22 fevereiro, 2011

Preço do petróleo é o mais alto em dois anos e meio

O maior temor do mercado em relação à agitação política no Oriente Médio e no Norte da África começou a se concretizar ontem, quando as Forças Armadas da Líbia entraram em confronto com a população do próprio país. Egito e Tunísia provocavam ansiedade – especialmente o primeiro, que controla o Canal de Suez, importante passagem de comércio –, mas um prolongamento da crise na Líbia tem o potencial para, de fato, prejudicar a oferta da commodity no mundo. 
Com o mercado americano fechado devido ao feriado do President’s Day (Dia do Presi­dente), o maior termômetro de ontem foi o barril de petróleo Brent, de referência na Europa e na Ásia, que atingiu a maior cotação desde o estouro da crise financeira mundial, em setembro de 2008. No momento mais elevado do dia, o barril chegou a US$ 108, mas fechou em US$ 105,74, com alta de 3,1%. A reabertura das bolsas americanas hoje deve “precificar” com maior nitidez a instabilidade política no mundo árabe.
A Líbia é o oitavo maior produtor da Opep, o cartel dos países produtores de petróleo, e o 12.º maior exportador do produto no mundo. Embora tenha peso relativamente pequeno na oferta diária da commodity – dos 88,5 bilhões de barris produzidos diariamente, ela é responsável por 1,6 milhões de barris, ou 1,8% –, seu petróleo é de boa qualidade. O país também é o principal exportador individual para a Europa.

Preço estável
Enquanto em boa parte do mundo o preço do combustível varia de acordo com o mercado (a oferta e a demanda do petróleo), no Brasil o valor da gasolina e do diesel é controlado pela Petrobras. Para economistas, os efeitos no bolso do consumidor só poderão ser sentidos no médio e no longo prazo, dependendo da duração dos conflitos, se eles vão chegar a outros países e da reação do mercado – se o preço dos derivados vai continuar a subir. Tradicio­nalmente, a política da Petrobras é de não tomar decisões em cima de “oscilações de curto prazo”.
No caso de alta muito forte no barril – especialistas citam a barreira dos US$ 120 –, a estatal pode ser forçada a fazer um reajuste. “Caso o conflito demore muito para se resolver e o preço do petróleo aqui fique muito defasado em relação ao exterior, a empresa pode elevar os preços por causa do impacto na balança de pagamentos”, diz Homero Guizzo, economista da consultoria LCA.
Além de ser uma medida impopular, o governo também não tem interesse em elevar o preço do diesel e da gasolina porque o Brasil vive um momento de inflação em alta – o aumento do combustível só ajudaria a piorar esse cenário. “O preço alto do petróleo é ruim para todo mundo. Prejudica o crescimento da economia, gera inflação e pressiona os preços das commodities. O petróleo é a principal commodity. Se ele sobe, as outras também”, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra­estrutura (CBIE).
Quem pode se beneficiar da alta são os investidores com papéis da Petrobras. A tendência é que as ações da empresa, assim como das demais petroleiras, se valorizem em caso de recuo na oferta do óleo – e consequente alta dos preços. “Se Petrobras perde de um lado com o preço mais alto para importação, ela ganha de outro com a própria valorização do petróleo. Pode ficar mais atraente para investimentos”, afirma José Augusto Gaspar Ruas, especialista em petróleo pela Unicamp e professor da Facamp.

Otimismo
Um motivo de tranquilidade para o mercado é que tanto os velhos como os novos governos têm interesse em manter o fornecimento de petróleo estável. No caso de queda do regime do ditador Muamar Kadafi, é pouco provável que um novo governo vá sabotar a venda de óleo, principal fonte de receita do país, sem irritar a população. A indefinição, neste caso, é o maior problema.
Ontem, grandes petroleiras que atuam na Líbia indicaram que a produção de petróleo no país pode recuar drasticamente. A subsidiária da alemã Basf, a Wintershall, foi a única que confirmou a paralisação completa da produção enquanto a situação não se normalizar. A britânica BP suspendeu o processo de exploração que vinha realizando, enquanto a norueguesa Statoil e a anglo-holandesa Shell retiraram os funcionários estrangeiros e suas famílias do país.

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21 fevereiro, 2011

Multinacionais do Brasil ‘invadem’ a Argentina

 A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ignorou as regras do Mercosul e está colhendo os benefícios. Para driblar as barreiras contra os produtos importados, cada vez mais empresas estão se instalando na Argentina. Em 2000, 100 companhias brasileiras operavam no país vizinho. Hoje são mais de 270. É uma alta de 170%. 

Apenas nos últimos meses, cruzaram a fronteira a multinacional Nokia e as brasileiras Baterias Moura e Vicunha Têxtil. As empresas desistiram de utilizar o Brasil como base de produção e exportação para a Argentina, porque o Mercosul não consegue garantir a livre circulação de mercadorias. 

Com os resultados positivos da estratégia protecionista, o governo argentino está fechando mais o cerco. Na semana passada, elevou em 50%, de 400 para 600, o número de produtos sujeitos a licenças não-automáticas de importação - um mecanismo que burocratiza a entrada dos produtos importados.

No fim de 2010, a pernambucana Baterias Moura entrou em acordo com o governo argentino e decidiu instalar uma fábrica em Pilar, a 60 quilômetros de Buenos Aires. A unidade será inaugurada em novembro. Serão investidos US$ 30 milhões e gerados 250 empregos. Além de atender o mercado local, a Moura vai transformar a Argentina em sua base de exportação para os países do Cone Sul.
"Percebemos que era inevitável o fortalecimento da indústria de autopeças da Argentina, por causa do crescimento do mercado local de carros. As medidas restritivas aceleraram a decisão", disse Elisa Correia, responsável pela área de exportação da Moura. O negócio foi selado em meio a uma complicada negociação entre os dois países para "restringir voluntariamente" as vendas de produtos brasileiros.

Em uma nota oficial distribuída na semana passada para explicar as novas medidas restritivas, a ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, afirmou que "a estratégia de comércio administrado para resguardar os postos de trabalho deu resultados satisfatórios à nossa indústria, que conseguiu substituir importações no valor de US$ 9,2 bilhões no último ano". 

Apesar disso, o Brasil ainda registra expressivo superávit com a Argentina, porque o parque produtivo local não tem condições de atender a demanda doméstica. No ano passado, o País obteve US$ 4,1 bilhões de superávit no comércio bilateral. A expectativa é de que o governo argentino adote mais medidas restritivas para equilibrar a balança.

Segundo o diretor da consultoria Abeceb.com e ex-secretário da Indústria, Dante Sica, as empresas também são atraídas para a Argentina por outras vantagens, como o câmbio fraco, que reduz o custo de mão de obra, e a energia barata. "Celulares e têxteis são setores cujos investimentos custam pouco e maturam rapidamente. Não vale a pena ficar sofrendo com as barreiras", disse.

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18 fevereiro, 2011

Previsão alta na demanda mundial de petróleo para 2010 e 2011

(AFP) – 10 de Fev de 2011
PARIS — A Agência Internacional de Energia (AIE) voltou a elevar a previsão de demanda mundial de petróleo para 2010 e 2011, respectivamente a 87,8 e 89,3 milhões de barris diários (mbd), fundamentalmente em consequência do consumo chinês.

Em um momento em que o barril de petróleo chegou a superar momentaneamente, no fim de janeiro, a barreira simbólica dos 100 dólares, em consequência dos distúrbios no Egito, a agência adverte em seu relatório mensal que a manutenção de preços elevados pode influenciar a recuperação mundial.

"A influência do petróleo sobre a economia mundial pode aproximar-se em 2011 de níveis que no passado coincidiram com uma desaceleração do ritmo econômico", afirma o documento.

Pelo quinto mês consecutivo, a AIE, que representa os interesses dos países ricos, elevou a estimativa da demanda demanda mundial de petróleo.

O consumo aumentou no ano passado em 2,8 milhões de barris diários (mbd) na comparação com 2009 (+3,3%), ano da crise, o que representa 120.000 barris diários a mais que o previsto no último informe.

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14 fevereiro, 2011

Tudo é mais caro no Brasil; isso é falta de concorrência


CRIADOR DA AZUL LINHAS AÉREAS SUGERE EXTINÇÃO DA LEI DE LICITAÇÕES E DO TCU

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

O fundador e dono da Azul defende a criação de terminais temporários nos aeroportos para dar conta da demanda da Copa e ataca a Lei das Licitações (de 1993, que estabelece normas e prazos para contratação por todas as esferas do poder público) e o TCU (Tribunal de Contas da União). Leia os principais trechos da entrevista.


 


Folha - A Copa está se aproximando e a ampliação dos aeroportos não saiu do papel.
David Neeleman - Vai ser um grande problema. Sabe, eu queria acabar com a lei 8.666 (Lei das Licitações) e com o TCU. Em Vitória, gastaram R$ 30 milhões com as obras do aeroporto. Aí sumiu R$ 1 milhão e o TCU mandou parar tudo. Faz cinco anos que a obra está parada e os R$ 30 milhões foram para o lixo. Tem que investigar, mas não precisa parar a obra. Eu sempre pergunto aos brasileiros sobre isso e eles dizem: "Isso é o Brasil". Não aceito. A Nigéria não faz coisa tão estúpida.

Teremos caos aéreo na Copa?
Vocês ficam sempre pensando na construção de prédios. Mas dá para fazer terminais temporários. Temos um plano para um terminal em Viracopos que pode ser aberto antes da Copa. Em seis meses a gente constrói um pátio e um terminal. Já fiz isso quatro vezes nos EUA. Existem uns terminais infláveis que você arma em 30 dias. As cidades que estão crescendo muito no mundo não esperam cinco anos.

O que fazer com a Infraero?
O Estado pode ser dono da empresa, mas tem que liberar da [lei] 8.666. Devia ser como nos EUA, onde a autoridade aeroportuária não pode distribuir lucro. Não pode aumentar tarifa pra aumentar o lucro fácil. O lucro precisa ser todo reinvestido.

Se o governo decidir conceder à iniciativa privada a construção de terminais, o sr. teria interesse?
Não acho uma boa política para o consumidor, mas, se for a melhor maneira de fazer, eu faria o investimento.

A Azul transportou 7 milhões de passageiros em dois anos -batendo o recorde que era da sua ex-empresa nos EUA, a JetBlue.
A Azul começou com mais aviões do que a JetBlue. Mas é porque, durante a crise [financeira internacional], a Embraer pediu para nós recebermos mais aeronaves para eles manterem a linha de produção sem precisar demitir mais. Foi bom para nós, foi bom para eles.

O crescimento econômico do país ajudou.
Sim, mas o setor aéreo está crescendo três vezes mais que a economia. Há dois anos, quando olhamos o mercado brasileiro, eram 50 milhões de pessoas viajando, mas deveria ter 150 milhões já naquela época [hoje são 70 milhões]. E as duopolistas [TAM e Gol] que estavam em Campinas antes de nós estavam voando com a taxa de ocupação bem baixa.

E qual foi a estratégia?
Seguimos dois princípios: começamos a segmentar as tarifas [política que prevê preços mais baixos para quem compra com antecedência], atraindo pessoas que estavam viajando de ônibus. E a oferecer voos diretos. As pessoas não gostam de fazer conexão.

Mas TAM e Gol também fazem segmentação de tarifa.
Antes da Azul, a diferença entre a tarifa mais baixa e a mais alta era 50%. Agora é mais de 300%. Quando começamos a voar em Campinas, a tarifa lá era 20% mais alta do que em Guarulhos. Era como se as empresas falassem: se você quiser voar de Campinas, tem que pagar mais. Nós mudamos isso e o aeroporto explodiu.

Uma das coisas mais elogiadas da JetBlue é o call center, com atendentes trabalhando de casa. Por que não deu certo aqui?
Porque a Telefônica cobra por minuto nas ligações locais. Nos EUA, você paga US$ 40 e fala 20 horas por dia. Isso é falta de concorrência. Tudo é mais caro no Brasil. Celular, internet, linhas de telefone. Fico impressionado. As pessoas ganham salários menores aqui, mas pagam mais por quase tudo. Só casa e comida é mais barato.

Onde é mais fácil ganhar dinheiro, aqui ou nos EUA?
Aqui. Já temos quase 10% do mercado. A JetBlue tem 4% nos EUA, depois de dez anos.

A Azul tem 35 ônibus que levam as pessoas de graça para Viracopos. Qual o custo e a importância disso?
Faz parte do nosso negócio. O taxi de SP para Campinas custa R$ 250, mais do que a tarifa de avião.

De 7 milhões, quantos usaram o ônibus?
Talvez 1 milhão. Mas os ônibus não são nossos.

Mas isso é custo.
Sim, mas é uma parte pequena da nossa tarifa.

O sr. não quer dizer quanto?
Não quero dar ideia para os outros.

Um dia a Azul vai cobrar por esse serviço?
Íamos cobrar, mas tinha tanto imposto que não compensava. O retorno de imagem é mais do que o que a gente ganharia cobrando.

A Azul vai dar lucro em 2011?
Sem dúvida.

E qual a previsão de receita?
Vai ter bastante gente viajando com a Azul.

Vocês estão se preparando para uma oferta de ações?
Eu espero nunca ter de fazer isso. Empresa fechada é bom. Eu não preciso falar muitas coisas para vocês.

Mas é desejo dos acionistas.
Um dia. Mas eu que vou decidir, eles não podem me forçar, pois eu tenho o controle das ações com direito a voto. Claro, sou leal a eles. Deram o dinheiro e um dia tenho que devolver. [A Folha apurou que a Azul se prepara para abrir capital em 2012.]

Folha de S. Paulo

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10 fevereiro, 2011

Sobram vagas em cursos de escolas técnicas e universidades do Brasil


O desemprego e seus sintomas. “Já não aguento mais, engorda, faz mal pra pele, pra tudo, demais, demais, você ficar sem fazer nada é terrível”, diz a secretária desempregada Maria Luiza Ceriello.
Com tanto trabalho por aí, Maria Luiza não consegue o dela. Já viu que o curso técnico de secretária não basta.
“Eles exigem muitas coisas, precisa saber línguas e eu não sei, mal a gente sabe o português, então fica complicado”, fala.
Está difícil preencher as vagas, mas nem por isso as empresas estão facilitando. Elas ainda querem gente qualificada. Mesmo que tenham que buscar no Japão.
“Do Japão, a gente trouxe 135 brasileiros que estavam lá e que já estão trabalhando aqui”, avisa o presidente do estaleiro Atlântico Sul, Angelo Bellelis.
Eles eram funcionários da indústria naval japonesa e voltaram ao Brasil pra trabalhar em um estaleiro em Ipojuca, Pernambuco.
“Esses dekasseguis que vieram do Japão fazem parte dessa mistura. Quer dizer, trazer gente experiente e colocar junto com o pessoal que foi recém treinado pra poder evoluir com todo mundo”, explica Angelo.
A turma dos recém-treinados passou pelo Senai. “Eu trabalhava no campo, na usina de cana de açúcar, eu cortava cana. O trabalho aqui é melhor pra mim”, afirma o ajudante geral Diniz Francisco de Lima.
“Quando a gente fala falta de qualificação, não é só o diploma de terceiro grau”, diz o economista-chefe da LCA Consultoria, Braúlio Borges.
O Senai tem até cursos de graduação e pós-graduação, mas a grande massa de jovens que sai do local carrega um diploma de técnico.
Hoje, são cerca de dois milhões de alunos nas escolas do Senai em todo o Brasil. “É uma tradição desse sistema ter escolas de boa qualidade porque ele é gerido pelos empresários e os empresários sabem as tecnologia que estão sendo usadas hoje e as tecnologias que vão usar amanhã”, esclarece José Pastore.
Mas, ainda que muitos cursos sejam de graça, o Senai, às vezes, não encontra aluno pra todas as vagas que tem.
“Se é correto afirmar hoje que falta mão de obra qualificada também podemos afirmar que faltam interessados em qualificação. Nosso sistema tem oferecido reiteradamente o número de vagas e estamos com dificuldade para preenchimento das vagas”, informa o diretor do Senai- MT, Gilberto de Figueiredo.
Isso também acontece nas faculdades. É uma conta estranha. A quantidade de instituições de educação superior no Brasil quase dobrou na última década - basicamente, por causa das particulares. Mas, em todas as áreas, tem muita vaga pra pouco aluno.
Mas por que, se o país está precisando de mão de obra qualificada, se as empresas reclamam do baixo nível dos candidatos, por que então as escolas de qualificação estão com vagas sobrando? Temos que resolver esta aparente contradição!
“A falta de planejamento, a abertura sem controle de todas as vagas fizeram com que hoje nós tenhamos mais ofertas de cursos do que alunos pra estudar”, fala a professora da faculdade de educação da Usp, Stela Piconez.
O país que peneira a mão de obra e não encontra muita coisa desperdiça lugares até nas universidades públicas. Mais de 14 mil vagas não têm dono.
“A universidade pública está atrasada, ela está no século 19, continua ofertando as mesmas vagas para os mesmos cursos que atendiam demandas do mercado do século passado”, diz Stela.Na área de exatas, essencial pro desenvolvimento do Brasil nos próximos anos, exemplos de dar pena: das vagas de engenharia civil, 28% não são preenchidas. Em engenharia eletrônica, 31%. Engenharia de petróleo: 52%. Não é só isso: entre os jovens que entram na faculdade, muitos não ficam até o fim.
“Ao longo do curso de engenharia nós perdemos metade dos alunos por evasão e os alunos que terminam, não terminam em cinco anos, terminam em 6, 7 anos. Somente 4,6% dos nossos estudantes que se formam no nível superior, se formam em engenharia. Na Coreia, esse número passa dos 26%. Esse número é desta ordem em todos esses países emergentes e que emergem pelo seu desenvolvimento científico e tecnológico como Índia, China e esses novos tigres asiáticos”, explica o conselheiro da CNI Luiz Scarvada.
“Ao ingressar num curso de engenharia, nos primeiros anos, sobretudo, eles têm uma carga pesada de matemática e física de alto nível e eles não têm nível adequado pra acompanhar esse curso. Eles não conseguem acompanhar, então eles desistem”, fala o diretor da escola politécnica da Usp, José Roberto Cardoso.
Em TI - tecnologia da informação - o problema se repete. Nos cursos de ciência da computação, 61% das vagas nas faculdades não são preenchidas. Em administração de redes, 62% e em análise de sistemas, há 79% de lugares sem dono.
“Hoje, há uma diminuição da procura da carreira, as razões são as mais variadas possíveis, existem, por exemplo, que as meninas acham que os caras que trabalham com TI são nerds, nós precisamos incentivar os jovens a participar desta profissão”, avisa o presidente da Brasscom Antônio Gil.
Sem falar que nem sempre o curso é de bom nível. Tudo isso perpetua a falta de profissionais preparados no mercado. Tanto que as empresas cercam os lugares onde os jovens são bem formados.
A Poli Júnior, uma empresa tocada pelos futuros engenheiros da Usp, presta serviço de verdade pro mercado. Um jeito de aprender fazendo.
Como o pessoal tem contato direto com as empresas, eles recebem algumas propostas. As empresas oferecem cursos, consultorias. Em troca, querem a ajuda deles para se aproximar dos alunos da faculdade.
“A gente, em contrapartida, faz divulgação de processo seletivo da empresa, divulga cartaz da empresa na escola politécnica. A gente vê experiências de alguns amigos próximos que não tem nem digamos idade na carreira acadêmica para estagiar e mesmo assim a gente recebe propostas de estágio, emprego”, diz o diretor-presidente da Poli Júnior, Allan Spezzio da Rocha.

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09 fevereiro, 2011

Profissões na área de exatas estão entre as mais requisitadas no Brasil

Na área de tecnologia da informação, o Brasil precisa, hoje, de 570 mil profissionais. Mas só tem 500 mil vagas preenchidas. Faltam 70 mil pessoas capacitadas pra trabalhar.


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Empresas têm dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados

No Brasil, o desemprego está numa baixa histórica. Mas nem sempre quem está atrás de uma vaga tem o perfil para ser contratado. Faltam quantidade e qualidade no mercado de trabalho.

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01 fevereiro, 2011

Foreigners account for a third of players in Europe's top football leagues


FOOTBALL'S labour market, like the game itself, is global, and European clubs are keen hirers of foreign talent. Proportionally, teams in Cyprus are the biggest importers: more than 70% of players in the Cypriot first division are foreign, according to a report from the Professional Football Players Observatory, a Swiss-based academic research group. However, England’s Premier League has the largest number of foreigners (even without the 50 or so players from elsewhere in the British Isles). Among Europe’s leading leagues, France’s Ligue 1 and Spain’s Primera Liga rely most on domestic talent. France, indeed, is the biggest intra-European exporter, with 261 players. But Brazil is easily the biggest supplier overall: 577 Brazilians are active in Europe’s top divisions.


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