31 agosto, 2007

偉大なるクラブの歴史

偉大なるクラブの歴史

20世紀の初め、ポルトアレグレ市に到着したばかりのサンパウロ出身の3人の若者はサッカーをプレーしたくて仕方がありませんでした。しかし、彼ら3人はポルトアレグレでは新参者だったので、町のどこのクラブチームにも入れてもらえませんでした。従って、彼らは自分たちで自前のクラブを創立することにしました。1909年4月4日月曜日の夜、ある家の地下室で、エンリケ、ジョゼ・ポッピ・レオン、ルイス・マデイラ・ポッピ兄弟3人に率いられた40人の若者達は、インターナショナルスポーツクラブ(通称インテル)を創立しまし た。創立時の議事録には、新しいクラブは人種、宗教、経済的差別を認めない旨が定められていました。こうしてリオグランデドスル州で最も人気のあるスポーツクラブが誕生したのです。

インターナショナルスポーツクラブのホームとなるベイラヒオ巨大スタジアムは、杮落としとして1969年4月6日の快晴の午後、ポルトガルのベンフィカと対戦し2対1で勝利しました。インテルのサポーター達は、セメントや釘入りの箱、鉄筋、煉瓦など建設資材を運ぶなどして、スタジアム建設に協力しました。人々の協力は壮大なるベイラヒオ巨大スタジアムの建設に大きく貢献しました。最初の頃はスタジアムの観客収容能力は9万人以上でしたが、FIFAの現行の規則に従えば、現在の正確な観客収容能力は約5万6千人です。

インテルは巨大スタジアムだけでなく、トレーニング用の補助グラウンド、ジガンチ-ニョ体育館、航海のトレーニング用総合施設も含めて、スポーツ総合施設を所有しています。また、各カテゴリーのすべてのチームが一緒になって練習するため、選手達は少年時代からスーパースターやアイドル達と深い関係を築けます。世界でもこのような素晴らしい特権を持ったクラブはまれです。

クラブハウスには、選手用宿泊施設、トレーニングルーム、理事会室、経営・マーケティングルーム、レストラン、ショップ、博物館、テレホンセンター、駐車場及び銀行が併設されています。また、2004年に新しく設置されたブラジルで最も美しいロッカールームは、世界で最も完璧かつ豪華なものの1つです。ジガンチーニョは国内のクラブチームが所有する最大の体育館で、1万8千人の観客の収容が可能で、コンサートや公務員試験など、ありとあらゆるイベントが開催できる安全で完璧な音響・照明設備を備えています。

1975年インターナショナルは、ミナスジェライス州のチームであるクルゼイロに1対0の歴史的勝利を収め、リオグランデドスル州のサッカーの枠を越えて、ブラジル全国選手権で優勝したリオグランデドスル州最初のチームとなりました。でも、一体どこで?もちろんベイラヒオの巨大スタジアムにおいてです。1976年にインテルがコリンチャンスと対戦して2対0のゴール差で勝って、2回目のブラジルチャンピオンになったのもベイラヒオのスタジアムでした。そして、インターナショナルは1979年、最終戦の対バスコダガマ戦に2対1で勝利し、ブラジル全国選手権で1度も負けずにチャンピオンになった最初で最後のチームとなりました。さらに、期待されていた通りに、1992年のブラジル杯対フルミネンセ戦で、1対0の最小スコア差でタイトルを勝ち取ったのも、またベイラヒオスタジアムでした。

2006年インテルはトヨタ南米リベルタドーレス杯の決勝でサンパウロを下して優勝しました。決勝の第1試合、インテルはアウェイで2対1のスコアでサンパウロに勝ちました。そして、ベイラヒオスタジアムでの第2試合に2対2で引き分け、優勝しました。インテルは南米チャンピオンになり、2006年日本で行われるFIFAクラブ選手権に駒を進めました。

スター選手の工場

インターナショナルスポーツクラブは、ブラジルサッカーのユース世代の育成のためのベストな組織の1つを持っています。7歳から20歳までのサッカー選手の育成のための完璧な下部組織を持っています。現在1120名の少年がサッカーの練習を行っており、そのうち320人は選手権に参加しており、その他の少年たちはさらに若いカテゴリーのチームで楽しみのためにプレーしています。クラブはこれらの少年たちに、コーチ、物理療法士、心理学者、ソーシャルワーカー、栄養士、医師、歯科医師も提供しています。

ユースチームに多く投資することにより、インテルはこの95年間のクラブの歴史において圧倒的な数のスター選手を輩出してきました。地球上の偉大なサッカー選手の何人かはインターナショナルスポーツクラブでプロとしてのサッカー人生をスタートさせています。1982年のワールドカップでスターとして輝いたパウロ・ロベルト・ファルカン、1994年のワールドカップの決勝で決定的な役割を果たしたゴールキーパーのタファレル、また、同ワールドカップでチャンピオントロフィーを手にしたブラジル代表チームの主将であったドゥンガといった選手たちなどがその代表的選手です。さらに、世界のサッカー界で大成功したその他の選手としては、2002年のワールドカップでワールドチャンピオンとなったセンターバックのルシオ、90年代にバルセロナとポルトで活躍したデフェンダーであるアロイジオ、1982年のワールドカップで活躍したミッドフィルダーのバティスタ、現在ミドルスブラでプレーしているセンターミッドフィルダーのファビオ・ロッケンバックなどが挙げられます。

FIFA世界チャンピオン

2006年12月17日、FIFAのクラブW杯の決勝戦を観戦するために世界は釘付けとなった。インテルとバルセロナは日本の横浜市で感動的な試合を行った。アドリアーノ・ガビルは後半36分にタイトルのゴールを決め、インテルを世界一流のチャンピオングループへと導いた。


主なタイトル

・ 2006年度トヨタリベルタドーレス杯南米選手権優勝
・ リオグランデドスル州選手権優勝37回(2002年から4年連続優勝)
・ ブラジル全国選手権優勝3回(1975年、76年、79年)
・ ブラジル杯優勝1回(1992年)
・ 15歳以下ナイキ杯選手権優勝(2000年)
・ 1956年のメキシコシティで行われたパンアメリカの試合で優勝した時のブラジルナショナルチームのベース
・ 1984年ロサンゼルスオリンピックで銀メダルをとった時のブラジルナショナルチームのベース
・ サンパウロ杯でのブラジル20歳以下選手権優勝4回(1974年、78年、80年、98年)
・ ブラジル20歳以下選手権優勝(2006年)

連絡先: 55(51)3230-4600

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29 agosto, 2007

Foto do dia.

Apesar da recuperação da economia da Indonésia, considerada um dos principais tigres asiáticos, cerca de 50% da população do país ainda vive com menos de US$ 2 (menos de R$ 4) por dia. Na foto, garoto come sentado embaixo de um caminhão na capital Jacarta. (Foto: AFP)

Brasil limita pobreza extrema a 4,2% da população, diz governo

Cerca de 7,5 milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia.Pobreza está concentrada no Nordeste e entre negros e pardos, segundo o governo.
Relatório elaborado pelo governo sobre os objetivos do milênio da Organização das Nações Unidas (ONU) mostrou que o Brasil reduziu o índice de extrema pobreza para 7,5 milhões de pessoas, ou 4,2% do total da população. Em 1990, 8,8% dos brasileiros viviam nessa situação.
O dado refere-se à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2005, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e exclui a população rural dos estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Segundo a ONU, pobreza extrema é medida quando a pessoa vive com menos de um dólar por dia.
A conclusão do Terceiro Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio mostra que a pobreza está concentrada na região Nordeste e na parte da população considerada negra ou parda. O relatório do governo mostra que a pobreza é mais alta na área rural, mas ela tem registrado quedas. “Em 1990, a proporção de pessoas extremamente pobres nessas regiões era mais que quatro vezes superior à das áreas urbanas.
Em 2005, essa disparidade caiu para cerca de três vezes. Isso significa que o ritmo de redução da pobreza extrema nas áreas rurais foi de 1,2 ponto percentual por ano, contra 0,4 nas áreas urbanas”, aponta o documento. Apesar da queda em três vezes, a pobreza na zona rural é 7,9 pontos percentuais superior do que nas zonas urbanas, de acordo com o texto. De acordo com o relatório, entre 2001 e 2005, a renda dos brasileiros listados na categoria dos 10% mais pobres cresceu a uma taxa de 9,2%. Da classe média, o crescimento foi de 2% e 4%.
O documento mostra ainda uma forte segregação racial no país. Entre os 10% mais pobres, a grande maioria (73,5%) são negros ou pardos, enquanto entre os 1% mais ricos, 11,6% são negros ou pardos. Os oito objetivos do milênio, estabelecidos pela ONU, são: 1) Acabar com a fome e a miséria; 2) Educação Básica de qualidade para todos; 3) Igualdade de gênero; 4) Reduzir a mortalidade infantil; 5) Melhorar a saúde das gestantes; 6) Combater a Aids, malária e outras doenças; 7) Sustentabilidade ambiental; 8) Parceria global pelo desenvolvimento. O relatório do governo apresenta conclusões nos oito objetivos. As metas são elaboradas para ser cumpridas até 2015.

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Ricos gastam dez vezes mais que os pobres, diz IBGE

Um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta quarta-feira, com base em dados da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2002-2003, aponta que o rendimento médio de 10% das famílias com pessoas que recebem salários mais altos (renda a partir de R$ 3.875,78) é dez vezes maior que 40% das famílias com salários mais baixos (até R$ 758,25).
No ano de 2003, 40% de famílias com menos rendimentos possuíam, no país, uma despesa per capita de R$ 180, enquanto as 10% mais ricas tinham gastos em torno de R$ 1.800. Esse dado aponta claramente, segundo o IBGE, a desigualdade na distribuição das despesas familiares brasileiras.
Para fazer a pesquisa, o IBGE tomou como base uma tabela que destaca a renda média mensal familiar total e os rendimentos específicos associados a cinco classes de famílias.
A primeira classe é adotada para indicar a produtividade mensal de até R$ 400, que inclui as famílias sem rendimento; a segunda é para revelar rendas familiares com mais de R$ 400 a R$ 1.000; a terceira indica rendimentos de mais de R$ 1.000 a R$ 2.000; a quarta mais de R$ 2.000 a R$ 3.000; e a quinta é composta pelas famílias com produtividade superior a R$ 3.000.

Perfis
Ao comparar as despesas médias entre áreas urbanas e rurais, o levantamento mostra que a despesa urbana média per capita era 46% maior que a rural. Ele também destaca que as áreas urbanas possuíam um maior grau de desigualdade uma vez que a distância entre os mais pobres e os mais ricos era de 9,3, enquanto na área rural era de 8,3.
No Brasil, segundo a pesquisa, a maior despesa entre os mais pobres foi observada na região Sul (R$ 234) e a menor na região Nordeste (R$ 138). No Sul, a despesa é 70% maior que no Nordeste, o que mostra uma desigualdade alta mesmo entre os pobres.
Por região, a mais desigual do país é o Nordeste, onde os mais ricos gastam 11,8 vezes mais que os mais pobres no Nordeste. Na outra ponta, as menos desiguais foram as regiões Norte e Sul, com distâncias médias praticamente iguais (oito vezes). (
leia mais aqui)
Por perfil de gasto, segundo o IBGE, o com habitação é o que mais pesa no bolso das famílias brasileiras. Das 48,5 milhões de famílias pesquisadas, independentemente da composição familiar, habitação correspondeu a 34,8% dos gastos. (
leia mais aqui)

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27 agosto, 2007

Professor

"Um professor influi para a eternidade; nunca se pode dizer até onde vai sua influencia".
Henry B. Adams

26 agosto, 2007

TIM tem 200 vagas para universitários

Universitários brasileiros podem se inscrever até 30 de setembro no programa Estágio Sem Fronteiras da TIM. Serão cerca de 200 vagas para as áreas de Administração, Comunicação, Direito, Economia, Engenharia, Ciências Contábeis, Psicologia, Estatística, entre outras. Os aprovados podem ser chamados para estagiar na empresa no início de 2008. As inscrições devem ser feitas na página da TIM na Internet (www.tim.com.br). Para participar, os estudantes precisam estar cursando, no máximo, o último ano de faculdade, ter conhecimento intermediário de Inglês e/ou Italiano e de Informática. Serão aplicadas provas de conteúdos, uma dinâmica de grupo e entrevista individual.

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Trabalhador perde seu poder de compra

O alto grau de rotatividade é apontado como um dos principais problemas que afetam os trabalhadores do comércio. O índice em Porto Alegre é superior a 50%, com demissões e novas contratações por valores mais baixos. Dados do Sindicato dos Comerciários da Capital (Sindec) indicam que os salários vêm perdendo poder de compra. Em 2006 houve expansão de 4.251 postos de trabalho, com 40.352 admitidos e 36.101 desligados. O salário médio ficou em R$ 592,13.

Nos últimos dez anos, os comerciários passaram de 65 mil para 95 mil no RS, disse o presidente do Sindec, Nilton Neco, com base em dados do Dieese. A principal reivindicação hoje diz respeito à sobrecarga de trabalho, por meio da regulamentação dos trabalhados nos domingos e feriados.

A substituição da mão-de-obra tem sido um dos principais fatores para o enxugamento do número de bancários, categoria que já reuniu 50 mil na década de 80 no RS. Hoje são 30 mil. No RS, o saldo no primeiro semestre de 2007 é negativo, com 131 postos a menos, ao contrário de igual período de 2006, quando houve a criação de 232 vagas. Para retomar o espaço a categoria defende ampliação do horário de funcionamento e o respeito à legislação que limita o tempo de espera, o que dependeria de mais profissionais. 'Mesmo com horário atual já se tem necessidade de ampliar o número', disse o diretor de Comunicação da Federação dos Bancários do RS, Jorge Vieira.

http://www.correiodopovo.com.br/edicaododia.asp

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24 agosto, 2007

Grenal dos 5 a 2

22 agosto, 2007

INTER = Dados e fatos inquestionaveis.




Sport Club Internacional:





Octacampeao Estadual [ 1969 - 1976 ]


Campeao Brasileiro Invicto [ 1979 ]


Base da Selecao Olimpica Medalha de Prata na Olimpiada de Los Angeles [ 1984 ]


Campeao do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA [ 2006 ]


Detentor da Triplice Coroa Internacional [ 2007 ]






Nao vou escrever mais ..... nao vou me alongar .......




... e tem gente que comemora titulo da Segunda Divisao ! ! ! !




HA HA AH HA AH HA HA HA AH HA !!!!!!!!!!!!!

Inter comemora 31 anos do octa gaúcho



Feito não foi repetido por outro time brasileiro em competições regionais.

O Inter comemora neste dia 22 de agosto os 31 anos da conquista do octacampeonato gaúcho, feito jamais repetido por nenhum outro clube brasileiro em algum dos grandes campeonatos estaduais.


Foram oito títulos regionais seguidos: 1969, 1970, 1971 ,1972, 1973, 1974, 1975 e 1976.


Na final, o Inter venceu o Grêmio por 2 a 0, com gols de Lula e Dario. A equipe colorada atuou com a seguinte formação:


Manga; Cláudio, Figueroa, Marinho e Vacaria; Caçapava, Falcão e Jair (Escurinho); Valdomiro, Dario e Lula.


Em dezembro do mesmo ano o Sport Club Internacional foi Bi Campeao Brasileiro, batendo o Corinthias por 2 a 0 no Beira-Rio lotado com mais de 110.000 torcedores.


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Preços dos alimentos vão subir com etanol, alerta Nestlé

Culpa, segundo a gigante suíça, seria da decisão dos Estados Unidos de converter milho em combustível
GENEBRA - O mundo terá de se acostumar com preços mais altos dos alimentos nos próximos anos e parte da culpa seria da decisão nos Estados Unidos de converter milho em etanol. O alerta é da Nestlé, maior empresa de alimentos do mundo, e que na última terça-feira, 14, anunciou seus resultados financeiros para o primeiro semestre de 2007, atingindo vendas de US$ 42 bilhões.

Em apenas seis meses, a gigante suíça vendeu mais que toda a exportação agrícola do Brasil no período, que chegou a US$ 32 bilhões.

O resultado da Nestlé foi tão positivo que acabou limitando as perdas das bolsas européias na quarta, em mais um dia de turbulência nos mercados. As ações do grupo suíço apresentaram altas de 9,5% em apenas um dia.

Segundo a empresa, porém, a elevação nos preços das commodities deverá atingir o desempenho da multinacional no segundo semestre, quando os valores dos principais ingredientes dos produtos vendidos pela Nestlé começarão a ser calculados na fabricação dos alimentos. Leite, cacau, café, milho e açúcar são alguns dos principais itens nos produtos da Nestlé que, nos últimos meses, vem sofrendo uma alta no mercado internacional.

Para a Nestlé, a boa notícia é que, no final de 2007 e 2008, o aumento dos preços das commodities não será tão pronunciado como nos últimos meses. O problema é que permanecerão em um nível acima do que existe hoje.

"Nossa avaliação é que os preços de commodities vão se estabilizar entre esse ano e o próximo, mas em um patamar mais elevado", explicou François-Xavier Perroud, diretor de comunicações do grupo.
Diante desse cenário, a Nestlé acredita que não ficará isenta das conseqüências dessa alta e os custos de produção podem acabar aumentando. "Na segunda metade do ano, esses altos preços devem reduzir um pouco nosso volume de crescimento", afirmou a empresa em um comunicado.

No primeiro semestre, parte da resposta da Nestlé para compensar a alta das commodities foi promover um aumento nos preços de seus produtos de, em média, 2,2%. Em alguns casos, a modificação de preços chegou a 5%, como nos produtos com elevado conteúdo de leite.

Em menos de um ano, o preço internacional do leite dobrou. Além de elevar seus próprios preços, outra estratégia da multinacional é a de promover maior eficiência e se concentrar em produtos de alto valor agregado.

Para os executivos do grupo, a pressão inflacionária deve continuar em 2008. "Uma série de fatores está gerando essa alta das commodities. Há uma maior demanda por alimentos no mundo, falta de fornecimento de alguns países e um volume cada vez maior de terra usada para o milho que é destinado ao etanol", explicou Perroud.

Segundo a empresa, enquanto nos Estados Unidos essa prática for mantida na questão do milho, dificilmente os preços dos produtos agrícolas vão cair. Para a gigante do setor de alimentos, Washington precisa reavaliar a sustentabilidade do modelo. A Nestlé, porém, faz questão de deixar claro que problema não é cana-de-açúcar no Brasil para a produção do etanol que está gerando a tendência inflacionária.

Resultados

Por enquanto, porém, a estratégia da Nestlé para driblar os custos de produção parecem estar dando resultados. Para o primeiro semestre do ano, a alta de vendas foi de 8,4%, com US$ 3,2 bilhões a mais que no ano passado. O crescimento real da empresa chegou a 5,3% e o lucro líquido foi de US$ 4 bilhões, 18,4% a mais que em 2006.

Segundo o grupo, as vendas da empresa no Brasil também tiveram um "ótimo resultado", embora os números não tenham sido divulgados. No setor de chocolates, a alta de vendas no País foi de mais de 10%, contra uma média mundial de 4,6%. Ásia, Venezuela e Oriente Médio tiveram resultados similares aos do Brasil no setor de chocolates.

Para a região das Américas, as vendas no primeiro semestre tiveram uma alta de 7,4%, atingindo US$ 12,6 bilhões apenas no setor de alimentos e bebidas. Mas a Nestlé admite que os resultados na região poderão sofrer um impacto negativo no segundo semestre diante da alta nos preços dos ingredientes.

Os executivos da Nestlé, porém, rejeitam a tese de que a atual turbulência nos mercados financeiros possa acabar reduzindo suas vendas no mercado americano nos próximos meses. O grupo garante que continuará a investir nos Estados Unidos, ainda que a realidade dos mercados tenha mudado.

Na Europa, o crescimento continuou sendo bem menor, de apenas 1,4% e vendas de US$ 11 bilhões. O maior crescimento nas vendas ocorreu na Ásia, com 9,7%, ainda que o total de vendas seja menor que nas Américas e Europa, com US$ 6,5 bilhões. A Nestlé ainda destaca s vendas para os mercados emergentes como sendo "expressivas".

Ações

Ontem, além dos lucros acima do esperado, a Nestlé ainda anunciou plano de recompra US$ 21 bilhões em suas ações em três anos. O objetivo seria incrementar a eficiência do capital da empresa, já que o grupo pretende investir para se tornar não mais a maior do setor de alimentos, mas a líder em ? nutrição, saúde e bem estar ?. Já o presidente da companhia, Peter Brabecj-Letmathe, informou que a Nestlé irá evitar grandes aquisições nos próximos meses.

Diante do anúncio, a agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou a Nestlé para "AA-plus", segundo melhor classificação possível pelo ranking. A empresa ocupava a posição de AAA. Segundo a Fitch, a queda na classificação ocorre diante da declaração dos executivos da Nestlé de que não haveria mais o compromisso de uma política financeira para justificar seu posição de AAA.

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20 agosto, 2007

ECONOMIST: BRASIL CRIA UMA NOVA CLASSE MÉDIA

Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 622
. Montanhão fica na extremidade sul de São Bernardo Campo. Tem uma população de 110 mil habitantes. É uma das regiões mais pobres de São Paulo, mas não é tão pobre quanto era 10 anos atrás.
. As ruas principais tem vários pequenos supermercados. Um deles, Dia, faz parte da cadeia francesa Carrefour.
. Outro é o Mercado Gonçalves. Desde 1997, essa pequena loja cresceu mais do que quatro vezes, para 480 metros quadrados. Vende mais de 10 mil itens diferentes. De Nescafé, a Colgate, a carne, pão e uísque importado. Segundo o sr. Gonçalves, muitas pessoas aqui ainda são pobres, mas muita gente entrou para a classe média.
. Eles são os membros da classe média que emergiu de uma hora para outra em países como Brasil. Dezenas de milhões dessas pessoas são as que mais se beneficiaram da estabilidade econômica e do recente crescimento econômico.
. O crescimento econômico da América Latina é o maior em uma geração.
. E a inflação não cresce há uma década.
. Essa nova classe média é, na verdade, uma baixa classe média.
. O rumo à classe média é mais significativo no Brasil.
. No Brasil, entre 2000 e 2005, o número de lares com uma renda anual de US$ 5.900 a US$ 22.000 cresceu uma metade – de 14,5 milhões para 22,3 milhões.
. Enquanto isso, o número dos que recebem menos de US$ 3.000 por ano caiu dramaticamente, para apenas um milhão e 300 mil.
. No Brasil, a proporção da mão de obra empregada informalmente começa a se reduzir.
. Além do crescimento e da estabilidade, um novo elemento são as políticas sociais inovadoras.
. Tanto no Brasil quanto no México – os dois juntos têm mais da metade da população da América Latina, de 560 milhões de habitantes – uma família em cinco famílias recebe uma mesada mensal do Governo, desde que os filhos freqüentem a escola e se submetam a exames médicos.
. O resultado disso é que a renda da metade mais pobre da população cresce mais rápido do que a renda da outra metade.
. Outro fator importante foi o acesso ao crédito. Com a queda da inflação e a queda dos juros, o crédito passou a crescer: no Brasil, o crédito passou de 21% do PIB, em 2002, para 32% do PIB.
. A venda de carros, computadores e eletrônicos está em níveis records, no Brasil e no México.
. Segundo estudo da consultoria McKinsey, das classes sociais D a B2 – com renda entre US$ 3 mil e US$ 22 mil por ano – estão 69% de todo o consumo do Brasil, em 2005. Isso é um aumento de 51% em dez anos. Em média, a mulher nessas classes sociais tem 13 pares de calças americanas.
. Uma das causas dos problemas da aviação comercial no Brasil foi o rápido crescimento.
. Quem diz isso ? A mais respeitada revista de economia do mundo, a Economist, da Inglaterra.
. Não é por outra causa que a mídia conservadora (e golpista !), que expressa a elite branca, precisa derrubar o Governo Lula.
. Para evitar que Lula ajude a fazer o sucessor, e o crescimento da renda da metade mais pobre continue a ser mais rápido do que o crescimento da renda da metade mais rica...

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19 agosto, 2007

Tudo muda. Tudo muda rápido de mais ....




Como as coisas mudam hein .....

O mundo é dinâmico !

Tudo muda rápido.


Quem souber quem é o tio na foto acima manda um recado.
Se for aluno(a) ganha um ponto na média.


O desafio está lançado!

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Milionários buscam exclusividade

Grifes famosas já não atraem tanto quanto itens de acesso restrito, roteiros personalizados e o conforto de jatinhos
Esqueça Louis Vuitton, Rolex, Moët & Chandon, Audi... Se a sua intenção é parecer milionário, será preciso um pouco mais de esforço do que exibir marcas de luxo, adquiridas em suaves prestações. O mundo viveu um período único de prosperidade, que pode até estar ameaçado pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, mas que até agora só fez aumentar o número de ricos e o tamanho das fortunas. Eles formam uma nova casta de milionários a quem os velhos símbolos de status já não são diferencial. E buscam um tipo de consumo cada vez mais exclusivo.
Esse universo muito particular foi desvendado pelo economista Robert Frank, colunista do Wall Street Journal, que dedicou os últimos 12 anos a estudar o comportamento de milionários americanos. Os resultados estão em seu livro, Richistan (em português, Riquistão). O crescimento da economia global fez nascer um mundo paralelo dos ricos. Com o avanço da tecnologia e a facilidade de locomoção, eles formaram uma comunidade mundial.
Estudo da Cap Gemini e Merril Lynch mostra que o número de milionários no mundo dobrou na última década. No Brasil, em 2006, já eram 120,4 mil aqueles com mais de U$ 1 milhão, 10,2% mais que em 2005 - crescimento maior do que a média mundial, de 8,3%. A última edição da lista dos mais ricos do mundo, da revista Forbes, inclui um recorde de 19 brasileiros.
"Em um mundo globalizado, os milionários se comunicam, freqüentam os mesmos ambientes e compartilham os mesmos hábitos de consumo em todo o mundo", diz Florian Scheibmayar, diretor de desenvolvimento da Cap Gemini. Isso inclui jatos, iates, vinhos raros, altíssima gastronomia para um jantarzinho particular, viagens incomuns, o conforto e a qualidade de sempre, mas com muita, muita discrição. Marcas, sim, mas aquelas avessas à propaganda tradicional - justamente para não atrair um público, digamos, indesejável - e oferecem edições limitadíssimas.
Coisas como os relógios Frank Müller, com edições limitadas de 28 unidades por modelo e vendas sob encomenda. No Brasil, foram vendidos mais de uma centena de Frank Müllers, entre os quais um modelo feito sob medida para um empresário que queria um igual ao do Sultão do Brunei, porém sem diamantes. Pagou "apenas" U$ 100 mil. "Só não aumenta mais o consumo de alto luxo no Brasil por causa da criminalidade", diz Nielsen Cohn, da relojoaria Nielsen e amigo pessoal de Müller. Nielsen acaba de fechar sua loja dos Jardins, região nobre de São Paulo, porque os clientes queriam maior discrição e serviço personalizado - hoje, atende numa casa sem placa na porta e só com hora marcada.
"Quem sustenta as marcas de luxo, hoje, é a classe média. Os muito ricos querem discrição e exclusividade. Eles vivem em outro universo, absolutamente restrito", diz o consultor Carlos Ferreirinha.
Os "habitantes" do Riquistão viajam em jatos próprios, passeiam em lanchas acima de 300 pés e dirigem o próprio Maybach. Apesar de liderar o mercado de automóveis super-luxo na América Latina, ainda não foi vendido nenhum Maybach no Brasil. "O Maybach foi descontinuado na década de 1960, mas voltou a ser produzido no fim dos anos 1990 porque os clientes pediam algo mais exclusivo que um Mercedes. Quando a sua conta bancária pode comprar qualquer coisa, você quer o que ninguém tem", diz Rogério Montagner, do marketing de produtos da DaimlerChrysler, dona das marcas Mercedes e Maybach. "Mas o Maybach é um clássico dos negócios, para impressionar clientes. É o carro de Donald Trump. Aqui no Brasil, seu concorrente é o helicóptero.
"O prazer de dirigir fica para os fins de semana, por isso a preferência brasileira por esportivos. No lugar do Maybach, os brasileiros já compraram duas unidades Mercedes-Benz SLR McLaren, de valor similar. O preço dessas máquinas pode chegar perto dos R$ 3 milhões.
O Brasil tem frota de 1,5 mil aviões executivos, a terceira maior do mundo. A quarta edição da feira do setor, que terminou em 11 de agosto no Aeroporto de Congonhas, teve faturamento recorde de U$ 200 milhões em plena crise aérea. Há duas semanas, um executivo paulista de um banco privado convidou um cliente para um rotineiro almoço de negócios. Ao invés de levá-lo a um restaurante estrelado em São Paulo, decolou com o cliente em seu jato particular para comer camarão em uma praia reservada de Porto Seguro. Saíram ao meio-dia e às 15h30 estavam de volta. Levantar vôo com um jato executivo custa, no mínimo, US$ 4,5 mil. No percurso, fecharam negócio de U$ 10 milhões.
"Esse tipo de cliente começa a experimentar onde os outros terminam", diz David Marcovitch, presidente da Moët Henessy, braço de bebidas do grupo francês LVMH, dono de 50 marcas, como Louis Vuitton. A champagne Krug Cloz Du Mesnil teve apenas 24 garrafas destinadas ao Brasil, vendidas, a R$ 2 mil cada. Há poucos meses, a LVMH levou um grupo de brasileiros para uma degustação na França. Entre eles, estava o empresário Marcos Campos, que aprendeu a colher as uvas e a fazer o próprio vinho.
"O luxo nem sempre está nas coisas caras. São essas experiências de vida que valem realmente a pena", disse o empresário Álvaro Garnero, que lançou em junho o programa 50 por 1, no qual mostra suas experiências mundo afora. "Meu avô - o empresário Joaquim Monteiro de Carvalho, que trouxe a Volkswagen para o Brasil - me dizia: menos é mais."

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18 agosto, 2007

FHC: "NO BRASIL, TUDO FRACASSOU"

Reproduzimos a seguir alguns trechos da reportagem de João Moreira Salles sobre e com Fernando Henrique Cardoso, publicada na revista Piauí de agosto.

. O Conversa Afiada considera estarrecedoras algumas das declarações desse ex-presidente do Brasil.
. E encaminhou essas declarações ao presidente do PSDB, a dois candidatos do PSDB à Presidência da República (José Serra e Aécio Neves), a um ex-candidato do PSDB à Presidência (Geraldo Alckmin) e às lideranças do PSDB na Câmara e no Senado com a seguinte pergunta: o senhor concorda com essas afirmações do Presidente de Honra de seu partido, e que se diz “a única oposição” ?
Veja os melhores momentos de FHC, o Farol de Alexandria na Piauí:

“Que ninguém se engane: o Brasil é isso mesmo que está aí. A saúde melhorou, a educação melhorou e aos poucos a infra-estrutura se acertará. Mas não vai haver nenhum espetáculo de crescimento, nada que se compare à China ou à Índia. Continuaremos nessa falta de entusiasmo, nesse desânimo.”
“Quais são as instituições que dão coesão à sociedade ? Família, religião, partido, escola. No Brasil, tudo isso fracassou.”
“No meu governo universalizamos o acesso à escola, mas para quê ? O que se ensina ali é um desastre.”
“A única coisa que organiza o Brasil hoje é o mercado. E isso é um desastre.”
“A parada de 7 de setembro é uma palhaçada.”
“Parada militar no Brasil é pobre pra burro. Brasileiro não sabe marchar. Eles sambam ... A cada bandeira de regimento a gente tinha que levantar, era um senta levanta infindável. Em setembro venta muito em Brasília e o cabelo fica ao contrário.”
“Os americanos têm os founding fathers ... A França tem os ideais da Revolução. Eu disse para os homens de imaginação, para o Nizan Guanaes: olha, a imaginação do povo é igual à estrutura do mito do Lévi-Strauss, ou seja, é binária: existem o bem e o mal. Eu fui eleito Presidente da República porque fiz o bem – no caso, o real. O real já está aí, eu disse. Chega uma hora em que a força dele acaba. O que vamos oferecer no lugar ? Ninguém soube me dar essa resposta. Eu também não soube encontrá-la.”
“Essa coisa de ser brasileiro é quase uma obrigação.”
“O problema do Brasil não é nem o esfacelamento do Estado. É algo anterior: é a falta de cultura cívica.”
“Como eu ia dizendo, é bom ser brasileiro: ninguém dá bola.”
(Ao sobrevoar Little Rock, no Arkansas, terra de Bill Clinton) “Parece o Mato Grosso ...” disse com um muxoxo.
(No aeroporto, ao sair da sala de espera dos viajantes de classe “econômica” e se dirigir para a sala reservada aos da classe “executiva”) “E eu sofrendo no meio do povo à toa.”
“Não acredito que o Lula tenha práticas de enriquecimento pessoal... O que há é que ele é um pouco leniente.”
“Já o Lula é o Macunaíma, o brasileiro sem caráter, que se acomoda.”
“O que houve não foi uma ruptura epistemológica no meu projeto intelectual, mas uma ruptura ontológica do mundo... No final da década de 80, não estávamos mais enfrentando teorias, mas a realidade. Olhamos o que existia e estava tudo em pedaços. Estávamos falidos. Fomos forçados a privatizar, não havia outro jeito.”
“Sou mesmo a única oposição, mas estou me lixando para o que o Lula faz. O problema é a continuidade do que foi feito.”
“ ... no Governo Sarney. Foi quando começou o loteamento dos cargos ... Com o PMDB, o que se loteou foi a máquina do Estado: ministérios, hospitais, todo tipo de órgão, até o mais insignificante, tudo. O Estado desapareceu, virou patrimônio dos políticos.”
(Num discurso no Clube de Madri, de ex-presidentes) Passa então a rechear sua fala com a “coesão mecânica” e a “coesão orgânica de Durkheim (mais tarde no táxi: “é o bê-á-bá da sociologia. Olhei em volta, vi que não tinha nenhum sociólogo e mandei ver.”).
“Fiquei cliente do Harry Walker, o mesmo agente do Clinton. Em média me oferecem 40 mil dólares (por palestra); ele fica com 20%... Em Praga, uma vez, como éramos um grupo de palestrantes, não cheguei a falar nem vinte minutos – pagaram 60 mil dólares. O Clinton chega a ganhar 150 mil.”
“Em restaurantes em Buenos Aires sou aplaudido quando entro. É que eu traí os interesses da pátria, então eles me adoram.”! A neta Julia, de 18 anos, balança a cabeça: “Como é que ele diz essas barbaridades ...”

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O movimento "Cansei" é apartidário?




A elite faz nonsense

Enquanto o presidente da Philips no Brasil acha que tudo bem o Piauí desaparecer, os Cansados de aparecer na capa da Caras protestam com seus carrões e áreas VIPs e FHC passeia pelo mundo, orgulhoso de ter vendido os interesses da pátria.

No vídeo: Boninho assume que adora
tacar ovo podre em vadia.

Agradeco ao amigo Jair Stangler pelo email enviado.
Valeu Jair !

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O novo mapa do mundo plano


Há uma inédita mobilidade de talentos, capitais e recursos naturais no planeta. Ela radicaliza a globalização, pulveriza a inovação e cria um cenário favorável às economias emergentes. Entenda as forças desta nova era, ou seja excluído


O mundo é plano, certo? O achatamento do globo, no que diz respeito aos negócios, foi descrito no livro famoso do jornalista americano Thomas Friedman dois anos atrás, com base em observações sobre a competição entre países desenvolvidos e emergentes por fatias da economia mundial. A visão inovadora e a investigação acurada fizeram do livro uma espécie de marco na percepção da globalização. Desde então, novos estudos têm surgido periodicamente, ajudando a iluminar o movimento de mudança nas fronteiras da economia mundial. O mais recente deles, realizado pela consultoria Accenture e obtido com exclusividade por Época NEGÓCIOS, trata dos desafios que as empresas enfrentam para adaptar seus negócios ao novo mundo multipolar.
Nesse trabalho, a velha hegemonia das economias americana, japonesa e européia aparece dando lugar a um poder econômico disperso, cujos protagonistas são os países emergentes. O Brasil surge com destaque pela quantidade de trabalhadores que despeja no mercado, mas não pela qualidade deles - o que pode ser uma percepção equivocada. "Temos cientistas e engenheiros do mesmo nível que os da Índia, mas não sabemos vender a qualificação de nossa mão-de-obra para o mundo", diz Carlos Henrique Brito, dedicado estudioso da inovação, hoje na direção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.
A Accenture constatou que o PIB somado dos países do grupo que batiza de B6 (Brasil, China, Coréia do Sul, Índia, México e Rússia) já representa 49% das riquezas mundiais - ante 39% em 1990 - e vai superar o produto dos países desenvolvidos nos próximos 20 anos. De acordo com o estudo, três elementos impulsionam essa nova realidade: comunicações melhores e mais rápidas, que permitem "desagregar" operações e executá-las a distância; abertura de mercados e, finalmente, aumento do alcance geográfico das multinacionais, em busca de novos mercados, fontes de capital e trabalho.
A globalização tornou-se uma via de mão dupla, na qual economias em desenvolvimento passam de receptoras passivas a agentes transformadoras, como demonstram os cinco temas detalhados nas próximas páginas:
>> Talentos vencedores O talento tornou-se uma commodity global, disputada por múltiplos competidores. Com as economias ocidentais às voltas com o envelhecimento de suas forças de trabalho, o equilíbrio pende para os países em desenvolvimento. Eles serão responsáveis por 97% das 438 milhões de pessoas que entrarão no mercado de trabalho em 2050.
>> Fluxo de capitais Além de receber cada vez mais investimentos diretos, os paí­ses em desenvolvimento tornaram-se, eles próprios, investidores. Tipicamente, aplicam em economias emergentes, mas começam a fazer aportes também na Europa e nos Estados Unidos.
>> Recursos naturais Começou uma batalha de conseqüências imprevisíveis entre países desenvolvidos e em desenvolvimento por ativos como água e combustíveis. As economias emergentes já são responsáveis por 85% do crescimento da demanda mundial por energia.
>> Novos consumidores O crescimento econômico acelerado e a integração à economia global propiciam aumento do emprego e da renda nas economias emergentes. Até 2025, os países do B6 representarão metade do consumo mundial.
>> Inovação A inovação tornou-se mais difusa geograficamente. A criatividade floresce em locais tão diversos como Pequim, Seul e Cracóvia.
Um alerta: nada menos que 53% das 919 companhias consultadas admitiram que não se sentem preparadas para operar nesse mercado radicalmente globalizado. "As economias emergentes agarraram a globalização, embalaram-na e enviam novas versões dela para o Ocidente todos os dias", observa William Green, CEO da Accenture. A análise que segue identifica as forças criativas dessa nova era. Confira.


Rota dos talentosO muro idealizado pela administração George W. Bush para impedir a invasão do território americano por mexicanos em busca de trabalho é uma evidência na direção oposta, mas o estudo da Accenture mostra que as barreiras que costumavam impedir o livre fluxo do trabalho estão desmoronando. Em um primeiro momento, as multinacionais do mundo desenvolvido descobriram que podem utilizar a abundante e barata mão-de-obra de gigantes como a China e a Índia para reduzir custos de produção e aumentar sua vantagem competitiva.
Essa prática foi, em seguida, estendida ao universo dos serviços, com a "exportação" de call centers e tarefas contábeis, por exemplo, para a Índia. Agora, as economias emergentes estão subindo na cadeia de valor e deixando de ser apenas fontes de trabalho de baixa qualificação e remuneração. Investimentos em educação e treinamento significam que os níveis de desempenho de seus trabalhadores estão subindo. Já há 33 milhões de jovens profissionais universitários naquilo que se costumava chamar de Terceiro Mundo. Nos países desenvolvidos, são 14 milhões. Um resultado disso é que as empresas já olham para os mercados emergentes quando pensam em atividades de maior valor agregado, como design de produtos, pesquisa e desenvolvimento.
A demanda por essas novas fontes de talentos é parcialmente motivada pela necessidade de combater os efeitos do envelhecimento na Europa e nos Estados Unidos. Nos EUA, a aposentadoria dos baby boomers significa que as 500 maiores companhias podem perder metade de seus gerentes seniores nos próximos cinco anos. Há casos extremos, como o da indústria aeroespacial, que terá 40% de todos os seus atuais empregados se aposentando nos próximos cinco anos. Em princípio, a mão-de-obra dos mercados emergentes pode ser uma substituta conveniente, embora, na prática, a troca não seja simples. A própria China sofre com o envelhecimento de sua força de trabalho, que deverá começar a encolher nos próximos dez anos. Existe, sem dúvida, uma oportunidade de ouro para o Brasil nesse cenário - mas as deficiências educacionais são um tremendo obstáculo. "O país despertou muito tarde para o fator educação, apenas na metade dos anos 90", afirma o economista Paulo Renato, que foi ministro da Educação justamente no período que menciona. Desde então, houve um avanço notável no combate à exclusão educacional, mas até o momento não há um programa de incentivo à formação de engenheiros e cientistas - justamente o trunfo de China, Índia e Coréia.


Competir pela força de trabalho global significa recrutar, treinar e comandar funcionários em diferentes partes do globo. Isso quer dizer gerenciar grupos de trabalhadores multinacionais e multigeográficos dentro de uma mesma companhia - o que leva ao desafio de manter uma cultura homogênea no interior de uma organização fragmentada. De acordo com a Accenture, a concentração do processo decisório e da prestação de contas em escritórios regionais, em vez de locais, ajuda as empresas a reconhecer as diferenças culturais presentes em diferentes mercados e, ao mesmo tempo, manter uma abordagem uniforme dos problemas.


17 agosto, 2007

Semelhanças e diferenças

As características da atual crise em relação às mais recentes:

Epicentro
É uma das maiores distinções entre as crises mais recentes, da década de 90, e a atual. O último grande ciclo de turbulências afetou mercados emergentes, mais periféricos - Tailândia, Coréia do Sul, Malásia, Rússia e Brasil - enquanto esta foi deflagrada no país mais rico do mundo, os Estados Unidos. Os norte-americanos enfrentam, além da crise de crédito, uma situação econômica delicada, com grandes déficits comercial e orçamentário.

Origem
Crises como a atual têm em comum uma supervalorização de ativos - aumentos de preços acima do que seria racionalmente justificável - seja de imóveis, de ações, ou de empresas. A crise asiática, que afetou Rússia e Brasil, foi resultado de uma combinação entre alta de preço de imóveis e de empresas, enquanto a última grande turbulência nos mercados foi provocada pela alta inexplicável do valor das ações das empresas de alta tecnologia.
Providências
Quando começou a afetar países asiáticos, a crise de meados dos anos 90 demorou mais tempo para mobilizar esforços globais para que fosse interrompida. Uma das razões foi o contágio mais lento do que o atual. Desde o primeiro grande sinal de problema, em 1996, até a crise cambial no Brasil, no início de 1999, passaram-se dois anos e meio. Agora, nos primeiros sinais de risco no sistema bancário, os bancos centrais entraram despejando dinheiro.
Conseqüências
Iniciada nos emergentes considerados até então mais promissores, a crise dos anos 90 provocou quebra de empresas, liquidação de bancos e forte impacto na economia dos países de etapa semelhante de desenvolvimento, mas foi relativamente branda para os ricos. No capítulo atual, os Estados Unidos e a Europa foram diretamente afetados.
Lições
Embora não apresentem sinais claros de aprendizado, as lições são as mesmas: a busca de lucro alto com investimentos de alto risco embute ameaças que, cedo ou tarde, cobram a conta. Na década de 90, essa regra direcionou pesados investimentos para as bolsas asiáticas, que proporcionaram ganhos altos e rápidos. Agora, foram os maiores juros pagos pelos financiamentos de segunda linha do mercado imobiliário americano que os tornou mais atrativos para gestores de fundos e bancos em busca de maior retorno.

GLOSSÁRIO BÁSICO

Bolha imobiliária: é o movimento de alta expressiva de preços de imóveis nos EUA. É chamado de bolha porque há um aumento expressivo sem relação direta com motivos reais para o tamanho e a velocidade.

Hipoteca: financiamento que tem como garantia a casa de quem faz o empréstimo.
Mercado de hipotecas prime: é o destinado a clientes com boas referências e grande histórico de crédito nesse segmento de financiamento. Oferece empréstimos com taxas de juro mais baixas. Pode ser feito com taxas fixas ou variáveis. Desde o ano 2000, registra índice de inadimplência entre 1% e 2%.

Mercado de hipotecas subprime: é reservado para clientes sem histórico de crédito ou com problemas de inadimplência. Tem juros mais altas, que podem ser fixas ou variáveis. No primeiro caso, o teto da inadimplência bateu em 8% entre o fim de 2002 e o início de 2003. No segundo, que gerou a crise atual, o atraso passou de 12%.

Liquidez: é a capacidade de um produto ou investimento ser convertido em dinheiro. Um edifício, por exemplo, é um ativo de baixa liquidez. O prédio pode valerR$ 100 milhões, mas se seu proprietário pretende vendê-lo o mais rápido possível, provavelmente conseguirá um valor líquido menor.

Crise de liquidez: termo usado para identificar a dificuldade de transformar ativos em dinheiro. A crise atual decorre de um grande problema de liquidez. Financeiras americanas deram empréstimos tendo casas como garantia, mas nem todos pagaram as prestações em dia. Assim, ficaram sem dinheiro em espécie.

Valor de mercado: é a quantia pela qual um bem ou investimento é negociado em determinada situação. O valor real até pode ser maior, mas o valor que o mercado atribui depende do momento.

Ativos de risco: ações que têm possibilidades de retorno muito variadas. Podem render grandes ganhos ou grandes perdas.

Aversão ao risco: comportamento conservador de investidores provocado por situações de incerteza.

Comportamento de manada: é quando alguém começa a vender ou a comprar e é seguido por muitos outros investidores. Normalmente ocorre em grandes crises, quando as pessoas se apressam em vender ações antes que diminuam mais de valor.

Contágio: um problema em uma determinada economia afeta outras. Com globalização e a informatização do mercado, qualquer movimento fora do normal contagia investidores em várias partes do mundo.

Crise de confiança: problemas em determinado setor de um país podem fazer com que investidores passem a desconfiar de uma instituição ou de um país e retirem muito dinheiro. Foi o que ocorreu nos EUA, com a crise do setor de crédito imobiliário.

Stop loss: termo em inglês que significa interromper perdas e designa um tipo de ordem na qual o investidor determina um preço a partir do qual a ação deve ser vendida, sendo abaixo do valor de mercado, com a finalidade de proteger lucros já obtidos.

Risco-país: mede o grau de confiança dos investidores externos em um país. Quanto mais alto o índice, maior é a desconfiança. É calculado levando em conta itens como estabilidade da economia nacional.

16 agosto, 2007

16 de Agosto - Eterno !

Bovespa despenca 5,23% e dólar se aproxima de R$ 2,10

O mercado atravessa uma nova etapa da crise global das Bolsas e reflete um estoque sempre renovado de más notícias, seja de indicadores econômicos ruins dos EUA, seja de novas empresas às voltas com problemas de caixa, apontando uma crise de liquidez (de contração de crédito) nos sistemas financeiros.
O
Ibovespa, índice da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), despenca 5,23%, aos 46.707 pontos, nesta quinta-feira. Com a crise, a Bolsa recuou para o seu menor nível desde 11 de abril, quando os mercados mal se recuperavam das turbulências provocadas pelo "efeito China". O volume financeiro está bem alto para o horário -- R$ 2 bilhões-- mostrando a corrida dos investidores para liquidar papéis.
Na Ásia,
a Bolsa de Tóquio fechou com baixa de 2,03%, enquanto as principais Bolsas da Europa e dos EUA operam em território negativo.
O dólar comercial é negociado a R$ 2,095 para venda, em forte alta de 3,25%. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marca 218 pontos, número 6,86% superior à pontuação final de ontem.
A má notícia da vez é protagonizada pela empresa americana
Countrywide Financial, maior financiadora imobiliária dos EUA, que foi obrigada a tomar US$ 11,5 bilhões para se prevenir contra uma possível falta de crédito na praça. Ontem, o banco de investimentos Merrill Lynch já havia rebaixado sua recomendação para as ações da empresa.
Para piorar, a economia "real" também não serve de contraponto. Hoje, o Departamento do Comércio dos EIA informou que a construção de casas teve queda de 6,1% em julho, caindo para uma taxa anualizada de 1,38 milhão de unidades --uma redução de 20,9% em relação ao mesmo mês de 2006 e a mais baixa taxa desde janeiro de 1997.
A crise dos empréstimos hipotecários "subprime" (de segunda linha) parece vir num crescendo e que ameaça contaminar o Brasil, em que pesem as declarações de autoridades e de uma parcela do mercado. Pelo menos, é o que sugere artigo publicado hoje no
"Financial Times", referência mundial sobre assuntos financeiros. O periodico britânico aponta que que uma parte dos investidores já começou a considerar os ativos brasileiros "mais arriscados do que eles pensavam".
Ontem,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as reservas internacionais do país são um motivo para 'ficar tranqüilo'. Ele também negou que as turbulências provocadas pela crise das hipotecas do mercado imobiliário norte-americano contagiem a economia brasileira.
Uma parte do mercado brasileiro também espera que os fundamentos econômicos do país concorram para que os grandes investidores globais separem "o joio do trigo", isto é, considerem o Brasil como um lugar menos arriscado para manter ou aplicar recursos na comparação com o restante das economias emergentes.
Entenda
A tensão no mercado global e as quedas das principais Bolsas de valores do mundo se acentuaram na semana passada, ao refletir a notícia de que o banco francês BNP Paribas havia congelado o saque de três de seus fundos de investimentos.
A instituição, uma das maiores da Europa, alegou dificuldades em contabilizar as reais perdas desses fundos, que tinham recursos aplicados em créditos gerados a partir de operações hipotecárias americanas. No mundo da globalização financeira, créditos gerados nos EUA podem ser convertidos em ativos que vão render juros para investidores na Europa.
Esses créditos imobiliários, chamados de "subprime" (de segunda linha), são gerados a partir empréstimos com tomadores que podem oferecer menos garantia. Embutem maior risco de crédito e por isso, têm juros maiores, o que os torna mais atrativos para gestores de fundos em busca de retornos melhores.
O mercado já monitorava há meses os problemas com esses créditos. Quando a inadimplência dessas operações superou as expectativas, empresa após empresa nos EUA relataram problemas de caixa. E o caso do Paribas sinalizou que esses problemas haviam atravessado as fronteiras.
Após o anúncio do banco, os principais bancos centrais do mundo --o BCE (Banco Central Europeu), o Federal Reserve (Fed, o BC americano) e o Banco do Japão-- injetaram bilhões de dólares em recursos para garantir a liquidez (oferta de crédito) dos respectivos sistemas bancários.

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12 agosto, 2007

Crise na Economia Global: Respostas estao aqui !

Aqui esta um link com reportagem do Jornal da Globo de sexta-feira (10/8) no qual explica de maneira muito didatica os acontecimentos que afetaram as bolsas na semana passada.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM713107-7823-AJUDA+DE+BANCOS+CENTRAIS+JA+CHEGA+NA+CASA+DOS+US+BILHOES,00.html

09 agosto, 2007

Apesar do crescimento econômico, Ásia ainda tem 600 milhões de pobres

Aproximadamente 600 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza na Ásia, apesar do rápido crescimento econômico nos países do continente nas três últimas décadas, informou nesta quinta-feira o ADB (Banco Asiático de Desenvolvimento, na sigla em inglês).
O número de pessoas que sobrevivem com menos de US$ 1 por dia chega a 15% da população total da Ásia, estimada em 4 bilhões de habitantes.
Em comunicado, o ADB afirma que, para combater a pobreza, principalmente no campo, onde a incidência é maior, os governos da Ásia e as instituições internacionais financeiras precisam promover novas estratégias voltadas para o desenvolvimento da agricultura e da produção.
O diretor do IFPRI (Instituto Internacional de Pesquisa em Políticas Alimentares, na sigla em inglês), Joachim von Braum, disse no fórum organizado pelo ADB que "são necessários novos enfoques para promover o crescimento rural e a agricultura".
Segundo o banco, em 2015 a Ásia continuará a ter metade da população que subsiste em condições de pobreza, mesmo com a previsão de que o continente contribuirá então com quase metade do produto bruto mundial.
Os especialistas afirmam que o rápido crescimento das economias da Ásia contribuiu de forma notável para aumentar o fosso já existente entre a renda da população urbana e a dos trabalhadores rurais.
Outro desafio para aumentar a renda dos camponeses asiáticos seria, de acordo com os especialistas do ADB, adaptar a produção agrícola aos mercados, agregando valor aos produtos com maior demanda, como frutas e verduras.

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Entenda por que os bancos ganham mesmo com juros baixos

Apesar da queda dos juros, os bancos estão ganhando muito dinheiro e devem ganhar ainda mais. Uma conjunção de fatores determina este cenário. O analista da Tendências, Denis Blum, explica aqui cada um destes pontos:

1- O banco ganha em escala: se por um lado a queda das taxas reduz o ganho dos bancos em cada operação de crédito, por outro lado aumenta a demanda por linhas de financiamento, tanto de pessoas físicas como de empresas.

2- Inadimplência cai: juros mais baixos também reduzem o risco de calote. A garantia de que os bancos vão receber pela concessão de crédito aumenta e, com isso, o lucro dos bancos engorda.

3- Cenário econômico consolidado: inflação em queda, juros em queda, crescimento econômico consistente criam um cenário de previsibilidade para empresas e pessoas físicas. Isso, aliado a um alongamento dos prazos dos financiamentos, também aumenta a demanda por crédito bancário.

4- Linhas especiais: o crédito consignado é uma modalidade muito segura para os bancos, já que o desconto da prestação é direto na folha de pagamentos do correntista, e tem atraído muitos consumidores, pois as taxas são as mais baixas do mercado. Para os bancos, aqui o lucro é garantido.

5- Clientes aumentam: um cenário estável, com crescimento econômico, aumenta a bancarização da população. O resultado é uma elevação constante da receita dos bancos com tarifas.


http://www.estadao.com.br/economia/not_eco30899,0.htm

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08 agosto, 2007

Cartões de crédito devem movimentar R$ 15,4 bilhões em agosto

O mercado brasileiro de cartões de crédito deverá ter faturamento de R$ 15,4 bilhões neste mês, por meio de 201 milhões de transações, de acordo com os dados da Itaucard. O volume será 21,4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o setor faturou R$ 12,7 bilhões e ficará atrás apenas da marca histórica de R$ 17,6 bilhões de dezembro de 2006.
"Os fundamentos sólidos da economia brasileira que têm permitido a redução da taxa de juros melhoraram o acesso ao crédito e aumentaram o poder de consumo da população. Esse cenário tem contribuído de maneira positiva para a continuidade do aquecimento do setor", diz Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Itaú.
O número de cartões de crédito em circulação deverá alcançar 88 milhões ao final de agosto, com crescimento de 18,6% em relação aos 74 milhões contabilizados no mesmo período do ano passado. Já o tíquete médio das transações continuará estável na faixa de R$ 77 se comparado ao mês anterior, mas superior ao tíquete médio de R$ 75 quando observado agosto de 2006.
Em julho, o faturamento da indústria brasileira de cartões de crédito foi de R$ 15,3 bilhões, incremento de 23,2% sobre o mesmo mês de 2006, também com 201 milhões de operações realizadas por portadores de cartões de crédito, com uma compra média de R$ 77 no mês. Em julho, circulavam no Brasil 87 milhões de cartões de crédito.
Ao final dos oito primeiros meses do ano, a estimativa é que o volume movimentado pelo setor de cartões de crédito ultrapasse os R$ 113 bilhões, resultado de quase 1,5 bilhão de transações com um tíquete médio de R$ 76. Confirmada essa estimativa, terão sido injetados no setor R$19,1 bilhões a mais quando comparado com o mesmo volume registrado entre janeiro e agosto de 2006.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u318604.shtml

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07 agosto, 2007

Índios entram no segundo dia de protesto em rodovias do Sudoeste

Índios que protestam contra a prefeitura de Chopinzinho, no Sudoeste do estado, entraram nesta terça-feira (7) no segundo dia de manifestação. Um grupo de 110 indígenas bloqueia desde a manhã de segunda-feira (6) a BR-373, que liga as cidades de Coronel Vivida e Pato Branco (Sudoeste) à BR-277. A BR-158, que liga Pato Branco a Chopinzinho também está bloqueada por um grupo indígena no trevo de acesso a Mangueirinha.

Os índios passaram a noite nas estradas e segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) ainda não há previsão de quando as rodovias serão liberadas.De acordo com o policial rodoviário Gefferson Rodrigues, os índios bloquearam dois trechos da BR-373, que tem pista simples. “Um grupo de 50 indígenas está bloqueando a estrada no km 386 e aproximadamente 60 índios estão no km 460”, afirmou o soldado Rodrigues. Segundo a PRE, não foram registrados congestionamentos na estrada desde o início do protesto, pois os motoristas estão sendo avisados dos desvios por policiais rodoviários antes de chegarem aos bloqueios dos índios. O grupo pede o repasse de recursos do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) da prefeitura de Chopinzinho (Sudoeste) para a agricultura.

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/parana/conteudo.phtml?id=685559&tit=ndios-entram-no-segundo-dia-de-protesto-em-rodovias-do-Sudoeste

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Santa Maria

06 agosto, 2007

Terra deu origem às desigualdades

Para compreender a concentração de renda que estraçalha o Brasil em classes e sub-classes é preciso prospectar a estrutura da nossa sociedade, trabalho ao qual o geógrafo e escritor Nelson Bacic Olic se dedica há três décadas. As desigualdades se perpetuam desde o Brasil Colonial, época em que o controle de terras pelos latifundiários e o trabalho escravo deram origem a uma rígida estratificação de classes sociais. Olic lamenta, mas nem o fim da escravatura, em 1888, acabou com o monopólio da terra, mantida como fonte de poder econômico e principal meio de produção até as décadas inaugurais do século 20. Chegamos então às bases da atual concentração de renda, delineadas pelo abismo social entre a massa de trabalhadores e a pequena elite de grandes proprietários rurais.As grandes transformações pelas quais o Brasil passou ao longo do século 20 não foram capazes de reduzir as diferenças entre ricos e pobres. A agricultura deu vez à indústria como principal atividade econômica, a população cresceu e se urbanizou, a sociedade se modernizou, mas a concentração de renda aumentou porque a maioria da população não teve acesso aos bens duráveis. “À medida que a sociedade incorpora novas realidades, criam-se novas necessidades (acesso à educação, ao trabalho, à renda, à moradia, à informação) que vão além da simples subsistência”, explica Olic. Segundo ele, as transformações mais recentes cristalizaram dois tipos de exclusão social, a “antiga” e outra “recente”.O primeiro tipo, explica o geógrafo, alcança os grupos sociais que historicamente sempre estiveram excluídos; o segundo atinge os que em algum momento da vida estiveram socialmente incluídos. O modelo de desenvolvimento em vigor é duplamente perverso porque sustenta os velhos problemas e ainda fomenta as características excludentes da sociedade pós-moderna, como o desemprego, o preconceito e a apartação social. Esse desarranjo socioeconômico é mais comum às regiões Sudeste e Sul e reflete o modelo de industrialização instaurado no país, conforme revela o Atlas da Exclusão Social, trabalho de 16 especialistas coordenado pelo economista Marcio Pochmann.Há mais de quatro décadas o paraibano Celso Furtado, marco do pensamento nacional, alertava para o engano de se imaginar que o crescimento econômico gerado pela modernização do país fosse o bastante para promover a inclusão social e diminuir as desigualdades. Não foi ouvido. As escolhas governamentais que se sucederam desde a metade do século passado privilegiaram um modelo de desenvolvimento baseado em padrões exógenos e dependente do capital estrangeiro. E polarizador, na medida em que tinha numa ponta a grande indústria e no outro o latifúndio. O resultado foi o distanciamento entre as áreas rural e urbana, com o êxodo rural gerando uma explosão populacional nos grandes centros urbanos. (MK)

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/impressa/parana/conteudo.phtml?id=685122&tit=Uma-nacao-entre-dois-mundos

Liderança indesejável

Ano após ano, pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) confirmam o Brasil à frente da desigualdade no mundo, vice-líder em concentração de renda numa lista de 130 países. No ranking dos piores, só é melhor do que Serra Leoa, na África. A medição é feita a partir do índice de desenvolvimento humano da Organização das Nações Unidas (ONU), mas a confirmação está nas ruas para quem quiser ver. Pelos dados mais recentes, de 2004, o Brasil tem 52,5 milhões de pobres, vivendo com menos de meio salário mínimo por mês, ou R$ 190. Do total, 19,8 milhões estão em condições ainda piores, na vala da indigência, com renda mensal inferior a um quarto de salário mínimo, ou R$ 95, equivalente a US$ 40.Na comparação com o ano anterior, o Ipea, órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, aponta que 4,8 milhões de pessoas conseguiram subir um degrau no fosso da desigualdade social, deixando a miséria para subir ao nível da pobreza. É como se todos os habitantes da Noruega, sem exceção, saíssem dos subterrâneos dos miseráveis para ascender aos porões dos pobres. Essa legião de desafortunados corresponde às populações somadas da Dinamarca, Suécia, Bélgica, Holanda, Suíça e Finlândia.


http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/impressa/parana/conteudo.phtml?id=685122&tit=Uma-nacao-entre-dois-mundos

Uma nação entre dois mundos

A concentração de renda cria no país cinco categorias de brasileiros. Um abismo separa a primeira e a última
por MAURI KÖNIG

Nadir Mendes da Silva nunca ouviu falar de Joseph Safra, tampouco seja possível que ele alguma vez tenha ouvido falar dela. Os dois vivem no mesmo país, mas não no mesmo mundo. Nadir tem 48 anos, Safra tem 68. Ela é catadora de papel em Curitiba, ele é banqueiro em São Paulo. Nadir mora num decrépito casebre de 18 metros quadrados na paupérrima Vila Pantanal, Safra mora numa mansão de 11 mil metros quadrados, 130 cômodos e nove elevadores no elegante bairro Morumbi. O banqueiro tem um patrimônio de R$ 6 bilhões, a sucateira ganha R$ 100 por mês. Iguais a Joseph Safra o Brasil tem só 20, iguais a Nadir são 52,5 milhões.O país nunca soube lidar muito bem com as diferenças, daí a inexperiência em cuidar de sua gente. A oitava economia mundial é uma tragédia expressa em números, em que poucos ganham muito e muitos ganham pouco. Um lugar onde Nadir é regra e Safra é exceção. São pólos opostos do estrato social moldado pela concentração de renda. A julgar pelos indicadores de desenvolvimento do Banco Mundial, o Brasil está fragmentado em cinco grupos sociais: os miseráveis, que somam 20 milhões de pessoas; os pobres, 32 milhões; os remediados, 60 milhões; a classe média, 70 milhões; e os ricos, 2 milhões. Acima de todos eles ficam os milionários e mais acima ainda, a fina flor do poder econômico: os bilionários.


Joseph Safra encabeça o clube de bilionários brasileiros, onde só cabem 20 pelo ranking da revista Forbes. Já a elite milionária tem 130 mil abonados, conforme a consultoria The Boston Consulting Group (BCG). Mas para cada milionário, aquele afortunado que fatura mais de US$ 1 milhão por ano, existem outros 400 mil brasileiros pobres ou miseráveis que sobrevivem num nível de subsistência fisiológica com menos de US$ 45 por mês. Nenhum outro país das Américas foi capaz de produzir tantos miseráveis. Gerar desigualdades parece ser a especialidade brasileira. Se de um lado nossos pobres são mais pobres, de outro nossos ricos são mais ricos.A BCG cruzou seus dados com os da Receita Federal e conclui: os brasileiros são os mais ricos da América Latina. A fortuna desta elite cresce a uma taxa de 5,7% ao ano e soma US$ 573 bilhões – ou US$ 4,4 milhões cada um –, valor equivalente a mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que é a soma de toda a riqueza produzida pelo país num ano. Entre 2000 e 2005, período mais recente da pesquisa, o Brasil saltou da 18ª posição para a 14ª no ranking dos países com maior número de milionários, deixando para trás a Índia e a Rússia. Nesta conta entram os bens disponíveis em aplicações e depósitos bancários no país e no exterior.A expansão destas fortunas se deve à estabilização econômica, ao controle da inflação e à equação das dívidas nacionais, o que deixou os brasileiros confiantes para aplicar suas reservas. Bom para o mercado financeiro, que nunca esteve tão bem. Outra ajuda veio do enfraquecimento do dólar e da alta dos preços das commodities, principalmente os grãos e os minérios. O setor do agronegócio foi um dos que mais geraram milionários, principalmente no Centro-Oeste brasileiro. A Receita Federal identificou que nessa região o número dos que ganham mais de R$ 1 milhão por ano mais do que dobrou entre 2000 e 2003, chegando a 685.

Juntando os outros 10% mais endinheirados – não necessariamente milionários, mas ao menos ricos –, esta minoria tem nas mãos 75,4% da riqueza nacional, conforme o estudo Os Ricos no Brasil, publicado no ano passado por um grupo de 16 especialistas liderado pelo economista Marcio Pochmann. Esses abonados são em geral altos dirigentes do setor privado que atuam principalmente no setor de serviços e vivem em condomínios de luxo – ilhas paradisíacas “livres de todo mal” – nas capitais dos estados brasileiros. São Paulo é a cidade que melhor exemplifica a forma como os abastados se adaptaram bem às mudanças econômicas.São Paulo desponta não só como a maior megalópole da América do Sul, é também o establishment sul-americano. Seu polo fabril desbotou junto com o restante do setor industrial, perdendo força na economia nacional nas últimas décadas, mas ainda assim as riquezas não a abandonaram. O setor bancário se sobrepôs às indústrias e a capital paulista absorveu outras praças financeiras, como as do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte. Entre os paulistanos, a renda mensal das 76.738 famílias mais ricas é de R$ 36,6 mil, mais do que o dobro da renda média dos 1% mais ricos do Brasil, que é de R$ 14,6 mil.Pelos estudos coordenados por Pochmann, as famílias ricas guardam 23,1% da renda para aumentar o patrimônio, enquanto as pobres conseguem no máximo 4,5%. Nadir, a moradora da Vila Pantanal, nem isso consegue. Ela precisaria deixar de comer durante 2 anos e 8 meses para juntar a mesma quantia que sobra para uma família rica num único mês. A renda dela só chega a R$ 100 por mês graças à ajuda do filho, Paulo da Silva Prates, de 34 anos, que junta papel nas ruas para ela fazer a reciclagem e vender ao atravessador que compra o material dos catadores da vila. Se tem papel, eles comem; se não tem, a comida fica para o dia seguinte. “Quem trabalha no papel não passa uma vida boa”, constata.Não era esta a vida planejada ao trocar os canaviais de São Paulo pela periferia de Curitiba. Nadir viveu um ano com o marido e os cinco filhos no bairro Uberaba, mas a situação apertou e tiveram de se mudar para um barraco na Vila Pantanal. O lugar é um grande banhado afastado da cidade que nos últimos 15 anos foi sendo aterrado por pessoas desesperadas em busca de um teto. Hoje a vila abriga mais de 700 famílias, mas o aglomerado de casebres não pára de crescer porque ainda tem gente fazendo o aterro do charco para vender terrenos de 200 metros quadrados a R$ 2 mil.Nadir mora com Paulo numa meia-água de 6 metros por 3, feita de restos de construção. São dois cômodos apenas. No quarto só tem os colchões velhos de mãe e filho, na sala-cozinha estão dois sofás, uma mesa e dois armários de compensado em decomposição. Nada ali é de primeira mão. O único luxo do lugar é um aparelho de televisão que já tem uns 15 anos. A frente da casa está repleta de entulho de construção, o que nessas condições é bom negócio para todos dali. O lixo é espalhado ao longo das vielas e ajuda a evitar os alagamentos tão freqüentes em dias de chuva.Nadir chegou ali há nove anos, e há cinco se separou do marido. “Num güentei bebedera”, diz. Um ano antes a cachaça havia sido motivo da separação de Paulo. A mulher não suportou os porres dele e voltou para São Paulo com os filhos pequenos. Nadir foi resistindo a todos os dissabores até os acontecimentos do ano passado. Aí ela esmoreceu. Foi quando perdeu o caçula Gilmar, aos 19 anos, o filho que mais ajudava no sustento da casa recolhendo papelão na rua. Gilmar se suicidou ingerindo veneno, no dia 7 de maio de 2006. “Foi probrema de muié”, diz a mãe. “Bestage de uma pessoa, né?”O único sonho alcançável para Nadir a esta altura da vida é incluir-se no grupo dos “afortunados” da Vila Pantanal, aqueles que ganham uma cesta básica mensal da Fundação de Ação Social (FAS), entidade vinculada à prefeitura de Curitiba. “Se tiver arroz e feijão já tá bom”.


http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/impressa/parana/conteudo.phtml?id=685122&tit=Uma-nacao-entre-dois-mundos

publicado na edição impressa de 06/08/2007

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02 agosto, 2007

Jornalista Caco Barcellos diz que imprensa brasileira é classista

O trabalho da imprensa brasileira é alvo da crítica do jornalista Caco Barcellos, da Rede Globo de Televisão, que no início desta semana esteve em Curitiba para um bate-papo com os integrantes do projeto Foca-RPC, que treina jovens jornalistas para trabalho em televisão e jornal impresso. Questionado sobre o trabalho da imprensa brasileira, o jornalista foi direto: "a imprensa é eficiente quando quer ser".Como argumento para sua resposta Barcellos lembrou que desde que o avião da TAM caiu em São Paulo, a imprensa nacional tem falado tudo sobre o avião, o aeroporto, a reforma, as circunstâncias que mataram as 199 pessoas em Congonhas e a história pessoal das vítimas. Mas, alguns dias antes, a polícia matou, em um só dia, 19 pessoas no Complexo do Alemão, região do Rio de Janeiro. “Nem os nomes das pessoas foram publicados”, comenta o repórter lembrando que a diferença, talvez, seja que os mortos do Rio de Janeiro eram pobres e morreram em uma favela. “A imprensa nem vai nesses lugares. Quando vai, é porque o conflito já estourou", disse ele. Esse “ranço classista” seria, de acordo com Barcellos, uma das principais características da imprensa brasileira. E o repórter tem o respaldo de seu trabalho para fazer a crítica. Barcellos é autor de três livros: um sobre a revolução sandinista na Nicarágua; outro sobre a violência policial contra os pobres em São Paulo; e o terceiro sobre o traficante que se tornou “dono” de um morro no Rio de Janeiro. Sempre esteve no local para ouvir todos os lados, incluindo traficantes e policiais acusados de execuções.Agora, leva sua experiência para um programa televisivo que, segundo ele, ainda está em fase experimental. O "Profissão: Repórter", atualmente um quadro do "Fantástico", da Rede Globo, vai se transformar lentamente em um programa maior. Neste mês, estréia o primeiro especial de 40 minutos. Nele, Barcellos e um grupo de jornalistas novatos fazem reportagem de rua, mostrando todos os lados e todas as classes.Conforme Barcellos, o "ranço classista é muito forte. A imprensa parece acreditar que existem aqueles que merecem a defesa dos seus interesses de maneira acentuada. E que existem outros que não merecem a mesma atenção. É o caso do avião da TAM e dos mortos no Complexo do Alemão. Em um caso, a imprensa descobriu muita coisa e muito rapidamente. Deu um exemplo de eficiência. No outro, a polícia atirou, matou, executou e não tivemos nenhuma eficiência. Acho curioso como alguns jornalistas gostam de emitir opinião sobre crime e violência sem nunca conhecer essa realidade de perto, sem ir aos lugares. É uma irresponsabilidade", afirmou. O julgamento de Suzane von Richtoffen (a jovem rica envolvida no assassinato dos próprios pais), é outro exemplo citado pelo jornalista. "No 'Profissão: Repórter', fizemos uma cobertura do julgamento do caso Suzane e em paralelo fizemos um levantamento de outros homicídios que aconteceram na mesma época. Pesquisamos 350 casos. No caso Suzane, a polícia foi capaz de fazer uma pesquisa ampla, produziu 3,8 mil páginas de documentos. Em muitos outros casos, nenhuma testemunha tinha sido ouvida. Achamos um caso de um jovem que havia matado a própria mãe, um crime muito semelhante. O processo tinha 18 páginas. Do lado da imprensa, a cobertura do caso Suzane foi exaustiva. De todos esses 350 outros casos, achei sete linhas em um jornal, o 'Diário de São Paulo". Acho isso revoltante", lembrou.Caco Barcellos acredita que a imprensa deve se pautar pelo interesse da maioria. "Trabalho no Brasil e a maioria dos brasileiros é pobre. Se eu morasse na Suíça, talvez escrevesse pensando na classe média alta. Tem relação com a consciência do dever social da profissão. Tenho que me pautar pelo interesse da maioria", setenciou o jornalista.

publicado na edição impressa de 02/08/2007 do jornal Gazeta do Povo.

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