31 dezembro, 2009

2010 - Economistas apostam em crescimento para o Brasil

Economistas apostam em crescimento para o Brasil em 2010



No começo de 2009, a economia ainda estava no vermelho. No segundo trimestre entrou no campo positivo e a partir daí só cresceu.


Apesar da crise econômica mundial, a economia brasileira começou a se recuperar em 2009. Mas os economistas dizem que ainda há muito o que fazer. A reportagem é de Tonico Ferreira.



A alta espetacular da bolsa de valores de São Paulo em 2009 foi apenas o resultado mais visível de um ano de recuperação econômica.

A bolsa subiu porque os investidores estrangeiros correram para cá - e apostaram nas empresas brasileiras - quando perceberam que o Brasil saía da crise primeiro que os outros.



A economia brasileira vai fechar 2009 com crescimento próximo de zero, mas os números mostram que o país saiu do buraco.


No começo de 2009, a economia ainda estava no vermelho. No segundo trimestre entrou no campo positivo e a partir daí só cresceu.



A enxurrada de dólares que vieram de fora fez a cotação da moeda americana despencar. E isso não foi notícia boa porque as nossas exportações caíram. O comércio exterior em 2009 foi um quarto menor do que no ano anterior.





O mercado interno, no entanto, foi o herói do ano. Os brasileiros continuaram consumindo e, com isso, sustentaram a economia durante a crise. O governo cortou impostos, baixou juros, o crédito aumentou, as vendas do comércio subiram cerca de 10%, a indústria entrou em recuperação e o resultado foi o aumento do emprego: até novembro foram criados quase um 1,5 milhão de postos de trabalho com carteira assinada.

 
Mas 2009 já era e agora o que importa é saber o que vai acontecer em 2010. Será que esse crescimento econômico dos últimos meses vai virar o réveillon sem problemas e fazer do próximo ano um novo período de crescimento de renda e de emprego no país? E a crise que ainda se arrasta nos países ricos vai nos atrapalhar?

 
Analistas da economia brasileira respondem com otimismo.





“Mesmo que a economia mundial fique patinando, ande de lado, o Brasil mostrou que tem um mercado doméstico forte. Os bancos aqui têm capacidade para dar crédito, há confiança em regras. Portanto, a economia brasileira não apresenta nenhum grande problema como há em outras economias do mundo. Logo, o Brasil vai crescer e crescer forte”, explica o economista Roberto Padovani.



O economista Alexandre Schwartsman faz uma previsão de crescimento.





“Certamente acima de 5%, talvez até 6% de crescimento. Seria um número comparável ao que a gente viu até a eclosão da crise, e amparado no mercado interno. O crescimento para 2010 está praticamente encomendado. Colocou na cara do gol. Agora é só ter o trabalho de botar para dentro”, aposta.

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27 dezembro, 2009

O Valor dos Clubes no Brasil

Foram utilizadas informações históricas disponíveis no mercado para mensurar a marca dos clubes, como dados financeiros, perfil e hábito dos torcedores, marketing, além de dados dos mercados nacional e local. As receitas foram consolidadas em cima de cálculos de marketing, estádio, sócios e mídia.

Esse estudo será publicado anualmente e as projeções têm dois pontos básicos, compreendidos entre 2003 e 2014 - seis anos antes e os seis próximos, até a Copa do Mundo do Brasil. Também é levado em conta o interesse do brasileiro pelo futebol. Segundo pesquisas, 67% da população acompanha a modalidade, sendo que o porcentual sobe para 82% entre os homens.

De acordo com o estudo, as receitas geradas pelos clubes brasileiros apresentaram evolução considerável, com crescimento de 115% no período de seis anos, a partir de 2003. Os recursos de transferências de atletas apresentaram taxa média de crescimento de 15% ao ano, as cotas de TV subiram 7%, a parte social e amadora aumentou 18%, os recursos de patrocínio e publicidade cresceram 20% e a bilheteria, 23%.

Ainda pelo estudo, as receitas que apresentaram maior crescimento são as associadas ao mercado, como a exploração de marketing e venda de ingressos. A receita com televisão, que evoluiu abaixo das outras fontes, deve ter melhora considerável com as vendas de pay-per-view. Já as com clube social e amador mostraram evolução surpreendente e são reflexo de projetos como o sócio-torcedor.

CENÁRIO POSITIVO

Numa projeção para o futuro, o estudo aponta que, de R$ 1,9 bilhão neste ano, as receitas geradas pelos clubes deve chegar a R$ 2,6 bilhões em 2012 e superar a casa de R$ 3 bilhões em 2014, crescimento de 69% no período. Em cenário mais otimista, com o aquecimento dos recursos com novos estádios e do mercado do futebol graças à Copa de 2014, o montante pode superar R$ 3,4 bilhões. "O desafio será ver qual clube sozinho vai atingir primeiro a marca de R$ 1 bilhão", provoca Somoggi.

A evolução no valor das marcas deve-se a vários fatores, como a ampliação das receitas com marketing, estádio, sócios e mídia, aumento do interesse de patrocinadores, maior participação do torcedor nos negócios do clube, melhora no nível da renda dos brasileiros e aquecimento da economia nacional.

OS 12 MAIORES

O levantamento tomou por base 12 clubes, considerando que representam cerca de 125 milhões de torcedores no País (90% do total), que conquistaram 90% dos títulos entre 1971 e 2009 - período que compreende o atual Campeonato Brasileiro -, que apresentaram as maiores receitas (cerca de 67%), e que levaram juntos mais de 5 milhões de pessoas aos estádios no Brasileiro deste ano, 57% do total de público nas Série A e B.

Os clubes avaliados são os quatro grandes de São Paulo (Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos), os quatro maiores do Rio (Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo), os dois mais tradicionais do Rio Grande do Sul (Grêmio e Internacional) e os dois mais famosos de Minas Gerais (Cruzeiro e Atlético-MG).

A liderança do ranking ficou com os quatro de maior torcida, - Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras -, mas o estudo deixa claro que só isso não seria suficiente. Também pesaram ações praticadas por eles.

Os dados trazem curiosidades e confirmam convicções, como a de que o Flamengo conta com grande participação de diferentes Estados do País para se consolidar como maior torcida - levando-se em consideração apenas a região Sudeste, perde para o Corinthians - e que tem a maior parte de seus fãs nas classes D e E. O clube ampliou a receita graças à bilheteria, que saltou de R$ 1,5 milhão em 2003 para R$ 21,1 milhões em 2008, além de boa remuneração de ações de marketing e cotas de TV.

As constatações sobre o Corinthians surpreendem em alguns detalhes, como o fato de contar com mais concentração de torcedores de bom poder aquisitivo e diminuir porcentual nas classes D e E. O clube chega a passar o Flamengo entre pessoas com renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos. O crescimento da receita foi de 203% com bilheteria desde 2003 e aumento de 136% com marketing.

Além do cenário positivo que o futebol vive no País pela proximidade da Copa de 2014 e das razões particulares de cada um (centenário, títulos de expressão, resgate de sua tradição), os clubes têm agora uma razão a mais para sonhar com um futuro promissor: descobriram que seu nome tem muito valor.


1 - Flamego - 568 milhoes
2 - Corinthians - 563 milhoes
3 - Sao Paulo - 552 milhoes
4 - Palmeiras - 420 milhoes
5 - Internacional - 231 milhoes
6 - Grêmio - 214 milhoes
7 - Cruzeiro - 139milhoes
8 - Santos - 135 milhoes
9 - Vasco - 122 milhoes
10 - Fluminense - 109 milhoes
11 - Botafogo - 97 milhoes
12 - Atlético Mg - 92 milhoes

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091227/not_imp487321,0.php

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19 dezembro, 2009

República de Banana

Como cidadão a cada dia que passa fica mais difícil de acreditar nas instituições em qualquer nível. Quem deveria passar seriedade e transparência parece discursar da boca para fora para transparecer seriedade, mas, contudo, porém, todavia, infelizmente todos sabem como que as coisas funcionam nessa república de bananas.

12 dezembro, 2009

As negociações sobre o clima da Terra

O aquecimento global finalmente está no centro das notícias. As negociações do clima completaram 17 anos e os encontros entre as partes já aconteceram em muitas cidades: Rio92, Kioto97 e agora Cop-15.

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Arnaldo Jabor acredita que líderes mundiais negam o aquecimento global

09 dezembro, 2009

Impasse entre as nações ricas marca terceiro dia da COP-15

Os impasses entre as nações ricas tornaram-se públicos hoje, no terceiro dia da 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague. De um lado, a União Europeia condicionava sua presença no acordo que entrará em vigor após o fim do Protocolo de Kyoto, em 2013, à entrada dos Estados Unidos, Japão e de outros países industrializados.

Em resposta, Todd Stern, assessor para assuntos climáticos da Casa Branca, descartou a hipótese de que os termos de Kyoto sirvam de base para um novo protocolo, com a participação dos EUA. Stern admitiu que elementos do atual acordo, como o mercado de carbono, podem ser aceitos. Mas nada além disso. "Se estamos falando em pôr outro nome no Protocolo de Kyoto, não vamos aceitar."

Stern também afirmou que os Estados Unidos não transferirão recursos para a China, o maior emergente. "Não vejo nenhuma chance de recursos públicos dos Estados Unidos irem para a China. Isso não irá acontecer", disse Stern. "Queremos direcionar os nossos dólares públicos para os países mais pobres A China tem uma economia dinâmica, está sentada em uma reserva de US$ 2 bilhões. Não creio que seja a primeira candidata para receber recursos públicos."

Em público, Anders Turesson, negociador-chefe da Suécia, país que preside a UE, não descartou que o bloco abandone o Protocolo de Kyoto em favor de outro acordo climático, ainda inexistente. "O essencial é manter o sistema de Kyoto, sua arquitetura", argumentou.

Minutos depois, na mesma sala, Todd Stern - principal assessor do presidente americano Barack Obama para assuntos climáticos - foi taxativo: "Não vamos fazer parte do Protocolo de Kyoto. Essa proposta não está sobre a mesa".

Stern também demonstrou intransigência sobre a transferência de recursos para nações em desenvolvimento, prevista por Kyoto. Na segunda-feira, o jornal "O Estado de S. Paulo" revelou que a UE lidera o grupo dos países que quer vetar dinheiro para emergentes, como Brasil, China, Índia e África do Sul. Questionado sobre até que ponto os EUA estão dispostos a repassar recursos para os fundos de Adaptação e Mitigação - que financiariam ações de redução de emissões de CO2 em países em desenvolvimento -, Stern afirmou que está disposto a aceitar o financiamento de curto prazo, válido até 2013 e estimado em US$ 10 bilhões. Mas apenas para os países mais pobres. Ele não fez referências a compromissos de médio prazo, até 2020.

Nos bastidores, europeus e latino-americanos dizem não acreditar em um acordo financeiro - a rigor, o mais importante tema de Copenhague. Criador de um mecanismo de financiamento baseado no mercado de carbono, Leif K. Ervik, da Noruega, afirmou: "A chance de um compromisso que inclua recursos públicos por parte de países ricos é zero."

Gazeta do Povo

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06 dezembro, 2009

'Ninguém pode pagar o preço de um fracasso em Copenhague'





Presidente da COP-15 diz que sucesso da conferência só será definido na mesa de negociação e que o Brasil "mostra o caminho" ao resto do mundo ao adotar meta de corte de carbono

CLAUDIO ANGELO
EDITOR DE CIÊNCIA

O Brasil deu uma sinalização política importante ao anunciar suas metas de redução de emissões, no mês passado, e está "mostrando o caminho" para os outros países. Quem diz é Connie Hedegaard, a dinamarquesa que nas próximas duas semanas será uma espécie de imperatriz do clima mundial.
Hedegaard é a presidente da COP-15. Recém-saída do Ministério do Clima e Energia da Dinamarca, essa ex-jornalista de 49 anos terá diante de si a partir de amanhã a tarefa de encontrar consenso entre 193 governos, e justo na negociação mais complexa da história das relações internacionais.
Criticada por ter contribuído para manter a expectativa sobre o encontro alta demais na opinião pública, a anfitriã da COP-15 reconhece que não será possível obter agora um acordo climático com força de lei.
No entanto, diz que a cúpula ainda pode produzir resultados nos quatro pontos fundamentais: as metas de corte de emissão dos países ricos, o financiamento à mitigação nos países pobres, a adaptação à mudança climática e a transferência de tecnologia. "Os resultados virão, porque o preço político de não produzi-los é tão alto que nenhum país poderá pagá-lo", afirmou a ex-ministra e futura comissária europeia do Ambiente à Folha, numa entrevista concedida por e-mail no último dia 26. Leia a seguir.

FOLHA - Nas últimas semanas, alguns líderes reconheceram que não será possível ter um acordo completo em Copenhague. Quando isso ficou claro para a sra.?
CONNIE HEDEGAARD -
Ainda não ficou, na verdade, já que eu espero que nós consigamos obter um acordo completo em Copenhague. Duas semanas atrás [três semanas], 40 ministros se juntaram em Copenhague para discutir o resultado da conferência. Todo mundo concorda que ainda podemos chegar a um acordo em todos os elementos-chave necessários a uma resposta ambiciosa global à ameaça da mudança climática -como cortes de emissões de gases-estufa pelos países desenvolvidos e novos fundos para ajudar nações em desenvolvimento a se adaptarem às mudanças climáticas e escolherem um caminho de desenvolvimento verde. Além disso, houve forte entendimento de que a cúpula de dezembro deveria estabelecer um prazo claro para o texto legal completo.

FOLHA - O embaixador argentino Raúl Estrada, "pai" do Protocolo de Kyoto, disse que o problema de Copenhague é que houve um excesso de expectativas e que a negociação não avança no ritmo das ilusões, mas sim no da política real. A sra. concorda com a crítica?
HEDEGAARD -
Quando lidamos com um desafio como o da mudança climática, eu não acho que nenhuma ambição seja alta demais. A dimensão completa da política real e da vontade de agir será expressa na mesa de negociações em Copenhague, não antes. Nossa real ambição política coletiva só poderá ser avaliada depois de Copenhague. E, sim, teremos de ser realistas, mas eu acho que o papel da presidência [da COP-15] é buscar o melhor resultado possível, e isso só poderá ser obtido se nós nos esforçarmos muito e pressionarmos as partes a chegarem a um acordo ambicioso.
Seria muito fácil diluir as ambições. Mas eu acredito firmemente que os resultados virão porque o preço político de não produzi-los é tão alto que nenhum país poderá pagá-lo.

FOLHA - Quão fundamental é chegar a um acordo completo em Copenhague? E se não chegarmos?
HEDEGAARD -
A hora é agora. Houve um acúmulo de impulso político nos últimos anos e as mudanças climáticas receberam uma atenção de alto nível [nos governos] que nunca tiveram antes. Há uma necessidade urgente de gravar essa vontade política num acordo em Copenhague de modo a garantir ação imediata. Nossa leitura, feita a partir das negociações e de muitos encontros bilaterais nos últimos meses, é que existe um sentimento geral de que será muito difícil produzir um instrumento legal completo já em Copenhague -muitos detalhes ainda precisam ser resolvidos-, mas não podemos sair de Copenhague sem um mandato claro para finalizar um instrumento legal num prazo curto.

FOLHA - Por quanto tempo a sra. acha que é possível esperar? O Protocolo de Kyoto levou oito anos para ser implementado. O novo acordo também deve demorar tanto assim, deixando-nos com um buraco na proteção ao clima após 2012?
HEDEGAARD -
Nós não vamos esperar. Nós decidiremos pela ação imediata e uma decisão sobre um instrumento legal deve ser tomada assim que possível após Copenhague.

FOLHA - A sra. disse no final da reunião preparatória para a COP-15 que houve um "mal-entendido" de que vocês queriam um acordo parcial. Mas a decisão anunciada em novembro de um acordo político não é isso, um acordo parcial?
HEDEGAARD -
Meio acordo não é acordo. O que esperamos concluir em Copenhague é um acordo que tenha resultados em todos os pontos fundamentais. E, além disso, precisamos de um prazo para que o acordo se torne legalmente vinculante.

FOLHA - O presidente Lula criticou recentemente os EUA e a China por tentarem um acordo bilateral no âmbito do G2. A sra. concorda que isso está acontecendo? E é algo necessariamente ruim?
HEDEGAARD -
Os EUA e a China são dois jogadores fundamentais, e é um sinal positivo que eles estejam levando isso a sério. Porém, eu não acredito que eles produzirão um acordo bilateral. O mundo precisa combater esse problema em uníssono, e minha crença é que os dois países reconhecem esse fato.

FOLHA - Os Estados Unidos vêm sendo muito criticados por serem o principal atravancador de Copenhague. Mas todo o problema se resume à política americana?
HEDEGAARD -
Os EUA são o segundo maior emissor de CO2 e têm uma responsabilidade imensa. Um acordo sem os EUA simplesmente não faz sentido. Os EUA não ratificaram o Protocolo de Kyoto, deixando ao resto do mundo a tarefa de lidar com a séria ameaça da mudança climática. Isso não deve acontecer de novo.

FOLHA - O Protocolo de Kyoto sobreviverá? A União Europeia tem tentado matar esse trilho de negociação em favor de um acordo único.
HEDEGAARD -
Vamos deixar muito claro: a Dinamarca está trabalhando num acordo que respeite os dois trilhos, atacando as emissões dos países desenvolvidos e as dos países em desenvolvimento.

FOLHA - "Politicamente vinculante" é o mesmo que "fiasco"?
HEDEGAARD -
No meu dicionário, não. O que almejamos concluir em Copenhague é um acordo que cumpra os quatro objetivos fundamentais. Não se trata de uma questão de redação; trata-se de conteúdo, e o acordo de Copenhague precisa incluir decisões de todos os 193 governos para darmos um passo significativo.

FOLHA - O que a sra. achou da proposta brasileira de redução de emissões? Ela pode romper o impasse?
HEDEGAARD - Trata-se de um sinal muito forte de uma das maiores economias emergentes do mundo. Eu a considero uma oferta muito ambiciosa e é importante que ela inclua todos os setores que mais emitem. O Brasil está levando sua responsabilidade a sério e mostrando o caminho para outros países com essa importante sinalização política.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj0612200907.htm

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05 dezembro, 2009

Lula: Brasil vai desafiar outros países em Copenhague

O Brasil chega à 15ª Conferência do Clima (COP-15) das Nações Unidas, na segunda-feira, em Copenhague, com o objetivo de "desafiar" outros países a superarem as metas de redução das emissões de CO2 fixadas pelo País. A provocação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva hoje em Hamburgo, durante discurso a uma plateia de empresários. Além enaltecer os objetivos ambientais de seu governo, o presidente voltou a defender a bandeira dos biocombustíveis, ausente em suas últimas viagens internacionais.

Lula abriu seu discurso e falou por mais de 15 minutos - em um pronunciamento de 50 minutos - sobre meio ambiente e negociações de clima. Supervalorizando seu programa de metas de redução de emissões de CO2, o presidente afirmou que o Brasil "foi o primeiro país do mundo que se comprometeu com a redução de emissões de gases entre 36,1% a 38,9%".

No mesmo tom, criticou as ambições dos Estados Unidos e da China e lançou: "Quando tomamos a nossa atitude, é porque queremos chegar em Copenhague desafiando outros países a cumprirem pelo menos aquilo que o Brasil está cumprindo".

Lula lembrou também que, embora o país não faça parte do chamado Anexo 1 do Protocolo de Kyoto - que reúne países industrializados, grandes poluentes históricos -, assumiu atitude de pioneirismo. "Tomamos a atitude de transformar em lei nossa proposta voluntária, que foi aprovada na Câmara e no Senado. Portanto, quem quer que for eleito nos próximos anos terá obrigação por lei de cumprir os compromissos", ressaltou aos alemães.

O monólogo sobre clima havia começado minutos antes, quando o presidente retomou a bandeira dos biocombustíveis, que andava ausente de seus discursos em viagens internacionais. Convocando os empresários alemães para "um novo salto" nas relações entre os dois países, Lula defendeu o uso de bicombustíveis de cana-de-açúcar. "Não é possível continuar a produzir etanol a partir do milho e da beterraba", pregou.

A afirmação serviu introdução para a abordagem de temas ambientais e industriais, que podem ser incluídos na recém-criada Parceria Estratégica Brasil-Alemanha. "Pode ser que a nova matriz energética que nós teremos de construir para as próximas décadas", disse, referindo-se ao etanol.

Fonte: Agência Estado

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02 dezembro, 2009

Aumento da expectativa de vida gera desafios para a Previdência

Em 2010, a expectativa média de vida do brasileiro será de 73 anos, segundo o IBGE. O problema é que o Brasil terá que aumentar impostos se quiser manter o seu sistema de Previdência.


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População de baixa renda é o novo alvo das construtoras

As construtoras brasileiras descobriram em quem nunca teve casa própria um grande filão de vendas e estão virando os negócios para as construções populares, direcionadas para quem ganha pouco.

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