27 fevereiro, 2009

Intelectuais lançam manifesto de repúdio à Folha de S.Paulo

Manifesto protesta contra um editorial publicado quatro dias antes pelo jornal, que minimiza os crimes da ditadura militar e classifica o período como "ditabranda". O texto também presta solidariedade aos professores Fábio Konder Comparato e Maria Victória de Mesquita Benevides, cuja indignação ao editorial foi classificada como "cínica" e "mentirosa" pela Folha.


SÃO PAULO - Um grupo de intelectuais lançou sábado (21) um abaixo-assinado na internet ( http://www.ipetitions.com/petition/solidariedadeabenevidesecomparat/index.html ) em repúdio à Folha de S.Paulo. O manifesto protesta contra um editorial publicado quatro dias antes pelo jornal, que relativiza as atrocidades da ditadura militar (1964-1985) e classifica o período como "ditabranda".

O texto condena "o estelionato semântico manifesto pelo neologismo 'ditabranda' e, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pos-1964". Segundo os signatários do manifesto, "a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do pais".

Outra motivação do abaixo-assinado foi prestar solidariedade aos professores acadêmicos Maria Victória de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato, cuja legítima indignação ao editorial foi tachada de "cínica" e "mentirosa" pela Folha. "Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro", diz o texto.

A íntegra do manifesto é a seguinte:

REPÚDIO E SOLIDARIEDADE

"Ante a viva lembrança da dura e permanente violência desencadeada pelo regime militar de 1964, os abaixo-assinados manifestam seu mais firme e veemente repúdio à arbitrária e inverídica “revisão histórica” contida no editorial da Folha de S. Paulo do dia 17 de fevereiro último. Ao denominar “ditabranda” o regime político vigente no Brasil de 1964 a 1985, a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do país.

Perseguições, prisões iníquas, torturas, assassinatos, suicídios forjados e execuções sumárias foram crimes corriqueiramente praticados pela ditadura militar no período mais longo e sombrio da história política brasileira. O estelionato semântico manifesto pelo neologismo “ditabranda” é, a rigor, uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pós-1964.

Repudiamos, de forma igualmente firme e contundente, a “Nota de redação”, publicada pelo jornal em 20 de fevereiro (p. 3) em resposta às cartas enviadas à seção “Painel do Leitor” pelos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato. Sem razões ou argumentos, a Folha de S. Paulo perpetrou ataques ignominiosos, arbitrários e irresponsáveis à atuação desses dois combativos acadêmicos e intelectuais brasileiros. Assim, vimos manifestar-lhes nosso irrestrito apoio e solidariedade ante às insólitas críticas pessoais e políticas contidas na infamante nota da direção editorial do jornal.

Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro".




Carta Maior

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26 fevereiro, 2009

Trocas movimentam comércio no Paraná

20 fevereiro, 2009

Google Phone a caminho do Brasil



Está sendo preparada a chegada do telefone celular do Google no Brasil.

O caminho foi aberto por parceria da operadora Tim com a fabricante chinesa Huawei Technologies (HCT), que vai ficar encarregada de desenvolver um aparelho que opere pela plataforma Android, do Google, no país.

É o primeiro acerto oficial que prevê a chegada da tecnologia ao mercado brasileiro.

Lançado em outubro de 2008 nos Estados Unidos e em novembro no Reino Unido, o primeiro aparelho a utilizar o software Android foi produzido pela HTC e comercializado pela operadora T-Mobile.

O Google Phone - denominado G1 - vem com aplicativos como Google Maps, Gmail e acesso direto à loja MP3, da Amazon.

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18 fevereiro, 2009

Seu casamento vai funcionar? Descubra na calculadora

A economista americana Betsey Stevenson desenvolveu uma calculadora que, segundo ela, prevê as chances de divórcio. A ferramenta funciona com uma comparação de estatísticas dos divórcios realizados nos Estados Unidos com os dados fornecidos pelos usuários, como idade, tempo de casamento, número de filhos e grau de escolaridade. Confira!





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15 fevereiro, 2009

Indústria corta 32,5 mil vagas e tem pior janeiro desde 2006

O nível de emprego na indústria paulista caiu pelo quarto mês consecutivo em janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 13, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O resultado com ajuste sazonal registrou queda de 1,86% em janeiro, ante dezembro. Sem o ajuste sazonal, o emprego recuou 1,34%, na comparação com dezembro, o que resultou no fechamento de 32.500 vagas, que se somaram às 130 mil vagas eliminadas em dezembro.

Na comparação com janeiro de 2008, também houve queda de 2,22%. Ambos os resultados - com ou sem ajuste sazonal - foram os piores para meses de janeiro desde 2006, na série histórica disponibilizada pela entidade. Por mudança de metodologia, a pesquisa passou a partir deste mês a avaliar 22 setores industriais, ao invés dos tradicionais 21. Desse grupo de 22, 19 demitiram, dois contrataram e um manteve o nível de emprego estável.


http://www.estadao.com.br/economia/not_eco323310,0.htm


A confiança dos empresários da indústria paulista melhorou na primeira quinzena de fevereiro. O índice Sensor, medido pela Fiesp, ficou em 41,4 pontos nos 15 primeiros dias de fevereiro, ante 38,7 pontos na segunda quinzena de janeiro.

Embora resultados abaixo dos 50 pontos sejam considerados fracos, houve melhora considerável em dois dos itens que compõem o indicador: mercado, que registrou 49,8 pontos e voltou a se aproximar dos 50 pontos, dos quais estava distante desde novembro (em outubro, o item estava em 53 pontos); e investimentos, que alcançou 47 pontos, ante 38,9 pontos na segunda quinzena de janeiro. Três itens permanecem com resultados mais baixos: vendas ficou em 35,5 pontos; estoque, 32 pontos; e emprego, 42,6 pontos.

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08 fevereiro, 2009

Dalessandro & Nilmar matam o rival outra vez.



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Apos mais essa vitoria no greNAL 374, o Sport Club Internacional segue com ampla vantagem no confronto. Temos 139 vitorias, 117 empates e 118 tropecos.

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07 fevereiro, 2009

Tabela Campeonato Brasileiro 2009

A CBF acabou de divulgar a tabela do Campeonato Brasileiro 2009.

Aqui esta: http://www.cbf.com.br/destaques/tabelaa2009.xls

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02 fevereiro, 2009

Continuar no aluguel ou entrar em um financiamento?

A compra da casa própria é o sonho de muita gente, mas nem sempre a melhor escolha financeira


Com a redução do ritmo de negócios no mercado de imóveis, mas ao mesmo tempo o aumento do custo dos financiamentos, investidores se perguntam se o momento atual é propício para deixar de morar de aluguel. “A princípio, o brasileiro tem uma necessidade de ter uma casa própria, mas nem sempre é o melhor negócio”, defende o professor de finanças Ricardo Rocha, do Ibmec São Paulo.

Para o diretor da consultoria imobiliária FPS, Alexandre Pádua, o primeiro passo antes da tomada da decisão é comparar o valor pago de aluguel e o da prestação do financiamento. “Se a prestação for próxima ou menor que o aluguel, o financiamento torna-se interessante”, pondera. Às vezes, é melhor continuar morando de aluguel porque quanto maior a entrada, menor é o pagamento de juros. “Quanto mais dinheiro o interessado conseguir economizar para dar de entrada, menor será o juro e melhor a compra”, diz.

Para se ter uma idéia, para financiar um imóvel de R$ 220 mil – algo em torno de 70 metros quadros, dois quartos e uma vaga na Pompéia, na zona Oeste de São Paulo - é preciso dispor de R$ 44 mil – já que a maioria dos bancos só empresta 80% do valor. Em um financiamento de 15 anos, com taxa de juros de 11,5% ao ano, a prestação ficaria em R$ 2.701, dinheiro suficiente para pagar o aluguel de uma unidade semelhante (cerca de R$ 1,3 mil por mês) e economizar R$ 1,4 mil ao mês para aumentar o valor de entrada.

Nesta hipótese, depois de um ano, o interessado teria R$ 60 mil para dar de entrada, o que faria a prestação cair para R$ 2,45 mil. Vale lembrar que depois de 12 meses, se os valores do aluguel e do imóvel fossem mantidos, ainda valeria a pena continuar no aluguel e ir aumentando a poupança.

Mas ter uma grande quantia para dar de entrada no financiamento ou mesmo pagar o imóvel à vista nem sempre significa que a aquisição ainda é o melhor negócio. Rocha dá um exemplo de compra desvantajosa: “Supondo que um comprador possua R$ 500 mil e aplique em investimentos conservadores com juro de 10% ao ano, teria R$ 50 mil de rendimento ao ano”, calcula. Mesmo com o Imposto de Renda, ele irá possuir uma renda mensal de R$ 3.020. “Com R$ 1.500, ele já consegue alugar um bom imóvel e ainda sobra um rendimento”, diz.

Segundo a última pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), em novembro, o aluguel de um apartamento de três dormitórios foi de, em média, R$ 1.537,69, na zona E da capital paulista, que inclui bairros como Paraíso, Pinheiros e Vila Mariana.
Fatores pessoais

Quem está na dúvida entre as duas opções ainda deve dimensionar a real necessidade de comprar determinados imóveis. “Vejo muitos recém-casados financiando imóveis maiores do que precisam porque pensam que a família vai crescer um dia”, exemplifica Rocha.

O recomendado, segundo o especialista, é pagar menos e poupar mais. “O casal poderia adquirir um imóvel menor em menos tempo. Em geral, os casais ainda demoram alguns anos para ter filhos. Quando isso ocorrer, eles podem já ter feito uma poupança e comprar um imóvel ainda maior do que o pensado anteriormente”, afirma.

Segundo especialistas, há ainda o erro de comprar um imóvel em um local distante. “O comprador compara o valor do aluguel com a prestação e vê que é possível financiar o bem, mas se esquece de levar em conta que o imóvel que cabe no bolso fica a 25 quilômetros do trabalho e ele terá outros gastos com transporte a partir da compra”, diz Rocha.

Renda
Nesses tempos de crise, outra questão importante e não comprometer grande parcela da renda com financiamentos. Atualmente, a família pode comprometer entre 25% e 30% da renda no pagamento mensal das parcelas. Para Rocha, porém, essa porcentagem deveria representar todos os financiamentos e não somente o imobiliário. “O pagamento do imóvel deve representar no máximo 20% da renda”, aconselha o professor do Ibmec São Paulo.

Ele ainda lembra que quem optar por financiar o imóvel deve depender o mínimo possível da renda de outras pessoas da família. “É difícil controlar os gastos que não são seus. Em um mês a pessoa pode se descontrolar e comprometer o pagamento”, diz.

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01 fevereiro, 2009

Os 25 principais culpados pela crise global


Como a temporada é de buscar culpados pela crise que está rachando a economia mundial, o jornal britânico The Guardian já facilitou a tarefa.

A publicação elaborou uma lista daqueles que seriam considerados os 25 principais responsáveis pela turbulência que está minando finanças, empregos e nervos pelo mundo afora.

Na reportagem, o The Guardian dispara: “A pior crise econômica desde a Grande Depressão não é um efeito natural, e sim um desastre fabricado pelo homem, no qual todos tiveram a sua participação”.

O elenco tem à frente aquele que durante quase duas décadas comandou o mais poderoso banco central do mundo, Alan Greenspan, outrora considerado um oráculo do mercado.

Entre 15 banqueiros e financistas de Wall Street, aparecem também políticos e um culpado anônimo: o consumidor americano, que teria comprado e se endividado além de suas condições.



A quem culpar (segundo o The Guardian)



1) Alan Greenspan, chairman do Fed, banco central dos EUA, entre 1987 e 2006

2) Mervyn King, presidente do Bank of England (banco central da Inglaterra)

3) Bill Clinton, ex-presidente dos EUA

4) Gordon Brown, primeiro-ministro da Grã-Bretanha

5) George W Bush, ex-presidente dos EUA

6) Phil Gramm, ex-senador do Texas

7) Abby Cohen, chefe estrategista do banco Goldman Sachs

8) Kathleen Corbet, ex-presidente do Standard & Poor’s

9) "Hank" Greenberg, chefão do grupo de seguros AIG

10) Andy Hornby, ex-chefe do HBOS

11) Sir Fred Goodwin, ex-chefe do banco britânico RBS

12) Steve Crawshaw, ex-chefe do B&B

13) Adam Applegarth, ex-chefe da Northern Rock

14) Dick Fuld, chefe executivo do banco Lehman Brothers

15) Ralph Cioffi e Matthew Tannin

16) Lewis Ranieri, financista

17) Joseph Cassasno, da AIG Financial Products

18) Chuck Prince, ex-chefe do grupo bancário Citi

19) Angelo Mozilo, chefe da Countrywide Financial

20) Stan O’Neal, ex-chefe do Merrill Lynch

21) Jimmy Cayne, ex-chefe da Bear Stearns

22) Christopher Dodd, chefe do comitê de bancos do Senado dos EUA

23) Geir Haarde, primeiro-ministro da Islândia

24) John Tiner, ex-executivo da FSA (autoridade de serviços financeiros dos EUA)

25) O consumidor americano

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