30 agosto, 2008

Saiba como tirar passaporte

O processo de solicitação de passaporte inicia com o acesso ao site do Departamento de Polícia Federal www.dpf.gov.br. No site, clique no link "Informações gerais e requerimento de passaporte" e em seguida selecione a localidade onde deseja requerer o passaporte. Existem dois modelos do documento, o passaporte comum padrão ICAO, cor azul e o passaporte modelo antigo padrão não-ICAO, cor verde. Verifique o seu modelo de passaporte no site.

Leia as informações e clique em "emissão do passaporte". Preencha o formulário com seus dados e ao final digite o código de segurança e clique em confirmar. Serão exibidos três botões, inicialmente clique em "gerar protocolo", depois "gerar GRU" (guia para pagamento da taxa) e finalmente em "fechar". Caso haja dúvidas sobre o preenchimento dos seus dados, ligue para 0800-9782336 ou entre em contato pelo e-mail cau.cti@dpf.gov.br. Outros esclarecimentos aqui.

Após a inclusão dos dados será emitida a Guia de Recolhimento da União (GRU). O boleto deve ser pago, respeitando sua data de vencimento. A taxa de concessão de passaporte comum ICAO, cor azul, é de R$ 156.07, já a concessão de novo passaporte sem a apresentação do anterior (válido ou não) custa R$ 312,14. Nas unidades que emitem o passaporte antigo (cor verde) a taxa é de R$ 89,71, e R$ 179,42, para pedir a renovação ou outro passaporte sem a apresentação do documento antigo.

Por fim, compareça ao posto do DPF munido da documentação original exigida (veja abaixo), GRU paga e protocolo da solicitação. Em algumas unidades do DPF é necessário fazer o agendamento prévio. Verifique no site se é preciso agendar o atendimento no posto escolhido.

DOCUMENTOS
O interessado em obter o passaporte comum deve ser brasileiro nato ou naturalizado. Para realizar o pedido é preciso comparecer em quaisquer das unidades descentralizadas ou postos de atendimento do Departamento de Polícia Federal e apresentar em original os seguintes documentos:

Carteira de Identidade Civil (RG) e Certidão de Casamento com a devida averbação, se for o caso, para as pessoas que tiverem o nome alterado em razão de casamento, separação ou divórcio;
Carteira de Identidade Civil (RG) ou Certidão de Nascimento para os menores de 12 anos;
Título de Eleitor e comprovantes de que votou na última eleição (dos dois turnos, se houve). Na falta dos comprovantes, declaração da Justiça Eleitoral de que está quite com as obrigações eleitorais, ou justificativa eleitoral;
Documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório, para os requerentes do sexo masculino a partir de 01 de janeiro do ano em que completam 19 anos até 31 de dezembro do ano em que completam 45 anos;
Certificado de Naturalização, para os Naturalizados;
Comprovante de pagamento da taxa em reais, por meio da guia GRU (Guia de Recolhimento da União), que deverá ser preenchida pela internet, sendo necessário o CPF do requerente ou responsável, código da receita e da unidade arrecadadora conforme tabela das receitas existente na própria guia;
Apresentar o Passaporte anterior, quando houver (válido ou não). A não apresentação deste, por qualquer motivo, implica em pagamento da taxa em dobro;
O brasileiro que tiver seu passaporte válido inutilizado por qualquer repartição consular ou de imigração estrangeiras, no Brasil ou no exterior (por negativa de visto ou deportação), não está impedido de requerer um novo passaporte. Basta apresentar o passaporte, válido ou não, para cancelamento.
Conforme legislação, outros documentos poderão ser exigidos.

Outras informações
É obrigatória a presença do requerente na unidade do DPF, inclusive menor de 18 anos. As coletas de digitais, assinatura e fotografia serão realizadas nas dependências da Polícia Federal, por meios eletrônicos. Nas unidades que ainda emitem o passaporte do modelo antigo é preciso, além dos documentos, levar duas fotografias 5x7, com data.

O passaporte será entregue pessoalmente a seu titular, mediante apresentação de documento de identidade e assinatura de recibo. Busque seu passaporte no horário e local indicados. O prazo de entrega é de no máximo seis dias úteis.

A validade do passaporte é de até cinco anos. Expirado o prazo de validade deverá ser solicitado um novo documento.

Não há renovação nem prorrogação de passaporte, se o seu está com prazo de validade expirado ou prestes a expirar e você deseja obter um novo documento de viagem, serão exigidos TODOS os documentos originais relacionados.

Novo passaporte
O novo passaporte comum padrão ICAO, cor azul, foi implantado em algumas cidades brasileiras. As demais unidades do DPF continuam expedindo o passaporte modelo antigo (padrão não-ICAO, cor verde). O titular do passaporte comum padrão não-ICAO, cor verde, poderá utilizá-lo regularmente até a data de vencimento indicada na caderneta.

Visto
A Policia Federal trata apenas de assuntos pertinentes ao passaporte comum brasileiro. Para renovação do visto, dirija-se à embaixada ou consulado do país que você deseja obter o visto.

Fonte: Site do Departamento de Polícia Federal

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24 agosto, 2008

Região Sul quer incentivar transporte aéreo regional

Segundo país no ranking da movimentação aérea mundial, o Brasil tem só 52 cidades cobertas pelo transporte aeroportuário. Diante da sobrecarga dos aeroportos brasileiros em funcionamento, a ampliação de destinos regionais é vista como o grande trunfo para socorrer o sistema de aviação aérea. Para impulsionar investimentos na área, representantes de empresas e de ministérios envolvidos formaram um grupo de trabalho nesta semana, em Porto Alegre.

Durante a primeira edição do Seminário Transporte Aéreo Regional e Logística Integrada ao Turismo, foram debatidas ações para ampliar a oferta de vôos regulares e incrementar o turismo doméstico nos três estados da região Sul. 'Há uma carência por investimentos no sistema aeroportuário do país, já que muitas vezes não é oferecida nenhuma segurança ao empresariado', explicou o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar), Apostole Lazaro Chryssafidis.

Atualmente, existem 16 empresas do ramo em operação no país, as quais transportam cerca de 250 mil passageiros por mês. No Rio Grande do Sul, apenas duas companhias atendem destinos curtos dentro do Estado: a NHT Linhas Aéreas e a Trip Linhas Aéreas. 'Precisamos criar um arcabouço legal que proporcione condições viáveis para investimentos em vôos domésticos', acrescentou o presidente da entidade. Um dos palestrantes do evento, o relator da CPI da Crise do Tráfego Aéreo, deputado federal Marco Maia (PT-RS), destacou o amplo espaço para a expansão do sistema aeroportuário no Brasil. 'Nossa aviação regional é deficitária, ao contrário dos Estados Unidos', exemplificou o parlamentar, acrescentando que a demanda na aviação brasileira cresce cerca de 10% ao ano. Maia apontou ainda que tanto o turismo quanto o desenvolvimento de regiões gaúchas passam pelo crescimentos das rotas aéreas.

Na próxima semana, o parlamentar buscará uma agenda para os representantes do setor serem recebidos no Ministério do Turismo, em Brasília. Inicialmente, o grupo de trabalho é formado por representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério do Turismo, Ministério da Defesa Civil e Abetar.

Correiodo Povo, 24 de agosto de 2008.

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18 agosto, 2008

Varejo eletrônico prevê faturamento recorde de R$ 8,5 bilhões

Com apenas 13 anos de existência, o varejo eletrônico deve alcançar faturamento digno de empresas do mundo real: R$ 8,5 bilhões, o que representa um aumento de 35% em relação a 2007. A estimativa foi feita pela empresa de informações de comércio eletrônico E-bit, ligada à Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, principal entidade da economia digital na América Latina.

O resultado histórico é fruto da mudança de hábito do consumidor, que aumentou seu gasto médio, com a queda de 12% nos preços dos produtos vendidos pela internet, gerada pela desvalorização do dólar, diz o G1. Na terça-feira (19/8), o E-bit, que acompanha semestralmente o setor, divulgará o balanço da primeira metade do ano. Estudo da E-bit mostra que a média de gasto individual dos consumidores do varejo virtual foi de R$ 324 no primeiro semestre. Em igual período de 2007, era de R$ 298.

De acordo com o Último Segundo, a deflação de dois dígitos no comércio eletrônico foi apurada pelo Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração, da USP, no período de 12 meses até junho. Já o custo de vida medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 6,06%.

“O aumento do gasto médio do consumidor na internet ocorre porque eles passaram a comprar produtos de maior valor, não se limitando aos CDs, livros ou DVDs”, afirma o diretor-geral da E-bit, Pedro Guasti ao Estadão Online . Com esse cenário, duas gigantes do varejo, Casas Bahia e Wal-Mart, confirmam planos de criar portal de vendas ainda este ano.

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14 agosto, 2008

Alta do crédito deve ajudar a impulsionar safra de 2009

11 agosto, 2008

Pagamentos eletrônicos crescem 9,4% em 2007 e cai uso de cheques no Brasil

Segundo Banco Central, também subiu utilização de dinheiro no país.Cartões de crédito ultrapassam marca dos cem milhões em 2007.
O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (11) um "diagnóstico" no qual informa que os pagamentos realizados por meios eletrônicos cresceram 9,4% de 2006 para 2007, chegando a 81,1% no ano passado.

Esses dados consideram apenas os meios eletrônicos e cheques, e não contabilizam os pagamentos feitos com dinheiro. Segundo o BC, são considerados meios eletrônicos de pagamento: cartões de débito e de crédito, transferências de crédito (DOC, TED e Bloquetos de Cobrança) e débitos em conta.

No período de 2002 a 2007, que engloba todas as pesquisas realizadas pelo Banco Central, o crescimento do uso de meios eletrônicos de pagamento foi 53,4%.

"A maior utilização dos instrumentos eletrônicos evidencia-se quando se observa que o total de pagamentos não-em-dinheiro cresceu 53,4%, ao passo que os cheques decresceram 36,8% no período de 2002 a 2007. Considerando-se o período de 2006 a 2007, esses percentuais foram de 9,4% e -10,6%", informou o BC no diagnóstico.

Cheques
Já o uso do cheque, de acordo com a instituição, caiu 10,6% no ano passado, frente a 2006, e 36,8% nos últimos seis anos. A participação dos cheques (sem considerar pagamentos em espécie), por sua vez, caiu de 23,1% em 2006 para 18,8% no ano passado.

"O valor médio por cheque aumentou cerca de 15%, superior à inflação do período, indicando que a substituição desse instrumento por instrumentos eletrônicos ocorre, principalmente, nas transações de pequeno valor", avalia o BC.

Papel-moeda
A utilização do papel-moeda como instrumento de pagamento, segundo o Banco Central, aumentou nos últimos quatro anos à média anual de 17%. "A quantidade de papel-moeda per capita, que era de R$ 242,52 em 2002, subiu para R$ 442,83 em 2007", informou a instituição.

Cartões de crédito
Segundo o Banco Central, houve "aceleração" no crescimento da quantidade de cartões de crédito em circulação, que aumentou 38% de 2006 para 2007, ante crescimento médio de 25% nos três anos anteriores. No ano passado, os cartões de crédito ultrapassaaram a barreira dos 100 milhões. Em 2006, estavam em cerca de 87 milhões, passando para cerca de 120 milhões de cartões válidos no ano passado.

Instrumentos eletrônicos
Dentre os instrumentos eletrônicos, informou o Banco Central, destacaram-se os cartões de pagamento, cuja participação representava 46,2% do total de pagamentos de varejo em 2006 e passou a ser de cerca de 50% em 2007.

No grupo de pagamentos com valores unitários inferiores a R$ 5 mil, as transações com cartões aumentaram sua participação de 48% para 55% e a das transferências de crédito (DOC, Bloquetos e TED) de 17% para 22%, enquanto a dos cheques reduziu de 34% para 23%.
A participação das TED (transferências eletrônicas disponíveis) com valor até R$ 5 mil, cujo depósito na conta corrente do destinatário acontece de imediato, passou de 6,9% em 2005 para 8,3% em 2007.

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10 agosto, 2008

Commodities têm queda recorde e aliviam inflação

Os preços das commodities já caíram mais de 12% em agosto e tiveram o maior recuo da década. O índice Commodity Research Bureau (CRB), que acompanha a cotação das matérias primas comercializadas em larga escala no mercado mundial nos mercados futuros, fechou sexta-feira em 387,42 pontos, depois de ter atingido 440,7 pontos em julho e 443,8 pontos em junho, o pico da série histórica.

A tendência de queda é visível desde o mês passado. Nos últimos 30 dias, a cotação da soja, por exemplo, caiu 22% no mercado futuro; o milho, 27%; o petróleo, 17%; e o alumínio, 10%. Esse movimento alivia a pressão sobre a inflação neste ano e deve trazer os índices para níveis próximos do centro da meta seguida pelo Banco Central (BC), de 4,5% para 2009, prevêem os economistas.

Dois indicadores divulgados na semana passada reforçam essa tendência. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, encerrou julho em 0,53%, ante 0,74% no mês anterior. A desaceleração foi provocada pela perda de fôlego dos preços dos alimentos, que aumentaram 1,05% em julho, a metade da variação de junho (2,11%). A primeira prévia deste mês do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) apresentou deflação de 0,01%, depois de ter subido 1,55% em julho. Nesse caso, também os alimentos ajudaram a derrubar a inflação tanto no atacado como no varejo.

A desaceleração da inflação estampada nos índices reflete só uma parte do recuo dos preços das commodities, afirma o sócio-diretor da RC Consult, Fábio Silveira. "O maior impacto está por vir." Segundo ele, a inflação deste ano dificilmente vai superar 6,5% e deve ficar abaixo de 4,5% em 2009 por causa da queda das commodities. "Se alguém tinha dúvida de que o BC traria a inflação de 2009 próximo da meta, agora ela diminuiu", diz o economista do Banco Real, Fábio Susteras.

http://www.estadao.com.br/economia/not_eco221096,0.htm

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Classe C ganha corpo e muda o conceito de classe média


A emergência da classe C já coloca em xeque o conceito de classe média no Brasil. Tradicionalmente associada à faixa da população com padrões de consumo semelhante aos da classe média dos países ricos, que no Brasil não atinge nem 15% do total, o conceito agora está se expandindo para a classe C, que abrange 42,5% dos brasileiros, segundo o chamado "critério Brasil" - sistema padronizado de estratificação econômica utilizado por empresas e agências de publicidade.
E, de acordo com pesquisa divulgada nesta semana pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a classe C, definida como a "nova classe média", com renda familiar total entre R$ 1.064 e R$ 4.591, já representa 51,9% da população nas seis principais regiões metropolitanas do País.
"Ainda não se chama muito a classe C de classe média, mas não há dúvida de que ela está na crista da onda, é a menina-dos-olhos das empresas e já está incluída socialmente, o que não é uma característica de classe baixa", diz Isabelle Perelmuter, vice-presidente de planejamento da agência de publicidade Fischer America.
A inserção da classe C na classe média ainda é polêmica. "Eu acho um pouco demais, já que estamos falando de um nível muito básico de consumo", diz Daniel Chalfon, sócio-diretor de mídia da agência de publicidade MPM. Ele observa que, pelo "critério Brasil", uma pessoa com ensino médio incompleto, que possua TV, rádio, aspirador, máquina de lavar e geladeira, e more num domicílio com um banheiro já é considerada classe C. "Não precisa ter nem casa própria nem carro", acrescenta Chalfon, citando dois itens emblemáticos do conceito tradicional de classe média.
Para o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio, determinar a classe média apenas pela renda e pelo consumo é uma visão reducionista. Ele explica que, na perspectiva clássica, a classe média é composta por pessoas que têm acesso a serviços de saúde, educação e previdência com alta qualidade. "A classe C pode comprar um plano de saúde ou de previdência e mandar os filhos para escola particular?", pergunta Ismael. Ele mesmo responde: "Claro que não". De acordo com o cientista político Alberto Carlos de Almeida, diretor do instituto Análise, pesquisas indicam que, na cidade de São Paulo, 80% das pessoas se consideram pobres, proporção que inclui grande parte da classe C. "A maioria esmagadora no Brasil se diz pobre, o que é visto como uma posição boa, que dá direitos simbólicos", ele diz.
Mas, independentemente da auto-imagem das pessoas, o dinamismo consumidor que a classe C vem mostrando no Brasil faz com que vários especialistas já vejam nesse segmento um embrião de atitudes e de visão do mundo típicos de classe média. Segundo Paulo Stephan, diretor-geral de mídia da agência de publicidade Talent, o apetite de consumo da classe C "é brutal, imediato - se acertar as condições da oferta que possibilitem o acesso, é maluca a vontade que ela tem de consumir o que a classe média tradicional já consome".
ESTADO DE ESPÍRITO
Um quase consenso entre profissionais de marketing e publicidade é que a classe C não vai mais às compras apenas olhando para o preço, mas é exigente, discrimina as marcas e é muito sensível aos apelos da qualidade, da tecnologia e até do status. Stephan menciona um cliente da agência, fabricante de papel higiênico, que "acertou o preço" do produto de folha dupla de tal forma a torná-lo acessível à classe C. "Agora, a demanda cresceu tanto que eles não conseguem suprir."
Isabelle, da Fischer America, observa que a penetração da internet tem aumentado velozmente na classe C, que já abriga 35% dos internautas do País. "Hoje, eles navegam muito em comunidades virtuais que formam opinião sobre marcas e produtos - esse consumidor bem informado começa a ter o mesmo critério de qualidade atualizado dos mais ricos, que permite distinguir o que é bacana e moderno." Ainda há, é claro, uma restrição de acesso, mas ela nota que a rápida expansão do crédito está contornando as limitações de renda.
Em termos estatísticos, não há dúvida de que a classe C está na "média" da estratificação de renda brasileira, com 25% da população acima e 35% abaixo, como observa a socióloga Fátima Pacheco Jordão. Para ela, pelo fato de ser majoritária, a classe C será cada vez mais decisiva em termos de consumo.
Ela cita o crescimento espantoso de alguns jornais populares, como o SuperNotícia, de Minas Gerais, cuja circulação subiu de 179.981 para 301.362 exemplares entre o primeiro semestre de 2007 e o de 2008. Segundo José Roberto Tambasco, vice-presidente comercial e de operações do Grupo Pão de Açúcar, "nenhum negócio hoje pára de pé se não estiver olhando a classe C, a não ser que seja voltado a um nicho".
Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais (CPS) da FGV, responsável pela pesquisa "A Nova Classe Média", nota que "há uma visão de que a classe média é um estado de espírito". Ele cita o jornalista e escritor americano Thomas Friedman, para quem os participantes da classe média são definidos pelo fato de que têm um plano de ascensão social para o futuro e são empreendedores.
Neste sentido, a classe média é um dos dínamos do desenvolvimento da sociedade. A classe C no Brasil, de acordo com alguns especialistas, já tem este germe da ascensão e do empreendedorismo.
Para o sociólogo e cientista político Amaury de Souza, sócio-diretor da MCM Consultores Associados, "esta nova classe média baixa é extremamente ambiciosa, dinâmica, confiante em si mesma e tem valores mais sólidos".
Por outro lado, ainda faltam à classe C diversos elementos da visão clássica de classe média, como frisa Souza, citando a casa própria, a educação universitária dos filhos e a teia de contatos sociais. "As classes mais pobres não têm essa multiplicidade de contatos, que ajuda os filhos a subirem", ele diz.
Segundo Fátima , a classe C ainda não consolidou diversos padrões, como uma exigência maior em relação a direitos sociais, serviços públicos e educação. "Ela até agora aproveitou-se mais do processo de consumo do que do processo democrático e de acesso à cultura", conclui.

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08 agosto, 2008

Inflação entrou em processo de desaceleração, afirma FGV

A inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) entrou em processo de desaceleração, e o índice acumulado nos últimos 12 meses deverá arrefecer nos próximos até setembro. De agosto de 2007 a julho deste ano, o IGP-DI tem alta acumulada de 14,81%, maior índice desde outubro de 2003, quando alcançara 15,77%.

Diante do quadro mais positivo, o economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Salomão Quadros alertou que a queda não significa que a inflação acabou, já que alguns índices macroeconômicos, como a pressão da demanda, continuam influentes no cenário geral.

"A tendência dos IGPs, por ora, é continuar em desaceleração. Mas a situação não é confortável, os estoques estão baixos e o mercado fica mais suscetível a alterações. estamos voando em condições de tensão", afirmou.

O IGP-DI teve desaceleração em julho, registrando alta de 1,12%, ante elevação de 1,89% em junho. No ano, o índice acumula alta de 8,35% . Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela FGV.

O resultado teve influência decisiva dos preços no atacado, que pelo IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 1,28%, contra 2,29% em junho. A desaceleração foi generalizada e indiscutível, avaliou Quadros. Os alimentos desaceleraram para 0,28%, depois de alta de 2,66% no mês anterior. O destaque ficou por conta dos produtos in natura, que caíram 2,54%, depois de crescerem 5,64% em junho. O feijão teve redução de 7,57%, depois de alta de 23,82% no mês anterior, e a batata-inglesa variou de 3,60% para -8,11% em julho.

"Muitas dessas quedas já estão chegando ao varejo", observou Quadros.

Entre os alimentos processados, que variaram de 1,68% em junho para 1,25% no mês seguinte, a influência nessa queda ficou por conta das carnes. A bovina, que havia aumentado 9,47%, desacelerou para 2,68% em julho. As aves tiveram aumento de 2,67%, ante alta de 4,06% em junho. No mesmo ritmo vieram o leite industrializado (de 1,34% para -0,67% em julho) e o óleo de soja refinado (de -0,89% para -1 ,22%).

Entre os bens intermediários, que desaceleraram de 2,59% para 1,86%, a influência decisiva foi dos fertilizantes, que aumentaram 0,59%, depois de subirem 6,95% em junho. Nos últimos 12 meses, acumulam alta de 86,91%.

No estágio de matérias-primas brutas, que no geral desaceleraram de 3,33% para 1,39%, Quadros destacou o menor ritmo de alta da soja (10,17% para 2,01%) e a maior queda do preço trigo (-2,47% para -5,68%). Os bovinos desaceleraram de 11,29% para 3,53%, e o leite in natura caiu 2,59%, depois de ter apresentado alta de 0,56%.

Para o consumidor, o preço do arroz e feijão subiu 2,29%, ante alta de 11,18% no mês anterior. Também houve desaceleração entre hortaliças e legumes (0,83% para -1,66%), massas e farinhas (2,11 para 0,61%) e carnes bovinas (8,05% para 3,39%). O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) aumentou 0,53% em julho, ante 0,77% verificado no mês anterior.

"No IPC, há mais espaço para o alimentos baixarem", completou Quadros.

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07 agosto, 2008

Revista Isto é Dinheiro | 06 de Agosto de 2008 | Edição Nº566

06 agosto, 2008

Alguns dribles de Andres D'Alessandro

Vejam alguns dribles do novo reforço Colorado.

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