29 abril, 2009

Mais de 60% dos usuários "largam" o Twitter depois de um mês, diz estudo

Uma pesquisa realizada pelo instituto Nielsen Online coloca em dúvida a manutenção, no longo prazo, do sucesso alcançado pelo Twitter. De acordo com o estudo, mais de 60% dos usuários param de usar o serviço um mês após aderir a ele.

"Em outras palavras, o índice de retenção de audiência, ou a porcentagem de usuários em um certo mês que voltam no mês seguinte está atualmente em 40%", afirma David Martin, vice-presidente de pesquisas da Nielsen Online.

"O Twitter tem obtido um bom desempenho nos últimos meses, mas não será capaz de sustentar seu crescimento meteórico sem estabelecer um alto nível de fidelidade por parte dos usuários", diz.

De acordo com o instituto, quando o Facebook e o MySpace eram sites emergentes em popularidade, o índice de retenção era o dobro do alcançado pelo Twitter e hoje esta taxa está em torno de 70% para esses sites. Entretanto, Martin ressalva que o serviço já melhorou um pouco nesse quesito --o índice já foi de 30%.

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22 abril, 2009

Anac aprova fim de controle de preços de passagens aéreas internacionais

Atualmente, agência estabelece preços mínimos para os trechos. Com a mudança, empresas ficarão livres para fazer promoções
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou nesta quarta-feira (22), em reunião de diretoria realizada no Rio de Janeiro, a liberação das tarifas da passagens aéreas internacionais, que atualmente têm um preço mínimo estabelecido. De acordo com a agência reguladora, a liberação será gradual.

Após a publicação da decisão no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer ainda esta semana, o preço mínimo estabelecido será reduzido em 20%.
Depois disso, haverá novas reduções de preços mínimos. Após três meses da publicação, o desconto permitido será de 50%; após mais três meses, o abatimento será elevado para 80%; seis meses mais tarde, não haverá preço mínimo. Ou seja: a mudança só estará completa dentro de um ano.

Os descontos graduais poderão ser praticados a partir de uma tabela que considera os preços mínimos para voos para a América do Norte, América Central, Ásia, África e Oceania. Atualmente, por exemplo, uma passagem com destino aos Estados Unidos tem o valor mínimo estabelecido em US$ 708.

Liberdade tarifária

A Anac esclarece que, com a liberdade tarifária, as empresas ficarão livres para estabelecer os preços que melhor lhe convierem, de acordo com sua estratégia comercial. De acordo com a agência reguladora, o controle do preço das passagens contrariava o artigo 49 da lei que criou a Anac (Lei nº 11.182, de 2005) e também a Política Nacional de Aviação Civil (Pnac).
A liberação dos preços das passagens aéras internacionais foi alvo de liminares na Justiça, posteriormente derrubadas, que chegaram a atrasar a mudança que abrange diversas regiões do mundo. No ano passado, a Anac já havia conseguido liberar a disputa de preços para as passagens com destino para a América do Sul.

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21 abril, 2009

Charge dos 8 x 1

18 abril, 2009

Metade dos trabalhadores brasileiros fica menos de dois anos no mesmo emprego


Metade dos trabalhadores brasileiros do setor privado que têm carteira assinada fica menos de dois anos no emprego. É o que revela estudo feito pela Universidade de Brasília (UnB), baseado em dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego feita anualmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) referentes ao Distrito Federal e região metropolitana de São Paulo entre 1992 e 2006. O autor da pesquisa, o sociólogo Roberto Gonzales, afirma que essa rotatividade se justifica por questões salariais e de políticas das próprias empresas.

Essa rotatividade não é derivada apenas de desligamentos voluntários. É, em grande medida, resultado de demissões e isso tem muito a ver com o quadro institucional e a cultura das empresas, que permite que elas façam ajustes constantes no seu quadro de pessoal, explicou.
De acordo com a pesquisa, 50% dos empregos duram menos de 24 meses, 25% duram menos de oito meses e 25% têm duração maior que cinco anos. O levantamento também mostra que todos os anos 40% das pessoas que trabalham com carteira assinada perdem o emprego

A maior permanência no mesmo emprego está na indústria de transformação. No Distrito Federal, a permanência é de 49 meses e em São Paulo, de 61 meses. Isso se deve ao fato de esse tipo de trabalho exigir experiência técnica e ao fato de os trabalhadores do setor serem mais bem organizados em sindicatos.

Gonzales disse ainda que essa alta rotatividade tem implicações salariais e acaba dificultando a construção de uma carreira profissional. Além disso, há outra consequência que não é individual, mas coletiva, na verdade isso é um mecanismo que diminui a identificação das pessoas com o seu emprego e acaba sendo algo que freia a capacidade das pessoas de ter condições melhores de emprego coletivamente, acrescentou.

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12 abril, 2009

Classe C luta para manter padrão de consumo

Estudos mostram que a sustentação da economia brasileira em 2009 deve ficar a cargo do mercado interno. Mas, em um país caracterizado pelo cenário social desigual e nebuloso, qual será a classe econômica responsável pela movimentação desse mercado? Um estudo divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na última quarta-feira mostrou que, no Brasil, as classes A, B e C sofreram o impacto da crise econômica mundial de forma mais dura do que as demais nos primeiros dois meses do ano. A Classe C, composta por mais de 52% da poulação, luta para manter o padrão de consumo apesar de ter sido afetada pela crise.

Coordenador da pesquisa, o economista Marcelo Neri destaca que, embora os primeiros meses após o agravamento da turbulência, em setembro, não tenham afetado de forma significativa o bolso do trabalhador metropolitano brasileiro, janeiro representou uma subversão das tendências dos últimos cinco anos. Com isso, a tendência acumulada no período desde setembro torna-se típica de cenários de crise, com deslocamentos de pessoas rumo às classes mais baixas.

Em compensação, segundo estudo recente do Ibope e da agência de publicidade Nova S/B, a chamada nova classe média brasileira - a classe C, com 52,67% da população, quase 98 milhões de pessoas - não está disposta a abrir mão do seu padrão de vida e consumo. A pesquisa diz que essa parcela da população está atenta à crise, mas caso sofra cortes no orçamento doméstico, está preparada para retornar às compras na primeira oportunidade.

"Dependendo do impacto da crise, o consumo cai mesmo, não se desvia", diz o professor Alexandre Barros da Cunha, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-RJ). "Mas não vejo como se possa dizer que o consumo no Brasil vá cair drasticamente nos próximos anos", disse.
Limite de capacidade
Entre os aspectos negativos constatados, o estudo do Ibope e da Nova S/B confirmou a folclórica dificuldade da classe média em concentrar recursos para comprar itens de maior valor, como eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos. O acúmulo dos desejos e necessidades de consumo, aliado ao grande volume de estímulos sociais e midiáticos e à facilidade de acesso ao crédito levam o consumidor da classe C a viver no - ou além do - limite de sua capacidade financeira, mostra a pesquisa.

"As empresas precisam entender melhor essa dinâmica e desenvolver estratégias que levem o consumidor a buscar, além do crediário, sonhos e desejos de consumo, e não apenas a satisfação imediata", avalia João Roberto Vieira da Costa, sócio-diretor da agência e idealizador do estudo.

Essa tendência a "viver no limite" pode significar más notícias para o mercado interno brasileiro. De acordo com o estudo do Centro de Políticas Sociais da FGV, a classe C entrou em processo de declínio, com queda de 0,97% de setembro a janeiro e intensificação do processo no primeiro mês do ano, quando caiu 2,2%. Além disso, os indivíduos pertencentes à nova classe média agora têm mais chances de migrar para as camadas mais pobres. Entre setembro e dezembro de 2008, a chance de queda para as classes D e E era de 2%. Entre janeiro e fevereiro, a chance aumentou para 11,5%.

Se a classe média estica os limites de sua capacidade para consumir, a queda para uma camada inferior significaria endividamento ainda maior para os novos pobres, com queda correspondente no consumo.

Apesar dos dados, para Cunha, PhD em Economia pela Universidade de Minnesota, esse ainda não é o pior dos mundos para o país. "O ano de 2009 ainda deve ser melhor que 2002, e a situação não é comparável ao que aconteceu na época do Plano Collor, por exemplo", tranquiliza o professor.
Fonte: Terra

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11 abril, 2009

Um milhão já pediram troca de operadora

Levantamento feito pela Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom) mostra que mais de 1 milhão de usuários de telefonia fixa e móvel pediram para trocar de operadora e manter o número do telefone, solicitando o serviço de portabilidade.

A entidade registrou 1.010.680 solicitações de migração de 1° de setembro até meia-noite da última quinta-feira. Entre os quais, 34% se referem a pedidos originados por usuários de terminais de telefonia fixa e 66% de móvel.

Do total de pedidos registrados, 703 mil solicitações de migração já foram concluídas. Março, primeiro mês a contar com portabilidade numérica plena no Brasil, registrou o maior volume de solicitações de migração desde que o serviço começou no país, em setembro do ano passado.

Segundo informações da base de dados da ABR Telecom, somente em março foram registrados 380.765 pedidos de migração.

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03 abril, 2009

Campeão do marketing


Com um modelo de negócios copiado de grandes corporações, o Internacional vira referência em gestão




O FUTEBOL BRASILEIRO é tão vitorioso dentro de campo quanto confuso e desorganizado fora dos gramados. Campeonatos que vão parar na Justiça, falta de público nos estádios, êxodo precoce de jogadores, péssima gestão dos dirigentes, tudo isso levou a maioria dos grandes clubes a uma situação muito próxima da falência. O Flamengo, time de maior torcida do País e dono de cinco títulos brasileiros, até a semana passada estava há três meses sem pagar salário a seus jogadores. Nos últimos anos, campeões como Vasco, Palmeiras, Corinthians e Atlético Mineiro foram parar na Segunda Divisão, graças principalmente à gestão desastrosa de seus comandantes. Num cenário desse, chamam a atenção os clubes que conseguem gerir o futebol de forma profissional, algo ainda raro no País. O São Paulo, atual tricampeão brasileiro, ficou conhecido pela estrutura invejável. Mas outros times também conseguiram elevar o padrão de administração para níveis próximos aos dos grandes clubes europeus. É o caso do Internacional, uma espécie de campeão brasileiro do marketing.


O Inter criou o maior programa de captação de sócios da história do futebol brasileiro. Em 2002, lançou uma campanha publicitária para atrair fãs interessados em pagar uma mensalidade para se tornar sócios-torcedores. O mote era irresistível para os fanáticos: “100 anos, 100 mil sócios”. O clube completa o seu centenário no próximo dia 4 de abril e a meta está perto de ser cumprida. Há sete anos, 12 mil colorados desembolsavam um valor mensal para ter descontos generosos na compra de ingressos e prioridade na compra do bilhete. Hoje o número está em torno de 90 mil e projeções indicam que deve chegar a 100 mil muito antes do fim do ano. Na América Latina, só o argentino River Plate tem um quadro social maior. Segundo o Inter, no ranking mundial o clube gaúcho está entre os dez que possuem mais sócios. Em 2009, as receitas anuais geradas pelo programa devem chegar perto dos R$ 40 milhões – o equivalente a 30% do orçamento anual do clube. Para efeito de comparação, é quase o triplo do valor que o Flamengo recebeu em 2008 da Petrobras a título de patrocínio. “O Inter aprendeu a diversificar suas fontes de receitas, numa estratégia muita parecida com a de grandes empresas”, diz Vitorio Piffero, presidente do clube. “Com esse modelo de negócios, conseguimos montar grandes times e nos tornamos campeões da América do Sul e do Mundial Interclubes, em 2006.”


No campo do marketing, o time gaúcho marcou alguns golaços. Em 2006, a área de licenciamento da marca estava praticamente esquecida, com faturamento na casa dos R$ 600 mil. Após a conquista do título mundial naquele ano, o clube iniciou um processo de abertura de lojas Brasil afora, para aproveitar o momento favorável. Em três anos, o número de lojas que vendem produtos com a grife do Inter quadruplicou. Atualmente existem 35 endereços dedicados a comercializar artigos do clube. “Queremos chegar a 100 estabelecimentos ativos até o fim do ano”, afirma Jorge Avancini, vice-presidente de marketing do clube. No ano passado, o licenciamento da marca gerou R$ 4,2 milhões, valor que deve crescer 50% em 2009. Avancini formatou um projeto de internacionalização, também aproveitando a conquista do mundo em 2006. Ele vendeu franquias da escola de futebol do Inter para empresários americanos e uruguaios, que abriram academias na Califórnia e em Montevidéu. A administração profissional foi premiada. O Inter se tornou no final do ano passado o único clube de futebol do Brasil a possuir o certificado ISO 9001, que identifica boas práticas de gestão. Nem o badalado São Paulo recebeu a honraria.


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