16 julho, 2009

Big Mac é mais caro no Brasil do que nos EUA em dólares, diz 'The Economist'


Revista divulgou tradicional ranking nesta quinta-feira.
'Índice Big Mac' mede poder de compra de cada moeda.


O real estaria com uma sobrevalorização de 13% em relação ao dólar, o que fez o Brasil superar os Estados Unidos no valor do sanduíche Big Mac em dólares, de acordo com o tradicional ranking divulgado nesta quinta-feira (16) pela revista britânica "The Economist".

Pelo índice Big Mac, "um guia divertido para avaliar o câmbio", como alerta a Economist, o sanduíche no Brasil custaria US$ 4,02, ante os US$ 3,57 pagos em média nos EUA.

O Big Mac "brasileiro" também é mais caro do que em países emergentes: Rússia (onde custa US$ 2,04) e China (US$ 1,83).

O índice é usado pela revista - uma das mais respeitadas publicações de economia e negócios do mundo - para comparar o poder de compra de cada moeda.

Por estar presente em mais de 120 países, o produto-símbolo da proliferação da cultura do fast-food é considerado um bom termômetro de quanto o consumidor de cada local pode comprar.

O índice é feito com base na teoria da Paridade do Poder de Compra (PPP), segundo a qual as taxas de câmbio deveriam equalizar o preço de uma cesta de bens em cada país.

No lugar da cesta, a Economist usa o Big Mac, produzido globalmente e que envolve o custo de uma série de produtos e serviços, e transforma seu preço em dólares em cada país, para indicar se uma moeda está sub ou sobrevalorizada.

Uma moeda excessivamente valorizada encarece os produtos de um país e os torna menos competitivos no exterior.

Poder de compra

Pela ranking, o dólar compra mais hambúrgueres na Ásia. "Um Big Mac custa 12,5 yuans na China, ou US$ 1,83 pelo câmbio de hoje, cerca de metade de seu preço na América", diz a Economist, apontando para a forte subvalorização da moeda chinesa.

Em contrapartida, outros países que, como o Brasil, estariam com o câmbio supervalorizado incluem a Noruega, onde o Big Mac sai pelo equivalente a US$ 6,15, a Suíça (US$ 5,98), a Dinamarca (US$ 5,53) e a Suécia (US$ 4,93).

G1

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06 julho, 2009

ESPECIAL - 15 anos de Plano Real

Vídeos que ajudam a entender as mudanças ocorridas no Brasil nos quinze anos de Plano Real.


1 - Anúncio oficial: No fim de 1993, Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Economia do governo Itamar Franco, explica oficialmente as medidas para combater a inflação que seriam adotadas ao longo de 1994.

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2 - Melhor que dólar: durante um curto período de tempo, logo após a instituição do Plano Real, a moeda brasileira chegou a valer mais do que a norte-americana.
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3 - Maxidesvalorização: em 1999, o então ministro da Fazenda, Pedro Malan, explica as razões pelas quais não foi possível manter a paridade "um para um" entre o dólar e o real.
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4 - Em 2009: veja entrevista do ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega à Globo News.

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05 julho, 2009

Celular com TV vira "hit" na baixa renda

Apareceram novas siglas no vocabulário de faxineiros, motoboys, porteiros e auxiliares de escritório que habitam as grandes cidades. São os "mpx" (mp7, mp8, mp9, mp10): telefones celulares contrabandeados da China, que captam a programação da televisão aberta em sinal analógico.

Contrabandeados supostamente via Uruguai ou Paraguai e com preços a partir de R$ 260, esses aparelhos estão se disseminando, para surpresa dos radiodifusores e das indústrias eletrônicas, que previram que a mobilidade da televisão aberta viria com a TV digital.

Eles se tornaram febre de consumo entre profissionais de baixa renda que moram a grandes distâncias do trabalho. ""A TV ameniza o estresse da viagem", afirmou o faxineiro Roberto Naves, 32. Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ele passa quatro horas por dia em ônibus e trens.

A qualidade da imagem é inferior à oferecida pelos celulares com função de TV digital, mas melhor do que a dos televisores analógicos de tela grande. Segundo fonte consultada pela Folha, 100 mil celulares com função de TV analógica foram vendidos, na cidade de São Paulo, nos meses de novembro e dezembro de 2008.

Na capital paulista e no Rio de Janeiro, a reportagem constatou a procura por esses produtos nos shoppings populares de informática e nos camelódromos. Segundo os vendedores, eles já lideram a venda de celulares, no comércio informal. Como entram no país sem pagar impostos, há modelos a partir de R$ 260. As embalagens não identificam o fabricante nem o país de origem. A marca mais presente é a "Vaic", imitação da Sony Vaio --linha de notebooks da Sony.

Tela sensível ao toque, câmera na frente e atrás, internet wireless e espaço para dois chips são alguns dos atributos dos aparelhos que são vendidos como "mpx". "Cada um põe o "mp" que quer", afirmou uma vendedora de uma galeria popular no centro de São Paulo. A confusão entre tecnologia -mp3 e mp4 são formatos de compressão de arquivos de áudio e de vídeo, respectivamente- e "evolução tecnológica" dá certo.

Quando o celular Nokia de R$ 1.200 do técnico judiciário Mauro Ramirez, 38, deu problemas e teve de ficar dias na assistência técnica, ele seguiu o conselho de um amigo e comprou, por 75% menos, um genérico "com mais recursos". Quatro meses depois, já estava à procura de um novo aparelho, "mais avançado" --o Nokia, já consertado, está "encostado".

Na "meca" brasileira do comércio popular de produtos de informática, é quase impossível encontrar celulares sem TV analógica. Em uma das galerias de Santa Ifigênia, o vendedor Luis Motoyama, 64, puxou a antena do celular "Vaic" e mostrou a tela com sinal meio falho ("lá fora é melhor"). Ele disse vender cerca de 400 aparelhos do tipo por mês, comprados por "jovens entre 15 e 30 anos". Ao menos a cada três meses novos modelos chegam. "Se a gente não vende [os antigos] logo, depois ninguém mais quer."

O serralheiro Antônio Ratão, 52, de Vilar dos Teles, zona norte do Rio, foi presenteado com um desses celulares, com design copiado do iPhone, de R$ 330. Ele usa o aparelho, sobretudo, para ver TV nos momentos de folga do trabalho. O mensageiro Ronaldo Marques, 36, de Paracambi, Baixada Fluminense, pagou R$ 260 por um menos vistoso. Ele disse que muitos passageiros dos trens veem TV durante as viagens.

Opção nacional

A aceitação do produto despertou o interesse de empresas em comercializar o celular, no Brasil, legalmente.

A primeira a se aventurar foi a EUTV, fundada por Yon Moreira, ex-presidente da Telefonica Empresas e ex-diretor da Brasil Telecom. No ano passado, ele obteve a homologação da Anatel para um modelo produzido pela chinesa E-Techco, que está à venda nas lojas e pela internet por R$ 599.

A diferença de preço para o produto contrabandeado, de cerca de 100%, deve-se, segundo ele, aos impostos e à melhor qualidade do material usado pelo fabricante na China. A Anatel também homologou um telefone com função de TV analógica fabricado pelo grupo estatal chinês ZTE, mas o aparelho ainda não chegou às lojas.

Moreira disse que foi "o primeiro atrasado" a perceber o potencial do mercado. Afirmou que, no Brasil, o hábito de ver TV no celular será criado a partir da população de baixa renda e que fabricantes do produto com sinal digital se beneficiarão disso no futuro.

Folha OnLine

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01 julho, 2009

15 anos do Real

Nesta quarta-feira, o Real completa 15 anos em circulação. Mais do que uma nova moeda, virou símbolo de estabilidade. O Jornal da Globo lembra o impacto do Real no bolso e na vida dos brasileiros


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