19 setembro, 2011

Tráfico de semente fez ruir ciclo da borracha

Livro conta a história do inglês Henry Wickham, autor do furto de milhares de sementes de seringueira da Amazônia e um dos responsáveis pela decadência do ciclo da borracha no Brasil



Sob o pretexto de buscar penas de cores vibrantes para chapéus femininos das inglesas da Era Vitoriana, o inglês Henry Wi­­ckham desembarcou em fins do século 19 no coração da Floresta Amazônica com outro plano em mente: furtar sementes de seringueira, enroladas em folhas de banana, para serem entregues ao Jardim Botânico Real da Inglaterra.

Foi assim que a árvore nativa da Amazônia foi retirada de seu hábitat natural e, apesar das especulações de que não resistiria em outros climas, algumas sementes (cerca de 2,7 mil das 70 mil furtadas) germinaram e foram enviadas à colônias da Inglaterra, como a Malásia, Cingapura e Ceilão. 

Essa artimanha ajudaria a minar o ciclo brasileiro da borracha. As sementes foram furtadas pelo inglês em 1876 e começaram a produzir o látex, em boa quantidade, somente três décadas depois. O Brasil chegou ao auge da produção da borracha somente em 1913 e, coincidentemente, passou a decair nos anos seguintes.

O furto teria acontecido na calada da noite, como detalha o autor do livro recém-lançado O ladrão do fim do mundo (R$ 49,90, Editora Objetiva), o jornalista norte-americano Joe Jackson, que estudou profundamente o tema e atendeu a Gazeta do Povo por e-mail. “Ouvi dizer que Wickham teria levado as sementes em solas falsas de sapato, mas são apenas rumores. Elas foram transportadas em grandes cestos de palha, em um navio cargueiro.” 

Jackson lembra que Wickham, inicialmente, queria ser plantador de seringueiras, mas falhou em sua tentativa. “Ele começou a se corresponder com o diretor do Kew Gardens (Jardim Botânico de Kew), em Londres, e este prometeu pagá-lo pelas sementes de seringueiras que conseguisse levar até o Kew. “Basicamente, o único apoio que ele recebeu foi uma promessa de pagamento”. E, apesar de Wickham ter sido considerado o pai da borracha em Londres, acabou pobre e escondendo suas dificuldades financeiras.

Plantações
A produção da borracha nas colônias inglesas era mais organizada, afinal as seringueiras foram plantadas enfileiradas, uma monocultura, bem diferente do Brasil, onde as seringueiras estão espalhadas pela floresta. Nas colônias, localizadas na Ásia, a plantação deu certo porque lá não havia – e não há até hoje – uma praga de fungos ou insetos que mata as seringueiras. No Brasil, plantar as seringueiras em fileiras seria inviável pelo risco de se perder todo o investimento de uma hora para outra, como aconteceu com o empreendedor norte-americano Henry Ford. 

Ford conheceu o projeto da Malásia e tentou implementá-lo no Brasil, ao sul de Santarém, no Pará. Ele comprou uma área de 1,5 milhão de hectares, às margens do Rio Tapajós, e mandou plantar, enfileiradas, a matéria-prima dos pneus. Mas a ideia, chamada de Fordlândia, nunca vingou: as árvores foram atingidas pela praga e o local, hoje, parece uma cidade fantasma. 

A ideia de Ford também não deu certo porque ele queria que as plantações funcionassem como uma indústria, com os trabalhadores marcando as horas trabalhadas. “Ele ainda tentou organizar a vida particular dos trabalhadores, criando hábitos saudáveis de alimentação, o que foi contra os costumes locais. Ford fracassou duas vezes”, explica a historiadora Maria Verónica Secreto, do De­­partamento de História da Uni­versidade Federal Fluminense.

A decadência do ciclo da borracha no Brasil certamente está vinculada ao furto das sementes das seringueiras, mas não apenas a isso. A historiadora Maria Verónica Secreto lembra que o Brasil e o Peru (que dividem a Amazônia) não conseguiriam suprir a demanda mundial da borracha, que cresceu extraordinariamente no início do século 20. “A produção de látex na Amazônia depende de trabalhadores que caminhem grandes extensões dentro da mata até as seringueiras. É muito mais sofrido do que na monocultura”, explica. O modelo de trabalho também era fracassado. Os trabalhadores começavam endividados, porque tinham de pagar pelos próprios instrumentos de trabalho, o que fazia com que as pessoas desistissem de trabalhar nos seringais.


Cronologia
Produção ganhou força na 2ª Guerra
O Brasil, depois de 1913, viu a produção da borracha declinar, mas, no início da Segunda Guerra Mundial, voltou a produzir em grande escala. Como as plantações da Malásia caíram nas mãos dos japoneses, para os países aliados, como os Estados Unidos, era interessante que o Brasil voltasse a extrair látex em grande quantidade. “A borracha passa a ser um produto estratégico porque muitos insumos da guerra eram feitos dela. Cada soldado usava cerca de 16 quilos do material, ou seja, muitas toneladas de borracha eram necessárias”, diz a historiadora Maria Verónica Secreto. 

Para aumentar a produção, foi feito um acordo em Washington em que o Brasil produziria cotas de borracha. Como faltavam trabalhadores para colher o látex, o então presidente Getúlio Vargas recrutou homens que foram chamados de “soldados da borracha”. “O discurso político toma nomes bélicos, porque várias frentes foram criadas na Amazônia para ajudar a pátria e os seus aliados”, afirma Maria Verónica.

Por quase um ano, homens produziram a borracha para ser usada na 2ª Guerra Mundial. Logo que os americanos, porém, descobriram a fórmula da borracha sintética, a extração do látex deixou novamente de ser interessante. “Os ‘soldados da borracha’ foram abandonados pelo governo e muitos deles acabaram no interior da Amazônia, vivendo de outros tipos de exploração e colheita.”

Fonte: Gazeta do Povo

Marcadores: , , , , ,

18 setembro, 2011

The Little Data Book on Private Sector Development 2011

This Little Data Book provides data for more than 20 key indicators on business environment and private sector development for more than 200 economies.




Preface

Access to reliable cross-country data on private sector development is crucial when formulating responses to economic crisis. When downturns affect exports, investment and growth negatively, making life easier for business is a significant step towards economic recovery. This became very obvious during the global financial crises when governments were trying to stimulate economic growth through the creation of more robust private and finance markets. Improving the investment climate facilitates economic adjustment as it helps attract capital to create jobs and provide basic services.
Unsurprisingly, the availability of cross-country data on the business environment has rapidly expanded in recent years, including data from the World Bank’s Doing Business project, Enterprise Surveys, and the World Bank Group Entrepreneurship Snapshots.
The data sources presented in this book report on the scope and types of regulations that enhance — and constrain — business activity and provide information on business owners’ assessment of the business environment. The data have led to new research, enabled benchmarking, and informed the reform process in many developing countries.
Included in this guide are indicators on the economic and social context, the investment climate, private sector investment, finance and banking, and infrastructure. Though a pocket guide cannot include all relevant variables, the indicators that are included provide users with a general understanding of the private sector in each country. Indicators displayed in the tables are defined in the Glossary, which also lists data sources.
We welcome your suggestions on how to improve future editions and make them more useful. 

Regional tables

The country composition of regions is based on the World Bank’s analytical regions and may differ from common geographic usage.
East Asia and Pacific American Samoa, Cambodia, China, Fiji, Indonesia, Kiribati, Democratic Republic of Korea, Lao People’s Democratic Republic, Malaysia, Marshall Islands, Federated States of Micronesia, Mongolia, Myanmar, Palau, Papua New Guinea, Philippines, Samoa, Solomon Islands, Thailand, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Vanuatu, Vietnam
Europe and Central Asia Albania, Armenia, Azerbaijan, Belarus, Bosnia and Herzegovina, Bulgaria, Georgia, Kazakhstan, Kosovo, Kyrgyz Republic, Lithuania, Former Yugoslav Republic of Macedonia, Moldova, Montenegro, Romania, Russian Federation, Serbia, Tajikistan, Turkey, Turkmenistan, Ukraine, Uzbekistan
Latin America and the Caribbean Antigua and Barbuda, Argentina, Belize, Bolivia, Brazil, Chile, Colombia, Costa Rica, Cuba, Dominica, Dominican Republic, Ecuador, El Salvador, Grenada, Guatemala, Guyana, Haiti, Honduras, Jamaica, Mexico, Nicaragua, Panama, Paraguay, Peru, St. Kitts and Nevis, St. Lucia, St. Vincent and the Grenadines, Suriname, Uruguay, República Bolivariana de Venezuela
Middle East and North Africa Algeria, Djibouti, Arab Republic of Egypt, Islamic Republic of Iran, Iraq, Jordan, Lebanon, Libya, Morocco, Syrian Arab Republic, Tunisia, West Bank and Gaza, Republic of Yemen
South Asia Afghanistan, Bangladesh, Bhutan, India, Maldives, Nepal, Pakistan, Sri Lanka
Sub-Saharan Africa Angola, Benin, Botswana, Burkina Faso, Burundi, Cameroon, Cape Verde, Central African Republic, Chad, Comoros, Democratic Republic of Congo, Republic of Congo, Côte d’Ivoire, Eritrea, Ethiopia, Gabon, The Gambia, Ghana, Guinea, Guinea-Bissau, Kenya, Lesotho, Liberia, Madagascar, Malawi, Mali, Mauritania, Mauritius, Mayotte, Mozambique, Namibia, Niger, Nigeria, Rwanda, São Tomé and Príncipe, Senegal, Seychelles, Sierra Leone, Somalia, South Africa, Sudan, Swaziland, Tanzania, Togo, Uganda, Zambia, Zimbabwe 

World

Economic and social context Population (millions) Labor force (millions) Unemployment rate (% of labor force) gni per capita, World Bank Atlas method ($) gdp growth, 1995–2000 and 2000–09 (average annual %) Agriculture value added (% of gdp) Industry value added (% of gdp) Manufacturing value added (% of gdp) Services value added (% of gdp) Inflation (annual % change in consumer price index) Exchange rate (local currency units per $) Exports of goods and services (% of gdp) Imports of goods and services (% of gdp)
Investment climate Ease of doing business index (ranking 1–183; 1 = best) Time to start a business (days) Procedures to start a business (number) Firing cost (weeks of wages) Closing a business (years to resolve insolvency) Total tax rate (% of profit) Profit tax (% of commercial profits) New businesses registered (thousands) New business density (new regis. Per working-age pop.) Enterprise surveys Time dealing with gov’t officials (% of management time) Firms expected to give gifts in meetings w/tax officials (%) Firms using banks to finance investments (% of firms) Delay in obtaining an electrical connection (days) iso certification ownership (% of firms)
Private sector investment Invest. In infrastructure w/private participation ($ millions) Private foreign direct investment, net (% of gdp) Gross fixed capital formation (% of gdp) Gross fixed private capital formation (% of gdp)
Finance and banking Government cash surplus or deficit (% of gdp) Government debt (% of gdp) Deposit money banks’ assets (% of gdp) Total financial system deposits (% of gdp) Bank capital to asset ratio (%) Bank nonperforming loans to total gross loans ratio (%) Domestic credit to the private sector (% of gdp) Real interest rate (%) Interest rate spread (percentage points)
Infrastructure Paved roads (% of total roads) Electric power consumption (kwh per capita) Power outages in a typical month (number) Mobile cellular subscriptions (per 100 people) Internet users (per 100 people)




Marcadores:

15 setembro, 2011

Lambretas do Leandro Damião em áudio e vídeo

Áudio com quatro narrações diferentes da famosa "lambreta" do magistral Leandro Damião: 

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=209480&channel=232


Segue também matéria feita pelo peroídico argentino Olé:
http://www.ole.com.ar/futbol-internacional/lambreta-hago-chico_0_554944749.html


Vídeo da segunda lambreta:

Lambreta de Damião leva a torcida em Córdoba à... por citrusblack83

Vídeo da primeira lambreta contra o Juventude no Gauchão:
 
Lambreta do Leandro Damião - Juventude 1 x 2... por citrusblack83

Marcadores: , , , , , , ,

05 setembro, 2011

O Doodle de hoje: 05 de setembro