29 fevereiro, 2008

Bovespa opera em queda, com clima negativo no exterior

Sinal de perdas acentuadas no exterior e relatório da Vale levam à realização de lucros nesta sexta

SÃO PAULO - O setor financeiro segue pressionando os mercados mundiais nesta sexta-feira, 29. A revelação de uma perda bilionária da seguradora American International Group levou a novos temores com o mercado de crédito e, além disso, o balanço da empresa de informática Dell, divulgado na quinta, ressaltou os fracos gastos corporativos. O clima negativo lá fora, combinado ao balanço positivo da Vale por aqui - que pode levar os investidores a vender as ações valorizadas -, leva a Bolsa de Valores de São Paulo a cair quase 3% nesta tarde. Às 12h47, o índice Bovespa cedia 2,82% a 63.704 pontos.

Além disso, os temores de novas perdas entre os bancos continua a rondar. Nesta sexta, o UBS avaliou que as perdas totais da indústria financeira com a atual crise poderá atingir US$ 600 bilhões, dos quais cerca de US$ 350 bilhões entre bancos e corretoras listadas em bolsas, conforme calculou o estrategista Geraud Charpin. Ele cita o AIG como exemplo de instituição que está fora da categoria banco e corretora e que foi atingida pela crise. Os bancos e as corretoras contabilizaram baixas contábeis até agora de apenas US$ 160 bilhões.

Os dados de inflação nos EUA, divulgados pela manhã, porém, não assustaram e ajudaram a reduzir as perdas nos mercados acionários. O índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,4% em janeiro em relação a dezembro, em linha ao previsto. O núcleo do índice de preços PCE, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3%, também em linha ao esperado. Às 12h18, o Dow Jones caía 1,25%, o Nasdaq 100 1,06%. Na Europa, as Bolsas de Paris e Frankfurt têm perdas superiores a 1%.

Vale
Muito do rumo dos negócios nesta sexta vai depender da reação do mercado aos dados financeiros da Vale em 2007, que imunizou a Bolsa das perdas externas na quinta e permitiu um fechamento em leve alta na sessão anterior. No entanto, com os ganhos expressivos de quinta nos ativos da mineradora, o mercado pode chamar uma realização, esmiuçando os detalhes que desagradaram no balanço. Além disso, o mercado estará atento à teleconferência e a entrevista coletiva que os executivos da Vale realizarão nesta sexta para comentar o relatório. O foco é qual a disposição da empresa para comprar a anglo-suíça Xstrata.

Em 2007, a Vale contabilizou o quinto ano consecutivo de lucro recorde. O resultado líquido da mineradora foi de R$ 20,006 bilhões, um aumento de quase 49% em relação ao registrado no ano anterior. Os ganhos da empresa ficou em linha com as expectativas dos analistas.
Segundo análises, os pontos negativos do balanço foram os gastos elevados com multas por atraso no embarque (demourrage); energia, despesas mais elevadas com publicidade e outros gastos. Mas a empresa foi favorecida pelo pagamento menor de impostos.

No seu relatório, a Vale observa que a "hipótese de descolamento é inconsistente com o funcionamento de uma economia globalizada", mas avalia que o dinamismo das maiores economias emergentes, como China e Índia, deve compensar "parcialmente" o efeito da contração do crescimento das economias desenvolvidas. No quarto trimestre do ano passado, a empresa embarcou um volume menor em toneladas de minério de ferro e pelotas para EUA, China, Japão e Alemanha. O volume aumentou para a Coréia do Sul, França e Itália. Às 11h08, as ações preferenciais classe A (PNA) da Vale cediam 1,14% a R$ 51,90.

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27 fevereiro, 2008

Classe média ganha ‘Bolsa Miami’

Continua valendo: em janeiro, os brasileiros gastaram em viagens ao exterior quase US$ 1 bilhão. Foram exatos US$ 975 milhões, o maior valor desde que o Banco Central mede essa conta.
Nos 12 meses terminados em janeiro, a despesa com viagens ao exterior alcançou US$ 8,6 bilhões. Como os estrangeiros deixaram aqui US$ 5 bilhões, o déficit chegou a US$ 3,6 bilhões, sendo o o mais elevado desde fevereiro de 1999.
É “Bolsa Família” para os pobres e o dólar baratinho financiando a “Bolsa Miami” para a classe média.
E por falar em dólar baratinho, o economista Emílio Garófalo, ex-diretor do BC, está prevendo que o dólar cairá para R$ 1,50 ainda neste ano. Depois, na opinião dele, volta a subir para ficar no patamar entre R$ 1,70 e R$ 1,80.
Portanto, passaporte na mão que a viagem continua barata.

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26 fevereiro, 2008

QUEM GANHA ? QUEM PERDE ?

QUEM GANHA
Importador: como os preços caem em dólar, tendem a vender mais
Investidor estrangeiro: quem investiu em juro e ações no Brasil, ao deixar o país ganha com a diferença cambial
Turista: fica mais fácil viajar ao Exterior porque os brasileiros têm mais poder de compra lá fora
Consumidor: produtos importados mais baratos pressionam inflação para baixo

QUEM PERDE
Exportador: as mercadorias brasileiras ficam mais caras no Exterior
Multinacional: num primeiro momento, as empresas que trazem dólares para investir em produção perdem

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25 fevereiro, 2008

Déficit externo volta, mas não tem problema

O Banco Central está divulgando o resultado das contas externas para janeiro último. Dois pontos a observar;

1. o balanço geral passou mesmo para o negativo. Depois de anos seguidos de superávit na conta corrente (que engloba todas as transações com o exterior), em janeiro o déficit foi alto, de US$ 4,2 bilhões (não tem problema no momento. O país aproveitou os anos de abundância para reforçar as reservas);


2. as importações estão crescendo fortemente - também não tem problema. Aliás, é até bom. Importação de máquinas e equipamentos melhora a capacidade da indústria local e os produtos intermediários e de consumo forçam a competição local.

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22 fevereiro, 2008

Confira os principais tipos de investimento e saiba como aplicar


Nos últimos anos, disparou no Brasil a quantidade de investidores interessados em buscar maior rentabilidade, tentando mudar sua alocação de recursos para além dos investimentos tradicionais, como a poupança, por exemplo.
Depois da descoberta da "mina de ouro" no mercado acionário, muita gente passou a investir em ações. Agora, porém, a crise que afeta o setor --a primeira mais séria depois do "boom" do mercado de capitais brasileiro, em 2005-- faz com que os investidores busquem outras opções mais estáveis.
O próprio mercado criou diversas opções de investimento, satisfazendo desde o investidor mais cauteloso até o mais agressivo. Algumas dessas opções já existem há muitos anos, mas só agora ganham importância no cenário em que cada vez mais gente se dispõe a guardar dinheiro e planejar o futuro.
Quando uma pessoa resolve fazer um investimento, ela deve atentar a três principais aspectos, presentes em qualquer modalidade: o risco, a rentabilidade e a liquidez, que é a velocidade pelo qual o investidor pode se desfazer de seu investimento. (clique entenda como funciona cada um)


Principais tipos de investimento e suas características
Tipo de investimentoRentabilidadeRiscoLiquidez
Ações de grandes empresas Média indicador médiaMédio indicador médiaAlta indicador baixa
Ações small caps Alta indicador baixaAlto indicador altaMédia indicador média
CDB/RDB Baixa indicador altaMuito baixo indicador baixaMédia indicador média
Debêntures Média indicador médiaBaixo indicador baixaMédia indicador média
Derivativos Muito alta indicador baixaMuito alto indicador altaAlta indicador baixa
Dólar ou outras moedas Média indicador médiaAlto indicador altaMuito alta indicador baixa
Fundos de ações Alta indicador baixaMédio indicador médiaAlta indicador baixa
Fundos de private equity Alta indicador baixaAlto indicador altaBaixa indicador alta
Fundos de renda fixa Baixa indicador altaBaixo indicador baixaMédia indicador média
Fundos multimercado Média indicador médiaMédio indicador médiaMédia indicador média
Imóveis Média indicador médiaBaixo indicador baixaMuito baixa indicador alta
Obras de arte e antiguidades Baixa indicador altaMédio indicador médiaMuito baixa indicador alta
Ouro Média indicador médiaMédio indicador médiaAlta indicador baixa
Poupança Muito baixa indicador altaMuito baixo indicador baixaMuito alta indicador baixa
Previdência privada Média indicador médiaBaixo indicador baixaMédia indicador média
Títulos públicos Baixa indicador altaBaixo indicador baixaAlta indicador baixa





Confira quais são os principais tipos de investimento

AÇÕES
É um título pelo qual o investidor passa a deter parte de uma determinada empresa, podendo ter direito a voto (ações ordinárias) ou não (ações preferenciais). Seu rendimento vem de duas formas: compra e venda conforme o desempenho da ação na bolsa de valores --local em que ela é negociada-- ou através dos dividendos (repartição dos lucros e benefícios dados pela empresa em questão).
Investir em ações pode ser feito diretamente --através do chamado home broker (operação em casa) ou usando uma corretora como intermediadora-- ou através de fundos de ações (veja abaixo).
Dentro desses papéis há vários níveis de risco e liquidez. Ações de grandes empresas, por exemplo, costumam ter um desempenho mais linear porque há muita gente comprando e vendendo ao mesmo tempo --ou seja, tem mais liquidez. Já ações de pequenas empresas (chamadas de "small caps") não possuem grande liquidez e variam mais, o que dá mais possibilidades de ganho (e de perda) com a compra e venda dos papéis.
Quem investe em ação precisa saber que as oscilações são comuns, e que dez entre dez consultores recomendam a modalidade para quem tem "sangue frio" e sabe esperar uma crise passar. Assim, recomenda-se que o dinheiro investido em ações seja um montante com que o dono não precise contar no curto prazo. Com isso, fica mais fácil esperar a recuperação da queda de uma ação, por exemplo.

FUNDO DE AÇÕES
Trata-se da associação de vários investidores, o que dá mais "poder de fogo" nos investimentos, já que há mais dinheiro disponível para se investir. Normalmente são organizados por corretoras e geridos por profissionais de mercado. Podem tanto investir em apenas um tipo de ação como em "cestas" --ações de várias empresas de um determinado setor ou tamanho, por exemplo.
O tipo de fundo de ações mais comum é o atrelado ao Ibovespa --principal indicador da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). O Ibovespa é uma "cesta" composta pelas ações mais negociadas na Bovespa, com uma proporção equivalente a estas negociações. O ganho do investidor, no caso, é o mesmo da variação do Ibovespa no período em que o recurso esteve aplicado.

DERIVATIVOS
É um investimento pouco recomendado para pessoas com pouca familiaridade com o assunto. São ativos financeiros que derivam, integral ou parcialmente, do valor de outro ativo financeiro ou mercadoria. Sua variação é muito alta, fazendo com que o investidor ganhe e perca toda a aplicação em pouco tempo.
Investimentos deste tipo são realizados através de corretoras associadas à BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), onde são operados esses tipos de negócios.
Seus tipos mais comuns são os mercados de opções (onde o investidor compra uma opção de compra de algum ativo em um determinado dia, onde pode ganhar com a diferença entre o preço combinado e o preço real ou, no caso de não exercer a opção, perder o recurso pago para ter direito à compra) e o mercado de futuros (compra de um ativo dentro de um determinado período por um preço pré-fixado).
Um exemplo: no mercado de futuros, o investidor pode fechar um contrato de compra de laranjas por um determinado valor daqui, por exemplo, um mês. O ganho ocorrerá se, por motivos diversos, o preço da laranja disparar no mercado (consumo em alta, geadas em áreas produtoras, etc.), já que o investidor comprará pelo preço previamente combinado. Em compensação, pode perder dinheiro se o preço do produto no mercado cair.
Este expediente é usado como proteção pelo produtor --afinal, independente do que ocorrer no mercado, ele receberá pelo preço já acordado.

TÍTULOS DE RENDA FIXA
Papéis onde sabe-se antecipadamente qual será o retorno (pré-fixado) ou com ganho atrelado a um índice --como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), RDB (Recibo de Depósito Bancário) ou a taxa básica de juros, a Selic (pós-fixados)
Eles podem ser privados --emitidos tanto por empresas de capital aberto como pelas instituições financeiras-- e públicas --emitidos pelos governos federal, estadual e municipal.
O investimento nesses títulos pode ser feito através de instituições financeiras ou diretamente, no caso dos títulos públicos, através do Tesouro Direto.
Os títulos de dívida (debêntures, notas promissórias e recebíveis, no caso das empresas; e títulos de dívida pública, no caso do poder público) e os atrelados ao CDB e ao RDB são os mais comuns papéis de renda fixa.
Sua liquidez é relativa, dependendo de seus prazos. Mas, no mercado, é comum a negociação desses papéis enquanto eles não vencem, o que lhe dá maior liquidez. Seu rendimento também depende a quem está atrelado, mas normalmente a possibilidade de ganho é menor do que em investimentos de renda variável.

FUNDOS DE RENDA FIXA
São fundos cujo recurso aplicado é usado para investimentos em títulos de renda fixa. São feitos através de instituições financeiras, que normalmente usam o recurso em aplicações mais arriscadas, tomando para si os lucros ou perdas resultantes dessa operação.

FUNDOS MULTIMERCADO
São fundos onde a idéia é alocar recursos em diferentes tipos de investimento --buscando, assim, maior rentabilidade sem se expor tanto ao risco. Também são feitos através de bancos e corretoras.

FUNDOS DE PRIVATE EQUATY
São fundos que realizam compra e venda de empresas. O objetivo desses fundos é comprar empresas familiares ou que não possuem capital aberto, profissionalizá-los e desfazer-se do ativo através de uma abertura de capital.
A rentabilidade varia conforme o trabalho que é realizado --uma empresa que ganha força e tem uma abertura de capital bem-sucedida rende mais, porém há o risco dessa empresa não ter um bom desempenho.
Para aplicar nesse tipo de fundo é necessário recorrer a instituições financeiras e gestoras de fundos --mas são poucos deles que fazem esse trabalho.

PREVIDÊNCIA PRIVADA
Geralmente é indicado ao investidor que pretende guardar dinheiro para ter uma aposentadoria mais tranqüila --já que sua tributação é mais alta conforme o tempo de investimento.
Dois tipos de planos de previdência são mais comuns: o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) --indicado para quem pretende poupar até 12% da renda bruta e usá-lo realmente para aposentadoria-- e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) --indicado para quem investe mais do que os 12% da renda e que usa a previdência privada como investimento de médio prazo.
O rendimento depende da forma de gestão do fundo pela instituição financeira. Os que possuem maior alavancagem rendem mais, mas podem perder dinheiro. Os menos alavancados, portanto, são mais seguros e com menor rentabilidade. O nível de alavancagem de um fundo é pré-determinado em contrato.

DÓLAR OU OUTRAS MOEDAS
Comprar moedas estrangeiras --em especial o dólar, por ser a moeda mais "líquida"-- sempre foi uma maneira eficaz de se proteger contra a desvalorização da moeda local, uma vez que a cotação da moeda estrangeira se eleva nesses casos. Mas essa lógica pode ser invertida se a própria moeda comprada estiver desvalorizada.
O uso do dólar como investimento é comum a empresas e pessoas com grandes dívidas realizadas nesta moeda. Assim, se o dólar sobe, o custo maior da dívida devido à variação é compensada pelos ganhos do investimento, e vice-versa.
Além de comprar da moeda em si através de casas de câmbio ou instituições financeiras, o investidor ainda pode apostar em fundos cambiais operados por corretoras --mas trata-se de uma opção mais arriscada.

OURO
Investimento dado como seguro para momentos de crise nos mercados financeiros por ser um ativo físico de alta liquidez. Assim como o dólar, a rentabilidade é ligada à sua cotação diária.

POUPANÇA
É considerado o investimento mais conservador. Tem rentabilidade de 0,5% ao mês mais a variação da TR (Taxa de Referência), um fundo garante investimentos de até R$ 60 mil em caso de quebra da instituição financeira que a gere e é isento de Imposto de Renda para pessoa física. Também tem alta liquidez --pode-se retirar os recursos a qualquer momento.
Seu maior problema é a rentabilidade muito baixa --só supera os ganhos com ações caso o mercado financeiro esteja muito turbulento, e até mesmo fundos de renda fixa obtém retorno melhor. É recomendado principalmente a quem tem baixa renda ou não pode correr o risco de perder o dinheiro.


IMÓVEIS
Procurado normalmente por quem quer segurança, pois é um ativo real (não suscetível à variação de humor do mercado). A rentabilidade pode vir tanto pela valorização do bem (localização que se torna mais privilegiada ao longo do tempo, por exemplo) ou através de arrendamento (aluguel). O risco fica na possibilidade de depreciação do imóvel (incêndio, enchentes, desgaste do tempo) e na sua baixa liquidez.
Dentro desta linha ainda aparecem vários fundos imobiliários --onde o investidor aplica um recurso para outra pessoa, normalmente construtoras ou incorporadoras, administrar.

OBRAS DE ARTE E ANTIGUIDADES
Investir em obras de arte ou objetos antigos demanda conhecimento da área ou, ao menos, a consultoria de um profissional. Trata-se de um bom investimento no caso do investidor descobrir "pechinchas". Seus maiores problemas são a baixa liquidez --só se vende facilmente um objeto quando ele é de fácil reconhecimento de qualidade-- e o risco de se comprar um objeto falso.
Até nesse caso é possível arriscar mais ou menos. Uma aposta de baixo risco é comprar obras de artistas famosos. Mas o investidor pode apostar que determinado artista vai no futuro se tornar reconhecido, o que faria sua obra a princípio barata ter uma grande valorização ao longo do tempo. O risco é que também há a possibilidade do artista não "vingar".


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u364895.shtml

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21 fevereiro, 2008

Bovespa sobe 0,53% e acumula ganho neste ano; dólar marca R$ 1,71


A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) deixou para trás as turbulências do mês de janeiro, quando o pessimismo com a economia americana atingiu seu pico, e já acumula ganhos de 0,26% em 2008.
O
Ibovespa, termômetro dos negócios, valoriza 0,53%, aos 64.053 pontos. O volume financeiro é de R$ 1,94 bilhão. Na Europa, as principais Bolsas de Valores operam em terreno positivo, a exemplo de Londres (ganho de 0,91%) e Frankfurt (alta de 1%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe apenas 0,06%.
O dólar comercial é negociado a R$ 1,712 para venda, em retração de 0,75%, em seu menor nível dos últimos oito anos. A taxa de
risco-país marca 258 pontos, um avanço de 4,45%.
O mercado financeiro está um pouco mais positivo sobre os desdobramentos da crise americana e há mais de confiança de que as medidas tomadas até agora pelo governo americano (corte de juros e estímulo fiscal) devem fazer efeito pelo menos no segundo semestre do ano.
Ontem,
o Federal Reserve (banco central dos EUA) deu a melhor notícia da semana, ao rever para baixo sua projeção de crescimento do país, mas sem esperar recessão, e elevar suas projeções de inflação, mas não ao ponto de assustar investidores e analistas. Para muitos, o Fed deixou a "porta aberta" para um novo corte de juros em sua reunião programada para março. Juros mais baixos podem estimular consumo e investimentos.
"O maior risco a este cenário é que a crise financeira seja mais profunda e que o sistema bancário não consiga se restabelecer", afirma Arthur Carvalho, economista chefe da corretora Ativa, em relatório semanal.
A Bolsa brasileira, e também os mercados europeus, são favorecidos pela alta generalizada das commodities no mercado internacional. Somente nesta semana, a Vale do Rio Doce anunciou que conseguiu reajustes em torno de 65% para vender minério para siderúrgicas asiáticas e européias, acima das expectativas dos especialistas do setor.
Analistas evitam ser muito otimistas e lembram que permanecem as questões fundamentais vinculadas à crise dos últimos seis meses: os bancos ainda não revelaram a totalidade de suas perdas com os créditos "subprime" (hipotecas de alto risco); o risco de uma recessão nos EUA não está afastado.
"Os investidores aumentaram um pouco mais o apetite ao risco. A explicação mais plausível para este comportamento seria a de que os agentes estão acreditando que já se chegou ao fundo do poço e, por isso, estariam se antecipando a uma recuperação", comenta Miriam Tavares, diretora da corretora AGK.
Entre as primeiras notícias do dia, a empresa de telefonia móvel
Vivo registrou prejuízo de R$ 99,4 milhões em 2007, ante lucro de R$ 16,3 milhões no exercício anterior.

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19 fevereiro, 2008

Geração de empregos tem o melhor janeiro da história

A geração de empregos formais em janeiro ficou em 142.921 novos postos de trabalho, uma elevação de 0,49% no estoque em relação ao mês anterior. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira, o resultado no mês passado é o melhor já registrado para meses de janeiro, acima dos 105.468 de 2007 e dos 115.972 de 2005, recorde anterior.
A maior geração de empregos formais foi registrada na indústria de transformação, com 59.045 novas carteiras assinadas --melhor resultado para o mês de janeiro da série do Caged. Já o setor de serviços criou 49.077 postos, seguido do setor de construção civil e agropecuária com, respectivamente, 38.643 e 8.035 postos.
O comércio foi o único setor que não registrou expansão no emprego, com o fechamento de 14.144. O Ministério do Trabalho atribuiu esse desempenho a fatores sazonais associados à dispensa de empregados após as festas de fim de ano.
Em termos regionais, a região Sudeste foi a que criou mais vagas, com 77.151 novos postos. A maior variação foi registrada na região Centro-Oeste, de 1,12%, com um saldo de 22.679.
O mês de janeiro terminou com um estoque de 29,109 milhões de pessoas com carteira assinada.

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18 fevereiro, 2008

Vendas do comércio em 2007 têm maior expansão desde 2001, diz IBGE

As vendas no comércio em 2007 tiveram um crescimento de 9,6% (sem ajuste sazonal) na comparação com o ano anterior, informou nesta segunda-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi o maior resultado da série histórica iniciada em 2001. Com ajuste sazonal, o crescimento foi de 9,9%.

Em dezembro, as vendas não tiveram variação na comparação com novembro. Já na comparação com dezembro de 2006, o volume de vendas cresceu 9%.
A receita nominal obtida com as vendas registrou expansão de 11,8% (com ajuste sazonal) no ano passado, comparado a 2006; sem o ajuste, as receitas tiveram crescimento de 14,1%. Em dezembro, o crescimento foi de 0,4% em relação a dezembro de 2006.

O principal impacto nas vendas no comércio veio do setor Hipermercados, Supermercados e Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo, com contribuição de 3,2 pontos percentuais na taxa global; no ano passado, o crescimento foi de 6,4%, na comparação com o ano anterior.
A segunda principal contribuição veio do grupo de Móveis e Eletrodomésticos, que registrou crescimento de 15,4%, frente a 2006. Esse segmento foi responsável por 2,3 pontos percentuais da taxa global.

O IBGE destacou ainda o desempenho nos setores de Tecidos, Vestuário e Calçados, com alta de 10,7% na comparação com 2006; e Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (7,1%, na mesma comparação).

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u373363.shtml

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17 fevereiro, 2008

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16 fevereiro, 2008

Sudoeste se une para levantar a bandeira do ramal da Ferroeste

Após o discurso enfático do diretor-presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, na Acepb (Associação Comercial e Empresarial de Pato Branco), a reunião terminou com a consonância do entendimento
de que o Sudoeste deve se unir para erguer a bandeira do braço da ferrovia. O discurso das lideranças foi uníssono: é preciso unir o estudo técnico à política e lutar pelo ramal Sudoeste, como um elo do anel ferroviário, a partir da construção dos 170km de ferrovia. É o braço da Ferroeste que viria de Guarapuava ou Laranjeiras, até o oeste de Santa Catarina, passando pelo Sudoeste, um dos principais fornecedores de insumos para aquela região.
O cenário ainda não é de garantia e por isso está sendo organizada uma comissão de representantes que deverá comparecer a Chapecó (SC) no próximo dia 27, para um grande encontro de esforços com os Estados do PR, SC e MT. É uma espécie de trilogia interiorana que a Ferroeste está fazendo (Francisco Beltrão, dia 13; Pato Branco dia 14; e Chapecó dia 27), para explicar às entidades organizadas quais os meandros para conseguir o desenvolvimento com a estrada férrea.
Samuel Gomes contou que hoje, por caminhão, vem para o oeste de Santa Catarina, mais de 5 milhões
de toneladas de milho e soja, que alimenta a cadeia do frango e do suíno de Santa Catarina. “Depois de transformada essa proteína vegetal em proteína animal, também por caminhão ou através
de contêineres, essa produção do oeste de SC vai ao porto de Itajaí, tudo isso por caminhão. A ferrovia vai,
portanto, baratear esses custos”, apontou.
Os recursos para a construção da ferrovia, segundo Gomes, podem ser oriundos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), fundos de pensão nacionais e mundiais, fundos de previdência estadual, Sanepar, entre outros órgãos. São necessários R$ 340 milhões.
“Os estudos vão revelar que essa ferrovia é absolutamente viável, por isso o grande passo, a tarefa política do momento e essa é a razão pela qual eu estou aqui é que o Sudoeste se coloque em pé. Dê as mãos ao oeste de Santa Catarina, ao oeste do Paraná e ao Mato Grosso do Sul, para juntos exigirmos que o BNDES inclua nos estudos de expansão da Ferroeste este ramal”. Gomes disse que se quer primeiramente os estudos, pois, sabe que se feitos, indicarão a evidência de que esta ferrovia é viável economicamente, e que o investimento para construí-la, em torno de US$ 300 milhões, serão pagos com a própria produção que a ferrovia vai oferecer.
Santa Catarina será contemplada com duas opções de linhas, sendo que a primeira é a ferrovia litorânea, que liga os portos em um trecho de 70km ; e a segunda, contempla ainda duas opções, uma é a ferrovia
do frango, ligando Dionísio Cerqueira a Itajaí, em um trecho de 650km; e o ramal Sudoeste, com extensão de 170km, descendo de Laranjeiras ou Guarapuava até o Oeste de Santa Catarina. O custo do ramal seria de R$ 340 milhões.
Segundo Samuel Gomes, “interesses não republicanos” impediram a inclusão do Sudoeste no estudo de viabilidade, por isso é preciso articular as regiões, os políticos e a classe econômica. Gomes é claro ao afirmar que a decisão está nas mãos do governador de SC, Luiz Henrique da Silveira. Uma vez o Sudoeste incluso no estudo do BNDES, o resultado será que essa região é o ramal mais otimizado.

Pré-viabilidade

Independente de o Sudoeste estar incluso via presidência da República no estudo do BNDES, o Lactec se une à Ferroeste e iniciará o estudo de pré-viabilidade da extensão do braço ferroviário via Sudoeste. O levantamento custará em torno de R$ 200 mil, divididos meio a meio, em seis meses de pesquisas. O diretor-presidente do Lactec, Aldair Tarcísio Rizzi afirmou ser uma postura política e suporte
técnico. “Nós vamos começar a partir deste mês a elaborar o estudo”, garantiu.
Representando o prefeito de Pato Branco, Roberto Viganó, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Julio Lattmann disse que se busca um engajamento da parte política entre prefeitos e deputados, mas também da parte empresarial. “O município coloca sua logística à disposição para montarmos esses grupos de trabalho e a ida a Chapecó dia 27. Uniremos todas as forças em nossa cidade junto com as outras da região, para conseguirmos, no primeiro momento, o estudo de viabilidade”.
O presidente da Acepb, Frederico Vanetti Araújo lembrou que o PAC do governo visa muito à produção de energia e transporte. “Nós temos aqui em um raio de 100km de Pato Branco, quatro ou cinco usinas hidrelétricas e em compensação, se for ver a contrapartida de transporte, temos estradas em péssimo estado, não temos linha aérea ainda e não temos o transporte ferroviário”. Araújo reiterou a necessidade de todos se unirem e irem até Chapecó, para a reunião do próximo dia 27, na Associação Comercial.

Entidades Envolvidas

Na reunião em Pato Branco, havia representantes das seguintes entidades:
Tecpar, IAP, Emater, Lactet, NTI, Prefeitura de Vitorino, UTFPR – campus Pato Branco, Siconp (Sindicato dos Contabilistas de Pato Branco), Sescap, Diretório Municipal dos partidos PPS, PMDB, PT, DEM, PC do B, PSDB; vereadores, Amsop, Arias, Fórum de Desenvolvimento de Pato Branco, Sindicomércio, Sebrae-PR, Coordenadoria Regional da Fiep, Associação Comercial e Empresarial de Vitorino, Secretaria de Indústria e Comércio de Francisco Beltrão, Rede Forte Supermercados de Francisco Beltrão, Area- PB, Faculdade Mater Dei, Acamsop M-14, Cacispar, Acefb (Associação Comercial e Empresarial de Francisco Beltrão), Câmara Municipal de Pato Branco, Associação Comercial de Palmas, Acamop (Associação das Câmaras Municipais do Oeste do Paraná), de Cascavel, entre outras. O diretor-presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, pediu para que todos se apresentassem e classificou a reunião como ampla e representativa.

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13 fevereiro, 2008

Desemprego em 6 regiões é o menor desde 1998


O desemprego nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Recife e Distrito Federal foi em 2007 o menor desde 1998, chegando a 15,5% da população economicamente ativa, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (Ped) da Fundação Seade, elaborada junto ao Dieese e divulgada nesta quarta-feira. Em 2006, o desemprego foi de 16,8%.


Segundo os dados, foram gerados no ano passado 533 mil novos postos de trabalho, que foram suficientes para atender à demanda de 374 mil trabalhadores entrando no mercado e ajudaram a reduzir o número de desempregados em 170 mil.

Segundo a pesquisa, o desemprego caiu em todas as regiões pesquisadas. A maior redução foi em Belo Horizonte, que fechou o ano com desemprego de 12,2%. A capital mineira é seguida por Porto Alegre (12,9%), São Paulo (14,8%), Distrito Federal (17,7%), Recife (19,7%) e Salvador (21,7%).

O contingente de desempregados nessas regiões foi estimados em cerca de 3 milhões de pessoas, ante 16,384 milhões de ocupados.
O setor que mais emprega é o de serviços, com contingente estimado de 8,760 milhões de trabalhadores, ou 53,5% do total de empregados. Em seguida, está o comércio, com 2,678 milhões de ocupados, a indústria, com 2,586 milhões, serviços domésticos, com 1,337 milhões, e a construção civil, com 872 mil.

O setor de serviços também liderou a criação de postos de trabalho em 2007, com a abertura de 316 mil vagas nas regiões pesquisadas. Em seguida ficaram o comércio, com 130 mil empregos gerados, a construção civil (66 mil), a indústria (46 mil) e os serviços domésticos (21 mil).

A PED também mostrou uma recuperação no nível salarial médio dos trabalhadores ocupados (1,3%), com ganhos de R$ 1.066, e dos assalariados (0,9%), com recebimentos de R$ 1.142.
O aumento no nível de ocupação também proporcionou uma expansão de 5,2% em 2007 na massa de rendimentos reais dos trabalhadores do País. Segundo o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, esse crescimento foi o que abasteceu o mercado interno e impulsionou o crescimento da economia visto no ano passado.

"Até por conta desse maior vigor do mercado interno é que o País pode continuar crescendo em 2008, apesar da crise internacional", afirmou.

Ainda segundo Lúcio, as quedas seguidas da taxa de desemprego, desde 2003, quando o índice atingiu 20,8%, permitem dizer que o fenômeno é estruturado e vai continuar em 2008, apesar de com menor intensidade. "Com certeza uma menor expansão da economia traz uma geração menor de empregos, embora ainda não tenhamos uma forma de associação um dado ao outro", explicou.

O diretor do Dieese destacou ainda o aumento dos empregos com carteira assinada, de 6,7% em relação ao ano anterior. Para ele, o dado mostra que quanto mais permanente é o crescimento da economia maior é o nível de formalização do mercado de trabalho.

http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200802131149_RED_66359824

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