24 março, 2008

Novas regras obrigarão plano de saúde a cobrir cem novos procedimentos

22 março, 2008

Comparações entre a crise de 1929 e os dias atuais

Luis Fernando Veríssimo,
20 de março de 2008.
Segundo o folclore, era perigoso andar nas calçadas do distrito financeiro de Nova York durante o "crash" de 1929. Você corria o risco de ser achatado por um arruinado suicida, mesmo não tendo nada a ver com a crise. Ainda não se teve notícia de gente pulando das janelas em Wall Street recentemente mas alguém, depois de notar que a participação do banco central americano no salvamento da financeira Bear Stearns era a maior intervenção do estado no mercado em 80 anos, comentou que nada na crise atual era tão significativo quanto esta frase. Onde está 80 leia-se 79, o número de anos que nos separa da crise de 1929, cuja possível repetição assusta alguns e anima outros. Voltar 79 anos não é apenas voltar aos corpos se espatifando na calçada, é voltar ao fim catastrófico de anos de "laissez-faire" e ganância desenfreada que precedeu o New Deal de Roosevelt e o intervencionismo keynesiano, que vieram para acabar com a farra e salvar o capitalismo de si mesmo. O que assusta alguns e anima outros é imaginar que a catástrofe atual possa ser igual, e provoque corretivos parecidos. Que estamos na crise terminal de outro período de vale-tudo, véspera de uma reabilitação do estado regulador, e do bom senso.
De qualquer jeito, você e eu, que não somos financistas nem costumamos passear pelas calçadas de Wall Street, precisamos estar atentos nessa crise. Mesmo não tendo nada a ver com ela, cedo ou tarde alguma coisa cairá sobre nossas cabeças.

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Partying Like It’s 1929

By PAUL KRUGMAN
Published: March 21, 2008

If Ben Bernanke manages to save the financial system from collapse, he will — rightly — be praised for his heroic efforts.But what we should be asking is: How did we get here?
Why does the financial system need salvation?
Why do mild-mannered economists have to become superheroes?
The answer, at a fundamental level, is that we’re paying the price for willful amnesia. We chose to forget what happened in the 1930s — and having refused to learn from history, we’re repeating it.
Contrary to popular belief, the stock market crash of 1929 wasn’t the defining moment of the Great Depression. What turned an ordinary recession into a civilization-threatening slump was the wave of bank runs that swept across America in 1930 and 1931.
This banking crisis of the 1930s showed that unregulated, unsupervised financial markets can all too easily suffer catastrophic failure.
As the decades passed, however, that lesson was forgotten — and now we’re relearning it, the hard way.
To grasp the problem, you need to understand what banks do.
Banks exist because they help reconcile the conflicting desires of savers and borrowers. Savers want freedom — access to their money on short notice. Borrowers want commitment: they don’t want to risk facing sudden demands for repayment.
Normally, banks satisfy both desires: depositors have access to their funds whenever they want, yet most of the money placed in a bank’s care is used to make long-term loans. The reason this works is that withdrawals are usually more or less matched by new deposits, so that a bank only needs a modest cash reserve to make good on its promises.
But sometimes — often based on nothing more than a rumor — banks face runs, in which many people try to withdraw their money at the same time. And a bank that faces a run by depositors, lacking the cash to meet their demands, may go bust even if the rumor was false.
Worse yet, bank runs can be contagious. If depositors at one bank lose their money, depositors at other banks are likely to get nervous, too, setting off a chain reaction. And there can be wider economic effects: as the surviving banks try to raise cash by calling in loans, there can be a vicious circle in which bank runs cause a credit crunch, which leads to more business failures, which leads to more financial troubles at banks, and so on.
That, in brief, is what happened in 1930-1931, making the Great Depression the disaster it was. So Congress tried to make sure it would never happen again by creating a system of regulations and guarantees that provided a safety net for the financial system.
And we all lived happily for a while — but not for ever after.
Wall Street chafed at regulations that limited risk, but also limited potential profits. And little by little it wriggled free — partly by persuading politicians to relax the rules, but mainly by creating a “shadow banking system” that relied on complex financial arrangements to bypass regulations designed to ensure that banking was safe.
For example, in the old system, savers had federally insured deposits in tightly regulated savings banks, and banks used that money to make home loans. Over time, however, this was partly replaced by a system in which savers put their money in funds that bought asset-backed commercial paper from special investment vehicles that bought collateralized debt obligations created from securitized mortgages — with nary a regulator in sight.
As the years went by, the shadow banking system took over more and more of the banking business, because the unregulated players in this system seemed to offer better deals than conventional banks. Meanwhile, those who worried about the fact that this brave new world of finance lacked a safety net were dismissed as hopelessly old-fashioned.
In fact, however, we were partying like it was 1929 — and now it’s 1930.
The financial crisis currently under way is basically an updated version of the wave of bank runs that swept the nation three generations ago. People aren’t pulling cash out of banks to put it in their mattresses — but they’re doing the modern equivalent, pulling their money out of the shadow banking system and putting it into Treasury bills. And the result, now as then, is a vicious circle of financial contraction.
Mr. Bernanke and his colleagues at the Fed are doing all they can to end that vicious circle. We can only hope that they succeed. Otherwise, the next few years will be very unpleasant — not another Great Depression, hopefully, but surely the worst slump we’ve seen in decades.
Even if Mr. Bernanke pulls it off, however, this is no way to run an economy. It’s time to relearn the lessons of the 1930s, and get the financial system back under control.

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15 março, 2008

RELEMBRANDO O GOVERNO COLLOR

13 março, 2008

O pão nosso de cada dia está mais caro




A alta no preço do trigo nos mercados internacionais chegou aos consumidores finais, nas padarias. Em um ano, o reajuste do grão foi de 125%, conseqüência de estoques baixos e quebras de safras.

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Comissão de Orçamento aprova R$ 13,8 milhões para bancada Sudoeste

A bancada de deputados federais do Sudoeste queria do Orçamento do governo federal para 2008 uma fatia de R$ 30 milhões. O valor apresentado por Assis Miguel do Couto (PT), Alceni Guerra (DEM) e Nelson Meurer (PP) foi considerado alto pela Comissão de Orçamento, que cortou a verba para R$ 10 milhões. Eles entraram com pedido de emendas e conseguiram aumentar para R$ 13,8 milhões no relatório da Comissão do Orçamento. Esse possivelmente, tenha sido o valor aprovado pelo Congresso Nacional na noite desta quarta-feira. O valor será dividido em três partes iguais entre os parlamentares, para os municípios do Sudoeste.

Segundo informações repassadas no começo da noite de ontem pelo gabinete do deputado Assis do Couto, o único valor possível de ser confirmado para a fatia do orçamento que vem para o Sudoeste por enquanto são R$ 13,8 milhões. Como o Orçamento do governo federal foi aprovado na noite desta quarta-feira, os gabinetes parlamentares terão acesso ao valor exato na tarde de hoje ou na segunda-feira.

Educação e agricultura

No final da tarde de ontem, já em Planalto, no Sudoeste, o deputado Assis do Couto, via telefone, afirmou à reportagem que não tinha certeza do valor exato da bancada.

Para ele, a prioridade número um na aplicação de seus recursos será o ensino superior. O deputado quer reforçar a infra-estrutura dos campi da UTFPR de Dois vizinhos e Francisco Beltrão e também o campus

da Universidade da Mesorregião. “Será prioridade, mas talvez para esse ano não dê, porque não se estabeleceu ainda. Tem que investir em Beltrão e Dois Vizinhos, pois Pato Branco está bem estruturado em Ensino Superior”, comentou.

A segunda área prioritária para Assis será a agricultura, com foco na busca por agregação de valor. “Mecanização, agroindústria, na área de leite, transferência e agregação de valor para fortificar a agricultura familiar”, comentou.

Divergência de valores

No meio da tarde de ontem, por telefone celular, o deputado Alceni Guerra afirmou que à reportagem que o valor da bancada Sudoeste no orçamento federal ficou mantido em R$ 30 milhões. Por estar no meio de

uma reunião, Alceni acrescentou que não poderia dar detalhes sobre quais áreas priorizaria na aplicação de seus R$ 10 milhões.

O deputado afirmou ainda que haveria mais R$ 40 milhões para a Mesorregião da fronteira, a serem aplicados entre o Norte do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná.

“Isso é o que está aprovado, mas não significa que será liberado, pois depende de contingência e do caixa do governo, depende da execução orçamentária do governo”, ponderou Alceni. O deputado disse que o

orçamento foi aprovado e vai para sanção presidencial, sendo que após publicação em Diário Oficial da União já existe a possibilidade de tentar a liberação.

A reportagem contactou com o gabinete de Brasília do deputado Nelson Meurer, mas foi informada que ele estava em viagem para o Paraná, encaminhando-se para sua base, em Francisco Beltrão.

Orçamento Federal

O projeto de lei do Orçamento para 2008 (PLN 30/07), depois de um acordo entre as bancadas que redistribuiu R$ 534 milhões em emendas parlamentares segundo critérios como FPE (Fundo de Participação dos Estados), população estadual e média das emendas de bancada nos últimos três anos.

O valor da bancada do Estado do Paraná é de R$ 285,4 milhões. A matéria irá à sanção
presidencial.



Fonte: Diário do Sudoste

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08 março, 2008

Dólar em baixa provoca corrida a Buenos Aires

Quem deixou para a última hora a decisão de viajar entre os países do Mercosul no feriado de Páscoa dependerá de muita sorte para conseguir um lugar nos vôos fretados (pacotes) ou mesmo uma passagem aérea nas linhas regulares.

O dólar em queda e o preço mais em conta em relação a destinos nacionais, como o Rio de Janeiro, estimulam a procura de viagens dentro da América Latina. Buenos Aires, na Argentina, é o alvo mais procurado.

Ontem, quem ligasse para agências de viagens procurando um pacote ou passagem aérea para a capital argentina, ouvia a seguinte resposta: "Vamos consultar as operadoras para verificar se ainda existe disponibilidade". A saída era a lista de espera, e algumas operadoras já estão oferecendo como alternativa o pacote para a capital argentina no feriado de Tiradentes, em 21 de abril.

A procura por destinos como Buenos Aires, Montevidéu (Uruguai) e Santiago (Chile) cresceu 20% para esta Páscoa com relação ao mesmo feriado no ano passado, em decorrência da baixa cotação do dólar, informou a presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav/RS), Carmen Marun:

- A queda progressiva do dólar faz com que a demanda por pacotes para países do Mercosul venha aumentando de forma acentuada. O crescimento na Páscoa do ano passado já foi de 15% em relação a 2006. E a tendência é aumentar ainda mais.

Ontem, a compra de um pacote de três noites para uma pessoa, em hotel categoria três estrelas (incluindo passagem aérea, traslado, café da manhã e city tour) estava condicionada a desistências nas agências de viagens. Os preços do pacote para Buenos Aires, para uma pessoa, variam entre US$ 450 e US$ 700. Ainda era possível obter um pacote em hotel categoria cinco estrelas, com preços a partir de US$ 950, mas isso dependia da oferta de lugares nas companhias aéreas.

Segundo a presidente da Abav/RS, somente a passagem aérea para o Rio, cidade bem procurada na Páscoa e com tempo de vôo semelhante ao de Buenos Aires, por exemplo, estava custando em torno de R$ 800, dependendo da companhia aérea.

- Um pacote de três dias para Buenos Aires, o destino mais procurado, com preço médio em torno de US$ 500 sai por R$ 860, com a cotação do dólar a R$ 1,72. Considerando-se que, no pacote, estão incluído serviços como traslado, hotel, café da manhã e city-tour, a viagem sai por um preço mais baixo - compara Carmem.

Na unidade da CVC, maior operadora de viagens da América Latina, no Shopping Iguatemi, lugares nos pacotes para Buenos Aires no feriado de Páscoa estavam em lista de espera, e apenas seriam confirmados caso algum cliente desistisse da viagem. Uma opção mais garantida, oferecida pela atendente de viagens, era uma reserva para o feriado de Tiradentes, em 21 de abril. Para essa data, o turista também entrava em lista de espera, desta vez para confirmação de leitos em hotéis da capital portenha.

A procura por cidades do Mercosul, principalmente Buenos Aires, avalia a presidente da Abav/RS seria maior se o feriado de Páscoa fosse em abril:

- O dólar desvalorizado está possibilitando que as pessoas viajem depois das férias de verão, mesmo com os gastos do início do período letivo.

Fonte: ZH, 8/3/2008.

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07 março, 2008

Saiba como gastar pouco em uma viagem ao Japão

O país é caro, mas há maneiras de economizar escolhendo os lugares certos.
Uma refeição simples custa 500 ienes, o equivalente a R$ 8.

O Japão sempre aparece no topo de qualquer ranking dos países mais caros do mundo, com toda a razão. Tudo lá é muito caro mesmo. Mas nada muito acima das principais capitais européias. E nada do outro mundo em tempos de real forte. Para quem pensa em conhecer o país ou já está de malas prontas, dicas para economizar durante a viagem - e até antes. Acredite: conhecer a Terra do Sol Nascente já não é um sonho tão distante assim.

Passagem aérea

Quanto mais cedo você comprar a passagem, menos cara ela fica. É a lei do mercado mesmo: os bilhetes com as tarifas mais em conta sempre acabam primeiro. Se a antecedência da compra for boa, dá até pode viajar com todas as prestações pagas. Muitas companhias voam para o Japão, e a ordem é pesquisar. Há diferença de preço entre vôos com escala nos Estados Unidos (a partir de R$ 3,4 mil) ou na Europa (a partir de R$ 3,9 mil), mas também há que se levar em conta os gastos com os vistos (se for pelos EUA, por exemplo, é preciso tirar o visto de trânsito).

Hospedagem


Hotel no Japão é muito caro, mas quem disse que é preciso ficar em um? Por conta das altas diárias, o país desenvolveu uma oferta bastante satisfatória de albergues e hostels, que podem ser encontrados a partir de 3 mil ienes por dia (R$ 48). Já as hospedagens tradicionais mais baratas custam cerca de 8 mil ienes (R$ 130).

Outra opção, na verdade uma atração em si, são os hóteis do tipo cápsula, onde o hóspede dorme em um espaço mínimo (uma cápsula mesmo) em que só dá para se deitar. Lugar para mala, nem pensar. Ela fica em um armário à parte.

O banheiro, claro, é coletivo. Mas se o orçamento permitir ou a falta de espírito aventureiro falar mais alto, nada impede que você fique um hotel convencional, com banheiro privativo, mas sem nenhum luxo. Há um monte deles, e quem vai uma vez costuma voltar. O serviço costuma ser bom pelo que se paga, em média a partir de 4 mil ienes a diária (R$ 65).

Fazer reserva nunca é demais, principalmente para os estabelecimentos de maior procura, os mais baratos. As vagas ficam especialmente difícies na época do Ano Novo (27 de dezembro a 4 de janeiro), no feriado 'Golden Week' ou Semana Dourada (29 de abril a 5 de maio) e no 'Obon' (Finados) (uma semana em meados de agosto). Outro período em que ir para o Japão é uma aventura são as férias escolares de verão (de julho a agosto).

Alimentação

Não pense duas vezes antes de entrar em um restaurante no Japão e nem tenha vergonha de pedir para ver o cardápio (há muitos em inglês). É melhor do que passar por apertos depois. Uma dica imperdível: comer na hora do almoço (geralmente das 11h às 14h) é bem mais barato do que na hora do jantar.

Quem não quer gastar muito (nem dinheiro nem tempo) vai ficar satisfeito com o 'gyudon': uma tigela de arroz com tiras de carne bem finas, geralmente acompanhada de missoshiru (sopa de soja) e salada. Vende em tudo que é lugar. O prato custa 500 ienes (R$ 8).

A rede Yoshinoya, por exemplo, tem uma loja em cada esquina, sempre cheia. O prato chega em questões de cinco minutos. É comer, normalmente no balcão, e ir embora. Se resolver ficar para bater papo, é bem provável que peçam para dar o lugar para outro freguês.

Também há muitos restaurantes chineses com preços camaradas. Cadeias de fast-food existem aos montes, mas o que você paga por um sanduíche é o que você paga em um restaurante popular por uma refeição de verdade.

E comer em hotel? Nem pensar! E até com o café-da-manhã é preciso tomar cuidado. Tomá-lo na rua costuma ser bem mais barato. Por isso as diárias quase nunca o incluem, já que a demanda costuma ser baixa. Se quiser ir ao supermercado, dê preferência à noite, quando costumam acontecer as promoções (inclusive de pratos feitos).

Transporte

Enquanto estiver no Japão, esqueça que inventaram o táxi um dia. É absurdamente caro e não faz falta nenhuma. Se for desembarcar no Aeroporto de Narita com direção a Tóquio, jamais pegue um deles, pois vai sair uma fortuna.

Metrô e ônibus o levam aonde quiser, principalmente nas grandes cidades. Em Tóquio, no primeiro momento, até assusta o número de linhas (algumas dezenas) e de estações (algumas centenas). Peça um mapa em inglês em um guichê que toda estação tem ao lado das catracas. Aliás, na maioria das vezes a placas também têm escrita romanizada. O anúncio dos auto-falantes dentro dos vagões também é em inglês.

O bilhete é comprado nas máquinas (também bilíngües). Guarde-o sempre com você, pois é necessario passá-lo na estação de origem e na estação de destino. Caso perca, terá que comprar outro. Atenção: o preço do bilhete varia de acordo com a estação em que você desembarca e o tamanho do percurso feito. Se comprar um de valor inferior, o sistema acusará a diferença e você terá que cobrir. Mas nada de constragimento. É bem normal isso acontecer, inclusive com os próprios japoneses.

Uma dica importante é que no aeroporto, e só no Aeroporto de Internacional de Narita, estão à venda tíquetes do metrô exclusivos para turistas. São dois: um que vale por apenas um dia (600ienes/ R$ 9,60) e outro que vale por dois (980 ienes/ R$ 16). O número de viagens é ilimitado, e o preço, uma rebarba. Vale muito a pena.

Outra opção, porém só mais prática, porque não existe desconto nenhum, é o cartão Suica. Você compra nas lojas da JR (operadora de trens) e o carrega primeiramente com um mínimo de 2.000 ienes (R$ 33). Além de servir para o metrô e o ônibus, esta carga também pode ser usada para pequenas compras, como em lojas de conveniência. Em qualquer estação do metrô tem máquina para recarregar. Vale por dez anos e por isso é bom guardar para uma próxima viagem (caso queiram devolver, recebe-se 500 ienes - R$ 8 - de volta).

Ainda sobre o metrô: mais de uma operadora opera a malha em Tóquio. A integração entre as linhas de cada companhia é gratuíta. Mas para passar de uma operadora a outra é preciso comprar um bilhete novo. Só o cartão Suica serve para todas as operadoras, embora com o devido desconto nos créditos.

Entre uma cidade e outra, o melhor meio são os trens. São pontualíssimos e seguros. Ônibus são uma boa opção se quiser passar a noite no veículo e economizar uma diária de hotel. Avião é como táxi: caro.

Para turistas, a melhor opção é o Japan Rail Pass, exclusivo para viajantes estrangeiros. Mas é necessário sair do Brasil com o seu bilhete em mãos, porque no Japão nem vende. Pode ser válido para sete, 14 ou 21 dias e para classe turística ou executiva, em trens, metrôs e ônibus. O número de viagens é ilimitado, mas pense bem antes de comprar: se for fazer poucas viagens, talvez fique mais barato comprar as passagens normais. O Rail Pass não é aceito para o chamado 'Nozomi', modelo de trem-bala mais rápido do país.


Companhias aéreas
Air France:
4003-9955 (capitais e regiões metropolitanas) 0800 888-9955 (de outras localidades); Delta: 4003-2121 e 0800-881-2121 ( ambos de todas as cidades); Jal: (11) 3175-2270

Rail Pass

São Paulo

Agências Skyluxe: (11) 3254-5460

Caju Representações (11) 3101-1966

Rio de Janeiro
Univer Travel (21): 2532-8750

Tunibra turismo: (21) 2210-3263

Visto

Consulado do Japão:

São Paulo - (11) 3254-0100

Rio de Janeiro: (21) 3461-9595

Brasília: (61) 3442-4247

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06 março, 2008

US$ 1 = R$ 1,6610


Quem perde

Empresas exportadoras
Quem vende para o Exterior perde dinheiro porque os custos, calculados em reais, não caíram na mesma proporção da desvalorização do dólar.

Fabricantes de máquinas
O setor perde em duas pontas. Primeiro, a competitividade nas exportações. Por 10 anos, as indústrias de máquinas exportavam 40% da produção. Em 2007, as vendas para fora representaram 33%. A indústria de bens de capital (como são chamadas as fabricantes de máquinas) também passa a sofrer concorrência de empresas de outros países no mercado interno, que chegam ao Brasil com produtos baratos por conta do dólar baixo.

Produtores rurais
O Brasil é um grande exportador de grãos, carnes e outros produtos agropecuários. Com a queda do dólar, a receita das vendas ao Exterior é reduzida. Mas o setor vive um momento especial porque o preço destes produtos está em alta no mercado internacional. Por enquanto, o aumento de valor é maior do que as perdas com o câmbio.

Quem ganha

Turismo internacional
Um pacote de três noites para Buenos Aires custava R$ 1.150 há dois anos. Com a queda no dólar, é vendido hoje por R$ 825,50.

Consumidores de importados
Nos supermercados, os preços de alguns produtos importados estão baixando. Mas a indústria nacional tem conseguido competir com os artigos de fora. A prova disso é que a proporção de produtos importados nas gôndolas segue em 1,5% do total de itens oferecidos. As indústrias nacionais têm sido favorecidas com o aquecimento do mercado interno, que permite redução de preços e maior ganho em escala de vendas.

Matéria-prima importada
Empresas que dependem de artigos de fora do país para produzir ou de máquinas importadas estão tendo ótima oportunidade para produzir a preços baixos.

Controle da inflação
O aumento das importações força as empresas brasileiras a reduzir os preços de seus produtos para concorrer com os produtos de fora.

O que empurra para baixo

Algumas razões da desvalorização do dólar em relação ao euro:

Sob pressão
O euro chegou a ser negociado ontem a US$ 1,53, o valor mais alto desde o seu lançamento, em 1999. Desde 2002, o dólar perdeu 40% do valor em relação à moeda comum da União Européia (UE).

O dólar também está na menor cotação dos últimos três anos em relação ao iene, a moeda japonesa.

O banco JP Morgan divulgou relatório apontando que a moeda norte-americana atingiu em fevereiro o seu menor valor em 10 anos, na comparação com a maioria das moedas latino-americanas e asiáticas.

Inflação x atividade econômica

O enfraquecimento da economia dos Estados Unidos é o pano de fundo para as mudanças nas relações entre as moedas. Basicamente, o banco central norte-americano (Fed), que é o encarregado da política monetária interna, está concentrado em evitar que o país mergulhe na recessão. Por isso, vem reduzindo os juros, sem se preocupar com um eventual efeito colateral, que é o aumento da inflação.
O Banco Central Europeu (ECB) mantém como objetivo a rédea curta sobre a inflação, que em janeiro atingiu 3,2%, a maior variação em 11 anos. Assim, apesar de vários indicadores apontarem redução no ritmo da atividade econômica nos países europeus, não reduziu a taxa de juro básica, atualmente estabelecidas em 4% ao ano.
Os juros norte-americanos em patamares mais baixos estimulam o fluxo de dólares em direção a outros mercados. Com mais dólares ingressando, a tendência é a moeda local, como o real, se valorizar.

Redução do déficit dos EUA

Para muitos economistas, a desvalorização do dólar não é de todo malvista pelo governo norte-americano, porque auxilia na redução do gigantesco rombo nas contas externas do país. Além disso, os produtos importados ficam mais baratos, ajudando a estimular o consumo interno e evitando o agravamento do desaquecimento da economia.

Commodities valorizadas

A contínua valorização dos preços internacionais dos produtos básicos, estimulados pelo aumento do consumo mundial liderado pela Ásia, aumenta a receita em dólares dos países exportadores. No caso do Brasil, as empresas que vendem ao Exterior têm de trocar seus dólares por real. Muitos dólares aumentam a procura pela moeda nacional, que se valoriza.

Consumo interno em alta

A exemplo do que ocorreu em 2007, a indústria brasileira e o governo projetam que o crescimento da economia interna este ano será novamente liderado pela atividade no mercado nacional. Com volume recorde de reservas, exportações fortes, inflação controlada, produção em alta e menos dependente dos EUA para vender ao Exterior, o Brasil deve continuar com a moeda local valorizada. O país está muito próximo de receber o investment grade (recomendação internacional de investimento) o que deve aumentar o ingresso de dólares e, em decorrência, manter a moeda norte-americana muito próxima das atuais cotações frente ao real.

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Frota mundial atinge 1 bilhão


Pela primeira vez na história, a frota mundial de veículos atinge 1 bilhão de unidades. E, em seis anos, o mercado de países emergentes - entre os quais o Brasil - será maior que o dos países tradicionais, como Estados Unidos e Europa. As conclusões são da Organização Mundial da Indústria Automobilística (Oica, sigla em inglês), que nesta semana está reunida em Genebra.Diante do peso cada vez maior do Brasil no mercado mundial, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) passou a fazer parte do conselho diretor do grupo. Apesar das previsões, o Brasil deve sofrer uma queda de 5% nas exportações de veículos em 2008. - A lógica está sendo invertida. Os dados já mostram que, em 2013 ou 2014, o mercado mais importante será o dos emergentes - China, Rússia, Índia e Brasil - , e não os tradicionais consumidores - afirmou o presidente da Anfavea, Jackson Schneider.

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05 março, 2008

Investir em educação da mulher aumenta PIB

Investir em educação feminina acelera o crescimento econômico de países, informa relatório do banco Goldman Sachs divulgado ontem. Conforme o estudo, o investimento na educação das mulheres tem o potencial de elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,2% ao ano no bloco chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). Além disso, a diferença educacional entre os sexos pode resultar em alta extra de 14% da renda per capita até 2020 e em 20% até 2030.

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03 março, 2008

Warren Buffet anuncia lucro de R$4 bilhões




Por carta, o bilionário concluiu que os brasileiros que compraram dólares para se proteger perderam metade de sua renda líquida nos último cinco anos

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