11 junho, 2007

Problemas Tecnicos

Problemas tecnicos impedem a atualizacao do Blog.
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Sorry !

07 junho, 2007

Socialismo do século 21

O QUE de mais relevante está a acontecer em nível mundial acontece à margem das teorias dominantes e até em contradição com elas. Há 20 anos, o pensamento político conservador declarou o fim da história, a chegada da paz perpétua dominada pelo desenvolvimento "normal" do capitalismo -em liberdade e para benefício de todos-, finalmente liberto da concorrência do socialismo, lançado este irremediavelmente no lixo da história. À revelia de todas essas previsões, houve, neste período, mais guerra que paz, as desigualdades sociais se agravaram, a fome, as pandemias e a violência se intensificaram, a China "se desenvolveu" sem liberdade e mediante violações massivas dos direitos humanos e, finalmente, o socialismo voltou à agenda política de alguns países. Concentro-me neste último, pois constitui um desafio tanto ao pensamento político conservador como ao pensamento político progressista. A ausência de alternativa ao capitalismo foi tão interiorizada por um quanto pelo outro. Daí que, no campo progressista, tenham dominado "terceiras vias", buscando achar no capitalismo a solução dos problemas que o socialismo não soubera resolver. Em 2005, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, colocou na agenda política o objetivo de construir o "socialismo do século 21". Desde então, dois outros governantes -tal como Chávez, democraticamente eleitos-, Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador), tomaram a mesma opção. Qual o significado desse aparente desmentido do fim da história? Qual o perfil da alternativa proposta ao capitalismo? Que potencialidades e riscos ela contém? O socialismo reemerge porque o capitalismo neoliberal não só não cumpriu suas promessas como tentou disfarçar o fato com arrogância militar e cultural; porque sua voracidade por recursos naturais o envolveu em guerras injustas e acabou por dar poder a alguns países que os detêm; porque Cuba -seja qual for a opinião a respeito do seu regime- continua a ser exemplo de solidariedade internacional e de dignidade na resistência contra a superpotência; porque, desde 2001, o Fórum Social Mundial tem vindo a apontar para futuros pós-capitalistas, ainda que sem os definir; porque nesse processo ganharam força e visibilidade movimentos sociais cujas lutas pela terra, pela água, pela soberania alimentar, pelo fim da dívida externa e das discriminações raciais e sexuais, pela identidade cultural e por uma sociedade justa e ecologicamente equilibrada parecem estar votadas ao fracasso no marco do capitalismo neoliberal. O socialismo do século 21, como o próprio nome indica, define-se, por enquanto, melhor pelo que não é do que pelo que é: não quer ser igual ao socialismo do séc. 20, cujos erros e fracassos não quer repetir. Não basta, porém, afirmar tal intenção. É preciso realizar um debate profundo sobre os erros e fracassos para que seja credível a vontade de evitá-los. Se tal desidentificação em relação ao socialismo do séc. 20 for levada a cabo, alguns dos seguintes traços da alternativa deverão emergir. Um regime pacífico e democrático assente na complementaridade entre democracia representativa e democracia participativa; legitimidade da diversidade de opiniões, não havendo lugar para a figura sinistra do "inimigo do povo"; modo de produção menos assente na propriedade estatal dos meios de produção que na associação de produtores; regime misto de propriedade em que coexistem propriedade privada, estatal e coletiva (cooperativa); concorrência por um período prolongado entre a economia do egoísmo e a economia do altruísmo, digamos, entre Microsoft Windows e Linux; sistema que saiba competir com o capitalismo na geração de riqueza e lhe seja superior no respeito à natureza e na justiça distributiva; nova forma de Estado experimental, mais descentralizada e transparente, de modo a facilitar o controle público do Estado e a criação de espaços públicos não estatais; reconhecimento da interculturalidade e da plurinacionalidade (onde for o caso); luta permanente contra a corrupção e os privilégios decorrentes da burocracia ou da lealdade partidária; promoção da educação, dos conhecimentos (científicos e outros) e do fim das discriminações sexuais, raciais e religiosas como prioridades governativas. Será tal alternativa possível? A questão está em aberto. Nas condições do tempo presente, parece mais difícil que nunca implantar o socialismo num só país, mas, por outro lado, não se imagina que o mesmo modelo se aplique em diferentes países. Não haverá, pois, socialismo, e sim socialismos do séc. 21. Terão em comum reconhecerem-se na definição de socialismo como democracia sem fim.

BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS , 66, sociólogo português, é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). Escreveu, entre outros livros, "A Gramática do Tempo: para uma Nova Cultura Política" (Cortez, 2006).

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03 junho, 2007

Especialista em "bolhas" alerta para riscos em Bolsas


Para Robert Shiller, economista de Yale, preços das ações da Bovespa ainda estão baixos em relação ao resto do mundo


Professor diz estar "realmente preocupado" com o preço das ações na China, que avalia como um terreno fértil para distorção no valor dos ativos


TONI SCIARRETTADA REPORTAGEM LOCAL

Especialista em "bolhas", o professor Robert Shiller, da Universidade Yale, alerta sobre os sinais preocupantes daquilo que Alan Greenspan, que comandou o Federal Reserve (o BC dos EUA) por 18 anos, chamou de "exuberância irracional" no preço das ações. No entanto o economista afirma que os papéis não estão tão caros quanto em 2000, época da "bolha" da internet -Shiller foi um dos poucos a prever o estouro. Ele diz que ainda vê preços baixos nos papéis brasileiros. Para ele, o "grau de investimento" pode levar a uma forte especulação imobiliária em São Paulo. Diz ainda que a China é um terreno fértil para o desenvolvimento de "bolhas". Cético, afirma que os mercados nunca aprendem totalmente com a história. E por uma razão: concluem que ela é irrelevante.

FOLHA - As Bolsas batem recorde atrás de recorde. Estamos vendo o mesmo filme de 2000, antes do estouro da "bolha" da internet?

ROBERT SHILLER - Os preços das ações nos EUA estão altos, mas não tão exuberantes como no final dos anos 90. Um sinal de que as coisas não estão bem é quando as pessoas começam a falar que as ações estão caras ou podem ficar muito sobrevalorizadas. E não temos isso agora. Hoje, as pessoas parecem mais seguras sobre o valor das ações -talvez mais do que deveriam.

FOLHA - Quais sinais alertam para a potencial formação de "bolha"?

SHILLER - A maior fonte de preocupação são os preços das casas nos EUA, que podem cair. Empréstimos ruins no setor podem levar a isso. A onda de fusões e aquisições e o avanço dos fundos de "private equities" [participação fechada em empresas], que tiveram papel importante na gestão de recursos, trazem uma dose de superempolgação, o que é preocupante. Há um boom nas ações na China e na Índia. Também há especulação nos EUA e no Reino Unido. Quando essas "bolhas" explodem, podem causar uma recessão global.

FOLHA - As ações brasileiras nunca tiveram preços tão altos em relação ao lucro das empresas. Há uma "bolha" na Bovespa?

SHILLER - A Bovespa é uma das mais bem-sucedidas Bolsas do mundo. Mas os preços no Brasil ainda estão baixos em relação ao resto do mundo. As coisas mudaram rapidamente no Brasil. E as pessoas concluem que se trata de uma nova era -o que de certa forma é. E pode alimentar uma "bolha".

FOLHA - O Brasil vende o álcool como o combustível do futuro. A receptividade internacional chegou ao ponto de elevar os preços das terras e de faltar máquinas no campo. Há uma "bolha" em formação?

SHILLER - O Brasil tem uma vantagem, que é ser pioneiro na tecnologia. Mas não vejo uma força particularmente importante na produção, que pode ser feita em outras partes do mundo. O Brasil pode perder essa vantagem muito rapidamente se outro país investir pesado em tecnologia. Isso é algo que deve ser nutrido e agora. Mas pode ser demais, sim.

FOLHA - Os bancos chineses já figuram entre os maiores do mundo em valor de mercado. As ações estão com preços irreais na China?

SHILLER - Estou realmente preocupado com o preço das ações na China, que é um lugar potencial para o desenvolvimento de "bolhas". Parte das razões é que os mercados emergentes tendem a enfatizar mais o setor financeiro do que o produtivo. As pessoas observam o milagre econômico e isso estimula a imaginação. Elas não têm uma expectativa clara dos preços das coisas. Alan Greenspan fez um favor para a China alertando sobre isso.

FOLHA - O aumento do imposto chinês na Bolsa é um bom caminho para evitar o superaquecimento?

SHILLER - Tenho dúvida. Mais eficientes são os aumentos dos juros, o que a China está fazendo. O melhor é desenvolver o mercado. E isso ela pode fazer. Pode permitir operações curtas [como "day trade"], negociar índices futuros e permitir que os chineses invistam em ações em outras partes do mundo -eles não têm onde investir.

FOLHA - O fluxo de dinheiro para os emergentes veio para ficar? Moedas como o real só tendem a subir?

SHILLER - Não vejo uma reversão tão cedo [da alta do real]. Ela se deve ao boom de commodities e à impressão positiva da economia. Mas tudo pode mudar. No Brasil, se os juros seguem altos é porque as pessoas continuam preocupadas com o real. [O contrário] Seria muito bom para ser verdade.

FOLHA - O "grau de investimento" deve baixar os juros no Brasil? Quais setores podem ter um superestímulo a ponto de criar uma "bolha"?

SHILLER - O FMI afirma que o crédito barato é um dos fatores que levam ao aumento nos preços dos imóveis. E isso começa a acontecer no Brasil. Conforme fica mais fácil emprestar, as pessoas podem elevar os preços das casas. O preço das casas não subiu no Brasil como aconteceu em outros países.

FOLHA - Como seria essa "bolha"?

SHILLER - Os preços das casas sempre subiram mais por conta dos custos da construção do que da localização. Nos EUA, isso está mudando. De acordo com um estudo do Federal Reserve [o BC dos EUA], o preço do terreno responde por 50% do custo de um imóvel. Há poucos anos, era só 25%. De alguma forma, estar próximo da cidade é importante. No Brasil, a riqueza está toda em São Paulo. A cidade pode ficar muito cara.

FOLHA - Os mercados aprenderam com as crises do México e da Ásia?

SHILLER - Aprendemos lições com o passado. Após o "crash" de 1929, não houve um novo boom nos mercados por um longo período. As pessoas pararam de apostar todo o dinheiro num mesmo ativo. Mas elas nunca aprendem tudo. Não é que simplesmente esqueçam a história, mas concluem que algumas partes dela são irrelevantes. Infelizmente, não tenho uma cura para "bolhas" -elas vêm e vão por causa da psicologia humana.

FOLHA - Sempre haverá "bolhas"?

SHILLER - Não sei. O que verificamos é que virtualmente não existiram "bolhas" até o século 16. A primeira foi a da tulipa, na Holanda, no século 16. E a Holanda foi o primeiro país que teve uma imprensa livre. A "bolha" é uma epidemia social que precisa de comunicação entre as pessoas para se propagar. Com a internet, ficou e ficará ainda pior. Por outro lado, a informação deixou o mundo mais parecido e faz com que os mercados evoluam juntos, diminuindo o efeito devastador quando as "bolhas" estouram.

FOLHA - Escândalos de corrupção podem prejudicar as ações no Brasil?

SHILLER - Os escândalos têm o potencial de prejudicar o mercado. Isso aconteceu na Ásia antes da crise. Os escândalos no Brasil não parecem preocupar os investidores. Lula foi reeleito e os escândalos não o envolvem diretamente. O impeachment de Collor [em 1992] mostrou que o país está fazendo as coisas certas.

Fonte: Folha de Sao Paulo, 3 de junho de 2007. Edicao Impressa.

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Thierry Henry unplugged

Thierry Henry, it's an honour to meet you.
Thank you.
You are one of the world's most popular footballers. Are you aware that in India, there are kids on the streets wearing your No.14 jersey? What do you know about India and Indian football?
Wow, what do I know about Indian football? Let's see. But first of all, I always get a bit embarrassed when people say I'm the most whatever famous football player. Okay. I'm actually surprised about the football in India, even though it is not the No.1 sport; cricket is the number one sport there.
You know that?
Oh yeah, that's for sure. Trust me. And I know a lot of other sports are in front of football in India. Unfortunately, I always wonder why some Indian players, you know, why they never come to the Premiership. Maybe, it's because it's not the No.1 sport. I don't know. What I know about India is the food. I like the food.
You like Indian food?
Oh yeah, I like the food. I'm sure it's not the proper one, you know not authentic, yeah, but I love the one we have in London. I'm sure, if you try it, you'll go, ‘It's not that great', because your one is local. But I really love the food.
So what's your favourite dish?
Ahhh, let's see I like the baingan? (pronounced baay-gun).
Oh, the baingan?
So, yeah, see, I know. I like the baingan, the naan, garlic naan bread, chicken tikka, everything chicken tandoori, naan curry. Hey, I won't tell you the whole menu, it's rather long.
Do you know of any Indian player?
No I don't, actually. That's what I said to you, I actually don't know why an Indian player hasn't emerged. I actually don't. It's weird. Do you have any answer to that? It's really weird why you guys don't have, like, a guy playing somewhere, in some big league somewhere.
Indian football needs sponsor support. A lot of people still watch football though.
Yeah, that's the thing. Maybe you need an Indian football player to inspire you and all the kids to do it, because if they watch it, they will appreciate it I'm sure. But they are more inspired by the Indian cricket team because it is the No.1 sport and they see that it is do-able.
Do you watch any cricket? Are you able to follow or understand what's happening on the field?
I do understand it. I do understand it now, yeah. I've seen some games, but the game's too long to watch it all (chuckles). But I saw some part of some games of the World Cup and obviously, when England won the Ashes against Australia, the press went crazy. So, that's when I started tuning into it. I said to myself, 'I didn't know cricket was that huge!'
You and Arsenal and Arsene Wenger have made Arsenal the thinking fan's club to follow in India. What message do you have for India?
It's pretty weird, I must say, because I never thought that kids were wearing my jersey there. Pretty weird, but as a message I can say: 'I would love to see an Indian player being successful, and see him come overseas to England and perform. Because you have a big Indian community in England and I am sure they will love that. So I would like to encourage all kids, if they love football, to maybe, be that guy'.
Whose shirt did you wear as a kid?
I will not do that cliched thing, but I did not have any money to buy any shirt when I was growing up so I wasn't carrying any shirts.
But who was your idol when growing up?
(Without hesitation) (Marco) Van Basten.
You just said you don't understand the 'famous player' tag. But Time magazine has just listed among the 100 Most Influential People in the World. Does it bring an added sense of pressure or does it allow Thierry Henry to stay like he is?
Actually (pauses), it's a lot to do, if I can say, with my way of saying or not saying things. When I saw I was listed by Time magazine, I actually thought it was a joke, in the beginning. Because what I did and I am in for, I just did because it had to be done. I did not do anything clever there. But it is actually something great, you know. Jens Lehmann (Arsenal goalkeeper), when he saw it, he congratulated me. I actually realised at that point that it was actually something big, because Jens is pretty, you know, German (emphasis) and everything... and even if he does say anything to you, after the game, he goes 'well done!' (imitates serious, rough manner). And when he said 'well done', and he then stood up and said, 'Congratulations', I really asked, 'For what?' He said, 'The magazine' and I was like, 'Is it really that big?' But you know, I live. I just wait. I live. I hope you understand.
Once you get to know that it's big, does that put more pressure on you? Or more responsibility, to use a better word?
I don't know what responsibility — R-E-S-P-O-N-S-I-B-I-L-I-T-Y (repeats slowly) — adds up to. I think a politician has responsibility. Because they are guys ruling the country. Not me, I am not ruling nobody. Therefore I have no responsibility. I have some yeah, on the pitch, when I play, because people expect me to do that. After that, I don't know. For me, that's how I see it. For me, I have no responsibility, because I'm not controlling nothing. I just live. That's how I am.
You are a very active campaigner against racism in the sport. Still, Samuel Eto'o gets abused in parts of Spain, Marc Zoro plans to leave Italy. Why does this still happen?
Why? I'd like to know why. That would be the question since there have been human beings on earth and nobody has been able to answer that properly. I would like to think that first of all, people should learn to live with each other. I know that's a cliche but it's true. And how can you do that? Sometimes it's all down to education. Parents can explain to their kids and tell that people don't look the same, that people don't believe in the same things but we can all live together. You don't have to judge people by the colour of their skin or what they do or what they believe and you know that can always be a plus. But then you never know what people are doing when they close the doors of their homes and that's when all the trouble starts.
This brings us to your country, France, which is very ethnically diverse and has been going difficult times. How do you balance your ethnic roots and your French-ness?
I think the way you see it right now is that there aren't any frontiers any more. I think the world is open. For example, our national team, if you want to go deep into it, talks about being French 100 per cent. You have nobody who is French 100 per cent. But you have to understand that is how France is right now, what you see in the national team. That is the representation of your country and I'm proud to be French and I am French. But I also have roots. And you can never forget them. That's how it is right now. It's strange to find a right balance. It's in your heart and the West Indies have always been French anyway. Right now, the way it is, London has opened my eyes a bit more on this kind of thing. When I was in France it was not always that open, but when I arrived in England I discovered that you could work with what you wore, with what religion you followed.
Is France getting more conservative over time? You have a right wing President now and there were riots in the suburbs of Paris not long ago? You too hail from a suburb. Did it affect you?
Yes, yes. Of course I was affected. Somehow, it was always going to happen because I always said and it's true that all the people from the colonies who were housed there in the '70s, from Algeria, from Morocco, Senegal, the West Indies were made to feel 'unwanted'. Sometimes you want to get a job in Paris and you say the name of the town or neighbourhood you are from and sometimes you say your name is Mohammed or some name like that, people go, 'Oh? Ah. umm, no sorry. we're full'. It is true and sometimes it is difficult to take. Sometimes a lot of people who came out of the neighbourhood can be a good way of showing that this is the way to succeed, but sometimes when no body gives you a hand, you cannot. At the moment, you don't know. He (Sarkozy) is the President. At that moment (of the riots) people were very mad at him when he said the 'car-washer' thing. He said, 'We have to car-washer-ize the neighbourhood', and that didn't go down well. That's what started the riots. I think it's the first time we have a President on whom people were already commenting before he was more famous than actually being President. So, let's see.
In this context, what is Zinedine Zidane to you?
He is Algerian, he is your senior colleague. What is he to you? What has been great is that the team that won the World Cup in 1998, we had that saying, you know: “Black, Blanc, Beur” — Black, White and Arab — because it was a representation of our team. Therefore, it envelops the country. It was not only a sport thing, it became a society thing. And obviously, Zizou being the main point of the team and him being Arabian and having Muslim parents. It did help a lot for the Muslim community to get recognised even more by him. Zizou was great example of that, he helped a lot of France to advance with him and also the team to advance with him.
You maintain that Dennis Bergkamp is your favourite player to have played alongside you. Put for us in perspective both Bergkamp and Zizou with respect to your role in Arsenal and France. Set the record straight for us. A phenomenal scorer for Arsenal, so little for France — only one assist from Zidane for a Henry goal.
(Gravely) The one thing I'd like to say is this. So funny, really. Ten years in the national team. We won the World Cup, the European championship. Nobody, nobody in all these victories cared or came up to say that Zidane didn't give me the ball. Never was the point raised. Everybody was happy. 'Ah, the team is amazing, Henry and Zidane are amazing'. We don't score, all of a sudden: Oh, they didn't win because Zidane never gave a ball to Thierry Henry. Suddenly, it becomes a problem. You know what I mean? If you as a journalist and want to raise a problem, raise it when you win: 'You win, but how come, you never scored from his pass?' But if you lose I've had to fight with that (blows low whistle) I don't know how many times. What happened is that Zidane loves to take the left hand side of the field a bit more. You see how I play, I also like the left side more. Dennis was more different. Only when he was around the box, he would bend the ball like he would always do, but he was always kind of on the right hand side. And that was just more perfect, more balanced for me. That's it.
But would that still explain the huge difference in your scoring records?
Thirty nine goals scored for France, only failed to beat Platini's record. It is a tremendous record and remember, for six years I played as a winger. So I was on the wings. But it's true, you know. At Arsenal it's an everyday thing. You play with the guys at Arsenal everyday. I'm with them. I see them everyday. I train everyday, and weekend, we play together.
Relive the episode of the headbutt from the final for us. You've spoken of 'a surreal moment of confusion'.
I was substituted and I turned and had my back to the action. Okay, yes, first of all I was dead. So I remember I went to the ground and one of the masseurs came to stretch me and the next thing I knew was David Trezeguet coming in, so I went off. When I went off, and was about to sit on the bench and as I turned, I saw Materazzi on the ground and I saw the Italian guys, everybody running and I'm like, 'What happened, 'coz I didn't see anything'. In the very beginning, I think it was Trezguet, because at that moment he wasright in front talking to Materazzi. I was like, 'Did David do something?' It could have been anything. As far as I am concerned, I thought, the game's been affected. At that time, I thought it was an Italian trick, right? Then later, when we returned to the hotel, I saw it was a headbutt. And then the stories happened.
What's your relationship with Reebok been like?
Basically I've taken the campaign to another level. At Arsenal we have an anti-racism foundation and I'd like to carry on and am sure other people will come on board. Right now, they make me feel like part of the family, instead of being kind of used sometimes. Earlier, it wasn't a proper relationship and I wasn't feeling like useful in a way. They gave me an opportunity to be what I am. I am proud to be part of the 'I am what I am' campaign because that's what I always say. I'm particularly looking forward to wearing the new Sprintfit boots from next season.
There's a huge market for sportswear in India. Do you have any plans of coming down there?
Ah, the market's due to the cricket, I know. But yes, if I my schedule is open, I would like to come down to India, try a new thing. Why not?
You have another Indian connection in Vikash Dhorasoo. Has he ever spoken about India to you?
It's good of you to remind me, I had forgotten about this. He is originally from India, but is Mauritiian. Is he popular in India? Only since he made the French team. Oh, only that recently. Not before that? And maybe when he was voted the best player in the French league for Lyon some seasons ago. But now he's gone too, especially after his tell-all film about the French dressing room. (Throws his head back and guffaws uncontrollably).
Thierry Henry, it's been a pleasure talking to you.
Thank you. Same here, Thank you very much.



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Brazil promises special, but not exclusive ties

Asked if that was not as unrealistic and unreachable a target as the failed one set by Brazil in 2004, which forecast 10-billion-dollar trade amongst India, Brazil and South Africa by 2007, Lula said, "not always, we're talking about trade, we have the certainty to be right".
He added, by way of explanation of the failure to reach trade targets, "I took office in 2003, Prime Minister Singh took office not long ago. Trade grows as two countries get better acquainted".
The Brazilian president said he felt, ahead of this, his second visit to India, a sense of easy familiarity with Manmohan Singh and the agenda and aims of their two countries. "In my first visit (in January 2004 as chief guest at the Republic Day celebrations) I wasn't acquainted with anyone; now I am well acquainted with Prime Minister Singh. The political relationship has improved and I have confidence in him (Singh) and he has confidence in me."
He said Brazil was keen to hawk its expertise in biofuels to India and if he had his way, he would like to take a Brazilian car to India and show that it could run smoothly on 100 per cent gasoline or on a 50-50 mix of alcohol and gas.
The president, who will also have meetings with his Indian counterpart, Sonia Gandhi, the leader of the opposition and External Affairs minister Pranab Mukherjee, said he hoped to be able to sign a slew of agreements cementing bilateral cooperation during the visit. Significantly, three months after Ottavio Quattrocchi boldly pitched up on the Argentine-Brazil border, wandered into Brazil and then went back to Argentina, Lula said he hoped to sign an agreement with India "in the legal field ie extradition".
The bilateral agreements are expected to include the following sectors: agriculture; food security; animal feed; biofuels; the pharmaceutical industry.
Lula will join with Singh to flag off the India-Brazil CEO Forum, whose co-chairmen are Ratan Tata Jose Sergio Gabrielli, CEO of Brazil's Petrobras.
The president underlined the increasing intimacy of Indo-Brazil relations on the international stage, pointing out their founding membership and joint leadership of the G4 (with Japan and Germany) for United Nations reform and the G20 group of developing nations, which is sometimes called the poor man's G8.
He said, on an upbeat note considered by some political observers to be almost Panglossian because there is still no international consensus on India and Brazil joining the UN Security Council (UNSC) as permanent members, "we should have in mind that we are leading political and economic interests and there is a recognition now that the UN has to be reformed".
He said it was paramount the UN be "democratized....when it was created, it had 45 members, today it has 192 and the same UNSC members. How can it be that a country of 1.1 billion, India and a country of 200 million, Brazil not be on the UNSC?"
But he admitted there was a problem with the G4's track record and delivery. "The problem we have is that the five permanent members don't want reform," Lula said, adding that "China has a problem with Japan; Italy has a problem with Germany; some country will have a problem with India and some other country will have a problem with Brazil. The first discussion is to reach an understanding and then choose countries (to join the UNSC)".
On a cheerier note, the Brazilian president boasted of the track record of the second major Indo-Brazil international power play or G20. Using the colourful imagery that has made him a natural leader from his days as a union official and as founder of Brazil's governing Workers' Party, "(The G20) is an important partnership between India and Brazil. A lot of people wrote that it would be a failure but important countries such as South Africa, Argentina and Mexico are in it. So there can be no trade agreement without taking into account the G20".

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Lula articula aliança com a Índia para pressionar o G8

Brasil prega criação de mercado mundial de álcool e queda de subsídios agrícolas
Terceiro ponto é compensar países pobres por desmatar menos; petista quer que discurso agrade opinião pública dos países ricos
KENNEDY ALENCARENVIADO ESPECIAL A NOVA DÉLI (ÍNDIA)
O principal objetivo da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia é articular uma aliança para defesa de três temas na reunião do G8 (grupo dos sete países mais ricos mais a Rússia), que será realizada de quarta a sexta na Alemanha.Os três pontos são: criação de um mercado mundial de álcool, queda de subsídios agrícolas na Rodada Doha e criação de um mecanismo que compense os países em desenvolvimento e mais pobres que reduzam o desmatamento.Lula chega hoje a Nova Déli, capital indiana. À noite, terá jantar com o premiê indiano, Manmohan Singh.
O brasileiro tentará fechar a aliança; o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) preparou acertos bilaterais em abril.Em conversa reservada, na semana passada, Lula teria dito que "nessa viagem, vou falar de etanol o tempo inteiro". Hoje não existe um mercado mundial de álcool, com transporte planetário regular e estoques que garantam suprimento em escala global. Ou seja, não é "commodity", que possa ser negociada facilmente.Lula está ciente de que não obterá todas as concessões que deseja dos países mais ricos. Nas palavras de um ministro, "o presidente sabe que não vai levar tudo, mas faz um acúmulo e, aos poucos, vai avançando".O petista avalia que a reunião do G8, que terá a participação de países em desenvolvimento, é a última grande oportunidade de "destravar as negociações da Rodada Doha", diz um auxiliar direto. Brasil, Índia, China, África do Sul e México foram convidados para a reunião.Junho é o mês decisivo para as negociações que andam emperradas no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Na semana seguinte à reunião do G8, haverá encontro do G20, grupo de países em desenvolvimento liderado pelo Brasil. Na segunda quinzena, uma reunião ministerial do G4. Formado por EUA, União Européia, Brasil e Índia, discutirá o destino da Rodada Doha.Logo, uma aliança Brasil-Índia ajudará países em desenvolvimento a tentar arrancar concessões dos países mais ricos, que pedem abertura de mercado para seus bens industriais.O discurso de Lula ao longo da viagem deve ser o seguinte, resume um auxiliar direto: "Os países ricos podem melhorar a qualidade de vida do planeta melhorando a economia dos mais pobres". O petista tenta se consolidar como porta-voz dos países mais pobres. Para isso, vai defender uma plataforma que tem apelo ante a opinião pública dos países avançados.O embaixador do Brasil na Índia, José Vicente Pimentel, resume a visita: "De vitrine, mostrar para o mundo que os dois, Lula e Singh, saem de Nova Déli unidos para Heiligendamm [onde o G8 se reunirá]".
Fonte: Folha de São Paulo, 3 de junho de 2007. Edição Impressa.

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Manifestação a favor do presidente Hugo Chávez na Venezuela


Foto: Juan Barreto/France Presse

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02 junho, 2007

Alexandre Pato = Habilidade

01 junho, 2007

Quais as curiosidades sobre as faixas do disco?

Quais as curiosidades sobre as faixas do disco?

Publicado no www.whiplash.net - o mais completo site de rock e metal

Antes de atrelar o conceito de os Beatles tocarem com um pseudônimo, as primeiras sessões para o novo álbum pareciam ter como tema central a infância em Liverpool. Isto foi provocado pela composição Strawberry Fields Forever, que John escreveu na Espanha durante as filmagens de "How I Won The War." Inspirado por esta canção, Paul escreveu Penny Lane e depois ressuscitou When I'm Sixty-Four, uma composição antiga, escrita para seu pai. A dupla Lennon-McCartney ainda iria compor juntos A Day in the Life. Durante parte desta período, os Beatles batizaram o álbum jocosamente de "One Down, Six To Go" em uma referência ao novo contrato com a gravadora e os discos que ficaram obrigados a criar. Antes de A Day In The Life ser efetivamente gravado, o tema de infância foi abandonado.

A seqüência das canções, com dois lados ininterruptos de música, é mais um detalhe que faz com que este disco seja visto como tão inovador. Esta idéia veio de John Lennon e foi combatida por Brian Epstein que sabia que embora o conceito fosse de um trabalho inteiro e não uma coleção de canções, sempre haveria aquele público que iria preferir pular certas faixas procurando ouvir apenas as favoritas. Epstein perdeu a discussão.

Com a intenção clara de oferecer o máximo de música possível no espaço de um vinil, começa uma nova era de popularidade para o bolachão. Até então, LP's (Long Plays) eram vistos como um veículo para colocar alguns hits somados a o que em inglês se costuma chamar de fillers, ou seja, músicas apenas para completar o vinil. A proposta dos Beatles acaba com este raciocínio e LP's passam a ter uma identidade própria e em tempo, seria suplantado o interesse maior, que sempre fora dado aos compacto. Os Beatles aliás, sempre deram importância para que todas as músicas de seus álbuns fossem de alguma qualidade, mas este é o primeiro álbum que procura demonstrar claramente, com as faixas sem intervalo, que é para se ouvir inteiro uma música após a outra, na ordem apresentada, muito como uma peça de teatro ou um filme. Em retrospectiva, Sgt. Peppers seria visto como o primeiro álbum conceitual da historia.

Para o mercado americano, o álbum lançado no dia 2 de junho, já tinha pedidos avançados na ordem de um milhão de copias, vendendo mais de dois milhões e meio até final de agosto. O álbum foi Nº 1 no Reino Unido por 27 semanas (seis meses e meio), e na América por 19 semanas (quatro meses e meio). Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band recebeu quatro Grammy Awards naquele ano, por melhor álbum, melhor álbum contemporâneo, melhor capa de um álbum e álbum com melhor engenharia de som. Em 1977 o álbum ainda viria a receber da British Phonogram Industry a honra de ser considerado o melhor álbum Britânico de pop criado entre 1952 e 1977.

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

O álbum começa com uma orquestra afinando seus instrumentos antes de iniciar a primeira faixa, a canção Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Na verdade, esta afinação de instrumentos foi retirada do inicio da gravação da orquestra para A Day In The Life. As bases foram inicialmente gravadas em 1º de fevereiro, porém os sopros foram adicionados em março. Optou-se por usar quatro French Horns, executados por James Buck, John Burden, Tony Randell e Neil Sanders. Os aplausos e risadas utilizados em dois momentos da canção foram retirados dos arquivos sonoros da EMI (Volumes 6 e 22) e foram gravados em apresentações realizados respectivamente no Royal Albert Hall e no Elizabeth Hall. No final da canção, ao chamar o cantor Billy Shears, a gritaria e alarde ouvidos vêm de uma fita da apresentação dos Beatles no Hollywood Bowl de 1965.

A Little Help From My Friends

Com as sessões do Sgt. Pepper's já quase findando, Lennon e McCartney sabiam que faltava uma canção para Ringo cantar. Era de lei que ele, como também George, tivesse pelo menos um número em cada álbum. Paul então compõe With a Little Help From My Friends, em que John contribuiu com algumas frases, a letra já bastante encaminhada. A canção foi gravada dia 20 de março, o mesmo dia em que os Beatles tiraram as fotos para a capa. John estava com o dedo latejando e nesta primeira sessão, a canção foi chamada de Bad Finger Boogie.

Lucy In The Sky With Diamonds

Alguém um dia levantou a hipóteses de que o titulo é uma referencia a LSD e embora John Lennon tenha seguidamente desmentido a idéia, a lenda até certo ponto continua. Embora a letra possa ter sido escrita entre viagens do alucinógeno, já que Lennon neste período estava experimentando com a droga, o título na verdade vem de um desenho de seu filho Julian, então com quatro anos. Lucy é Lucy O'Donnell, uma colega de escola. À esquerda consta o desenho de Julian que inspirou a canção e seu titulo.

As gravações começaram dia 1º de março e foram concluídas no dia seguinte, faltando apenas mixar. Variação na rotação da gravação foi uma técnica utilizada mais nesta do que em qualquer outra canção no álbum. A base inicial foi reduzida de quatro para dois canais em uma rotação de 49 ips. A primeira voz de John, acompanhado pelo backing de Paul foi gravado em 45 ips, enquanto a segunda voz de John novamente com backing de Paul, foram gravados em 48 1/2 ips. Assim, no resultado final ouvido no disco, apenas o baixo de Paul e a guitarra com pedal fuzz de George, estão em rotação normal.

Getting Better

Hunter Davis estava entrevistando Paul McCartney, preparando material para o que seria a primeira biografia autorizada dos Beatles, acabando por ser publicada em 1968. Conversando enquanto levava a cadela Martha para passear, Paul observa o tempo bom e comenta "It's getting better" (está melhorando), se referindo à melhora do tempo com a chegada da primavera. A frase lhe trouxe lembranças de Jimmy Nichol, antigo baterista do Georgie Fame & the Blue Flames, que se tornou um Beatle durante parte da excursão Australiana de 64, enquanto Ringo estava hospitalizado (veja foto desta formação ao lado). Nichol, ao ser indagado como se sentia após cada ensaio e show, respondia sempre com um sorriso, "It's getting better." Davis conta que, ao voltar para casa, Paul pegou a guitarra e começou a brincar com a frase. Mais tarde John Lennon chegaria e "Getting Better" seria a canção de trabalho do dia. Canção composta realmente em pareceria, Lennon diria a respeito que "Eu sinceramente acredito em paz e amor. Eu sou um homem violento que aprendeu a não ser violento. Sou um homem que se arrepende de sua violência."

She's Leaving Home

Paul McCartney leu este artigo sobre uma menina de 17 anos que fugiu de casa, e como ele sempre tivera um bom relacionamento com seus pais, a história o tocou. À procura de sociedades alternativas, jovens deixando o lar e abandonando uma educação formal eram relativamente comuns a partir de 1967.Da frase "I can't imagine why she should run away, she has everything here." proferida pelo pai da menina no artigo, Paul escreveu "we gave her everything money could buy".A menina se chama Melanie Coe. A maior distinção entre sua historia pessoal e a da canção, é que ela na verdade fugiu para se encontrar com um rapaz que trabalhava como croupier num cassino. No mais, Paul acertou bastante quanto à distancia na comunicação entre as gerações dos pais e filhos. Ela foi encontrada e raptada de volta para a casa de seus pais até completar 18 anos e casar, para poder fugir de vez.

A canção tem a distinção histórica de ser a única gravada pelos Beatles, contendo uma orquestração arranjada por outra pessoa que não fosse George Martin. Quando Paul McCartney, autor da canção, procurou Martin, este estava ocupado terminando a produção de outro artista. Martin pediu que Paul aguardasse alguns dias antes dele poder assumir o arranjo, mas na pressa Paul não pensou duas vezes em contratar outro arranjador, Mike Leander, para fazê-lo. George Martin, apesar de ofendido, não deixou de continuar a trabalhar e colaborar, regendo a orquestra para a gravação.

Being For The Benefit of Mr. Kite

Enquanto gravando o clip para Strawberry Fields Forever, John Lennon e um empregado da NEMS, Tony Bramwell, entraram em um antiquário perto do hotel que a equipe usava como base, na cidade de Sevenoaks em Kent. Lá, John encontrou e comprou um cartaz emoldurado, impresso em 1843, na era Vitoriana, anunciando o Pablo Fanque's Circus Royal. John usou o pôster como inspiração para a canção, mas mudou vários dos fatos para facilitar rimas. Pablo Fanque, cujo verdadeiro nome é William Darby, foi o primeiro negro proprietário de um circo na história da Inglaterra. O cartaz hoje pertence a Sean Lennon. À esquerda está a foto dele ainda pendurado na parede da casa de John em 1971. Clique na foto para ver mais detalhes do cartaz.

Na faixa, Mal Evans, Neil Aspinall, George Harrison e Ringo Starr tocam gaitas enquanto George Martin toca um órgão Wurlitzer e John Lennon um órgão Hammond.

Within You, Without You

A letra é baseada na filosofia hindu que George estava estudando. Ele compôs a canção após um jantar, na casa de Klaus Voorman. Embora Klaus fosse baixista, ele tinha um órgão em um quarto adjacente que George usou nesta tarde. Apesar da era ser do ácido, a canção foi regada a incenso e maconha. Gravada no dia 25 de março, com complementos no dia 3 de abril e mixagens no dia seguinte. Foram gravados dois violinos e três violoncelos, em um arranjo escrito por George Martin, seguindo determinações de George Harrison. Nos violinos tivemos Erich Gruenberg como violinista principal, acompanhado por Alan Loveday, Julien Gaillard, Paul Scherman, Ralph Elman, David Wolfsthal, Jack Rothstein e Jack Greene. Nos violoncelos estão Reginald Kilbey, Allen Ford e Peter Beaven. A sessão durou onze horas e incluiu também George Harrison tocando violão acústico, swordmandel e tamboura. Neil Aspinall também contribuiu tocando outra tamboura juntamente com músicos indianos conhecidos por Harrison, vindos da Asian Music Center de Finchley, cujos nomes não foram anotados. Gravaram tabla, dilubra, swordmandel e tamboura.

When I'm Sixty-Four

Paul escreveu esta canção ainda menino, em 1957, na casa em que morava com sua família. Ele tinha acabado de se juntar ao Quarry Men, banda que em três anos evoluiria para os Beatles. A canção chegou a pertencer ao repertório da banda, como uma opção acústica para a cada vez mais comum quebra de equipamentos. A letra original foi inspirado em seu pai, James McCartney, ex-trumpetista de jazz nos anos trinta, por isto seu estilo tão peculiar. Em 1966, com a canção "Winchester Cathedral" se tornando um sucesso e o filme "Bonnie & Clyde" trazendo de volta os valores da década de trinta, Paul achou válido trazer a canção à tona, não antes de reescrever alguns versos. O fato de que em julho de 1966 seu pai completava 64 anos de idade também é creditado como provável motivação para a sua decisão. A sessão iniciada em 6 de dezembro de 1966, teve um naipe de clarinetes gravados no dia 21 de dezembro. Os três clarinetistas são Robert Burns, Henry MacKenzie e Frank Reidy.

Lovely Rita

Certo dia, Paul McCartney se aproxima do seu carro a tempo de ver uma policial de trânsito feminina aplicando-lhe uma multa. Ao reparar seu nome, Meta Davis, Paul comenta que Meta soa como algo que ele poderia usar em um jingle. Ao ser indagado por esta historia, Paul nega que Rita seja Meta. Ele conta que alguém havia comentado que tais policiais, que na Inglaterra são chamadas de traffic warden, na America, são chamadas de meter maids. Paul achou o nome "meter maid" extremamente musical e enquanto brincava ao piano, acabou indo de meter maid para Rita meter maid. O resto da canção cresceu daí. Gravações iniciando no dia 24 de fevereiro, onde Paul toca o piano além do baixo. A base foi toda gravada com o rolo em 46 1/2 ips, dando a impressão de ser mais rápido ao ser reproduzido na velocidade normal.

Good Morning, Good Morning

John Lennon tinha o hábito de ler o jornal na cozinha com a sua televisão portátil (a mesma que aparece na capa do disco) ligada sem volume. Um dia ele assiste uma propaganda do cereal de milho da Kelloggs, que chama sua atenção. O produto tem como animal símbolo um galo e um jingle que dizia "Good morning, good morning. The best to you each morning. Sunshine breakfast, Kelloggs Corn Flakes, crisp and full of fun". Este foi a fagulha que deu origem a esta canção dos Beatles. A letra da canção de Lennon é em si uma ode à vida suburbana que ele estava vivendo na época. A canção também oferece no final uma seqüência de sons de diversos animais. Os animais são escolhidos por ordem, do mais fraco para o mais forte, com o posterior sendo capaz de consumir o predecessor. O naipe de sopros vieram da banda americana Sounds Inc., que os Beatles conheceram no Star Club de Hamburgo em 1962. Nesta época, the Sounds Incorporated estavam tocando com Gene Vincent e Little Richard. Gravados no dia 13 de março, o naipe contou com três saxofonistas, Barrie Cameron, David Glyde e Alan Holmes; dois trombonistas, dos quais um se chama John Lee, e o outro infelizmente sendo esquecido pelo tempo e a falta de registros precisos. Por último, havia alguém tocando o French Horn, cujo nome é lembrado apenas como Thomas.

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - Reprise

Foi só no final das gravações que Neil Aspinall sugeriu que o álbum poderia ter um Sgt. Pepper's reprise para ser emendado com A Day In The Life. A idéia agradou e, diferente do primeiro, esse Sgt. Pepper's tem os quatro Beatles cantando. Paul tinha viagem marcada em dois dias, portanto esta gravação, foi iniciada e terminada em uma sessão de onze horas no dia 1º de abril.

A Day In The Life

A canção se refere quase que exclusivamente a alguns artigos de jornal lidos por Lennon. O acidente de carro é do amigo Tara Browne, herdeiro da família Guinness, donos da cerveja irlandesa Guinness. A menção dos buracos em Lancashire foi inspirada no artigo mostrado à sua esquerda. Sobre o exercito inglês ganhando a guerra, trata-se de uma referência ao filme "How I Won The War" no qual Lennon atuou menos de seis meses antes.

Para a gravação da orquestra, que foi realizado na noite de sexta-feira, dia 10 de fevereiro, o grupo fez um evento. Os 40 músicos foram instruídos a comparecerem de fraque, e lhe foram oferecidos chapéus de festa, carecas postiço, olhos e charutos falsos e nariz de palhaço para serem usados. Uma pata de gorila foi colocada na ponta de um arco de violino, balões de gás amarrados no arco de violoncelos, tudo contribuindo para criar um ar de festa e humor.

Amigos foram convidados para assistirem o evento em clima festivo, entre eles, Donovan, membros do the Fool, os Rolling Stones e os Monkees, que estavam na cidade nesta ocasião. Tudo foi filmado com o intuito de preparar um filme promocional para a televisão, o que hoje seria chamado de vídeo clipe, porém a idéia foi abandonada quando a BBC baniu a canção, acreditando que esta fazia apologia a drogas. Cenas do evento acabaram sendo aproveitados na década de noventa para o filme, Imagine - John Lennon.

The Inner Groove

Na concepção original para vinil, no final do disco, antes que a agulha da vitrola chegasse a ser levantado automaticamente, você ouve uma mensagem ao contrario (backmasking). A idéia se originou da preocupação que o silencio ao final de A Day in The Life, já acertada como sendo a última musica do album, seria o único silêncio em todo o LP. Então resolveram adicionar uma mensagem ao contrario no final do disco, idéia que seria acrescida à sugestão de se adicionar ainda um apito canino, que imite um som em 15 kilociclos, inaudíveis para o ouvido humano. Lennon que fez a sugestão, gostou da idéia de ter os cães levantando as orelhas nesta hora. Segundo Paul, a mensagem original é: "Couldn't really be any other", apesar de depois concordar que ao ouvir o resultado, soava mais como "We'll fuck you like superman."

Ordem das gravações das faixas

Strawberry Fields Forever *
Pantomine - Everywhere It's Christmas **
When I'm Sixty-Four
Penny Lane *
Carnival of Light ***
A Day in the Life
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
Good Morning Good Morning
Fixing a Hole
It's Only A Northern Song *
Being for the Benefit of Mr Kite
Lovely Rita
Lucy in the Sky with Diamonds
Getting Better
Within You Without You
She's Leaving Home
With a Little Help From My Friends
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise)

* Músicas gravadas neste período que ficaram de fora do disco

** Gravação feita especificamente para o compacto natalino que os Beatles ofereciam anualmente e exclusivamente, para o seu Fã Clube.

*** Material avant-garde feito especificamente para uma festa com o mesmo nome. Quase 14 minutos de musica com o envolvimento dos quatro Beatles.

Os Beatles ainda haveriam de gravar pelo menos três fitas com falas, e uma com somente bateria e percussões. Das falas, duas foram mensagens para as duas primeiras e principais rádios piratas na Inglaterra, a Radio Caroline e a Radio London. O conteúdo se tratava de mensagens natalinas, de boas festas e feliz ano novo. Ambas foram gravadas no mesmo dia em início de dezembro. A terceira, gravada em meados de março, tem material desconhecido e não se encontra mais nos cofres da EMI. O rolo com baterias e percussões, gravado em meados de fevereiro, tem Ringo atacando suas peles por 22 minutos. A intenção é desconhecida e o material nunca foi aproveitado.

Ficha Técnica

Produtor: George Martin

Engenheiro de Som: Geoff Emerick. Por razões especiais, Emerick faltou duas sessões e meia, sendo substituído por Dave Harries (metade inicial de uma sessão de Strawberry Fields Forever), e na sua folga por Malcom Addey e Ken Townsend (uma sessão de Getting Better). Peter Vince também o substituiu em uma mixagem de Getting Better.

Segundo Engenheiro de Som: Phil McDonald. Trabalhou ao lado de Geoff Emerick durante todo o início das gravações do álbum, datando desde novembro com Strawberry Fields Forever. Foi então substituído por Richard Lush a partir de fevereiro, este seguindo pelo restante do álbum. Graham Kirkby (uma sessão de Getting Better) e Ken Scott (mixagem de She's Leaving Home) contribuíram com seu trabalho em dois dias distintos.

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Capa do Disco Mais Influente da História da Música

Você Sabia ??

O jornal britânico The Independent On Sunday afirma que o ditador nazista Adolf Hitler está escondido na capa do Sgt. Pepper's, entre o baterista Ringo Starr e o ator Johnny Weissmuller.

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Você Sabia ?

Para gravar a última faixa do elepê, A Day in the Life, os Beatles organizaram uma festa de arromba, com os 41 músicos da orquestra e Mick Jagger entre os convidados.

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Um planeta em transe

Começou conturbado este ano de 1967, já sob o signo da Guerra do Vietnã. O conflito ainda está se ensaiando, mas o general William Westmoreland já arrisca uma previsão. Ele acredita que se confirmará ainda neste ano a vitória dos Estados Unidos - os mesmos Estados Unidos que acabaram de empossar no comando do estado com maior eleitorado, a Califórnia, um ator medíocre que corre o risco de se tornar um dos maiores expoentes do conservadorismo americano, Ronald Reagan.
No Oriente Médio, cresce a tensão entre Israel e seus vizinhos árabes.
Na América do Sul, Che Guevara, depois do fracasso nos combates no Congo, na África, tenta estabelecer uma base guerrilheira na Bolívia.
O mesmo planeta que vive em guerra também pensa na paz. Em janeiro, no Golden Gate Park, em San Francisco, foi realizado o World's First Human-Be-in. Ao som do The Grateful Dead e do Jefferson Airplane, mais de 30 mil jovens, comandados por Timothy Leary, Allen Ginsberg e Jerry Rubin (líder dos Yippies, o Partido Internacional da Juventude), reuniram-se no mais famoso congresso-festival que poderá inspirar um possível movimento hippie.

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O mundo pop em ebulição

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band chega às lojas da Inglaterra coroando um ótimo momento para a música pop mundial. O novo álbum dos Beatles avança em relação à própria obra do quarteto, já bastante surpreendente no trabalho anterior, Revolver. E os próprios fab four admitem: um dos desafios que impulsionaram a gravação foi o álbum Pet Sounds, dos americanos Beach Boys, lançado em 1966.
O elo artístico entre os cabeludos de Liverpool e os garotos da praia é profundo: o compositor dos Beach Boys, Brian Wilson, disse que a inspiração para os ousados arranjos vocais e para a riqueza de timbres de Pet Sounds foi justamente o disco que os Beatles haviam lançado antes, Rubber Soul, de 1965.
Tantas inovações vêm se refletindo no rock feito dos dois lados do Atlântico. Na Inglaterra, as experiências dos Beatles instigam bandas como Kinks, Who e Zombies - assim como os próprios Rolling Stones, que saíram com o álbum Between the Buttons e com o compacto Let's Spend the Night Together / Ruby Tuesday - a ampliarem seu espectro musical. Da união do blues com o psicodelismo, dois nomes se sobressaem: o Cream de Clapton, Bruce e Baker, que grava seu segundo trabalho, e o Jimi Hendrix Experience, que acaba de lançar o primeiro LP, Are you Experienced?. Na América, o som hippie da costa oeste gerou um dos principais discos do ano, Surrealistic Pillow, do Jefferson Airplane.
Da vizinha Los Angeles, acabam de aparecer os ousados The Doors, que combinam poesia, jazz, R&B e rock.
E em Nova York, Bob Dylan consolida sua fusão de literatura, folk e rock.
Quem está entusiasmado com Sgt. Pepper's deve prestar atenção também a dois novos talentos: o cantor e compositor David Bowie e a banda underground Pink Floyd, que está preparando seu LP de estréia.

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Um alter ego para os besouros cabeludos


O empolgante novo disco dos Beatles começou com uma brincadeira do baixista Paul McCartney. Em uma viagem de férias aos Estados Unidos, em contato com a cena psicodélica da Costa Oeste, ele imaginou uma banda de nome exótico. - Eu falei para os caras: "Como estamos tentando nos livrar de nós mesmos, para sair das turnês e entrar em algo mais surreal, que tal se a gente se tornasse uma banda alter ego, algo tipo Sargent Pepper's Lonely Hearts (Os Corações Solitários do Sargento Pimenta)? Estou com um pedacinho de música em preparação com esse título" - explica Paul.
Livres da obrigação de excursionar pelo mundo, os Beatles trabalharam no disco entre dezembro do ano passado e abril deste ano. O resultado foi um disco de grande diversidade sonora, da orquestra da faixa-título aos ruídos de fazenda em Good Morning Good Morning e aos instrumentos orientais de Within You Without You - canção criada pelo guitarrista George Harrison, cada vez mais interessado no sitar e na música indiana. Tudo isso obrigou o produtor George Martin a explorar ao máximo a tecnologia de gravação em quatro canais, muitas vezes mixando mais de um instrumento em um único canal para permitir mais gravações adicionais.
- Eles quiseram todos os truques tirados da cartola. O que quer que eu encontrasse, eles aceitavam - explica Martin.
Muitas das novas canções surgiram do olhar beatle sobre o cotidiano. Como Being for the Benefit of Mr. Kite, que o guitarrista John Lennon escreveu a partir de um cartaz de circo do século 19, encontrado em um antiquário. Ou Lovely Rita, imaginada por Paul a partir de uma notícia sobre uma fiscal de parquímetro aposentada. Também saiu de um jornal a faísca para uma das músicas mais impressionantes do disco, A Day in the Life: uma nota sobre um acidente de trânsito e uma reportagem sobre os buracos de rua da cidade de Blackburn inspiraram os versos de John, intercalados com progressões orquestrais imprevisíveis e um majestoso acorde final, tocado simultaneamente em três pianos.
Mas o disco chegou gerando polêmica. Há quem diga que o refrão cantado pelo baterista Ringo Starr em With a Little Help from my Friends ("eu fico alto com uma ajudinha dos meus amigos") é uma referência a drogas. Assim como as iniciais de Lucy in the Sky with Diamonds seriam uma alusão ao LSD - tese reforçada pelo ar psicodélico da canção e pelas imagens surreais da letra.
John nega e diz que tudo veio de um desenho do filho Julian: - Meu filho chegou em casa com um desenho e me mostrou a mulher de aspecto estranho que voava. Ele disse: "É Lúcia no céu com diamantes". E eu pensei: "Isso é lindo". Na mesma hora, escrevi a canção. As imagens vieram do livro Alice no País das Maravilhas. Ninguém percebeu que as iniciais formavam LSD.

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Beatles lançam disco conceitual

John e Ringo têm 26 anos, o caçula George está com 23, Paul completa 25 no próximo dia 18 de junho. E Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é um disco que deve durar para sempre. Exagero? A favor dessa afirmação há os argumentos de que é o primeiro disco conceitual da história, em que todas as faixas estão subordinadas a uma mesma idéia - um espetáculo da banda do Sargento Pimenta. Além disso, se você tiver paciência, verá que há uma faixa escondida no final do disco.
Mas, afinal, que tipo de música os Beatles tocam? Há rock na faixa-título, há balada em With a Little Help From My Friends, há trilha de vaudeville em When I'm Sixty-Four, há circo em Being for the Benefit of Mr. Kite!, há sitars indianos em Within You Without You, há cordas para embalar She's Leaving Home. Os Beatles não tocam diferentes gêneros de música - ele tocam Beatles.
As 13 faixas contam desde a história de uma adolescente que foge de casa, o arrependimento de um machão que costumava bater na mulher, o saudosismo de um jovem que imagina sua velhice e a busca da espiritualidade. Não é por nada que, no último verso do disco, John propõe:
- Eu gostaria de te deixar ligado.

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Este vai entrar para a História


1º de junho de 1967. Hoje é um dia decisivo para os Beatles: sem excursionar desde o ano passado, o grupo inglês lança o elepê Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, cujo nome é tão comprido quanto a expectativa que o cerca. Informações colhidas junto à banda dão conta de que os Beatles não pretendem voltar a se apresentar ao vivo.


O disco deve marcar uma mudança radical para os fab four. Há dois anos, John, Paul, George e Ringo usavam terninhos bem cortados, tinham o rosto escanhoado e sorriam exibindo condecorações entregues pessoalmente pela Rainha da Inglaterra. Agora, eles vestem psicodélicas fardas militares, que misturam medalhas e flores no peito. E ostentam bizarros bigodes à maneira de um tal Sargento Pepper.


Musicalmente, o futuro do elepê não parece tão colorido. Admirado pela agilidade em gravar discos e criar hits, como Please, Please Me, Help, Yesterday e I Wanna Hold Your Hand, desta vez o quarteto gastou 700 horas em estúdio - para comparar, o primeiro elepê, Please Please Me, foi gravado em apenas 585 minutos. Além disso, o compacto lançado pelo grupo em março de 1967, com Penny Lane e Strawberry Fields Forever, não conseguiu chegar ao primeiro lugar na Inglaterra - perdeu para o cantor anglo-britânico Engelbert Humperdinck.


Por enquanto, só nos resta ouvir e perguntar: como será que Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band vai soar daqui a 40 anos? Os Beatles ainda serão lembrados?
Fonte: Zero Hora

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