, para os mestres; o posto de adjunto, para os que têm título de doutor; e titular, para os doutores que se submetem a novo concurso, quando há vagas.
Ou seja, ao ingressar na instituição como auxiliar, o educador titulava-se em paralelo à docência, o que lhe conferia perspectiva de progresso.
"Como hoje a maioria dos professores contratados já entra doutor [adjunto], em seis anos chegava-se ao topo da carreira e ficava [à espera de vaga para titular]", assinala Rizzo.

Salto na carreira
A novidade provocou uma "extensão" na carreira docente e um salto salarial, renovando o fôlego dos professores.
Contudo, Soraya Smaili, professora-associada da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretora da Adunifesp (associação dos docentes), diz que o impacto é "insuficiente".
"Na Unifesp, a maioria dos adjuntos tornou-se associada. Mas continuamos com o plano de carreira achatado", diz ela, que, aos 42, já tem titulação e status para candidatar-se a uma vaga como titular, mas não sabe quando haverá concurso.
"Não posso dizer se e quando vou progredir, mas ainda tenho 30 anos de trabalho."

Fonte: Folha de Sao Paulo, domingo, 20 de maio de 2007. Edicao impressa.

Marcadores: , , ,

19 maio, 2007

Pra relembrar. Bem que esse tempo poderia voltar !

Piano Bar


Alívio Imediato


Parabólica


Muros & Grades

Marcadores: , , , , , , , , , ,

17 maio, 2007

Asesiname - Charly Garcia

Marcadores: ,

16 maio, 2007

Dólar em queda beneficia consumidor

O consumidor tem sentido no bolso as vantagens da valorização do real em relação ao dólar (a moeda americana fechou ontem abaixo dos R$ 2), principalmente no segmento de eletroeletrônicos e em alguns produtos alimentícios.
Nos itens analisados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o celular foi o que teve a queda mais acentuada, sob a influência do dólar, com redução de 73% no preço nos últimos três anos, e de 22% nos últimos 12 meses.
A depreciação da moeda americana também ajudou a derrubar o preço de outros campeões de venda do segmento, como a TV, que ficou 32% mais barata nos últimos três anos e 14,6% considerando a comparação entre maio de 2006 e o mês passado.
Segundo a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), a desvalorização do dólar teve fortes reflexos nos preços das indústrias do setor, principalmente na linha de imagem e som, cuja maioria dos componentes é importada. No entanto, informou a entidade em nota divulgada ontem, esses fabricantes vêm enfrentando pressões de preços dos componentes no mercado internacional, como é o caso das telas de plasma e LCD e dos preços dos semicondutores.
No setor de alimentos, o economista Márcio Nakano, da Fipe, cita dois produtos influenciados pelo preço do trigo importado. O macarrão chegou à mesa do consumidor 18% mais barato em abril deste ano, com relação a maio de 2004, enquanto a massa fresca teve redução de 7,77% no mesmo período. Já o bacalhau, que sofre o efeito direto do câmbio, apresentou queda de 11%.
A espera pela redução no preço final para o consumidor depende da categoria do produto. "No caso do macarrão, por exemplo, a queda pode demorar entre dois e três meses por causa dos estoques da loja, da central de distribuição e da indústria", explicou Sussumu Honda, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
Os vinhos importados também tiveram diminuição no preço, tornando-se acessíveis para mais paladares. Tibor Sotkovszki, diretor de operações e marketing da Expand, maior importadora de vinhos da América do Sul, preferiu não arriscar números para a queda no valor do produto, mas disse que "há vinhos bons sendo vendidos por menos de R$ 20", o que seria impensável há três anos, por exemplo. Porém vale lembrar que há excesso de produção da bebida no mundo, e a oferta maior do que a demanda contribui para a redução.
Turismo
As viagens para conhecer a Disneylândia, que foram esquecidas pela classe média por um tempo, voltaram a ficar em alta. Na Trade Tours, uma das representantes oficiais da Disney no Brasil, o valor do pacote, com passagem aérea e seis noites de hospedagem, caiu de R$ 4.778, em 2004, para R$ 4.068 neste ano. O financiamento, com a redução das taxas das administradoras de cartão de crédito, também ficou mais elástico, com o pagamento passando de duas para cinco parcelas.
Se a tendência de queda do dólar continuar, Marcos Pacheco, gerente-geral da agência, prevê crescimento de 40% no fluxo de passageiros para o destino em 2007 no confronto com 2006. No comparativo do ano passado, com relação a 2005, a alta tinha sido de 13%.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u117184.shtml

Marcadores: , , , ,

15 maio, 2007

"Gigante para Sempe" - Modernização do Beira-Rio

Na sequência as imagens do projeto de modernização do Gigante da Beira-Rio, chamado de "Gigante para Sempre".

Custo estimado em R$ 55 milhões.

Os créditos vão para o http://www.hypestudio.com.br/ .















































Marcadores: , , , ,

Dólar fecha a R$ 1,983, menor valor em seis anos

O dólar comercial foi cotado a R$ 1,983 para venda nos últimos negócios desta terça-feira, em queda de 1,29% sobre o fechamento anterior. É a primeira vez em seis anos que a taxa cambial rompe o "patamar psicológico" dos R$ 2, em um efeito dos fundamentos econômicos vistos como mais sólidos por economistas e investidores. A cotação máxima da moeda chegou a R$ 2,008 e a mínima, a R$ 1,979 durante o dia. No ano, o dólar já acumula uma queda de 7,2%.
O dólar mais barato favorece a importação, o que pode ter efeitos positivos e negativos sobre a economia. No lado positivo, por exemplo, ajuda a abaixar a inflação, o que pode favorecer a queda dos juros básicos (a taxa Selic). Por outro lado, representantes do setor industrial reclamam que o nível atual da taxa favorece a concorrência "predatória" dos importados e estimula a quebra das empresas.
Nesta terça, o BC (Banco Central) limitou sua intervenção no mercado de câmbio a um leilão de compra de moeda, anunciada às 15h30, adquirindo dólares à taxa de R$ 1,984. Profissionais de mercado estranharam a forma de atuação do Banco Central.
"Todo mundo sabia que, se o CPI [inflação americana] viesse 'bom' ou em linha, o dólar iria vir para abaixo de R$ 2. Então, o BC teria que entrar logo pela manhã, e não esperar até quase o final [dos negócios] para fazer o leilão. Ou então, mudar a forma de atuação", afirma Ideaki Iha, profissional da corretora Fair. "Ou ele 'jogou a toalha', o que é improvável, ou é um sinal de que o BC considera R$ 2 o novo patamar do câmbio. Só nos próximos dias nós podemos saber ao certo", acrescenta.
Inflação americana
A taxa de câmbio começou a cair logo pela manhã, após a divulgação do CPI (índice de preços ao consumidor), aliviando as preocupações sobre as pressões inflacionárias da economia americana. A inflação em queda abre espaço para a autoridade monetária local (o Federal Reserve) possa acelerar a redução dos juros locais, o que favorece as Bolsas mundiais.
Corretores já esperavam que a taxa cambial caísse abaixo de R$ 2 há meses. Somente as intervenções pontuais do BC, o único comprador de moeda na praça, sustentavam a cotação. A autoridade monetária, no entanto, "lutava" contra a corrente.
"O que está fazendo o dólar cair também são as chamadas arbitragens no mercado internacional", explica Edgar Pereira, economista-chefe do Iedi (Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial). O investidor internacional toma recursos em dólar em países com juros mais baixos, venda essa moeda e "compra" real, aplicando os recursos no país, rendendo juros muito mais altos do que no restante das economias mundiais.
"O país está numa condição muito melhor do que anos atrás. Antes, esses dólares eram necessários porque o nível das reservas era muito baixo, e o país era visto como de alto risco. Agora, as nossas reservas estão muitos maiores e o risco de calote é muito mais baixo", avalia Ideaki Iha, da Fair.
"Esse valor da taxa de câmbio é ruim até para importadores, que já tomou recursos considerando um dólar mais alto. A economia se torna imprevisível e, em economia, previsibilidade é tudo", afirma.
Lula
Hoje, em entrevista coletiva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o câmbio continuará sendo flutuante e afirmou que "não há milagre" para impedir a desvalorização da moeda americana frente ao real.
"A gente diz que o real está valorizado sem reconhecer que o dólar está se desvalorizando. Não podemos resolver problema do câmbio como alguns querem que a gente resolva. O Câmbio continuará sendo flutuante", afirmou o presidente.
Lula ressaltou, porém, que o governo pode adotar algumas medidas que ajudem a dar mais competitividade às empresas brasileiras. "O que nós precisamos é de medidas tributárias. Incentivar que as empresas adotem inovação tecnológica", disse. "O dólar vai se ajustar na medida em que se importar mais bens de capital, reduzir a taxa de juro."
Indústria reclama
Economistas admitem que há pouco espaço para a taxa de câmbio voltar a subir. A taxa de juros do país continua atraente para investimentos estrangeiros e o país é considerado mais seguro para investir: o risco de calote é visto como baixo e há livre movimentação de capitais --os investidores podem aplicar e retirar recursos sem maiores obstáculos.
O setor industrial tem reclamado que o dólar em torno dos R$ 2 prejudica as empresas, que sofrem a concorrência "predatória" dos importados.
"A indústria de transformação é uma das maiores prejudicadas e sempre que essa indústria é garroteada, você não está indo na direção do crescimento", afirma Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (federação das indústrias paulistas).Para Francini, o fato da indústria de transformação ter crescido abaixo do PIB no ano passado é um indicativo desfavorável para o crescimento econômico. "Em 2004, o PIB cresceu 5% e a indústria de transformação cresceu 8%. Nesse caso, a indústria de transformação exerceu o seu papel de puxar o crescimento", acrescenta.

Marcadores: , , , , , , , ,

14 maio, 2007

Capitalismo e marxismo falharam no combate à pobreza, diz Papa

Em seu pronunciamento mais politizado feito no Brasil, o papa Bento XVI condenou neste domingo o crescimento da desigualdade social na América Latina e afirmou que tanto o capitalismo como o marxismo foram incapazes de combater a pobreza e ficaram longe de levar justiça social à região.O discurso, o último da viagem de cinco dias no Brasil, marcou a abertura da 5a Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe realizada em Aparecida, a 167 quilômetros de São Paulo. O evento, com a presença de 162 bispos de toda a América Latina, vai discutir até o final do mês diretrizes para estancar a perda de fiéis da Igreja Católica para outras religiões. A região reúne a metade do 1,1 bilhão dos católicos de todo o mundo."Tanto o capitalismo como o marxismo prometeram encontrar o caminho para a criação de estruturas justas e afirmaram que estas funcionariam por si mesmas... Esta promessa ideológica ficou demonstrada que era falsa. Os fatos o demonstram", atacou Bento 16 sem meias palavras.Mas apenas ao marxismo imputou a pena de ter realizado "uma destruição do espírito humano", enquanto o capitalismo levou ao aumento da distância entre ricos e pobres e a uma "inquietante degradação da dignidade pessoal com as drogas, o álcool e ilusórias formas de prazer".As duas ideologias, para o papa, compartilham o que ele chamou de "o erro mais destrutivo" porque ambas "falsificam o conceito realidade separando-o de Deus".O papa também se referiu à globalização, tendência econômica em que ele vê um avanço pela unidade que proporciona, mas que apresenta "os riscos dos grandes monopólios e de converter o lucro em um valor supremo". Pregou em seguida que a globalização deve ser marcada exercício da ética.Ele elogiou o avanço da democracia na região, mas disse que há motivos de preocupação com as formas de governo autoritárias, "sujeitas a ideologias que se acreditava superadas". Sem mencioná-los diretamente, o papa mandou um recado para países como Venezuela, de Hugo Chávez, e Bolívia, de Evo Morales, que experimentam um giro ao socialismo.Outro recado recai nos religiosos que optaram pela Teologia da Libertação, tendência que ressaltava o engajamento da Igreja Católica na questão social utilizando a teoria marxista como fundo. Vigorosa nos anos 70 entre latinos, foi condenada pelo Vaticano anos depois.Reescrevendo a históriaBento XVI também voltou no tempo ao mencionar o papel da Igreja junto aos povos que habitavam a América Latina há 500 anos. Ele não considerou impositiva a postura das inúmeras missões que catequitazaram os antigos habitantes ao continente."De fato, o anúncio de Jesus e seu evangelho não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estranha", disse logo na abertura de seu longo discurso, lido na maior parte em espanhol, com alguns trechos em português.Ele justificou a aceitação do catolicismo por esses povos, como natural, uma vez que as culturas, segundo ele, não são fechadas nem "petrificadas".Bento XVI também exortou a América Latina a defender a tradição da família e atacou as ameaças de legalização do aborto, o materialismo e a vida marcada pelo prazer.Apesar de defender que a Igreja Católica na região apóie a justiça social, o papa, que rezou missa para 150 mil pessoas na parte externa da basílica de Aparecida nesta manhã, deixou claro que não permitirá que ela se politize. A Igreja, disse, deve atuar como um "advogada da justiça e da verdade" enquanto a população da América Latina precisa da palavra de Deus como gênero de primeira necessidade.Ele voltou ao aborto e aos métodos contraceptivos, ao dizer que são práticas que "ameaçam o futuro dos povos". Recentemente, o aborto foi legalizado na Cidade do México e, no Brasil, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) defende a realização de um plebiscito para discutir a legalização do aborto, prática que considera uma questão de saúde pública.

http://canais.rpc.com.br/gazetadopovo/papa/conteudo.phtml?id=660962

Marcadores: , , , , , ,

Euforia nas bolsas de valores já provoca temor de 'bolha global'

Economista alerta para riscos da corrida dos emergentes por dólares para conter valorização de moedas locais

Fernando Dantas

A euforia que tomou conta dos investidores no Brasil, com o índice Ibovespa superando os 50 mil pontos, não é um fenômeno isolado. No mundo todo, as bolsas de valores, especialmente dos países emergentes, estão batendo recordes atrás de recordes e já começa a surgir preocupação com a possibilidade de uma bolha global nos mercados acionários, que seria particularmente forte nas economias em desenvolvimento.Em um recém-lançado trabalho, o economista americano Nouriel Roubini, famoso por suas previsões pessimistas, alerta para os riscos da gigantesca acumulação de reservas pelos países asiáticos, pela Rússia e agora também pelo Brasil e outras nações latino-americanas. Para ele, a tentativa desses países de evitar a valorização de suas moedas ante o dólar representa uma volta aos regimes de câmbio semifixo e está na origem da imensa liquidez global que pode estar alimentando bolhas nos mercados de ações e de imóveis.A razão é que os bancos centrais injetam moeda nas suas economias ao comprar os dólares que vêm inundando os países emergentes por meio de saldos em conta corrente, investimentos diretos, aplicações nas bolsas e em títulos de renda fixa. Esse processo de enxugamento, chamado de 'esterilização' no jargão econômico, não é completo e o dinheiro que sobra pode provocar inflação ou bolhas em mercados de ativos como ações e imóveis.

Marcadores: , , ,

Governo inclui notebook no programa do PC popular

Depois do computador popular, é a vez do notebook popular. O governo federal deve anunciar hoje um programa de incentivo à venda de laptops. Com isso, o computador portátil passa a ter acesso a financiamento com juro supostamente abaixo do vigente no varejo.As linhas de crédito são oferecidas pela Caixa Econômica Federal, pelo Banco do Brasil e por varejistas credenciados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).No computador de mesa, a linha de crédito ainda não emplacou. O governo diz que, até o momento, foram vendidos 530 mil PCs nas especificações do projeto Computador para Todos. Só que apenas 11.509 foram adquiridos com financiamento dos bancos públicos. Uma possível explicação está nas dificuldades para obter o financiamento. Para ter direito à linha de crédito, o notebook deve ter tela de 14 polegadas, processador de 1,4 GHz, placa de acesso à rede sem fio (Wi-Fi), gravador de CD, 512 megabytes de memória, disco rígido com capacidade de 40 gigabytes e peso de no máximo 3 quilos - configurações similares às dos laptops básicos disponíveis no mercado.O sistema operacional precisa ser o Linux, principal concorrente do Windows, da Microsoft. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 18% dos 8,2 milhões de computadores vendidos no País ano passado saíram de fábrica com o Linux.A idéia é combater o chamado mercado cinza, computadores geralmente montados de forma irregular e trazidos via contrabando. Para o PC de mesa, a iniciativa já surtiu efeito.
http://www.estado.com.br/editorias/2007/05/14/eco-1.93.4.20070514.22.1.xml

Marcadores: , , , , , ,

13 maio, 2007

China terá falta de mão-de-obra barata em 2010

A baixa taxa de natalidade imposta há três décadas é uma das razões. Especialistas acham que isso levará a uma alta salarial generalizada no país.
A mão-de-obra barata, considerada um dos motores para a China ter emergido e chegado ao quarto lugar entre as maiores economias do mundo, começará a faltar no país em 2010, segundo um relatório da Academia Chinesa de Ciências Sociais divulgado neste sábado (12). Uma das principais é que o número de trabalhadores abaixo dos 40 anos que ainda estão nas zonas rurais é de 52 milhões, e não de 100 milhões ou 150 milhões como se acreditava, diz o relatório. A baixa taxa de natalidade - devido à proibição imposta há três décadas de ter mais de um filho por família - e de mortalidade são algumas das razões do déficit, apesar de a proibição demográfica se aplicar a apenas 36% das famílias chinesas. "A China passará de uma era de superávit de trabalho para outra de déficit", alerta o relatório, divulgado pelo jornal "China Daily".
Um dos principais centros manufatureiros da China, o delta do Rio das Pérolas, já vem sofrendo este déficit há dois anos. "O fenômeno se estende gradualmente das áreas litorâneas para o centro da China", afirma Cai Fang, diretor do Instituto de População e de Economia do Trabalho. Os especialistas acham que o ponto crítico, quando a nova mão-de-obra não puder satisfazer a demanda, pode acontecer dentro de apenas três anos, o que levará a uma alta salarial generalizada. Esta alta obrigará o país asiático a parar de basear sua economia no benefício que representa ter a maior população do planeta, com 1,3 bilhão de habitantes. O subdiretor da Academia de Pesquisa Macroeconômica, Wang Yiming, advertiu esta semana que muitos investidores estrangeiros estão transferindo os negócios que tinham na China para outros países cujo custo de mão-de-obra é ainda menor que o chinês. Wang recomenda melhorar a qualificação do trabalho e as estruturas industriais com urgência para enfrentar este grave problema, apesar de que a mão-de-obra continuará crescendo até 2015, ano no qual a China deve parar de crescer demograficamente pela primeira vez na história.

Marcadores: , , , , ,

09 maio, 2007

Laptops "populares" ganham mercado com preços até R$ 2.000

Ter um notebook nunca custou tão pouco. Graças a uma combinação da queda do dólar, da popularização das telas de cristal líquido e da redução de impostos, fabricantes nacionais conseguiram levar os portáteis a preços inferiores a R$ 2.000.O resultado desse cenário é uma verdadeira febre dos notebooks. Lojas virtuais e redes varejistas têm seus estoques esgotados com freqüência, e a procura pelos aparelhos não parou de aumentar depois do Natal. "No final do ano passado, tivemos uma expansão de 400% nas vendas. Neste ano, o crescimento continua na casa dos três dígitos", comemora o gerente de compras do Grupo Pão de Açúcar, Avelino Nogueira.De acordo com o executivo, todos os notebooks das lojas foram vendidos no quinto dia de uma feira de informática na rede Extra, evento que durou 15 dias.Os números da Positivo Informática também impressionam. A fabricante afirma ter pulado das 4.500 unidades comercializadas, em 2005, para 45,7 mil unidades vendidas, em 2006.Preço de ocasiãoA grande procura pelos portáteis não é à toa. Mesmo os modelos mais básicos do mercado atual podem atender às necessidades do usuário comum, que encontra ofertas na casa dos R$ 1.600 com pagamento parcelado em mais de dez vezes.Máquinas com processadores que encaram bem as tarefas básicas do dia-a-dia e com uma quantidade razoável de memória custam menos do que a metade do preço que tinham três anos atrás.Em 2004, um notebook básico, com processador de 1,2 GHz e 128 Mbytes de memória RAM, custava, em média, R$ 3.800.Atualmente modelos semelhantes, mas com o dobro de memória, custam cerca de R$ 1.700.A época tão favorável para as compras também esconde algumas armadilhas. Para economizar alguns reais, o consumidor pode escolher uma máquina com a vida útil mais curta --que não é capaz de funcionar com o sistema Windows Vista, por exemplo.Pequenas diferenças entre os modelos disponíveis podem amarelar o sorriso de quem comprou o laptop com uma intenção e vai ter que se contentar com outra realidade.Antes de aproveitar as ofertas, é preciso conferir a reputação da marca, qual é o sistema operacional que acompanha a máquina e saber quais serão as tarefas que o notebook vai encarar.

Marcadores: , ,

08 maio, 2007

Novo CD Cachorro Grande "Todos os Tempos"

Galera

Em primeira mão pra vocês o quarto cd da banda Cachorro Grande chamado "Todos os Tempos".

Cliquem no link http://www.badongo.com/pt/file/2979616

e descompactem o arquivo com a senha: alone

Aumenta aí que é Rock n Roll !

Marcadores: , , ,

Kings of Leon - Mollys Chambers

06 maio, 2007

Cachorro Grande - Bom Brasileiro

Após ser eleito, Sarkozy diz que França decidiu "romper com passado"

O candidato conservador, Nicolas Sarkozy, foi eleito o novo presidente da França neste domingo, com 53% dos votos contra 47% de sua adversária, a socialista Ségolène Royal, segundo pesquisas de boca-de-urna.A França divulgou a estimativa pouco depois do fechamento dos postos eleitorais das grandes cidades, às 20h (15h de Brasília) deste domingo, após o encerramento da votação do segundo turno eleitoral. Após da divulgação, Sarkozy expressou sua "imensa e profunda emoção". "Os franceses decidiram romper com as idéias e os comportamentos do passado", disse ele após a declaração de sua vitória nas urnas.
"Quero dar lugar à identidade nacional, e quero que os franceses se orgulhem de seu país", afirmou.Após o anúncio, Royal admitiu imediatamente a derrota eleitoral. Em discurso na Casa de América Latina de Paris, ela agradeceu do "fundo do coração" a todos que votaram nela e prometeu guardar a "energia e alegria" que a população transmitiu a ela durante os últimos meses. "Dei início a uma renovação da vida política", disse ela, pedindo que seu seguidores se mantenham mobilizados porque "o que foi iniciado não morrerá, e trará outros frutos para a França. "Juntos, traremos esperança", disse ainda a candidata socialista derrotada. Sarkozy, que é ex-ministro do Interior, já aparecia como favorito nas pesquisas de intenção de voto, com dez pontos percentuais à frente de Royal. A votação deste domingo encerra uma campanha acirrada, na qual Royal afirmou que uma eventual vitória de Sarkozy seria uma "escolha perigosa" para os franceses. O conservador fez campanha visando atingir a classe trabalhadora , com a intenção de implementar reformas que tragam crescimento econômico e empregos, e que restabeleçam a "identidade nacional". No primeiro turno da eleições, ocorrido em 22 de abril, Sarkozy obteve 31,2% dos votos contra 25,9 de Royal. A participação na votação foi de 84,5%. O comparecimento às urnas no segundo turno da eleição presidencial foi de 85%. No primeiro turno, ocorrido em 22 de abril, 83,77% dos eleitores franceses registraram seus votos. Mais de 44 milhões de franceses se registraram para votar. Postos de votação em todo o país abriram às 8h (3h de Brasília) deste domingo e foram fechados às 18h (13h de Brasília). Neste sábado, cerca de 1 milhão de franceses já puderam votar em postos disponibilzados no exterior.ComemoraçãoPouco após o anúncio da vitória, partidários de Sarkozy foram às ruas para comemorar sua vitória. Milhares de pessoas gritavam em coro: "Nicolas presidente" na sala de concertos onde ele deve fazer um discurso, previsto para as 20h30 (15h30 de Brasília).
Logo na entrada da sala, centenas de simpatizantes gritavam em comemoração, carregando globos azuis onde se lia: "Juntos, tudo é possível". "É uma vitória clara, uma mensagem por uma mudança imediata", afirmou o porta-voz de Sarkozy, Xavier Bertrand. "Tudo o que ele prometeu durante a campanha, ele fará", acrescentou.Sarkozy, que se diz o "candidato do povo" e da "ruptura tranqüila", colocou como prioridade revalorizar o salário, o patriotismo e a identidade nacional. Ele defende que os que querem "ganhar mais, que trabalhem mais" e, para isso, promete diminuir os impostos que incidem sobre as horas-extras --corte que pode chegar até 25%-- para as empresas e no imposto da renda para o contribuinte. O conservador também propõe a redução de quatro pontos percentuais nos impostos sociais obrigatórios em dez anos, para equipará-los à média européia.

Marcadores: , , ,

Voting brisk as the French decide

France is reporting record turnout as voters choose between socialist Segolene Royal and conservative Nicolas Sarkozy for their next president.
In a hotly contested poll, nearly 75% of voters had cast their ballots by late afternoon - the highest turnout at that point in more than 30 years.
The two rivals are bidding to succeed Jacques Chirac after 12 years.
Ms Royal has suggested a Sarkozy win might spark riots. Mr Sarkozy accused her of verbal violence.
Polls opened at 0800 (0600 GMT) for mainland France's 43.5 million voters and are due to close at 2000 (1800 GMT).
One million citizens living in the overseas territories or other countries cast their votes earlier.
The first round brought 85% of the electorate out to vote, the highest turnout for 40 years.
'A punishment'
Mr Sarkozy voted in his home of Neuilly-sur-Seine near Paris, accompanied by his two step-daughters - though not his wife Cecilia.
He was greeted by supporters who applauded him and chanted "Sarko president".
Ms Royal cast her vote in her constituency in the region she heads, Poitou-Charente, though she is expected back in Paris for a post-result speech.
At a polling station near the Champs-Elysees in Paris, unemployed voter Anne Combemale said she had chosen Mr Sarkozy because of his market-oriented economic platform.
"He has the willpower to change France," the 43-year-old said.
In Argenteuil, the town north-west of Paris where Mr Sarkozy notoriously talked of hosing out "rabble" before the 2005 urban riots, Doratine Ekoka, a 70-year-old retired computer programmer, said she trusted Ms Royal to "clean up public life".
A Sarkozy victory, she added, "would be like a punishment from God" because of his "terrible character".
More than 3,000 police have been deployed in Paris and its multi-ethnic suburbs to prevent a repeat of the 2005 riots if, as many expect, Nicolas Sarkozy celebrates a victory on Sunday night.
New generation
Whoever wins, it will mark a generational shift, with power being handed over by 74-year-old Jacques Chirac to a new president in his or her fifties, says the BBC's Caroline Wyatt, in Paris.
Mr Sarkozy is a tough former interior minister who has promised reforms to put France back to work and cut down high unemployment.
Ms Royal has also pledged to create new jobs, while keeping France's cherished social model of generous welfare benefits and state aid.
The winner will inherit a fractured society in need of both economic reform and a new self-confidence, as France seeks to regain its former economic dominance and its global influence, our correspondent says.

Marcadores: , , , ,

Ségolène ? Sarkozy ?




Quem leva ?
Respostas em seguida.

Marcadores: , , , , , ,

05 maio, 2007

Neil Young - Hey Hey, My My

04 maio, 2007

Kings of leon - Red Morning Light

03 maio, 2007

Kings of Leon - The Bucket

01 maio, 2007

...